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segunda-feira, 6 de julho de 2020


Justiça comum confirma inocência de ex-árbitro FIFA
Chicão foi absolvido pela 4ª Vara Criminal de João Pessoa das acusações de esquema de corrupção no futebol paraibano 


Francisco Carlos do Nascimento - Crédito: Denison Roma/GloboEsporte

Na última terça-feira, 30 de junho, em julgamento realizado na 4ª Vara Criminal de João Pessoa, na Paraíba, o árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento, também conhecido como Chicão, foi absolvido definitivamente das acusações que respondia por conta da ‘Operação Cartola’ deflagada em 2018.

Francisco Carlos foi julgado no Art. 41-C do Estatuto do Torcedor, com base no Art. 386, I do CPP (Código de Processo Penal), o qual aduz que o magistrado deverá absolver o réu quando ficar provada a inexistência do fato que deu causa a ação penal.

Em sua decisão, o juiz José Cavalcanti Guedes Neto entendeu que não havia provas suficientes e irrefutáveis juntadas pelo Ministério Público de que o réu fazia parte da organização criminosa que operava para manipular resultados na Paraíba. Isto porque ficou demonstrado durante a instrução penal que o árbitro não aceitou, nem tampouco solicitou vantagem alguma para fraudar o resultado do jogo entre Campinense e Botafogo em 05/04/2008.

O juízo considerou na sentença que "é cediço que a condenação em processo crime exige prova insofismável, estreme de dúvida, o que não se verifica nos autos. Assim, há que se julgar improcedente a pretensão punitiva".

O magistrado ressaltou ainda que o árbitro Chicão trouxe aos autos prova inequívoca de que a sua estadia no hotel foi custeada por ele próprio, razão pela qual o próprio Ministério Público também se convenceu sobre a sua inocência e pugnou igualmente pela sua absolvição por não haver qualquer comprovação de existência do próprio fato.

No mesmo julgamento realizado pela 4ª Câmara Criminal, foram absolvidos ainda os réus William Simões, ex-presidente do Campinense e o massagista Danilo Corisco.

Vale ressaltar que, ainda em 2018, em julgamento administrativo realizado no pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Chicão também foi absolvido por unanimidade de votos dos auditores.

Ainda cabe recurso do Ministério Público da Paraíba para o Tribunal de Justiça, mas como no decorrer do processo o próprio MP pediu a absolvição de Chicão, após ter sido convencido pelas provas apresentadas pela defesa do árbitro, dificilmente o MP recorrera desta sentença no que diz respeito ao árbitro.

Leia a sentença na integra (Clique aqui)

Nota do Blog

Desde a realização da Operação Cartola em 2018, o Árbitro Francisco Carlos do Nascimento vinha lutando para provar sua inocência nos tribunais, seja na justiça desportiva ou na comum e em todos eles ficaram provado não haver quaisquer dúvidas quanto a sua inocência. 

É inimaginável o sentimento e o sofrimento que passou o cidadão Francisco Carlos do Nascimento e do árbitro Chicão, durante esse tempo onde foi taxado por muitos, nos bastidores, de ‘vendido e fazedor de resultados’.

Lamentavelmente Chicão não teve apoio e nem o direito da ‘PRESUNÇÃO DE INOCENCIA” sendo sumariamente punido ao ser afastado das escalas pelas instituições que atuava como árbitro de futebol, no caso a Federação Alagoana de Futebol (FAF) e CBF (Confederação Brasileia de Futebol) mesmo sendo inocentado em julgamento desportivo.

O princípio da presunção de inocência é um instituto previsto no artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal de 1988. Refere-se a uma garantia processual atribuída ao acusado pela prática de uma infração penal, oferecendo-lhe a prerrogativa de não ser considerado culpado por um ato delituoso até que a sentença penal condenatória transite em julgado. Esta situação, em tese, evita a aplicação errônea das sanções punitivas previstas no ordenamento jurídico. Ainda garante ao acusado um julgamento de forma justa em respeito à dignidade da pessoa humana o que lamentavelmente não houve nesse caso.

Não sei quais as consequências e providencias futuras, mas entendo que essas instituições deveriam ser acionadas para garantir seu direito de atuar dignamente respeitando critérios técnicos baseados em escalas anteriores ao fato e para reparar perda financeira, já que na desportiva entendo ter sido criado uma lacuna impeditiva.

sexta-feira, 29 de maio de 2020


Coronavírus e a ‘vaquinha’ demagógica


Todo segmento da arbitragem brasileira tomou conhecimento nos últimos dias da campanha para doação e ajuda à ex-árbitra Léa Campos, de 75 anos, que passa por dificuldades junto com o marido em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde reside há 28 anos, por conta da pandemia do coronavírus. Léa fez um apelo em vídeo explicando a situação difícil pela qual vem passando e foi criado então no meio da arbitragem uma 'vaquinha' para doações.

A campanha que foi encabeçada pela ex-assistente Ana Paula Oliveira e pelo ex-árbitro Leonardo Gaciba, ambos presidentes das comissões de arbitragens da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) respectivamente, arrecadou doações em torno dos 10 mil reais que foram depositados diretamente na conta bancaria disponibilizada pela ex-árbitra.

A lista das doações, a qual tive acesso com exclusividade, foi repassada para algumas pessoas como espécie de prestação de contas e vou divulgar alguns valores para contrapor o discurso dos cabeças da campanha que foram exaltados em vídeo pela ex-árbitra.

Dois dos mais importantes dirigentes da arbitragem brasileira na atualidade deram seus depoimentos que foram amplamente divulgados nas mídias sociais dos árbitros e na imprensa para arrecadar mais recursos.

Segundo disse Ana Paula na reportagem, ‘Léa é um marco para a arbitragem feminina no país’.

Mas essa admiração explicita não foi o suficiente para a ex musa do apito se sensibilizar com o bolso na hora de contribuir com a causa. Ana doou R$ 200,00 reais, cerca de 2.5% do salário que recebe hoje na FPF e bem distante do que poderia doar levando em consideração os cerca de 300 mil que teria arrecadado quando pousou pelada para a Playboy graças a visibilidade que a arbitragem lhe deu.


Já o atual chefe da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, que define Léa como inspiração e que se emociona quando escuta ela falar ‘meus colegas de arbitragem’, doou também R$ 200 reais dos cerca de 25 mil mensais que recebe na CBF. Mas desse já era esperado esse comportamento, pois todos tem o conhecimento que o moço de Pelotas fala muito, adora um microfone, mas ação mesmo não tem nenhuma, principalmente quando se trata de meter a mão no bolso.


Cerca de 90 pessoas fizeram doações que na média ficaram entre 100 e 200 reais, sendo que a maior doação foi de R$ 300 e a menor de R$ 5 reais. Enquanto dois ex-presidentes da CA-CBF, com alto salario provenientes da arbitragem,  doaram 100 reais cada, um ex-árbitro FIFA muito famoso que tira ótima remuneração na CBF, doou 60 reais e uma comentarista de arbitragem que por vez critica a postura dos dirigentes em relação aos árbitros doou 50 reais, bem menos do que gasta diariamente com cremes para esconder os buracos e as espinhas nos rosto antes de aparecer na telinha dos telespectadores.

Não entro no mérito dos valores doados por cada um, mas me causa espanto a demagogia de ambos e o discurso politicamente correto que vai contra a pratica como mostra os fatos.

sexta-feira, 8 de maio de 2020


Safesp e a indicação da arbitragem ao TJD/SP

Dúvida cruel: Presidente do sindicato terá que decidir entre se auto indicar ou negociar cargo com FPF

O Presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Safesp), Aurélio Sant’Anna Martins, terá que decidir em breve, um dilema que sempre foi seu sonho, indicar o representante da arbitragem para compor como auditor o Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol (TJD/SP). A composição da nova turma, com mandato de quatro anos, deve ocorrer em julho próximo, salvo mudanças devido a pandemia do coronavírus.

Segundo o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) o Pleno dos TJD Estaduais deve ser composto por nove auditores indicados por entidades, entre elas a representante da arbitragem nos estados.

É do conhecimento geral da categoria que Aurélio Sant'Anna tem a vaidade e o sonho pessoal de compor a corte e ao que tudo indica, segundo informações de bastidores, pensa em fazer a sua auto indicação, o que não é proibido, mas seria imoral e até questionável no quesito de ter vínculo com a própria FPF onde atua ou atuou até recentemente como árbitro de futebol.

Não podemos esquecer e nem deixar de mencionar que, segundo informações, o atual mandatário nutre ódio e desprezo profundo pelo ex-presidente Arthur Alves Junior por supostamente este negar pedido do próprio Aurélio para indicá-lo ao órgão julgador anos atrás.

Caso se auto indique, poderá se manter nas duas funções ou até mesmo renunciar dando posse a sua vice, Regildenia de Holanda Moura, que também tem o sonho e a vaidade pessoal de presidir o sindicato paulista sendo a primeira mulher a comandar a entidade.

Por outro lado, a Federação Paulista deseja que a indicação do Safesp seja outra, provavelmente mantendo se a indicação feita por Arthur Alves a época de Antonio Assunção de Olim ou simplesmente Delegado Olim como é mais conhecido o atual presidente do TJD Paulista.

Para ter o direito de indicar o membro que, por lei, seria da arbitragem, a FPF sinaliza uma aproximação com a entidade sindical através de algumas iniciativas no sentido de reaproximação das duas casas, dando espaço ao sindicato fazendo com que os associados pensem que o Safesp voltou a ter representatividade na Federação, o que na verdade não ocorre.

Regildenia e o sonho de ser a primeira mulher no comando do sindicato paulista
Nesta linha, a FPF permitiria a atuação do presidente do Safesp nos  assuntos como discussão da divisão do prêmio da arbitragem do Paulistão entre todos os árbitros do quadro para minimizar a crise nesta pandemia, no percentual da receita dos patrocínios nos uniformes dos árbitros, na presença institucional do sindicato nas pré-temporadas, nos congressos e em outras iniciativas da FPF que envolver assuntos da categoria. Também haveria uma ajuda de custo mensal ao sindicato disfarçada em forma de recursos para projetos, sem esquecer a possibilidade de indicação pelo sindicato de um membro do Departamento de Desenvolvimento da Arbitragem ou Comissão de Arbitragem. Alias, isso não seria novidade, pois  aconteceu na administração Sérgio Corrêa.

Ao que tudo indica, Aurélio Sant'Anna Martins enxerga, pela primeira vez, uma chance de negociar e ser ouvido pela direção da Federação Paulista, que até o presente momento tem negado toda e qualquer aproximação assim como pedidos do Sindicato para a arbitragem como a recusa em aporte financeiro a categoria por conta da pandemia.

Será que Aurélio vai ter a coragem de se auto indicar ao TJD/SP ou vai se curvar se ajoelhando à vontade da poderosa FPF repassando a ela o poder da indicação? Não sei, só sei que em pouco tempo saberemos a resposta.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

 
Crédito: art: Marçal
Eleição se ganha! – essa foi a meta da chapa comandada por Aurélio Sant´Anna Martins e Regildênia de Holanda Moura que venceu o ultimo pleito eleitoral do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP).

Durante toda campanha, o ex-árbitro Daniel Destro do Carmo, com relevantes serviços prestados na cidade de Catanduva no interior paulista, foi figura forte e de confiança da diretoria eleita. Foi o coordenador da campanha, o responsável pelo marketing, pelas redes sociais e também de ações pontuais não tão nobres como supostamente propagar fake News e falsas acusações contra opositores. Para os desavisados, o ex-árbitro manteve o discurso que queria o melhor para a categoria e que não almejava nenhuma contrapartida, caso seu candidato chegasse ao Edifício José de Assis Aragão, ou seja, a sede do Sindicato.

Mas logo nos primeiros atos da nova direção, Daniel Destro não só foi figura ativa como interferiu nas decisões da diretoria recém empossada e mesmo querendo ser discreto, após post aqui neste Blog (leia) denunciando sua relação secreta com a entidade, continua a ser peça chave na atual administração do Sindicato Paulista, ou seja, nada acontece sem sua anuência.

Como bom marqueteiro e principal “conselheiro” do atual presidente, Destro não tem conseguido sair do fantástico mundo virtual para o real, seus conselhos e planos de ação nestes primeiros CEM DIAS DE GOVERNO transformou os em CEM DIAS SEM ADMINISTRAÇÃO.

Diretoria do Safesp e o principal assessor no destaque - Crédito: Marçal

Tirando o dia da posse que foi realizada  no fim do expediente, hoje completou 100 dias da nova gestão e preparei um post especial para mostrar as ações dos 100 primeiros dias de administração, os compromissos assumidos e não cumpridos e as propostas que caíram no esquecimento. Mas ainda é cedo, foram só 100 dias, mas serve de alerta e para avisar que estou acompanhando e vou continuar cobrando. 

Não posso deixar de falar do fiasco que foi o pedido de ajuda à FPF para os árbitros por conta da pandemia do coronavírus sendo completamente ignorada quando outras entidades tem socorrido seus profissionais.

Compromisso 01: Não cumprido!

Crédito: Facebook/campanha
Prometeu taxas especiais para associados não federados e parcelar anuidade em até 10 vezes.

Parcelou em no máximo 06 parcelas e manteve os valores praticados pela antiga gestão nos últimos 04 anos, não reajustando, apenas isso. Revalidaram a decisão da Diretoria anterior em seu primeiro ato.


Crédito: Facebook/campanha

Compromisso 02: Não cumprido!




Crédito: Facebook/campanha

Para mudança de Estatuto é necessário a convocação de Assembleia Específica e Extraordinária e isso não foi feito até a presente data e sequer Comissões de Associados para discussão dos temas proposto foram formadas.

No site da Entidade consta apenas o Estatuto vigente e não consta nenhum outro Regimento como o 'Código de Ética, “Regimento Eleitoral' e outros.

Compromisso 03: Não cumprido!


Crédito: Facebook/campanha

Até o presente momento não houve a implantação de nenhum mecanismo de modernização do fluxo de informações e/ou administração da entidade, exceto, transformar o número fixo do Safesp também em número de watsapp. Não houve nenhuma reunião aberta a associados, dando aos mesmos o direito de gestão compartilhada e de controles.

Compromisso 04: Não cumprido!


Crédito: Facebook/campanha

Não houve uma ação concreta e de médio ou grande alcance para que os associados e/ou árbitros fossem ouvidos, exceto, uma tentativa “fracassada” de recadastramento para se obter o mapa da arbitragem paulista. Não houve nenhuma movimentação para novos associados e/ou participação do Safesp em feiras, congressos, tanto da iniciativa privada quanto pública.

10 propostas: 02 cumpridas!


Crédito: Facebook/campanha
> Visando o bem comum e os interesses da categoria foram oficializados documentos junto à Federação Paulista de Futebol (FPF) questionando interesses pessoais de alguns associados inscritos e que ainda não haviam atuado, documentos nominais e não de forma geral e coletiva em sua maioria.

Em relação ao website nenhum documento da administração direta ou financeira foi divulgado aos interessados, incluindo: ofícios, portarias e nomeações.

Não foi prestado conta dos atos, acordos, patrimônios, receitas e gastos aos associados publicamente, nem de forma presencial e sequer de forma digital.

Não foi apresentado o relatório bimestral das atividades e seus resultados, relacionados ao primeiro bimestre da gestão.

Todas as tratativas com as entidades do futebol não obtiveram êxito.

Não houve gestão descentralizada, pois, as nomeações estatutárias e de prerrogativas do presidente, principalmente nos diretores regionais foram feitas, quem dirá a criação das delegacias regionais com real representatividade.

ÚNICA PROPOSTA CUMPRIDA!

Firmou parceria para desconto de suprimentos.

Também não foi cumprido!


Crédito: Facebook/campanha
Legalidade!

A vice presidente Regildência de Holanda Moura fere vários desses princípios ao atuar no futebol profissional como analista de campo (FPF) onde suas notas prejudicam/beneficiam associados e também fere o artigo 5º do Regimento Eleitoral, que a impede de ficar na direção se atuar no futebol profissional. Regildênia também atua como assessora em jogos profissionais da CONMEBOL e é instrutora técnica do futebol feminino da entidade Sul-americana.

Publicidade e eficiência estão zerados em relação aos atos da governabilidade! Inclusive só foram divulgadas as primeiras duas escalas e quando da escala da vice Regidênia, parou de divulgar. 

Cade?


Crédito: Facebook/campanha

Se perguntar não ofende: porque não divulgam as suas escalas?! Cadê?!?!


Crédito: Facebook/campanha

Propostas


Crédito: Facebook/campanha

> Tivemos agressões, árbitros expostos na mídia e em sites oficiais do desporto e a direção apenas ficou no site a nota de repúdio, cadê as ações concretas?

Não buscou e nem criou novos mecanismos de receitas e não renovou, até a presente data, alguns campeonatos.

Não conseguiu realizar nenhum curso de arbitragem até a presente data, sequer nomeou a diretoria da Escola e segundo, o material, divulgado de cursos anteriores, ignora o trabalho anterior desenvolvido pela Escola de Árbitros convocando árbitros como instrutores. É válido lembrar que a Escola possui Regimento e temos uma legislação sobre o tema.

O Safesp não participou de nenhum ato até o presente momento de representatividade e já houveram diversas mesas e temas de interesse da categoria.

Auditoria e Responsabilização

Não foi feita nenhuma auditoria independente e nem interna com seus resultados divulgados conforme prometido em campanha.

E olha que um dos diretores remanescentes da antiga gestão e amigo pessoal do ex presidente e também um dos que mais participava das “reuniões” que duravam madrugada a dentro. Como bom advogado teria feito 'acordo de delação' possivelmente na esperança que sobre alguma boquinha nesta nova gestão, ou pelo menos o direito de imprimir os documentos de seus processos nas dependências da entidade.

Verba de Representatividade e reembolsos

É direito estatutário do presidente e tesoureiro a verba de representatividade de cerca de 7 mil reais mês, mas segundo informações do próprio presidente, até a presente data ninguém teria recebido nenhum centavo, só a título de ressarcimento de despesas. Mas é preciso saber que despesas são essas para que não fique duvidas de que possa ser algum tipo de subterfúgio que que possa maquiar o recebimento do reembolso.

sábado, 28 de março de 2020


Curso de árbitros do SAFESP em Sumaré é cancelado
Segundo organizador local, após indagações do Blog curso será recomeçado do zero

Crédito: Reprodução site Safesp

O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP) continua a deriva em alguns departamentos, principalmente em um dos que tinha maior notoriedade e respeito nos últimos anos da gestão Arthur Alves Junior, a Escola de Árbitros.

Bruno Bonani Munhoz, um dos principais apoiadores da chapa que venceu as últimas eleições, liderada por Aurélio Sant'Anna Martins e Regildenia de Holanda Moura, continuou a colaborar com a diretoria após esta ter sido eleita e foi o grande articulador de um Curso de Formação de Árbitros na cidade de Sumaré, onde exerce cargo de confiança de lideranças locais. 

Sumaré, Município próximo a Campinas no interior paulista, teria servido como palco eleitoral durante a campanha usando como pano de fundo as finais de um campeonato local levando Heber Roberto Lopes e Regildenia Moura para atuarem nas finais. Aproveitando a ocasião, vários associados foram convidados para "prestigiar" o evento realizando em seguida reunião informal para apresentação de propostas da então chapa concorrente no pleito eleitoral.

Crédito: Reprodução Instagram

Acontece que a boa-fé de Bonani, que tentou de todo modo dar visibilidade ao curso e ao Safesp, inclusive indo a sede gravar com o presidente a chamada para o curso, não obteve o êxito esperado uma vez que a Escola do Safesp está sem Diretor nomeado (extra oficialmente é Claudenir Donizeti, também conhecido como BA, da Associação de Árbitros de Piracicaba e Região) e isso desandou muitas decisões importantes sobre o curso em questão.

Previsto para iniciar na manhã deste sábado, dia 28, em plena era epidêmica, o curso de árbitros de Sumaré foi há pouco cancelado pelo organizador local em virtude das perguntas feitas pelo Blog e as situações ali questionadas, exemplo de eventual amadorismo ao longo da contratação e a realização do curso em datas e local onde esta restrita a circulação e aglomerações de pessoas devido a epidemia do coronavírus em nosso país e no mundo. 

Mediante isso, novamente a Escola de Árbitros do Safesp fracassa e não inicia um curso dentro da data.

É importante ressaltar que nem a pandemia causada pelo Covid-19 tinha determinado o adiamento do curso e se observar não foi emitido nenhum comunicado oficial no site do SAFESP e nem nas redes oficiais dos organizadores do curso até a postagem desta matéria.

Outra coisa que chamou a atenção do Blog foi do curso ser desenvolvido em espaços públicos e ser cobrado uma taxa de R$ 450 reais dos participantes, o que em tese, seria proibido.

Crédito: Reprodução Instagram

Ressaltamos que a transparência que foi dita durante a campanha não está sendo cumprida, pois até hoje não foram divulgados os cargos de livre nomeação do presidente, incluindo a composição da Escola.

Entramos em contato com Bruno Bonani, responsável pelo curso oficial do SAFESP de árbitros em Sumaré. Segundo Bonani, por whatsapp, diante de todas perguntas que foram feitas, o curso vai foi cancelado e será repensadoBruno ainda disse que os planos foram por água abaixo e tudo sairá do zero por conta das indefinições. 

O Blog também indagou a Secretaria de Esportes e a Ouvidoria do Município de Sumaré sobre a parte operacional e a legalidade do curso na cidade, mas como foi cancelado, as respostas não foram consideradas como relevantes para o post.

quinta-feira, 12 de março de 2020


O árbitro WhatsApp

Crédito: Lance Press/Divulgação

Conhecido como árbitro WhatsApp, pois, segundo informações, em todos os jogos que é escalado passa bom tempo antes, durante o intervalo e depois das partidas lendo e mandando mensagens no aplicativo, Leandro Bizzio Marinho não tinha sido ainda escalado em nenhuma partida neste ano. Os motivos não foram revelados, mas bem provável que tenha sido por conta da inscrição de árbitro referente temporada 2019 feita fora do prazo e em local não autorizado.

Mas bastou ser escalado para Bizzio usar as redes sociais para desabafar e dar recado dizendo ter sido injustiçado: 

“hoje minha volta ao futebol profissional será na Série A3... Um jogo importante para o campeonato, entidade (FPF) e principalmente para mim que posso e ‘DEVO ESTAR SIM’ entre os melhores” (veja abaixo).
Crédito: Reprodução Instagram

A postagem no Instagram vai contra as orientações no Oficio C.A./001/2020 assinado pela Presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) Ana Paula Oliveira para a arbitragem nas Series A1, A2 e A3 2020.

O documento, que no seu início frisa as palavras Compromisso, Competência, Coragem, Critério e Confiança, diz no item 13 que o árbitro deve manter discrição nas redes sociais, incluindo grupo particular de whatsapp, evitando posts e comentários a respeito de clubes, comentários sobre jogos passados ou futuros e informações sobre os árbitros, a competição e a comissão de arbitragem (abaixo).
Crédito: Reprodução FPF

Pelo jeito o recado e o pito dado por Bizzio no Instagram foi aceito e está sendo obedecido pela comissão de arbitragem da FPF que passou a escalar o arbitro em todas as rodadas, inclusive dobrando em uma delas. Fosse outro árbitro que usasse as redes sociais para reclamar, se auto promover ou reivindicar algo teria sido afastado sumariamente das escalas e esquecido de vez na geladeira.

Pelo visto tem uns que são imunes e ou protegidos a tal ponto que podem agir contrariando as normas e os regulamentos sem que sofram qualquer punição ou represálias.

Proteção

Leandro Bizzio Marinho tem 41 anos de idade (26/09/1978), viveu seu apogeu na arbitragem sob a proteção de Marcos Cabral Marinho de Moura, mais conhecido como Cel. Marinho, quando este foi presidente da comissão de arbitragem da FPF, de 2005 a 2015 e da CBF, de 2016 a abril de 2019.

Sob as asas do Coronel, Bizzio atuou nas finais do Paulistão de 2017 (no segundo jogo entre Corinthians e Ponte Preta) e 2018 (na primeira partida entre Corinthians e Palmeiras).

Só para que se tenha uma ideia do tamanho da suposta proteção, em 2018 o WhatsApp foi escalado em 10 jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e caiu para zero em 2019 com a saída de Marinho e a chegada de Leonardo Gaciba na CA/CBF.

Sua última partida pela FPF tinha sido no dia 26 de outubro de 2019 pela segunda divisão e desde então estava na geladeira do apito.

Polêmicas

Se ele é polêmico dentro de campo devido as várias lambanças ao longo da carreira, fora dele, seu pilar social -palavra muito usada na arbitragem, mas ignorada para certos árbitros, não condiz com o que recomenda e orienta as comissões de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Paulista de Futebol (FPF) que contam com diversos profissionais a serviço dos árbitros, incluindo psicólogos - não condiz com as exigências das entidades para um árbitro de futebol.

Em 2018 entregou fora do prazo sua inscrição anual de árbitros e de outros colegas do litoral para temporada 2019 na sede da FPF quando as diretrizes diziam que tinha que ser entregue na sede do Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo (Safesp) até a data limite. Até hoje não se sabe quem deu a autorização para entregar os documentos fora do prazo na FPF. Alguns dizem que teria sido por interferência de uma funcionária com quem supostamente mantinha relação amorosa à época, outros dizem que teria sido a própria corregedora, que também seria supostamente simpatizante do árbitro.

Na ocasião conversei com a corregedora Margarete Barreto na sede da entidade e a mesma garantiu não ter autorizado ninguém receber a inscrição fora das normas e muito menos ter tido qualquer tipo de relação com o árbitro que afirmou sequer conhecer.

O certo é que não foi informado e ninguém sabe até hoje quem e o sob quais motivos autorizou a funcionária da CEAF/FPF receber a inscrição de Bizzio e de seus colegas de forma irregulares conforme as diretrizes daquele ano. Uma sujeira nas dependências da FPF jogada para debaixo do tapete.

Pilar social

Em 2016 recebi uma denúncia de uma advogada que dizia ser namorada do árbitro WhatsApp. No relato disse que durante o namoro teria sido traída com uma professora de zumba de Atibaia e que desta infidelidade teria nascido uma menina. Nada demais para os padrões da atualidade se não tivesse, segundo ela, supostamente se recusado a pagar pensão, o que terminou na justiça como mostra o processo abaixo. Não dá para saber detalhes do ocorrido e seu desfecho final após a primeira decisão judicial, pois correu sob segredo de justiça (veja abaixo).

Durante o processo o árbitro continuou atuando normalmente tanto na FPF como na CBF. Não se sabe se por desconhecimento das comissões, tendo em vista que ninguém atuava caso tivesse pendencias judiciais ou se alguém abafou o caso permitindo as escalas

Na época desta denuncia procurei Leandro Bizzio que fez algumas ameaças, bloqueou contato e não respondeu mais minhas mensagens. Mas caso queira se pronunciar, o espaço esta aberto.

Clique aqui e leia o processo na integra