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sexta-feira, 7 de março de 2025

Ruim de apito e MIMIZENTA!

Crédito: Facebook

Eu poderia ficar calado ou fazer a política da boa vizinhança defendendo a mulher e neste caso a árbitra Edina Batista. Mas... não seria eu. 

O tema é polêmico e certamente a maioria dos leitores da coluna vão preferir ignorar o que é obvio e vão ficar contra mim provavelmente me taxando de preconceituoso, misógino e outros adjetivos que a lacração adora usar para se auto defender atacando.

E antes que você diga que é inveja minha, que sou isso, que sou aquilo, que ela apitou na Copa do Mundo e em tantas outras competições importantes pelo mundo afora, eu pergunto: "Um profissional que tem tantos erros graves no currículo tem qualidades técnicas e meritocracia para as indicações ou o fator padrinho ou até mesmo gênero teve peso maior na hora da indicação e... se fosse homem com esses erros, teria o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades? 

Pense cara pálida!

Mas antes das pedradas que o tema exige, que tal vocês darem um google para terem noção do que estou falando e da quantidade enorme de ‘erros graves’ que esta árbitra já cometeu na sua carreira com apito na boca. Sei que não vão fazer isso, mas vou dar uma ajudinha e no final deste post vou deixar um copilado do tema abordado nesta postagem.

Deixo claro que não estou criticando a cidadã, se bem que, com o profissionalismo na arbitragem e não adiantam falar que não existe, pois no nível que atingiu – provavelmente não por meritocracia – Edina Batista é sim uma profissional do apito, vive e muito bem da labuta e conquistas exclusivamente vindas do apito. Mas como disse, a crítica não é a cidadã, mas sim as qualidades técnicas ou a falta delas, que são ruins, da árbitra e de suas atuações dentro de campo.

Li na rede social a seguinte frase da Edina: “Não me criticam pela minha arbitragem, e sim por eu ser mulher” - Edina Alves.

A crítica fora do campo é por frase como essa que mostra a arrogância, o mimimi e chororô descabido usados para se vitimizar e esconder as cacas que tem feito dentro de campo ao longo de sua carreira. E esta não é a primeira vez que ela usa o gênero e a lacração para se defender atacando quem ousa discordar dela.

Os gestos bruscos e a cara feia durante o sorteio do cara-coroa que tem usado ultimamente contra jogadores, membros de comissões técnicas e alguns críticos, só expõe a fragilidade, a falta de confiança e a tentativa de se auto defender das críticas que virão e ela sabe disso. A depressão de outrora não comove tanto e já não serve mais para se vitimizar. A moda atual é usar a lacração e o mimimi para ter o sonhado engajamento da trupe.

Já que os lacradores não vão fazer isso, vou dar um google e deixar abaixo o link dos erros da Edina Batista que todos reclamam, não por ser uma mulher apitando, mas por serem erros absurdos que não pode ser cometido por um profissional da elite e que vive arbitragem as 24 horas do dia.

Antes das críticas a este post que certamente virão, analise o que foi escrito. Não estou julgando e nem criticando por ela ser mulher, até mesmo que neste espaço tem várias críticas a árbitros homens que são ruins também, mas não se vitimizam ou usam o machismo ou a lacração para se defenderem.

Como exemplo, o torcedor, o critico, pode reclamar do Anderson Daronco, dizer que ele é bombado, vitaminado, gordo, lento e é mesmo a olhos nu, mas não pode criticar uma árbitra porque será taxado de preconceituoso e misógino.

Viva a igualdade dos gêneros.

 

Erros e polêmicas

Novorizontino x São Paulo – Paulistão 2021

No duelo, válido pela quarta rodada do Campeonato Paulista de 2021, Edina não marcou pênalti do goleiro Giovanni em cima do são-paulino Luciano. O lance também não chamou atenção do VAR e o erro, reconhecido posteriormente por Edna, a levou à depressão por um tempo.

“Eu não vi. Falei para o VAR que estava em dúvida porque não tinha conseguido enxergar. Ele me disse que não havia sido pênalti, e eu segui (...) Ali (após o jogo, já no vestiário), desabei. Falei para meus colegas: 'Eu errei, foi pênalti'. Eles tentaram me consolar dizendo que o VAR havia me dito que não. Mas eu estava vendo no vídeo, foi pênalti, sim. E eu não dei" - afirmou em entrevista para o UOL.

"Esse lance me machucou. Fiquei deprimida, em uma fossa absurda por meses. Precisei de terapia para me recompor daquele dia. Foi um erro inadmissível, eu me posicionei mal e não consegui ver. Não gosto de errar, ainda mais desse jeito. Disse que queria me redimir com os jogadores do São Paulo, mas não foi possível" - completou.

Santos x São Paulo – Paulistão 2022

O clássico vencido por 3 a 0 pelo São Paulo, em jogo válido pelo Campeonato Paulista de 2022, causou grande irritação nos santistas por causa de dois pênaltis não marcados para o Peixe – em um deles com Marcos Leonardo sendo derrubado na área, e no outro com Ângelo. Segundo nota oficial emitida pelo Santos na época, a Federação Paulista reconheceu os erros de Edina e da equipe de arbitragem.

“Atendendo à ofício enviado pelo Santos FC no início da semana, a Federação Paulista de Futebol (FPF) reconheceu dois equívocos técnicos da arbitragem, tanto de campo, quanto do VAR, no jogo contra São Paulo, na Vila Belmiro. Após análise de imagens e áudio, a FPF concluiu que o Santos FC teve dois pênaltis não marcados pela árbitra Edina Alves no clássico do último domingo (20), na Vila Belmiro. A Federação afirma que aplicará ações corretivas na equipe de arbitragem que trabalhou na partida”  - disse a FPF.

Santos x Corinthians – Paulistão 2023

A atuação de Edina em um clássico entre Santos e Corinthians, que terminou empatado em 2 a 2, pelo Paulistão de 2023, ainda gerou críticas em relação ao seu desempenho e por ter anulado um gol marcado por Yuri Alberto. No lance, que teve intervenção do VAR, a árbitra considerou que Yuri estava em posição irregular quando participou da construção do lance que terminaria com a bola no fundo das redes.

Flamengo x Botafogo – Campeonato Brasileiro 2023

Durante o clássico carioca, a árbitra foi apontada como uma juíza sem pulso para apitar determinada partida. No confronto ela chegou a expulsar o lateral Rafael, do Botafogo, em chegada forte em Everton Cebolinha, mas não teve a mesma postura para tirar Thiago Maia de campo depois de uma falta forte em Di Plácido.

O VAR convocou a árbitra para uma revisão do lance, considerando o chute na canela como passível de expulsão, A juíza analisou a jogada na cabine, mas optou por manter o cartão amarelo para o flamenguista.

Flamengo x Fortaleza - Campeonato Brasileiro 2024

No primeiro tempo da partida contra o Fortaleza, dentro do Maracanã, pela 16ª rodada do Brasileirão 2024, Edina marcou um pênalti no mínimo questionável sobre o atacante Pedro, no momento em que os rubro-negros perdiam por 1 a 0.

O camisa 9 do Flamengo erra a bola ao tentar um chute, cai sozinho na área, e mesmo assim a paranaense assinalou a penalidade máxima.

Leia mais

> Novorizontino emite nota de repúdio contra Edina Alves e equipe e aponta 'erros determinantes' em queda para o São Paulo

> Federação Paulista admite erro de Edina Alves no Clássico Paulista

> Erro de Edina Batista, mentira e acusação em lives: por que árbitro da elite em SP foi expulso de 'bolha'

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Interferência externa ou ruindade do Bráulio Machado?

Ex-árbitro FIFA confirma gol do Barra, termina o jogo e anula gol depois do final da partida; Campeonato Catarinense pode parar

Bráulio Machado no momento em que confirma o gol do Barra (Foto: Tiago Winter)

Há tempos critico as atuações do ex-árbitro FIFA Bráulio da Silva Machado. O estrelinha catarinense é daqueles que quando comete erros com o apito na boca, são dignos de derrubar comissões de arbitragens. Foi assim na Copa do Brasil de 2023, quando estendeu o jogo por 10 minutos entre Sergipe e Botafogo até que a equipe carioca empatasse a partida e continuasse na competição se tornando 'persona non grata' em Aracajú. E agora, sem o escudo no peito que herdou sem meritocracia e já se aproximando do fim da carreira cheia de polêmicas, apronta mais uma na partida entre Barra e Caravaggio pelo Catarinense 2025.

Desta vez ele superou todos os limites do aceitável no futebol e na arbitragem e deve explicações da sua decisão de anular um gol decisivo e classificatório, onde ele validou, com anuência do assistente e em seguida, como mostra as imagens da FCFTV, encerrou o jogo, legitimando o resultado.

Veja vídeo abaixo.

Crédito: imagens FCFTV

Entenda

Caso o gol fosse confirmado, o Barra estaria classificado entre os oitos times para as quartas de final da competição. Estranhamente e para não falar outra coisa, e de forma irregular, pois a partida já tinha sido encerrada, o gol foi anulado e o Joinville ficou com a vaga que seria do Barra.

Será que teve interferência externa na decisão da arbitragem ou será que a decisão agradou dirigentes da FCF? A federação Catarinense de Futebol precisa urgentemente esclarecer o ocorrido na partida. Lamentavelmente a sumula da partida ainda não foi divulgada e o site oficial está fora do ar na aba referente a arbitragem.

Campeonato pode parar

Segundo o colunista Rodrigo Faraco, o Barra pretende contestar no TJD/SC o gol anulado no final da partida que oficialmente terminou empatada em 0 x 0.

O argumento do Barra é a conduta do árbitro Bráulio  Machado, que teria confirmado o gol e logo em seguida encerrado a partida, para depois anular o gol, que foi marcado no último lance do jogo.

Pelas imagens os gestos de Bráulio Machado indicam realmente que ele confirmou o gol e encerrou a disputa. Na sequência ele aponta o meio de campo, confirmando o gol, logo depois olha o relógio e encerra o jogo.

O TJD-SC ainda não recebeu nada oficialmente, mas nos bastidores o Barra já se movimenta para tentar parar o Catarinense 2025.

Encerro aqui dizendo: "A estrelinha, agora decadente, em queda livre, após perder o escudo FIFA me fez perceber o quanto o meu amigo Marco Martins faz falta à arbitragem catarinense e certamente, vendo esta arbitragem, se virou de raiva no seu leito de morte".

Batalha campal no fim da partida entre Sergipe e Botafogo pela Copa do Brasil de 2023

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Comissão de Arbitragem da CBF é reformulada e cria Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais

Árbitros com experiência em Copas do Mundo vão contribuir com a nova comissão; dois deles apitaram jogos finais da competição

CBF apresenta nova Comissão de Arbitragem - Créditos: Jo Marcone/CBF

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, anunciou nesta quinta-feira (13) a nova estrutura da Comissão de Arbitragem da entidade. A partir de agora, um Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais vai avaliar as decisões tomadas pelos árbitros no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

O Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais é formado pelo italiano Nicola Rizolli, que apitou a final da Copa do Mundo de 2014, o argentino Nestor Pitana, árbitro da final da Copa do Mundo de 2018, e o brasileiro Sandro Meira Ricci, que trabalhou nas Copas de 2014 e 2018, também com larga experiência mundo afora.

Já a Comissão de Arbitragem da CBF será gerida por uma equipe técnica multidisciplinar, coordenada pelo gestor Rodrigo Cintra e que contará com outros nomes de peso, como Luiz Flávio de Oliveira, Marcelo Van Gasse, Fabrício Vilarinho, Luiz Carlos Câmara Bezerra, Eveliny Almeida e Emerson Filipino Coelho.

“É um projeto que com certeza vai trazer frutos para a transparência, dentro e fora de campo da arbitragem nacional. Queremos avançar para que o futebol seja cada vez mais alegre, disciplinado e purificado” - disse o presidente Ednaldo Rodrigues, que parabenizou um a um dos novos auxiliares.

O Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais estará em contato com a Comissão de Arbitragem analisando lances polêmicos, aqueles que suscitem dúvidas, e, ao analisá-los, os três integrantes do Comitê terão poder de voto, a fim de direcionar decisões da Comissão de Arbitragem. O intuito é aprimorar a arbitragem nacional e reduzir o número de decisões equivocadas nos jogos de futebol.

Crédito: Reprodução CBF

Ao criar o Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais para interagir com a Comissão de Arbitragem, a CBF passa a ser a primeira associação nacional a adotar essa metodologia no mundo, de modo contínuo em seu calendário.

Outras novidades anunciadas pela CBF nesta quinta dizem respeito a criação da Escola Nacional de Arbitragem e a elaboração de um ranking nacional de arbitragem, iniciativas que já estarão vigentes neste semestre, com a intenção de padronizar o setor.

Profissionalização

A Comissão de Arbitragem vai também, em conjunto com a diretoria da CBF e com as entidades ligadas aos árbitros brasileiros, tratar da profissionalização deles e estabeleceu a data de 31 de dezembro de 2027 como limite para a conclusão de estudos e análises sobre o caso. Para isso, sabe que dependerá da aprovação do Congresso Nacional.

“Queremos que esse tema não seja um projeto e sim um programa. Vamos tocar um planejamento e esperamos fazer essa mudança já a partir de 2028 com o primeiro grupo profissionalizado” - disse Rodrigo Cintra.

Novo processo

Nestor Pitana, que vai integrar o Comitê Consultivo, falou sobre sua expectativa de colaborar com a CBF. Atualmente, o argentino presidente a Comissão de Arbitragem da Federação Equatoriana de Futebol.

"Estou muito grato pela oportunidade que a CBF está me dando. Estar aqui apoiando, sugerindo e analisando a arbitragem é ótimo. Gostaria de agradecer ao presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e também a Federação Equatoriana por permitir minha vinda. Para mim será um novo processo, porque este comitê é inovador."

Nova comissão de arbitragem da CBF - Créditos: Jo Marcone/CBF

Para Sandro Meira Ricci, a nova experiência tem tudo para ser bem sucedida. Ele também fez um breve comentário sobre as mudanças na arbitragem brasileira e sua participação no Comitê Consultivo.

"É uma oportunidade única de contribuir com a arbitragem brasileira depois de tantos anos de experiência. A partir desse convite vamos analisar a cada rodada as situações mais polêmicas, mais controversas e emitir uma opinião sobre isso. A expectativa é que a gente possa também aprender um pouco com esse processo inovador e contribuir com base na nossa experiência e conhecimento."

Uniformizar

O italiano Nicola Rizolli não pôde vir ao encontro promovido pela CBF, mas gravou um vídeo exibido durante o evento num hotel do Rio. Ele é diretor de Arbitragem da Concacaf, a quem também agradeceu por ter lhe autorizado a participar do Comitê Consultivo.

"Gostaria de agradecer à CBF pelo convite para fazer parte deste importante projeto. Preciso agradecer também à Concacaf por me dar a oportunidade de estar aqui. Estou muito feliz. Isso é uma ótima experiência, um projeto importante, e vou usar todo o meu conhecimento para torná-lo o melhor possível. Tenho certeza que com uma ótima equipe, como temos, podemos melhorar de alguma forma a qualidade da arbitragem nos critérios, na uniformidade dos árbitros."

Crédito: Reprodução CBF

Novos talentos

Representante feminina na Comissão de Arbitragem, Eveliny Almeida prometeu fortalecer a participação das mulheres na arbitragem brasileira.

"Estou muito feliz em fazer parte dessa comissão. Vamos trabalhar muito fortemente com a arbitragem feminina, sempre capacitando, qualificando, buscando novos talentos, aprimorando o que já está aí, nos representando inclusive em competições internacionais. Esse é o nosso maior objetivo, fortalecer a arbitragem feminina nessa nova gestão."

Fonte: CBF

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Federação Paulista arrecada milhões em patrocínios e não paga árbitros do Paulistão

Reinaldo Carneiro Bastos só alegria com lucros da arbitragem - Credito: Estadão

Segundo informações, a Federação Paulista de Futebol não pagou as taxas de arbitragem de todas as suas competições até presente momento. Profissionais que constam nos borderôs, incluindo árbitros, VAR e analistas que atuaram nas quatro primeiras rodadas da Série A1, nas demais divisões do Estadual e Copa São Paulo, até a última sexta feira, não tinham recebido um centavo sequer das suas taxas e diárias para deslocamentos e alimentação.

Isso ocorre por erro de gestão, pois é o momento que a entidade mais lucra com patrocínios nos uniformes dos árbitros. Hoje os profissionais do apito não são mais apenas prestadores de serviços e sim uma fonte de renda lucrativa.

O uniforme dos árbitros, incluindo os que ficam na sala do VAR, que atuam nas competições da Federação Paulista de Futebol, ostentam pelo menos cinco marcas de patrocinadores. A que chama mais atenção e causa polêmica é a marca BIS que forma uma junção mudando o nome do árbitro para arBIStro estampado na frente e nas costas dos uniformes dos profissionais do apito.

Patrocínios da arbitragem paulista - Crédito: Reprodução Cazé TV

Segundo uma fonte dentro da FPF, está sendo discutido acordo entre as partes para a marca de achocolatados ser incluída no VAR na próxima temporada e o nome mais sugestivo para aparecer na sala próximo dos monitores foi ‘BISbilhotano’. Pela informação, outra negociação estaria em andamento com uma casa de apostas, as chamadas BETs, que, caso seja aprovado, no futuro os profissionais do apito seriam chamados de arBETro.

O uniforme, incluindo o calção, ainda ostente outras seis marcas, Quartzolit, FutFanatics, Placo, Unisa, Smart Fit, Brasilux. Juntos, os patrocínios rendem mais de 20 milhões de reais anualmente aos cofres da FPF, o que é mais que o suficiente para saldar toda parte financeira da arbitragem incluindo taxas e treinamentos e ainda sobra uns trocados para a FPF.

Com exceção das taxas, nenhum centavo sequer desses 20 milhões são destinados aos árbitros ou a entidade que os representam. Apesar de, em conversas sempre afirmar que defende os árbitros, Reinaldo Carneiro Bastos veta qualquer tipo de ajuda a categoria. A lembrar a pandemia do coronavírus quando a entidade não deu uma cesta básica sequer ou qualquer outro tipo de ajuda para os árbitros que ficaram meses sem trabalhar. 

Árbitros Paulistas (em destaque) membros da ABRAFUT se calam sobre assunto

Entre os árbitros que não receberão estão Marcelo Carvalho Van Gasse, Raphael Claus, Edina Alves, Neuza Back e Danilo Manis. Van Gasse é o presidente e os demais membros da diretoria da ABRAFUT, associação de árbitros que estão calados sem se manifestarem sobre os patrocínios e o não pagamento das taxas dos árbitros, muitos deles associados da entidade.

O Blog entrou em contato com a FPF, com o presidente Reinaldo Carneiro Bastos, com José de Assis Aragão, presidente do Safesp e com a diretoria da ABRAFUT. Nenhum deles retornaram o contato até o fechamento deste post que será atualizado caso isso ocorra.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

VAR salva arbitragem da Copinha em Araraquara

Dois pênaltis foram marcados com recurso da tecnologia 

Fabiano Monteiro - Crédito: Reprodução Youtube

Ontem à noite (21), em Araraquara, interior paulista, São Paulo e Criciúma fizeram jogo disputadíssimo pela semifinal da Copa São Paulo Sub-20. O jogo foi dramático e só foi decidido nos acréscimos quando dois pênaltis foram anotados para a equipe paulista que perdia desde o primeiro tempo por 1 a 0.

O detalhe é que os dois pênaltis só foram marcados após intervenção do VAR. O árbitro da partida, Fabiano Monteiro dos Santos, com cara de poucos amigos e certa arrogância nas advertências aos jogadores e membros das comissões técnicas, vinha tendo uma atuação aceitável para seu nível de árbitro da Série A1 do Paulistão e Serie a do Brasileiro.

Sorte dele que justamente nesta fase, a competição passou a utilizar a tecnologia VAR. Não fosse isso, dois pênaltis deixariam de ser marcados o que certamente mancharia a competição e o seu currículo que esta sendo construído.

Incrível que Fabiano Monteiro teve duas decisões diferentes para dois lances semelhantes dentro da área. No primeiro, quando o atacante Ryan, do São Paulo, tentou dar uma puxada e atingiu a cabeça do adversário, marcou falta e puniu o jogador com cartão amarelo, o que tira o artilheiro da competição da final.

Antes do segundo lance, aos 43 da etapa final, em um levantamento para a área, Capella, do Criciúma, toca a bola com uma das mãos em lance faltoso ignorado pelo árbitro. O VAR interviu, recomendou a revisão e o pênalti foi marcado.

Melhores momentos da partida - Youtube

Aos 51 da etapa final da partida, ocorreu o segundo lance semelhante, em uma disputa pelo alto, o zagueiro Vinycius, do Criciúma, atinge jogador do São Paulo com um chute na cabeça em lance novamente ignorado pelo árbitro, mas novamente foi sugerida a revisão pelo VAR e o pênalti marcado.

No lance a favor da defesa o árbitro teve olhos de lince, coragem e marcou a infração, mas no lance idêntico a favor do ataque ele se omitiu e não teve coragem de tomar decisão dando o pênalti se escorando no VAR.

Fabiano Monteiro é um bom árbitro, tem potencial e com certeza em breve será da elite do futebol brasileiro. Mas precisa controlar a arrogância, dar uma acalmada no ego, ter coragem para tomar decisões em qualquer parte do campo sem se escorar no VAR.

Se quiser ser grande de verdade precisa desenvolver sua arbitragem conforme suas caraterísticas que trás desde a várzea, sem copiar ninguém e sair da sombra de Matheus Candançan, seu ídolo na arbitragem e na vida.  

Já dizia Armando Castanheira da Rosa Marques que o árbitro pode ser ruim, mas precisa ter sorte. Fabiano não é um árbitro ruim, mas ontem teve sorte de ter um VAR no suporte, apitando por ele.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

O Rei do VAR

Ramon Abatti paralisou 40 vezes as partidas por sugestão do VAR no Brasileirão 2024

Ramon Abatti Abel - Crédito: Gil Gomes/AGIF

O Brasileirão 2024 terminou no último domingo (8) coroando o Botafogo FR com seu segundo título nacional. Antes, venceu a final polêmica de 1995 contra o Santos com arbitragem, até hoje não esquecida de Marcio Rezende de Freitas, então FIFA de Minas Gerais. Talvez a final mais polêmica da era dos pontos corridos.

O Brasileiro deste ano também teve suas polêmicas. Na verdade, talvez uma ou duas rodadas no máximo passaram com arbitragens despercebidas. Nas demais, reclamações dominaram o noticiário esportivo e o saldo foi geladeira para vários árbitros, não poupando nem mesmo os da elite, do seleto quadro FIFA. Alias, como nossos árbitros internacionais bateram cabeça e exageraram nos erros na competição e aqui não vou entrar na discussão das possibilidades e suspeitas de erros intencionais em determinados jogos por conta da manipulação de resultados que estão sob investigação das autoridades policiais e de congressistas que, alias, já convocaram vários árbitros para deporem na CPI das apostas esportivas. 

Nos bastidores da arbitragem, os comentários é geral de que não será nenhuma surpresa caso apareça, mais cedo ou mais tarde, algo semelhante a 'Máfia do Apito' versão casa de apostas.

Mas deixando as polemicas de lado e entrando nos números da competição e como os números não mentem, posso afirmar que Ramon Abatti Abel é o Rei do VAR. O catarinense de 35 anos, do quadro FIFA foi o mais acionado pelo VAR. Nos 21 jogos apitados por ele na competição, foram 40 recomendações para checagem de lances que passaram despercebidos por ele em campo.  Em 10 mudou sua decisão.

Se a arbitragem brasileira não tem critérios, o mesmo não se pode falar de Ramon, que mantém o ritmo. Na temporada passada o badalado árbitro também esteve entre os com mais recomendações pelo VAR. Em 23 partidas foram 44 paralizações com sete mudanças de decisões.

Abatti ficou um mês na geladeira após erros no confronto Palmeiras 2x2 Fortaleza, pela 31ª rodada que foi a mais polemica da competição. Além de Ramon, outros dois árbitros (Bráulio da Silva Machado e Flávio Rodrigues de Souza) e outros quatro profissionais do VAR (Diego Pombo Lopez, Pablo Ramon, Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral e José Claudio Rocha Filho), foram punidos pela CBF.

Outro inquilino do VAR foi o carioca Alex Gomes Stefano. Se Ramon foi o que mais recebeu recomendações de checagem, Stefano foi o que mais mudou suas decisões. Em seu primeiro ano na elite do futebol brasileiro, o árbitro de 36 anos, que comandou 22 jogos, teve 39 paralisações de jogo e mudou a sua decisão em onze ocasiões.

Fechando o top 3 está o gaúcho Rafael Klein que caiu duas posições em relação ao ano passado. Foram 33 paralisações com nove alterações de decisão nos 21 jogos que comandou.

Em 2023 Klein liderou os rankings de paradas e mudanças. Na edição passada, nas 23 partidas que arbitrou, paralisou o jogo 48 vezes e mudou sua decisão em 13.

Obs. Esta postagem não é uma critica direta aos árbitros mencionados, que seguem protocolos e recomendações, mas serve como uma pequena mostra de como nosso VAR é intervencionista interferindo demasiadamente nas decisões de campo e de  como nossa arbitragem usa o VAR como muleta para corrigir seus erros, a falta de atitude e tomadas de decisões.

Chamo atenção ainda para que toda vez que a ferramenta é acionada, um erro foi cometido. Seja ele em campo ou pela interpretação equivocada do operador da tecnologia que não se cansa de buscar pelo em ovo ou algo imperceptível para sugerir revisão no lance, muitas vezes até mesmo, ignorando o protocolo para uso da tecnologia.

Com informações: Espião estatístico - GE

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Gerente do VAR é boicotado na CBF e pode ser demitido a qualquer momento

Wilson Seneme e Alicio Pena Junior - Crédito: Martín Fernandez

A panela de frituras da comissão de arbitragem da CBF, comandada por Wilson Luiz Seneme, continua a mil graus e fritando quem ousar discordar do rei ou enfrentar o sistema. Mas desta vez, a fritura que está ocorrendo e pelos motivos alegados, é injusta, não que a pessoa não mereça pelo conjunto da obra, pois quando lhe foi conveniente, serviu ao sistema oprimindo e perseguindo árbitros. Mas a lei do retorno é implacável e ela chegou pondo uma frigideira fervendo embaixo dos fundilhos do até então opressor.

Segundo um membro desta mesma comissão, atualmente, Alicio Pena Junior, que até pouco tempo atrás mandava e desmandava como presidente interino, atualmente sequer tem sua entrada permitida na CBF, no Rio de Janeiro. Pelas informações, Alicio tem dado expediente no Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira (CEAB), localizado a poucos metros da sede, onde, apesar de ser gerente, passa o dia sem ter o que fazer, pois perdeu o poder e foi tirado de todas suas funções e atribuições assim como também das escalas dos jogos.

Para esconder a má gestão, os desmandos, os erros e as perseguições, tudo na comissão é proibido, escondido e omitido de forma proposital. Todas as informações e dados que antes eram disponibilizados de forma transparente no site da entidade, a algum tempo estão indisponíveis ou com acesso negado para consultas. Não se tem mais a possibilidade de pesquisar o currículo e a ficha dos árbitros, assim como dos demais integrantes do quadro nacional com os jogos, funções e demais atividades realizadas por esses profissionais em competições da CBF.

Como tudo é proibido, as especulações até então era de que Alicio, o fritado do momento, estaria ausente de suas funções por conta de uma cirurgia, mas segundo a fonte, um outro membro, que sempre teve ambição pelo poder, estaria envenenando o atual presidente com a informação que o bom mineiro seria o x9* responsável pelos vazamentos de informações confidenciais para setores da imprensa do departamento de arbitragem desde que o atual chefe chegou ao poder.

* X9 é uma expressão popular que significa delator ou dedo-duro.

Membros da CNA-CBF - Crédito: Rodrigo Ferreira/CBF

Ocorre que este membro, com histórico obscuro e ainda por ser revelado na arbitragem, por muito tempo, desde quando pertencia a outra federação, usou os bastidores e aproximação com repórteres e blogueiros para repassar informações e deletar anonimamente árbitros e dirigentes para atingir seus alvos e objetivos.

Foi assim que, usando sua influência de bom moço nos bastidores e fingindo de santo que subiu na carreira, com atuações pra lá de suspeitas. Intermediou acordos publicitários, perambulou por alguns estados do país chegando ao degrau maior da carreira e se tornou hoje em um dos dirigentes mais influente da arbitragem brasileira e do continente. Mas seu projeto ainda não está completo, falta o xeque mate, falta chegar ao topo que é ser o numero um, o degrau maior que ele está construindo tirando do caminho qualquer pessoa que possa ser pedra na sua caminha pelo poder.

Seneme, um ser raivo, rancoroso e incapaz de enxergar um passo além do seu nariz, realiza verdadeira caça às bruxas e uma investigação severa desde que esses vazamentos surgiram pela primeira vez, especialmente neste Blog. Vem atirando as cegas para todos os lados atingindo inocentes enquanto o inimigo sorri do lado e não é à toa que vários membros foram desligados e o próprio dirigente ficou enfermo e afastado vários dias do cargo por uma severa crise de nervos.

Péricles Bassols e Wilson Seneme - Crédito: Reprodução Youtube/CBF

A vida é uma roda gigante que não gira, ela capota e Alicio, que tem sido testemunha de defesa da CBF em processos trabalhistas movidos por alguns amigos ex-membros da CNA, pelo que tudo indica e pelo andar da carruagem, em breve terá que deixar a defesa do patrão para passar para o lado acusatório defendendo seus próprios direitos no judiciário.

O Blog tentou contato com Alicio Pena Junior, mas o mesmo não retorna as mensagens desde que foi proibido de falar pelo atual chefe com este veiculo de comunicação. O post será atualizado caso isso ocorra.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Assim como Titanic, arbitragem brasileira desliza ao encontro de seu Iceberg

Titanic e o Capitão Seneme - Art. Crédito: Marçal

Publique-se. Registre-se. Cumpra-se!

Quem frequenta a sede da CBF, no Rio de Janeiro, sabe que o termo usado como título deste post é muito comum e usual entre os dirigentes, especialmente o presidente da casa. A frase é uma versão antiga onde os poderosos de plantão davam a ordem para seus capangas terminadas em: "Que se escreva e que se cumpra!"

Segundo informações de uma dessas pessoas, com cargo importante dentro da entidade, a punição aos sete árbitros tem nome e sobrenome e foi imposta goela abaixo dos subalternos. Segundo a informação, naquele domingo chuvoso e sombrio (27), após a tormenta que açoitou o mar no sábado, Luiz Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, recebeu a ordem que mudaria o destino dos sete árbitros, entre os mais graduados da arbitragem brasileira. O presidente da CBF Ednaldo Rodrigues, conhecido por sua severidade com a chibata e por ser centralizador, foi inflexível e mandou em bom tom a ordem: os sete deveriam ser punidos exemplarmente e a ordem foi finalizada com o termo “Publique-se. Registre-se. Cumpra-se”.

Como os sete árbitros cujo número de acertos é medido com a régua de quem nada entende do apito, estes sete homens foram expostos diante de todo segmento esportivo e principalmente da arbitragem. A humilhação pública dos sete profissionais da elite ecoou pelos corredores da CBF, assim como o estalar da chibata em suas costas.

Ednaldo e Seneme: "Publique-se. Registre-se. Cumpra-se!" - Crédito: Rafael Ribeiro / CBF

Os companheiros, especialmente aqueles que tem cargo em uma associação criada supostamente para defender os árbitros (ABRAFUT), covardemente se calaram e são testemunhas silenciosas e observam com horror o destino dos sete que até então comandavam com respeito e dignidade. O espetáculo cruel lembrou uma antiga história de sete samurais, mas desta vez sem honra ou glória, apenas a vergonha pública de homens que dedicaram suas vidas a arbitragem.

Outra lembrança antiga remete ao naufrágio do Titanic. A ironia do destino se desenha no horizonte: enquanto o Ednaldo se preocupa em punir os sete árbitros, um iceberg aguarda pacientemente, indiferente às hierarquias e castigos humanos. Os botes salva-vidas, insuficientes para todos, serão testemunhas silenciosos da verdadeira tragédia por vir.

E assim, ainda na comparação com o navio até então inafundável, enquanto a orquestra tocava "Mais Perto de Ti, Meu Deus", o orgulhoso navio seguia seu curso fatal. Qualquer semelhança não será só mera coincidência. 

O Capitão Seneme, agora executor relutante da punição dos sete, observa o horizonte sabendo que em breve as águas geladas não faram distinção entre castigadores e castigados.

A música continuará tocando até o fim, uma valsa melancólica para embalar a descida do "inafundável" ao seu leito final no fundo do oceano. As águas gélidas do Atlântico Norte seriam o último juiz, mais implacável que qualquer Almirante, levando consigo as histórias daqueles sete oficiais da arbitragem cujo destino foi selado duas vezes naquele fatídico domingo - primeiro pela chibata, depois pelo mar.

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Ação milionária de ex-membro da Comissão de Arbitragem da CBF no TRT/RJ é adiada

Testemunha da CBF, Alicio Pena Jr. falta a audiência e decisão de ação de 1 milhão de reais fica para dezembro

Nilson Monção - Credito: CBF

A ação trabalhista (0100655-84.2022.5.01.0024) movida pelo ex-membro da Comissão Nacional de Arbitragem, Nilson de Souza Monção, contra a CBF – Confederação Brasileira de Futebol -, foi novamente adiada. Desta vez o motivo do adiamento da audiência de conciliação, que estava marcada anteriormente para janeiro deste ano e ocorreria na última quarta-feira (9), foi por conta do não comparecimento de Alício Pena Junior, funcionário e testemunha de defesa da entidade. Alicio não compareceu por ter realizado cirurgia  recentemente da vesícula e sem a testemunha de defesa, o julgamento foi adiado novamente, desta vez para ocorrer no dia 09/12/2024.

Assim a CBF vai protelando uma decisão da justiça e jogando pra frente mais uma derrota iminente nos tribunais como tem ocorrido nos casos semelhantes já julgados.

Na citação da nova data, a Juíza Flavia Buaes Rodrigues, advertiu aos citados que arcarão com multa de R$500,00 em caso de ausência injustificada na próxima audiência que será de instrução.

Almir Alves de Mello e Erica Gonçalves Krauss, testemunhas de acusação desta ação, já ganharam suas ações na primeira instancia, mas como faz em todo processo, a CBF recorreu e aguardam decisão de segunda instancia.

A parte acusatória reclama da falta de respeito de seus antigos companheiros, que não atendem telefone, não respondem mensagens e poderiam ter avisado que não iriam comparecer na audiência e assim evitar transtornos para todos que deixaram seus afazeres para comparecerem no tribunal.

O processo que teve início em setembro de 2022 tem valor da causa em R$ 1.003.334,00 e corre na 24ª Vara do Trabalho do TRT da 1ª Região-RJ.

Demitidos

A CBF demitiu em abril de 2022, dez pessoas que faziam parte do departamento de arbitragem da entidade. Entre elas, um dos nomes mais antigos da estrutura, Sérgio Corrêa, então responsável pelo VAR.

Corrêa estava na CBF havia 16 anos. Entrou em 2006 e no ano seguinte assumiu a presidência da Comissão Nacional, ficando até 2012. De 2012 até 2014 se ausentou da presidência, passando a ser diretor do departamento de arbitragem. De 2014 até 2016 foi novamente presidente. De 2016 até a demissão, permaneceu na entidade em outros cargos, entre eles o de responsável pela implantação do VAR.

Nilson Monção, Wilson Seneme e Sérgio Corrêa - Crédito: Conmebol

Também foram dispensados Manoel Serapião, Coronel Marcos Marinho, Cláudio Cerdeira, José Mocellin, Nilson Monção, José Roberto Wright, Almir Alves de Mello, Marta Magalhães e Érika Krauss.

As demissões foram a pedido de Wilson Seneme, que tinha sido recém-empossado como presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Com exceção de Sérgio Corrêa, os demais demitidos acionaram a entidade na justiça em busca de direitos trabalhistas. Pelo menos duas ações já foram julgadas em primeira instancia, com vitória dos demitidos, e se encontra em grau de recurso em segunda instancia. As demais aguardam julgamentos na morosa justiça brasileira.


sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Advogados e Magistrado agridem árbitra verbalmente em competição da OAB

Quarta árbitra Elaina Larisse sofrendo pressão de jogadores/advogados

A árbitra Elaina Larisse Frutuoso Cestari, do quadro de árbitros da Federação Amazonense de Futebol (FAF), foi cercada, recebeu leve empurrão na altura da clavícula e sofreu seguidas agressões verbais por parte de 15 jogadores, todos eles advogados e membros da OAB-AM, quando atuava, no último sábado (28), como quarta árbitra na Copa dos Advogados do Amazonas, na partida Apelação 0x2 Modus Operandi.

Tudo isso consta no relatório da quarta árbitro da partida. O incidente ocorreu após uma jogada polêmica, em que um pênalti não teria sido marcado para a equipe do Apelação que, fazendo jus ao nome, apelaram de forma exorbitante e desproporcional. Irritados com a não marcação, os jogadores/advogados foram tomar satisfação com a quarta árbitra Larisse Frutuoso, acusando-a de não ter corrigido a decisão do árbitro principal da partida, Halbert Luis Baia, também do quadro CBF e por informações ao árbitro que resultaram em punição com cartão amarelo para um jogador e cartão vermelho para o técnico que invadiram o campo de jogo.

Após o gol, o vídeo mostra a confusão e a quarta árbitra bastante exaltada e de dedo em riste repetindo a frase: 

“Ele tocou em mim, ele tocou em mim, ele tocou em mim”.

O Blog apurou em conversa com a quarta árbitra, que você pode ouvir no vídeo mais abaixo, que o citado como ´ele´ teria sido o jogador número 90, Neto Hagge, como consta na sumula da partida. A árbitra também relata que o vídeo foi cortado no exato momento em que sofre o toque em seu corpo que a deixou visivelmente transtornada e ofendida na honra pelo abuso e falta de respeito.

Segundo o relato da quarta árbitro (veja final da matéria), os jogadores Almir Prestes (33), José Mario Presidente (76), Neto Hagge (90), Diego Nunes Silva (22), Bruno Machado Lima (3), Thales Simões (39) e Luís Márcio Albuquerque a cercaram e proferiram diversos xingamentos e ofensas em tom misóginos atingindo sua honra, dignidade e decoro.

Cita ainda em seu relato a quarta árbitra que o jogador de número 90 (Neto Hagge) deus duas cutucadas na altura da clavícula a empurrando no que se sentiu agredida no ato.

O vídeo também mostra o jogador número 18, que segundo a sumula é Luís Márcio Nascimento Albuquerque, bastante exaltado e com gestos exagerados insultando e exercendo forte, excessiva e desproporcional pressão na quarta árbitra.

No seu relatório, a quarta árbitra disse que Luís Márcio ofendeu a arbitragem dizendo que a equipe era horrível, eram uns ‘merdas’ entre outras ofensas tratando a arbitragem com desdém e menosprezo na tentativa de humilhar a equipe dizendo que ele era magistrado e os árbitros não eram ninguém.

O Blog apurou que o jogador número 18 é Luiz Márcio Nascimento Albuquerque, Juiz titular da 2.ª Vara do Juizado Especial Cível de Manaus.

Luís Márcio Albuquerque - Crédito: Chico Batata/ TJAM

Segundo relatos (relatório e áudio da quarta árbitra), a situação se agravou quando o treinador e um jogador do banco de reservas invadiram o campo protestando a não marcação do pênalti. Larisse, cumprindo suas funções, orientou que ambos retornassem para fora de campo. Contudo, ao relatar o ocorrido ao árbitro central, as agressões começaram. A confusão se espalhou rapidamente com os jogadores/advogados atacando verbalmente Larisse.

“Desde o minuto zero estavam me desrespeitando”, relata a quarta árbitra.

O Blog entrou em contato com Elaina Larisse para que ela falasse sobre o ocorrido. Ouça abaixo.

O que fica evidente baseado nas imagens do vídeo e relato da quarta árbitra é a agressividade dos jogadores, todos eles advogados, que demonstraram falta de postura, de educação e descontrole emocional não respeitando a profissional do apito que, por si só seria o suficiente e pior por se tratar de uma mulher.

Pelo informado, tinham três ´homens´ na equipe de arbitragem, mas pelas imagens e ausência dos mesmos na cena das agressões, nenhum deles foi mais homem do que ela.

A pergunta que fica é se esses aqui jogadores, mas advogados nos tribunais, agem assim, de dedo em riste confrontando o magistrado de forma agressiva e ameaçadora nos tribunais quando perdem uma ação e se o juiz também desrespeita as pessoas, ou as chamam de ‘merda’ em seu tribunal.

Elaina Larisse frutuoso - Crédito: arquivo pessoal

Também lamentar a postura passiva e sem autoridade do árbitro da partida, que faz parte do quadro CBF, que a todo momento finge não ver e nem ouvir a pressão e as agressões verbais contra sua companheira de trabalho não tomando atitude condizente com a situação e clima tenso no momento. Sua postura covarde contribuiu decisivamente para que a quarta árbitra, que desempenhou sua função com coragem e profissionalismo, fosse ofendida e agredida conforme descrito no seu relatório.

É importante destacar que Elaina Larisse Frutuoso Cestari, além de árbitra, também é advogada assim como seus agressores, inclusive com atuação desde 2018 no TJD/AM. O fato de compartilharem a mesma profissão não impediu o desrespeito e a tentativa de intimidação, que, segundo Larisse, teve um claro viés de gênero.

Relatório da quarta árbitra

O Blog entrou em contato com a Liga de Futebol dos Árbitros do Amazonas (LFAA) e com a OAB/AM - Ordem dos Advogados do Brasil - para que comentassem as denúncias, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria. O espaço está aberto para quem foi citado e queira se pronunciar e este post será atualizado caso isso ocorra.

Crédito: Imagens e vídeos Canal Esportes AM e LFAA