Pesquisar este blog

quinta-feira, 3 de outubro de 2019


Trocando seis por meia dúzia
CBF troca três FIFAs para 2020. Dewson Freitas, Ricardo Marques Ribeiro e Wagner Reway deixam o quadro e serão substituídos por Bruno Arleu, Flávio Rodrigues de Souza e Rafael Traci

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na última segunda-feira (30), a lista dos indicados para integrarem o quadro de árbitros FIFA em 2020. Três mudanças foram realizadas no quadro masculino, Dewson Freitas (PA), Ricardo Marques Ribeiro (MG) e Wagner Reway (MT) perderam o escudo e em seus lugares foram promovidos Bruno Arleu (RJ), Flávio Rodrigues de Souza (SP) e Rafael Traci (SC).

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, comentou as alterações.

“A lista premia árbitros e assistentes por seus rendimentos técnicos nas últimas temporadas a partir de análises qualitativas das performances nas competições organizadas pela CBF” – explicou Gaciba.

Opinião do Blog
Como disse Leonardo Gaciba tempos atrás, a arbitragem brasileira não tem mais que seis ou sete árbitros com qualidades para apitar qualquer jogo e os que saíram e os que estão entrando certamente não fazem parte deste seleto grupo. Eu na verdade acho que Gaciba foi bem otimista, pois na minha opinião não temos nem a metade do que ele disse. É bem provável que os promovidos e rebaixados sejam do grupo dos 'cabeçudos', como também disse o chefe dos árbitros da CBF, se referindo aos seus comandados que não seguem orientações.

Promovidos
 Bruno Arleu/RJ (36 anos), Rafael Traci/SC (38 anos) e Flávio Souza/SP (39 anos) 

Entre os promovidos, o paulista Flávio Rodrigues de Souza é a principal aposta desta comissão, mas eu não apostaria tanto assim nele. Na verdade Flavio Souza já é um veterano do apito, vai completar sua 17ª temporada como árbitro em 2020 sem grande destaque, teve uma melhora de rendimento nos últimos dois anos devido a repetição nas escalas que fez com que adquirisse confiança e vem, principalmente nesta temporada, tendo boas atuações, mas já atingiu seu limite e certamente será mais um que passará pelo quadro internacional sem empolgar ou até mesmo atuar em grandes competições a nível internacional. Duvido muito que isso aconteça, mas por ser um menino de ouro, adoraria e ficaria muito feliz se ele me desmentisse.

A entrada de Rafael Traci talvez se justifique mais pelos que saíram, pois já era hora de fazem mudanças, mas o paranaense que agora atua por Santa Catarina não tem regularidade alternando boas partidas, principalmente quando não é exigido, com outras conturbadas quando se exige presença e poder de decisão rápida do árbitro do jogo. Tem a confiança da comissão, mas não tem todas essas qualidades dentro das quatro linhas. Pode evoluir? Pode, mas pela idade já atingiu seu máximo e a tendência é cair. Outro que não deixara saudades quando deixar a FIFA.

O carioca Bruno Arleu, 36 anos, sem dúvidas é o paraquedas da lista, aquele que entra no quadro para equilibrar os escudos dos estados. Seria um chororô, termo bem apropriado para os cariocas, se o estado do Rio de Janeiro, que fica na rabeira de São Paulo mais uma vez, perdesse em números de escudos para estados sem força no futebol como Santa Catarina.  Sem currículo, sem técnica, sem sal e sem alma, Arleu é o mais novo dos promovidos e certamente sem nada a perder pode ser o que mais aproveite a oportunidade e consiga evoluir fazendo jus ao escudo inesperado que literalmente caiu no colo.

Rebaixados
Ricardo Marques/MG (40), Dewson Freitas/PA (38) e Wagner Reway/PB (38)

Dos que deixam o quadro, apenas o mineiro Ricardo Marques foi surpresa, pois apesar de nunca ter sido apontado como melhor do país e nem apitar as grandes decisões, sempre atuava em grandes jogos alternando algumas boas atuações com outras tantas polêmicas. Já Dewson Freitas nunca conseguiu se firmar definitivamente, perdeu espaço com o tempo, cometeu erros inadmissíveis para um árbitro FIFA como o pênalti marcado fora da área para o Cruzeiro na partida contra o Palmeiras no ano passado e sua substituição já era esperada. Agora unanimidade era a esperada saída de Wagner Reway, talvez o árbitro que mais recebeu criticas durante sua permanência no quado internacional. Foram quatro anos com o escudo FIFA sem ser respeitado. Apesar de ser bom moço, Reway conseguiu ser rejeitado no quadro do Rio de Janeiro  e de outros estados indo parar na Paraíba onde a arbitragem tem tido ultimamente mais destaque nas paginas policiais que na esportiva e onde qualquer um que apareça vestido de preto apita uma partida profissional.

Resumo
A análise das trocas e o pessimismo do post comprova justamente o que disse Leonardo Gaciba, pois com raríssimas exceções, não temos árbitros de boas qualidades no país. Eu queria estar escrevendo ao contrário, elogiando os que saíram por relevantes serviços prestados com o escudo mais desejado do mundo e parabenizando os promovidos por estarem subindo degraus na carreira de forma justa e merecida, mas infelizmente seria utopia de minha parte, pois não temos motivos nem para parabenizar quem sai e nem para esperar algo melhor dos que estão entrando.

Mas se não temos uma boa safra a culpa é de quem? Dos árbitros? Não, mas sim de quem forma, de quem treina e principalmente de quem escala. O modelo atual está falido há pelo menos uma década e se não mudar a maneira de cooptar e formar os árbitros, quem quer que seja que sente naquela cadeira na CBF não vai conseguir mudar o que temos hoje e será refém de mais uma geração perdida.

Gaciba diz à pessoas próximas a ele que tem que escalar árbitros que na opinião dele são jurássicos (ultrapassados) como Heber Lopes, Leandro Vuaden e Marcelo Henrique para tocar o campeonato porque não tem opções. Sou obrigado a concordar com o gaúcho de Pelotas, pois ou ele escala esses profissionais em fim de carreira por segurança ou joga sua sorte nas mãos de meninos sem talentos a não ser em outras profissões como um deles que faz sucesso na internet com videos eróticos se masturbando. Mas se é escalado é porque tem quem goste de seus atributos, pois a técnica não difere dos demais não justificando a aposta no quesito apito.

Antigamente a arbitragem era dirigida por apenas uma pessoa e sua secretaria. Os erros existiam sim e muito, mas não mudou muito desde então. Hoje a comissão de arbitragem da CBF virou cabide de emprego, de apadrinhados bem remunerados que geram anos após anos resultados pífios para a arbitragem brasileira levando o investimento em consideração. Agora as partidas são apitadas e decididas pelo VAR que vem ocupando cada vez mais o espaço de árbitros omissos, sem personalidade e sem poder de decisão.

Crédito: Sérgio Lima / Folhapress
Amando Marques comandou sozinho a arbitragem brasileira de 1997 a 2005

Renovação
Claramente, até mesmo por falta de opções, não foi priorizado renovação no quadro internacional para a próxima temporada. Deixaram o quadro um árbitro de 40 anos (Ricardo Marques) e dois de 38 (Dewson e Reway) e entraram um de 39 (Flávio Souza, um com 38 (Traci) e um de 36 (Arleu). Diminuíram três anos na média de idade, mas a qualidade continua a mesma, ou seja, um quadro internacional com um talento, um meia boca, dois ou três coadjuvantes e o resto levantadores de placa de substituição.

Minha analise não é pessoal e baseada em cima do profissional dentro de campo. Conheço pessoalmente alguns deles e outros por contatos telefônicos e sei que são pessoas que batalharam muito pelo espaço, que não mediram esforços para responder as expectativas dentro das quatro linhas e se não foram os melhores, com certeza cada um deu o melhor que podia dar.

Abaixo lista de árbitros FIFA 2020

Árbitros
Anderson Daronco – RS
Bráulio da Silva Machado – SC
Bruno Arleu de Araujo – RJ
Flavio Rodrigues de Souza – SP
Luiz Flavio de Oliveira – SP
Rafael Traci – SC
Raphael Claus – SP
Rodolpho Toski Marques – PR
Wagner do Nascimento Magalhaes – RJ
Wilton Pereira Sampaio – GO

Assistentes
Alessandro Alvaro Rocha Matos – BA
Bruno Boschilia – PR
Bruno Raphael Pires – GO
Danilo Ricardo Simon Manis – SP
Fabricio Vilarinho da Silva – GO
Guilherme Dias Camilo – MG
Kleber Lúcio Gil – SC
Marcelo Carvalho Van Gasse – SP
Rafael da Silva Alves – RS
Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ

Árbitras
Deborah Cecilia Cruz Correia – PE
Edina Alves Batista – SP
Rejane Caetano da Silva – RJ
Thayslane de Melo Costa – SE

Assistentes
Fabrini Bevilaqua Costa – SP
Fernanda Nandrea Gomes Antunes – MG
Leila Naiara Moreira da Cruz – DF
Neuza Ines Back – SP

quarta-feira, 11 de setembro de 2019


ELEIÇÕES SAFESP: só VAR pode decidir!

Na ultima segunda-feira (9), a juíza Raquel Marcos Simões, da 86ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região de São Paulo, julgou embargos de declaração impetrados pela situação referente às eleições do Safesp – Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo. A magistrada determinou que a eleição fosse realizada dentro de um prazo máximo de 30 dias e determinou ainda que uma nova Comissão Eleitoral seja formada com poderes para deliberar sobre questões atinentes ao pleito, como registro de novas chapas, votação, apuração e decidir eventuais recursos.

A decisão da juíza continua um tanto quanto confusa, não é objetiva e nem esclarecedora o que abre brechas para novas contestações dos envolvidos.

Entenda
Embargo de declaração refere-se a um instrumento jurídico (recurso) pelo qual uma das partes, nesse caso as duas partes, de um processo judicial pede ao juiz (ou tribunal) que esclareça determinado(s) aspecto(s) de uma decisão proferida quando se considera que há alguma dúvida, omissão, contradição ou obscuridade.

O que eles disseram
Entramos em contato com Arthur Alves Júnior, atual presidente do Safesp e candidato a reeleição que não quis comentar a decisão da justiça, mas garantiu que sua chapa vai recorrer da decisão.

Aurélio Sant´Anna Martins não foi procurado, pois em outras oportunidades não respondeu nossos contatos.

Veja abaixo a decisão.

PODER JUDICIÁRIO - JUSTIÇA DO TRABALHO 

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO 

86ª Vara do Trabalho de São Paulo

REQUERENTE: AURELIO SANT ANNA MARTINS
REQUERIDO: SINDICATO DOS ARBITROS DE FUTEBOL DO ESTADO DE SP

Fundamentação:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

PROCESSO nº: 1000336-77.2019.5.02.0086

EMBARGANTE: SINDICATO DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL DO ESTADO DE SP
EMBARGADO: AURELIO SANT ANNA MARTINS

Embargos de declaração interpostos pela parte ré, alegando contradição.

É o relatório.

Decido.
Conheço dos embargos porque tempestivos.
Alegou a reclamada, ora embargante, a ocorrência de contradição na sentença de fls. 243/247, sustentando que não restou claro o alcance do termo "reabertura do processo eleitoral", pois, pode se referir à indicação da comissão eleitoral, publicação de edital, abertura de inscrições de chapas, de modo que não poderia ser mantida a Chapa 1 como inscrita no pleito eleitoral, sendo necessária uma nova inscrição.
Apenas a título de esclarecimento registro que o pedido foi deferido nos exatos termos do item 5, da petição inicial, que apresentou pedido no sentido de requer "seja aberto novo processo eleitoral para realização de eleições sindicais no prazo máximo de 30 (trinta dias), com a nomeação de uma nova comissão eleitoral com poderes para deliberar sobre questão atinentes ao pleito, como registro de chapas, votação, apuração e decidir eventuais recursos;" observado o Regimento Eleitora de 30.11.2004.
Isto posto, CONHEÇO dos embargos opostos pela ré, por tempestivos, para no mérito julgá-los PROCEDENTES, apenas para prestar esclarecimentos, mantendo íntegra a decisão embargada, tudo nos termos e limites da fundamentação.

Raquel Marcos Simões
Juíza do Trabalho 

SÃO PAULO, 9 de Setembro de 2019

terça-feira, 3 de setembro de 2019


É preciso ter coragem!

Ao pé da lei, estatuto de 2004 torna inelegíveis as duas chapas que concorrem nas eleições do Safesp

A juíza Raquel Marcos Simões, da 86ª Vara do Trabalho de São Paulo, ao decidir sobre as eleições do Safesp (sindicato dos árbitros de futebol do estado de São Paulo) e determinar o regimento de 2004 como base para o pleito, não se atentou, que ambas as chapas tornaram-se inelegíveis, o que anularia por si só as eleições, ou ainda, na melhor das hipóteses, poderia pedir a substituição dos membros inscritos irregularmente. E neste quesito não podemos culpar a Comissão Eleitoral que aceitou e impugnou as chapas, baseadas no regimento de 2003.

Este Blog, independentemente de como possa ser rotulado, defende desde o registro das chapas, que ambas serão danosas à gestão do sindicato por entender que todos os membros inscritos, sem exceção, estão de alguma forma em atividades no futebol profissional e, mais cedo ou mais tarde, não hesitarão em usar a entidade em beneficio próprio.

O Regimento Eleitoral de 2004, apresentado pela chapa opositora apenas quando do indeferimento de sua candidatura, mesmo, segundo informações, tendo posse dele desde meados de julho do ano anterior, determina em seu art. 5º que entre os impedimentos legais estatutários esta impedido de disputar (inelegível) ou de permanecer no cargo eletivo o associados que:

c) estiver em atividade no futebol profissional;

d) não ter atuado por pelo menos dois anos como árbitro ou assistente no futebol profissional (leia na integra).

Portanto, de acordo com a alínea "c" deste artigo, Aurélio Sant´Anna Martins e Regildênia de Holanda Moura estão impedidos de concorrerem por pertencerem ao cenário do futebol profissional, pois, ao entregarem o requerimento de inscrição no quadro da FPF, realizarem as avaliações teóricas e físicas, participarem dos treinamentos e pré-temporada, são do futebol profissional e estão momentaneamente atuando em categorias amadoras por pedido oficial ou extra-oficial atendido pelas comissões de arbitragem.

Se estivessem atuando somente no amador por outros motivos, os candidatos de oposição já teriam questionado à comissão de arbitragem da FPF por estarem atuando em categorias inferiores.

É preciso coragem para que falem a verdade! Mas duvido que cheguem a esse ponto.
Arthur e Aurélio brigam na justiça pela presidência do Safesp 

Por sua vez, também de acordo com a alínea "c" do referido artigo 5º, Arthur Alves Junior e Carlos Donizetti Pianosqui também estão atuando no futebol profissional, como analistas de arbitragem (Pianosqui) e dirigente de comissão de arbitragem e analista da CBF (Arthur). É preciso ter coragem para assumirem a verdade!

Ainda de acordo com o art. 5º, mas pela alínea "d" o associado Jair de Godoy não tem atuação no futebol profissional o que o impediria de concorrer ao pleito pela chapa da situação. 

Também é preciso coragem para manifestar-se sobre estas situações, respeitar o estatuto e esclarecer os associados.

Por que as chapas 1 e 2 não tiveram coragem de questionar a própria inelegibilidade de seus candidatos ou questionar a legalidade da chapa concorrente? Porque ambos tem consciência que se for respeitado o estatuto ambos estariam inelegíveis.

Porém não podemos nos esquecer de que essa situação foi justamente causada pela decisão impensada da juíza.

Perguntas

Por que a chapa 1 (oposição) teve coragem de pedir a desconsideração de artigo específico de sua irregularidade no que tange o direito de trabalhar e tomando "pito" da magistrada e não teve a mesma coragem de divulgar na íntegra o pedido da liminar que fez?

Por que a chapa 2 (situação) teve coragem de peticionar medidas cautelares, mas, não teve a mesma para apresentar a verdade sobre seus membros?

Espero e torço para que a Justiça tenha coragem de determinar um processo eleitoral desde o seu início, que o Safesp tenha coragem de nomear uma Comissão Eleitoral independente e que os candidatos tenham coragem de renunciar aos seus cargos e/ou encerrar suas carreiras de fato para que disputem legalmente e, sobretudo eticamente, as eleições e por fim que o associado tenha coragem e atitude de ir às urnas para que sua vontade seja respeitada.

E como uns dizem, este "especialista jornalístico", teve a coragem de escrever e de apontar o porque entende que nenhuma das duas chapas deveriam ser homologadas.

Obs. Segundo os bastidores, duas decisões que podem mudar muitas coisas na eleição devem ser tomadas em breve. 

A primeira é uma decisão da juíza, que  retornou das ferias, a respeito dos questionamentos. 

A segunda uma reunião, que já era para ter ocorrido, para aparar as arestas e uma possível composição entre as duas chapas, que seria realizada na semana passada, mas foi desmarcada por capricho do candidato de oposição. O encontro, que conta com aval das duas chapas e pode ocorrer a qualquer momento, estaria sendo intermediado pela ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) que quer por fim a este imbróglio que envolve o futuro do filiado mais importante.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019


Escolinha do professor Rabello

Ex-chefe da arbitragem carioca passará esta semana em Pernambuco treinando comissão de arbitragem local


A arbitragem pernambucana vive uma crise existencial há anos. Com um quadro antigo, desmotivado, sem qualidades técnicas e sem coragem de mudanças profundas por parte da Federação Pernambucana de Futebol que apostou na importação de árbitros em fim de carreiras ou dispensados por suas federações como Sandro Meira Ricci, Marcelo de Lima Henrique, Fernanda Colombo e Péricles Bassols que nada trouxeram de aprendizado ou deixaram qualquer legado na terra do frevo.

Com fama de cemitério dos excluídos, o resultado não poderia ser outro e a entidade vem pagando arduamente os erros e as apostas dos dirigentes do apito com reclamações atrás de reclamações por anos seguidos dos clubes e nenhum árbitro atuando com regularidade nas principais divisões do futebol brasileiro. O cenário catastrófico com a baixa qualidade da arbitragem e as reclamações tiraram a autonomia da FPF que é obrigada a se ajoelhar aos clubes e aceitar ano após ano que as finais dos campeonatos sejam comandadas por árbitros de outros estados.

A crise na arbitragem pernambucana atingiu seu ponto mais alto no final do estadual deste ano quando a direção da FPF decidiu trocar o presidente da comissão (Emerson Sobral), mas a entidade não conseguiu até o momento encontrar um nome de consenso e vem adiando esta decisão que, provavelmente se estendera até o primeiro erro no próximo campeonato, o que certamente fara com que o comandante do navio seja trocado  em mar aberto.

Jorge Fernando Rabello - Crédito: Ursula Nery / Ferj

Com a intenção de estancar a crise, após importar árbitros, a FPF agora aposta na importação de ‘coaching’, profissional capacitado e habilitado a aplicar os processos, técnicas e ferramentas da metodologia no intuito de desenvolver pessoas e organizações e assim, auxilia-los a alcançar resultados extraordinários.

O escolhido para repassar esses ensinamentos à arbitragem pernambucana é o ex-presidente da comissão de arbitragem do Rio de Janeiro e atual chefe da Comissão de Planejamento, Desenvolvimento Técnico e Análise de Desempenho FERJ, Jorge Fernando Rabello, que estará durante esta semana em Recife-PE dando orientações aos membros da comissão local.

Com o norral (hnow how) de ter sido chefe dos árbitros cariocas por 12 anos, Rabello levara seu aprendizado para ensinar aos membros da comissão pernambucana e os profissionais da arbitragem daquele estado. Se o trabalho trará resultados só o tempo ira dizer, mas Rabello não é exemplo a ser seguido tendo em vista as diversas acusações contra ele e sua gestão frente ao sindicato dos árbitros do RJ, Cooperativa dos árbitros e na COAF-FERJ. Entre as acusações estão supostas manipulações no sorteio da arbitragem, apropriação indébita, organização criminosa e adulteração de documentos conforme amplamente divulgado pela imprensa nacional.

Não consegui contatar a direção da FPF para falar sobre o convite ao dirigente carioca, mas uma fonte próxima aos mandatários da FPF informou que o convite a Rabello visa a troca de informações e experiências na arbitragem e que a entidade ira escutar outras federações para se aprimorar cada dia mais no trabalho de renovação. A fonte disse ainda que Alicio Pena Junior e Dionísio domingos foram procurados e que vão procurar outros profissionais (cita Guilliano Bozzano) para dar sequencia nos trabalhos de aprendizado.

terça-feira, 20 de agosto de 2019


Arbitragem brasileira se esconde atrás dos números

Gaciba e os números - Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

A presidência da comissão de arbitragem da CBF deveria ser comandada por um matemático. É impressionante como gostam de números os ocupantes daquela cadeira. Quando a arbitragem é questionada eles aparecem com números mágicos e explicações mirabolantes para esconder o péssimo desempenho dos homens do apito dentro de campo. Quando ocorre troca no comando, quem sai deixa um recado para o novo ocupante com a seguinte frase: 'Em momentos de crise, recorra aos números'.

Sérgio Corrêa ocupou o cargo por anos e hoje é conhecido como o homem dos números. Ninguém, por melhor que seja, por mais que tente vai se igualar a ele que é o soberano e criador dos números. Depois passou por lá Cel. Marinho, que também adora números, mas só que esse na verdade só se preocupa com os números monetários no seu contra cheque todo fim de mês.

Agora o novo ocupante do cargo é o ex-árbitro Leonardo Gaciba, competentíssimo e muito premiado dentro das quatro linhas, mas até aqui um fracasso retumbante como gestor. Nas entrevistas diz que protege seu árbitro, mas mal chegou e já coleciona polêmicas. Não que suas frases, mesmo que doa, não sejam verdadeiras, mas um líder não pode dizer em publico que não existe mais que seis ou sete árbitros capacitados no país e que alguns deles ‘são cabeçudos’ que demoram entender as recomendações. Como sabiamente disse certa vez o treinador Tite sobre o também treinador Felipão, o chefe dos árbitros fala muito!

Pelo que temos acompanhado nas entrevistas e nos bastidores, Gaciba também adora encostar-se aos números e isto pode ser comprovado na ultima segunda-feira (19) em eventos na CBF e no programa 'Bem Amigos' do SporTV onde apresentou os números do VAR.


No melhor estilo ‘Rolando Lero’ da famosa escolinha do professor Raimundo exibida na TV, o dirigente do apito brasileiro apresentou um  balanço com dados estatísticos do Árbitro de Vídeo (VAR) no primeiro semestre deste ano para árbitros e jornalistas, no auditório da CBF.

Segundo os números apresentados pelo dirigente, das 764 checagens 87 viraram revisões que acabaram em 69 mudanças de decisões dos árbitros de campo e que mesmo vendo as imagens seguidas vezes de diversos ângulos e em câmara lenta, houve 10% de erros por parte dos homens de preto. Mais difícil ainda que enfiar números goela abaixo de quem foi prejudicado é brigar contra a imagem, mas infelizmente sempre vai existir o árbitro arrogante, prepotente e sem comando que vai fazer isso. 

Tinha um dirigente que dizia que as escalas falavam. Já Gaciba sempre diz que não expõe o árbitro com geladeira, mas só segue nas escalas quem vai bem. Será que essa máxima é levada ao pé da letra ou só com alguns! Tem árbitros ai, até com escudo internacional, que vem cometendo erros à décadas e mesmo assim, entra comissão, sai comissão e continuam nas escalas. Porque será hein!!!

Os olhos do Gaciba-Lero brilham quando fala da melhora na arbitragem, só que os números friamente analisados mostram que não foi evolução da arbitragem, mas sim a interferência do VAR que vem corrigindo os erros partida após partida.  Cada vez que o VAR é acionado é um erro que a arbitragem cometeu e a maioria dos nossos árbitros infelizmente estão deixando as decisões para as cabines.

Já há informações de estudos para o fim da função dos assistentes, mas pelo andar da carruagem, em breve será a vez do fim dos próprios árbitros de campo.

Pra que árbitro se as lentes do VAR vê e resolve tudo!

quarta-feira, 24 de julho de 2019


SAFESP: O elefante branco do apito
Na tarde da ultima quinta-feira (17/07) estive nas dependências do Safesp (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo) para retirar um exemplar do livro "Grandes Árbitros" que o autor, Daniel Destro, me presenteou e que, por motivo de viagens, deixou na entidade para que eu retirasse. Ao passar na sede pude constatar o quanto o sindicato paulista está abandonado pela atual diretoria, pelos candidatos na eleição e também por seus associados.

Como já disse varias vezes aqui neste canal e em outros, a linda sede do sindicato é um *elefante branco que atualmente só é frequentada por seus funcionários ou algum gato-pingado em busca de documentos, pois desde que seu presidente deixou de ser membro da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), o sindicato perdeu seu glamour e foi abandonado por todos, principalmente pelos puxa-saco que costumavam passar na entidade para beijar as mãos do presidente e mendigar escalas.
Arthur Alves e Michelle Ramalho (presidente da Federação Paraibana de Futebol)

O atual presidente Arthur Alves Junior tirou licença do cargo e esta na Paraíba trabalhando na Comissão de Arbitragem daquele estado. No seu lugar assumiu o vice Leonardo Schiavo Pedalini que está em viagem aos Estados Unidos juntamente com a oposição participando de um torneio de futebol. Entre eles Regildência de Holanda Moura que é candidata a vice-presidente na chapa de oposição.

Se o Safesp tem seu presidente licenciado e com o vice, que assumiu, fora do país, quem responde pelo expediente legal e administrativo da entidade? Eu não sei! Você sabe?

Enquanto isso nenhuma definição sobre a eleição ou se teremos eleição algum dia. O que sei é que tudo que havia previsto tempo atrás está ocorrendo, ou seja, eleição só Deus sabe quando vai ocorrer e se vai ocorrer. Mas quem é que esta preocupado com isso né! O presidente está licenciado, o vice e parte da oposição nos EUA e os associados, como sempre, só se preocupando com escalas.
O vice Leonardo Pedalini e Regildênia Moura da oposição nos EUA

*O que é Elefante branco
Elefante branco é uma expressão utilizada para classificar algo valioso ou que custou muito dinheiro, mas que não possui utilidade ou importância alguma na prática.

A expressão também e dado à obra ou projeto que é criado ou construído e que não possui quase nenhuma utilidade para a sociedade. Normalmente, estes investimentos são bastante caros e inúteis.

Lenda do elefante branco
A origem do uso da expressão "elefante branco" surgiu por causa de um costume típico no reino de Sião (atual Tailândia).

Segundo conta a lenda, no reino de Sião, o elefante branco era um animal bastante raro e considerado sagrado. Quando um elefante branco fosse encontrado, deveria ser entregue imediatamente para o rei.

Quando algum súdito não agradava o rei, este "presenteava-o" com um elefante branco que, por ser considerado um animal sagrado, não deveria ser recusado ou passado para outra pessoa.

O novo dono do elefante branco tinha a obrigação de cuidar muito bem do animal, alimentando-o, limpando-o e ornamentando-o, tendo para isso muitas despesas e nenhum ganho, pois os elefantes brancos não podiam trabalhar ou ser vendidos.
Agradeço a gentileza do escritor Daniel Destro e recomendo à todos a leitura do livro

 Os europeus, ao observarem esta prática, passaram a utilizar a expressão "elefante branco" para conotar coisas valiosas, mas que eram inúteis.

O Safesp com histórico de lutas que teve sua maior conquista em 1981 através da carta sindical, hoje agoniza e não passa de um elefante branco abandonado por todos que utilizou a estrutura da entidade para benefícios próprios.

segunda-feira, 1 de julho de 2019


Eleições no Sindicato Paulista

Justiça valida chapa 1 e determina reabertura do processo eleitoral em até 30 dias


Na tarde da ultima quinta-feira (27), a justiça divulgou decisão sobre o processo eleitoral que vem ocorrendo no Sindicato dos Árbitros de São Paulo (Safesp). A ação foi movida pelo candidato oposicionista Aurélio Sant’anna Martins que alegou ter sido impedido de concorrer à presidência da entidade por não residir na capital como prevê o regimento eleitoral de 2003 que foi utilizado no pleito.

O regimento prevê na leta H a inelegibilidade do candidato que não residir no município onde estiver instalada a sede administrativa da entidade. Martins reside em Jacareí, município localizado no Vale do Paraíba e distante cerca de 80 km da capital. 

Na decisão, a juíza Raquel Marcos Simões, da 86ª Vara do Trabalho de São Paulo, reconheceu a legalidade da chapa 1 com base no regimento eleitoral de 2004 e determinou que o mesmo seja usado na reabertura do processo eleitoral que deve ocorrer em até 30 dias. A magistrada decidiu ainda manter a atual diretoria no comando da entidade até que seja definido um novo presidente.

Pito!

A juíza Raquel Simões deu um pito (bronca) no candidato oposicionista quando este requereu que fosse retirada do regimento eleitoral a exigência dos candidatos não estarem atuando para que ele e a candidata a vice, Regildênia Moura, voltassem a atuar no futebol profissional: “é inadmissível a parte autora afastar-se do regimento eleitoral para usufruir do mesmo nas condições que apenas o favorece” – frisou a magistrada (veja abaixo).


Procurado, Leonardo Pedalini, vice-presidente e atual mandatário do Sindicato, disse que decisão judicial se cumpre ou recorre da mesma, mas que vai se reunir com a assessoria jurídica do sindicato nesta segunda-feira (1) para analisar a decisão e só após ira se pronunciar.

Veja abaixo a decisão judicial.


A decisão cabe recurso.

Nota do Blog

Lamentavelmente e como previ com antecedência, a eleição no Safesp, que teve findado o mandato atual em abril deste ano, ainda não ocorreu e provavelmente não será realizada em curto prazo tendo em vista que a briga judicial ainda vai continuar por mais algum tempo, pois tudo indica que a atual diretoria deve recorrer desta decisão judicial, que não é definitiva e cabe recurso o que deve levar um bom tempo até que tudo se resolva.

Desde o começo do processo eleitoral sou contra as duas chapas concorrentes por entender ser um retrocesso na entidade seja qual for a vencedora. A entidade só vai prosperar e representar realmente o associado como ele merece quando for eleito um presidente que não seja subserviente e principalmente, que não tenha qualquer tipo de ligação com entidades do futebol, como FPF e CBF.

Entendo que o atual presidente e candidato a reeleição, Arthur Alves Junior, não tem mais as mínimas condições de continuar no cargo. Poderia citar uma serie de motivos que já é de conhecimento de todos, mas Arthur se tornou um peso morto no cargo, abandonou a tempos a entidade e hoje, como fazia antes quando era funcionário da Federação Paulista de Futebol, serve aos interesses da CBF que o colocou na presidência de uma comissão de arbitragem em outro estado a quase três mil km de distancia do Safesp.

Por outro lado, com seu comportamento pessoalista, Aurélio Sant’anna e os demais membros da sua diretoria, já deram entender que pouco estão ligando para o sindicato e provavelmente não hesitarão em usar a entidade em interesses próprios. Basta saber que alguns deles usufruíram e presenciaram tudo de ruim que ocorreu na entidade nos últimos anos e calaram-se nos momentos que tiveram oportunidade de se manifestarem.

O candidato de oposição sequer compareceu na ultima assembleia de prestação de contas do sindicato, o que mostra estar mais preocupado em servir a si mesmo e a FPF, fato comprovado ao pedir autorização da justiça para voltar a apitar e ao não participar das decisões da entidade que pretende ser gestor, o que demonstra quais são suas reais intenções.

Lamento que a juíza não tenha determinado um novo processo eleitoral partindo do zero tornando inelegível todos os membros das duas chapas concorrentes, o que abriria oportunidades para o surgimento de novos candidatos isentos e que poderiam trazer esperanças de novos e melhores dias para a categoria.

Como a eleição será mesmo entre essas duas chapas, os associados vão decidir pelo menos pior. Um candidato que pretende administrar a entidade a quase três mil km de distancia e outro que, menos distante é verdade, mas também a distancia e sem voz para lutar pelos direitos dos seus associados tendo em vista que será prestador de serviços à entidade que as vezes terá que se opor.  

Essa é a dura realidade de um sindicato tido por muitos como o maior e mais organizado do país, mas que não passa de um elefante branco abandonado pelos seus dirigentes, pelos seus associados e na mira constantes dos interesseiros e seus vassalos.

sexta-feira, 14 de junho de 2019


Safergs lava roupa suja em assembleia!

Auditoria externa deve apontar desvio de cerca de 400 mil das contas da entidade


No inicio da noite desta sexta-feira (14) será realizada assembleia geral extraordinária na sede do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado do Rio Grande do Sul (Safergs). Como assunto principal a leitura do relatório da auditoria externa realizada nas contabilidades da entidade no período 2013 a 2017.

Segundo uma fonte em POA, o relatório vai apontar que aproximadamente 400 mil reais escoaram pelos ralos do sindicato com destino ignorado nesse período. Também segundo essa fonte, até mesmo o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelleto, será mencionado no relatório por conta de um suposto cheque de 125 mil reais, com recibo de 100 mil, do Safergs nominal a FGF assinado por Carlos Castro (Castrinho) e sacado na boca do caixa com destino também ignorado.

A fonte ainda disse que até mesmo o ex-presidente Ciro Camargo será citado por má gestão ou negligencia com as contas da entidade sendo que gastos em torno de 120 mil reais em seus mandatos não foram devidamente comprovados.

A reunião promete debates acirrados e ampla lavagem de roupa suja que pode até mesmo levar dirigentes e ex-dirigentes para a cadeia, tendo em vista que o relatório já foi entregue ao Ministério Publico e delegacias relacionadas a crimes contra o patrimônio.

Francisco Novelleto sendo homenageado pelo Safergs por "serviços prestados"  Crédito: Facebook

Este espaço esta aberto para quem foi citado ou tiver algo relevante a acrescentar sobre o assunto e voltara com mais detalhes assim que surgirem novas informações.

O que eles disseram

O Blog tentou contato com os citados na matéria, mas não recebeu retorno até a publicação desta postagem.

O presidente do Safergs, Maicon Zuge, disse que não tem informações sobre o relatório e que ficará sabendo somente na assembleia juntamente com os demais associados quando for apresentado pela empresa contratada.

"Contratamos uma empresa externa especializada justamente para não estar nos envolvendo com esse assunto. Não vamos acusar ninguém, mas usar o relatório da empresa para tomar as medidas cabíveis e necessárias para preservar os interesses da entidade" - disse Zuge.