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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Safesp e a total omissão de dirigentes e associados

Seguindo o compromisso de levar aos leitores a série de matérias sobre o atual momento do sindicato paulista de arbitragem, hoje vou pontuar a total omissão dos dirigentes e associados!

Aurélio Sant´Anna Martins

Presidente licenciado e que até a presente data não mostrou a que veio, mal assumiu o cargo e abandonou o sindicato para concorrer às eleições municipais na cidade de Jacareí em uma vaga ao Legislativo, órgão que fiscaliza o Executivo e é o responsável por criar as leis municipais. Mas em seu exemplo pessoal não fez isso em nenhum momento, em ato ou decisão junto ao Safesp, pois não foi capaz de cumprir coisas simples como transparência prometida, auditoria nas contas da antiga administração, nomeações dos cargos e comissões entre outros. Aurélio é Maçom, instituição que prega a tolerância, a igualdade, o respeito a autoridade, a liberdade e fraternidade. Bem diferente da sua realidade.

Crédito: Instagram

Com esse comportar já começam a surgir comentários na categoria de que quando eleito o pensamento era: pior não pode ficar! Mas ficou!

O presidente licenciado precisa urgentemente falar com seus associados e mostrar a que realmente veio, inclusive explica a relação com seu suposto diretor de marketing, assessor pessoal e “aspone” Daniel Destro, que continua a “floriar” nas notícias divulgadas no site da entidade.

Se não tem o que esconder, sugiro publicar no site o Regimento Eleitoral que o elegeu, já que publicaram o Estatuto e até mesmo para que todos possam ler o artigo 5º do presente Regimento em que proíbe de concorrer e de permanecer no cargo pessoas com vínculo ao futebol profissional (presidente e vice).

Abaixo print do conteúdo extraído do Regimento Eleitoral de 2.004 e que conduziu o processo eleitoral.

Regildênia de Holanda Moura

Vice-presidente eleita, atual presidente em exercício e respondendo pelo expediente do Sindicato, assim como os demais da sua chapa, “sumiu” das redes sociais na luta por melhores condições dos árbitros paulistas no exercício de suas funções e está sendo mais uma, infelizmente, a usar do cargo para voos maiores.

Regildenia Moura com Emerson Augusto durante curso da Conmebol - Crédito: facebook

Não entrarei no mérito técnico ou merecedor das funções que Regildenia vem desempenhando junto à FPF como analista, junto à CBF como assessora e junto à Conmebol como instrutora técnica e analista, mas sim no aspecto da mesma ignorar totalmente o Regimento Eleitoral e o Estatuto Social da entidade onde ela hoje representa como presidente, mas entro no mérito da moralidade do caso.

Regildênia e muitos outros árbitros obtém boa parte da renda pessoal atuando no futebol profissional. Certamente ela sabia disso quando do processo eleitoral, fez sua escolha e agora é preciso arcar com suas consequências.

Com bom fluxo e trânsito junto às comissões de arbitragem, principalmente em São Paulo por sua proximidade com APO que a convidou para fazer parte da sua comissão, Regildenia vem se destacando e sendo a profissional mais escalada, inclusive batendo recordes no número de escalas em um curto espaço de tempo. Se considerarmos o tempo gasto para cumprir as escalas, os deslocamentos, as aulas e os cursos, onde está o tempo dedicado para a administração da entidade, nesses últimos trinta dias. Por isso não foi surpresa nenhuma ver o total abandono da sede do Safesp, que está literalmente habitada por traças, baratas e ratos de todas as espécies.

Abaixo print com as escalas da CBF nos últimos trinta dias, inclusive com partidas profissionais da Série A, B e C.

Abaixo print da última escala da profissional junto à FPF na Séria A2 do Campeonato Paulista.

Regildênia de Holanda Moura quando questionada por pessoas sobre a atuação dela, insiste em dizer que não possui vínculo e nem atua no futebol profissional, que a maioria de suas escalas são no futebol feminino e que este não é considerado “profissional” no Brasil. Essa argumentação eu nem vou levar em discussão, pois na minha opinião é apenas para desviar o foco.

Reservo-me ao direito de destacar um trecho da súmula oficial (disponibilizada no portal da Federação Paulista de Futebol) e veja o “Profissional” na categoria do jogo.

Seguindo linha de raciocínio logico, se Lucas Canetto Bellotte e Leandro Carvalho da Silva, árbitros envolvidos em polêmicas recentemente na Série A2 do Campeonato Paulista de Futebol Profissional, tivessem como analista de campo Regildênia de Holanda Moura, que certamente e merecidamente teria detonado trabalho deles nas partidas e precisassem do Safesp para representá-los junto à FPF, qual seria o comportamento da dirigente? Defenderia o árbitro que ela detonou na análise ou colocaria em duvidas seu trabalho como analista?

Quem se habilita a responder!

Associados omissos!

O Safesp está abandonado em sua administração, mas também por seus associados. O que já foi o mais importante sindicato do país, hoje está vazio. Um verdadeiro elefante branco encostado em um barranco, com caixa vazio, dividas enormes e administrado por um grupo de aventureiros mais perdidos que cachorro quando cai de caminhão de mudança.

Fotos mostram o abandono da sede do SAFESP

É do conhecimento de alguns que existe um movimento surgindo com alguns associados e outras antigas lideranças para buscar na Justiça um posicionamento oficial de Aurélio e Regildênia, fazendo os escolher entre administrar de fato e como se deve a entidade ou desempenhar suas outras funções. Torço para que isso realmente ocorra o mais rápido possível, pois algo precisa ser feito e por todos!

Também é do conhecimento que ex dirigentes da entidade se movimentam nos bastidores com intuito de angariar apoio entre associados para convocar assembleia, destituir a atual diretoria, empossar uma junta governativa com a missão de convocar novas eleições em conformidade com o estatuto e regimento eleitoral.

Sou contra qualquer tipo de golpe e entendo que se cumpra mandatos conquistados nas urnas, mas entendo também que esta diretoria é ilegítima e como os atuais dirigentes abriam mão de administrar o sindicato, não há outra alternativa a não ser usar a carta magna da entidade para encontrar uma saída para a atual crise e assim salvar esse gigante que está agonizando a espera da pílula milagrosa.

Finalizo afirmando que mais uma vez a entidade foi usada para benefícios próprios, objetivando voos maiores, o que não sou contra, desde que haja trabalho e se cumpra o mandato com ganhos e progressos para ambas as partes.

E informo que seguirei com as matérias, inclusive a do funcionário público, árbitro assistente e atual Diretor Financeiro da Entidade Fabrício Porfírio de Moura, destacando suas “ausências” do posto de trabalho para cumprimento de suas escalas. Viva o portal de transparência!

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Erros de arbitragem na Série A2 balança Comissão Paulista 

A Série A2 do Paulistão, que dá acesso à primeira divisão do Campeonato Paulista em 2021, está definindo seus semifinalistas e após a atuação polêmica e desastrosa de Lucas Canetto Bellotte, que foi afastado para reciclagem, na partida de ida entre Taubaté e São Bento e de Leandro Carvalho da Silva em XV de Piracicaba e Portuguesa, a Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), através de sua presidente Ana Paula Oliveira, escalou árbitros FIFA, os melhores do estado, para os jogos de volta desses confrontos. Os árbitros serão os mesmos das finais do Paulistão da Série A1 deste ano, que certamente indica que a escala tem objetivo de permanência dos membros da comissão no cargo e minimizar as péssimas atuações dos jogos de ida.

Bronca online

Essa escala de segurança foi feita após dirigentes das duas equipes prejudicadas balançarem as estruturas do prédio de número 55 na Rua Federação Paulista de Futebol, na Barra Funda, em São Paulo, que segundo algumas informações, a "Comissão" só não caiu por conta das reclamações devido o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, de licença no cargo e em viagem fora do Brasil e o presidente em exercício, Mauro Silva, ter agido com sua conhecida paciência e diplomacia com todos.

Abaixo a licença de Reinado, publicada no portal da FPF.

Mesmo com toda a boa disposição de Mauro Silva em minimizar os erros de arbitragem, comenta-se que houve uma reunião de aproximadamente vinte minutos, com a participação de Reinaldo Bastos, de forma online, onde ele de forma áspera, cobrou a Comissão por maior desempenho e seriedade, inclusive teria dito para a "toda poderosa" que não é hora para "inovar" e que o campeonato precisa ser encerrado de forma legitima em campo e sem danos as equipes.

Segundo fontes, durante a reunião, Ana Paula teria tentado argumentar, porém não houve espaço para suas "argumentações" e nada pode fazer a não aceitar o pito.

A bronca foi tão grande que a comissão não teve outra saída a não ser fazer uma escala de segurança para conter a gritaria dos clubes e assim garantir, por enquanto, o emprego de todos. A CEAF paulista definiu que o FIFA Raphael Claus apita Portuguesa e XV de Piracicaba na tarde desta segunda-feira (14) no estádio do Canindé em São Paulo valendo uma vaga para a semifinal e o também FIFA Luiz Flávio de Oliveira atuará na noite da próxima terça-feira no confronto entre São Bento e Taubaté em Sorocaba.

Veja escala abaixo.

Ana Paula, pelo que já se sabe, está com seus dias contados no cargo, nem tanto por sua má gestão, mas principalmente por sua personalidade difícil de se lidar e por ser avessa ao trabalho em grupo.  Dois anos se passaram desde que assumiu o cargo e a arbitragem paulista não evoluiu como prometido e como esperado, pois sequer no quadro de aproximadamente 600 árbitros, tem dois promissores com qualidades para apitar partidas decisivas de divisão de acesso, tendo que recorrer aos medalhões o que torna a gestão pífia, principalmente levando-se em consideração o custo beneficio.

Também conta negativamente seus famosos "pitis" e a total falta de honrar a palavra em compromissos assumidos e começa a fechar portas, antes sempre abertas.

Torço para que a "toda poderosa" desça do salto alto e da imagem de boa menina das redes sociais e realmente desenvolva um bom trabalho para a qual foi contratada, pois os comentários ruins e negativos a seu respeito, que já é do conhecimento de muitos, só crescem e não só em São Paulo, mas no Brasil todo. 

Não é raro dirigentes de outras federações reclamarem por conta das quebra de compromissos assumidos por ela em nome da FPF, o que os colocam em grande dificuldades, principalmente com custos tendo em vista que precisam antecipar passagens aéreas e cuidar da logística necessária para receberem os instrutores paulistas em seus estados. 

Os anos estão passando, a juventude e a beleza não é mais a mesma e pelo visto, comportamento antes ignorado, agora não será mais tolerado. Chegou a hora de mostrar competência para merecer o cargo, pois hoje, apadrinhamento, aparência e o marketing pessoal não esta sendo o suficiente. Fica a dica!

Para finalizar e descontrair dizem que o prédio balançou mais que as arquibancadas do La Bombonera em dia de Boca e River em final de campeonato.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Amapá: Ex-presidente continua mandando em sindicato mesmo com mandato vencido em janeiro

Calão entregando cestas básicas adquiridas com aporte da ANAF - Crédito: Diário do Amapá

Como amplamente divulgado aqui neste canal, a ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol -, disponibilizou em maio, aporte financeiro de 3 mil reais para os sindicatos filiados usarem como auxílio aos seus associados para amenizar a crise por conta da pandemia do Covi-19 (leia). Prestação de contas e eleições regulares estão entre os critérios exigidos pela Associação para liberação dos recursos que foram destinados as entidades estaduais exclusivamente para auxiliar os associados (veja abaixo).

Mas no Amapá, a história contada foi bem diferente.

Segundo matéria publicada no dia 19 de agosto do presente ano no Diário do Amapá (leia), o Sindicato Estadual de Árbitros de Futebol do Amapá (Seafa) presidido, de forma supostamente irregular, por Carlos Augusto de Almeida Lima, distribuiu 45 cestas básicas para associados com os recursos de 3 mil enviados pela ANAF.

Segundo Carlos Augusto disse na matéria, o aporte da entidade nacional seria para ser usada nos preparativos das eleições internas, mas que, diante da dificuldade que os árbitros estão enfrentando sem os jogos, direcionou o dinheiro para compra das cestas básicas.

O que não é verdade, pois matéria no site da ANAF deixa bem claro que a verba é emergencial e para ser distribuída entre os associados para amenizar as dificuldades por conta da pandemia.

A fala do ex-dirigente do sindicato na matéria demonstra possíveis irregularidades que ele vem cometendo desde o dia 3 de janeiro quando findou o mandato da sua diretoria frente a entidade e mesmo assim continua como se ainda fosse presidente. Conforme diz a lei, nenhuma pessoa, sem mandato ou decisão judicial favorável nesse sentido, tem direito de falar, agir ou tomar qualquer decisão em nome do sindicato, inclusive não teria legitimidade para compor Comissão Eleitoral, possivelmente sem mandato.

A titulo de informação, a comissão eleitoral lançou edital referente as eleições no dia 8 de fevereiro. Difícil acreditar que a CE tenha sido composta antes do fim do mandato e só deliberado sobre eleição um mês depois.

Edital convocando eleições

Com o fim do mandato e sem uma nova diretoria eleita, o correto seria os associados em dia com suas contribuições, se reunirem em assembleia para eleger, entre eles, representantes para uma junta governativa para em um prazo estipulado, gerir a entidade, convocar eleições e dar posse a nova diretoria eleita.

Outra medida seria qualquer associado procurar o Ministério Público Estadual ou do Trabalho, munido de documentos para denunciar as possíveis irregularidades cometido pelo ex-dirigente que insiste permanecer no cargo mesmo com mandato vencido e assim se perpetuando no poder por conta da passividade dos árbitros amapaenses.

Carlão, como é mais conhecido Carlos Augusto, preside o sindicato desde 19 de dezembro de 2002 quando foi eleito pela primeira vez em eleição com chapa única e presença de Raimundo Américo Furtado, então presidente da Federação Amapaense de Futebol.

Entenda

A última diretoria do Seafa tomou posse no dia 2 de janeiro de 2018 com mandato até 2 de janeiro de 2020.

No dia 8 de fevereiro deste ano, a Comissão Eleitoral deu início ao processo eleitoral com votação prevista para 27 de março.

Em 23 de março, Inácio Barreto da Câmara, presidente da CE, suspendeu, por tempo indeterminado, a data da eleição, mantendo todos as decisões já homologadas.

Documento comprova que mandato da ultima diretoria terminou dia 02/01/2020

O que eles disseram

Tentei contato via whatsaap com Carlos Augusto, mas não recebi resposta até a publicação desta matéria.

Contatado para falar sobre a verba enviada ao sindicato do Amapá e o porque desta entidade ter recebido a verba mesmo não atendendo os critérios estabelecidos para todos, Salmo Valentim, Presidente da ANAF, não respondeu a mensagem até o fechamento desta matéria.

Contatado, Inácio Barreto da Câmara, presidente da CA, também não retornou mensagens e nem esclareceu a data que a CE foi constituída, se foi dentro do prazo legal e o porquê da demora em iniciar o processo tendo em vista que o mandato terminaria no início de janeiro.

Também solicitei o envio do Regimento Eleitoral para esclarecer muitas perguntas sobre a legalidade ou não dos atos do ex-presidente e da CE, mas tanto Carlos Augusto como Inácio Barreto ignoraram o pedido, o que configura falta de transparência e cerceamento de informação, não a este Blog, mas sim aos associados da entidade.

Inácio Barretos, Samuel dos Santos e Roberto Soares, membros da Comissão Eleitoral, são árbitros do quadro nacional da CBF e caso tenham conhecimento ou coniventes com as possíveis irregularidades nas eleições do SEAFA, se denunciados, podem responder procedimentos na corregedoria de arbitragem da CBF.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Safesp e a inversão de valores!

Na última semana prestei depoimento no 23º DP, região de Perdizes, acerca de esclarecimentos em Inquérito Policial nº 1518348-41.2020.8.26.0050 movido pelo Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo a pedido de sua presidente em exercício Regildenia de Holanda Moura e que nomeou como advogado e procurador Aurélio Sant´Anna Martins, presidente licenciado da entidade em virtude de concorrência à cargo eletivo na próxima eleição. O inquérito tem como testemunhas o Diretor do Safesp Financeiro Fabrício Porfírio e o profissional em Tecnologia de Informação Daniel Destro do Carmo.

Da acusação

O Safesp acusa-me de ter agido como hacker e invadido os computadores do sindicato paulista e suas contas de e-mails, em virtude de matéria veiculada neste Blog (leia), onde relato as relações profissionais (até então sigilosas) entre o presidente do Sindicato e o seu técnico de informação que durante toda a campanha eleitoral foi o marqueteiro e principal articulador da chapa liderada por Sant’Anna. A matéria trás detalhes, expõe e contradiz o que até então era a versão oficial de que Daniel Destro não tinha nenhum vínculo com a entidade e que o site da entidade tinha sido reformulado gratuitamente por empresa ligada à Daniel Destro. Os detalhes e os documentos publicados são provenientes de uma fonte muito próximo a entidade ao qual tenho o direito por lei e o dever profissional de preservar o sigilo da fonte.

As testemunhas

Testemunha 1

O Sindicato indicou duas testemunhas sendo o primeiro o diretor financeiro, Fabrício Porfírio de Moura, o qual, segundo os autos deverá confirmar não ter conhecimento de contrato entre a empresa de Daniel Destro e o Safesp.

Aqui aponto mais um absurdo, entre os tantos, da atual administração: onde já se viu o diretor financeiro não ter conhecimento de despesas da entidade, uma vez que estatutariamente compete a ele assinar as receitas e despesas conjuntamente com o presidente. Como o sindicato contrata e assina um contrato sem o parecer ou conhecimento do departamento financeiro? Veja no print abaixo trecho do inquérito onde fica provado o relatado acima.

Testemunha 2

A outra testemunha indicada para ser ouvida no referido IP é Daniel Destro do Carmo, o atual responsável pelo site do Safesp e citado na matéria que desencadeou toda esta situação com modus operandi de conhecimento de todos do meio da arbitragem.

O Safesp apresentou perícia técnica particular, realizada pela empresa de Daniel Destro como principal indicio da denúncia. A perícia juntada aos autos, além de não provar nada, será contestada e derrubada facilmente, pois quisesse o Safesp agir dentro da lei e com a seriedade que o assunto e a acusação merecem, teria realizado com empresa isenta, externa ou pedido perícia judicial.

No emaranhado de teses do relatório, Daniel Destro nos esclarece ainda o “modus-operandi” do presidente Aurélio Sant´Anna ao escrever que ele é quem suspeita de ter sido vítima. Se suspeitava, por que ele que atua na área do direito não representou os interesses do Safesp antes de licenciar-se, pois teve quase seis meses para tomar esta iniciativa.

Teoria da conspiração!

Destro, no relatório de perícia afirma não ter realizado nenhum tipo de verificação nos computadores do Safesp e sim de adotar uma técnica de verificação e de obtenção de dados de computadores de terceiros, no caso eu, e associados (Arthur Alves e Douglas D’Andréa) suspeitos de hackear os computadores da entidade, ou seja, em meu entendimento, quem cometeu desvio de conduta foi ele e com aval e autorização da diretoria executiva do Safesp.

Se perguntar não ofende, qual o critério da escolha dos três outros dois suspeitos? A independência e a liberdade de expressão deles?

Eu garanto que se realmente for realizada uma perícia técnica séria e confiável ficara provado que nos computadores da sede não existe nenhum software malicioso, mal-intencionado, vírus ou até mesmo aplicativo de espionagem instalado e que tudo não passa de teoria da conspiração do Destro e seus bonecos amestrados que sequer imaginam como os documentos vazaram.

Fake News da Diretoria

No relatório de perícia particular, anexado aos autos e elaborado pelo técnico de TI Daniel Destro, supostamente a pedido de Aurélio Sant´Anna Martins, foi enviado um e-mail “isca” objetivando colher dados do computador de quem o acessasse. E-mail este enviado a três pessoas e de forma individual. Eu, como veículo de imprensa, acessei, pois o assunto do e-mail renderia minha primeira matéria elogiando a atual diretoria, pois o assunto era a prestação de contas do primeiro mês da nova gestão, mas era ‘Fake News’, pois a entidade não tinha nada de bom para divulgar.

Se perguntar não ofende, essa prática não é crime?! Se cometida contra associado da entidade e com autorização do presidente não é caso de pedido de indiciamento no Conselho de Ética?!

A falta de informação da Vice

Em seu depoimento prestado à Justiça, a presidente em exercício, Regildenia de Holanda Moura, afirma que eu trabalhei no Sindicato de 2011 a 2019 em uma falha absurda da verdade.

Regildenia sabe que trabalhei no Safesp por um ano e seis meses (de junho de 2014 a dezembro de 2015) e que inclusive, fui desligado quando publiquei a matéria que desencadeou a demissão de Arthur Alves Junior da Federação Paulista de Futebol, matéria que, mesmo não sendo citada, teve participação ativa da própria Regildênia, que até hoje, pelo que se sabe, ela e os demais não foram à Justiça ficando apenas as denúncias feitas por mim no Blog e que agora tentam calar, por cobrar o que acredito ser justo e digno para a categoria.

Em seu depoimento, Regildenia ainda afirma que não causei danos financeiros, mas apenas morais ao Sindicato, mas nada falou sobre o dano moral que ela e sua atual diretoria estão causando a entidade e seus associados não cumprindo, até aqui, nenhuma das promessas de campanha.

O verdadeiro motivo do Inquérito!

Fica claro e evidente que tentam calar o meu direito de expressão, calar a imprensa independente e especializada do país, pois meu simples e humilde site e blog são lidos em todo o território nacional e cujas matérias já desencadearam uma série de ações positivas para a arbitragem. Outros já tentaram e não conseguiram e garanto que não será a atual diretoria do Safesp que irá me calar!

O futuro

Iniciarei uma série de reportagens sobre o Sindicato de Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, sua Diretoria e a sua omissão em ações. Também escreverei sobre o atual desrespeito ao Estatuto Social e quem sabe, levando os associados a uma reflexão estadual e a convocação de uma Assembleia Extraordinária por vontade deles.

Nota da redação

As imagens que ilustram a presente matéria são partes retiradas dos autos do Inquérito Policial e o mesmo não corre sob sigilo de justiça, além de no meu entender ser o assunto de interesse coletivo, pois o presidente de uma entidade representa a vontade de seus associados e no caso do Safesp e da arbitragem paulista.

A Constituição assegura o sigilo da fonte. Assim nem a lei, nem a Administração, nem os particulares podem compelir um jornalista a denunciar a pessoa ou o órgão de quem obteve a informação. Dita o artigo 5º, XIV, da Constituição Federal.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Melhores do Paulistão 2020 e o prêmio APO da arbitragem

Melhores do Paulistão 2020 segundo critérios APO - Crédito: Facebook/FPF

A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou ontem a noite (10) a Seleção do Campeonato Paulista, escolhida pelos técnicos e capitães dos times participantes. Por causa da pandemia do coronavírus, a premiação foi realizada virtualmente e transmitida pela FPF.

O campeão Palmeiras teve três jogadores na seleção, o técnico Vanderlei Luxemburgo, que dividiu a honraria com Ricardo Catalá do Mirassol, o craque da galera, Felipe Melo, e a revelação do campeonato, o volante Patrick. Já o vice Corinthians teve três representantes.

O atacante Artur, do Red Bull Bragantino, foi eleito o craque do Paulistão e dono do gol mais bonito do campeonato, marcado contra o São Paulo, no Morumbi.

Arbitragem e o prêmio APO

Já a arbitragem, seguindo o critério APO, sigla que descobri ser Ana Paula Oliveira, conseguiu ser vaselina, fazer média e ser mediática o bastante para premiar, pela primeira vez na história, dois árbitros como ‘o melhor da competição’.

Não que os dois não mereceram, pelo contrário, tanto Raphael Claus quanto Luiz Flavio tiveram atuações perfeitas nas duas decisões e, pelas duas partidas, fizeram jus a honraria. Mas o que fica bem claro com essa escolha e quero chamar atenção é que a Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) não tem critérios para escolha dos melhores da arbitragem da competição, o que deixa a definição à mercê do bom humor da atual chefe e sabe lá mais o possa envolver a escolha já que, se não tem critérios claros e transparentes, tudo pode acontecer.

Raphael Claus foi eleito melhor do Paulistão pela quarta vez, antes já havia vencido em 2011, 2016 e 2019 - Crédito: Fernando Dantas/GazetaPress

Não consegui confirmar para este ano, mas lembro que até o ano passado, a FPF distribuía mais de 300 mil reais de prêmios aos árbitros pela competição e não se ter um critério definido e transparente para escolha dos melhores é de um amadorismo assustador, principalmente em se tratando da Federação mais importante do país! A falta de critérios transparentes, além de colocar sob suspeitas qualquer escolha, priva os demais árbitros de concorrerem a uma premiação que, além do ganho financeiro, eleva o currículo de qualquer um a patamares de primeira linha em qualquer função que venha exercer na arbitragem brasileira.

O critério utilizado na escolha deste ano me reverte a triste época em que Cel. Marinho ocupava a mesma cadeira hoje ocupada pela presidente APO e a escolha era feita justamente nos mesmos modus operandi por ele momentos antes das glamourosas festas de premiação conforme seu bom humor e indicações de terceiros.

Segundo critérios APO (Ana Paula Oliveira), assim ficou a relação dos melhores da arbitragem paulista em 2020.

Melhor arbitro: Raphael Claus e Luiz Flavio Oliveira. Neuza Inês Back e Daniel Paulo Ziolli completam o melhor trio.

Ana Paula Oliveira, presidente da CEAF/SP e criadora dos critérios APO - Crédito: FPF

O critério APO é tão esdrúxulo que temos Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Marcelo Carvalho Van Gasse como parte do segundo melhor trio, mas não teve o segundo melhor árbitro que pode ser tanto Raphael Claus, quando Luiz Flavio. Já o terceiro trio é formado pelo árbitro Douglas Marques das Flores e pelos assistentes Evandro de Melo Lima e Danilo Ricardo Simon Manis.

Parabéns aos premiados, vocês fizeram por merecer e aos demais, não desanimem e continuem atuando na sua perfeição que um dia a sorte sorri pra você e quem sabe finalmente poderá ser notado pelos critérios APO.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Porque a arbitragem de Pernambuco não evoluí?

Árbitros de outros estados, diversos presidentes de comissão e conselhos de Rabello não surtiram efeitos desejado pelo gestor e enxugador de gelo Murilo Falcão

Diego Fernando apitou a final entre Santa Cruz e Salgueiro - Crédito: Anderson Stevens/Sport 

No último final de semana e no meio desta semana tivemos finais de campeonatos importantes como Copa do Nordeste e os campeonatos pernambucano e alagoano. Em dois deles, Copa do Nordeste e Alagoano, os árbitros fizeram aquilo que se esperavam deles ao saírem de campo no apito final de forma discreta e sem serem notados recebendo os elogios da critica após as partidas.

Já em Pernambuco, também ocorreu o que se esperava, ou seja, arbitragem confusa, lances polêmicos e muitas reclamações dos clubes. Por mais que tente, por mais que gaste, a Federação Pernambucana de Futebol não consegue revelar um árbitro local de qualidade e quando surge algum talento, logo é posto como salvador da pátria, sente o peso e se queima.

Foi assim com o jovem árbitro Diego Fernando de 34 anos e espero que tenha forças para se recuperar, pois outros salvadores da pátria como Gleidson Lopes, Luiz Sobral,  Gilberto Castro e José Washington, não tiveram e hoje perambulam escondidos como múmias em partidas inexpressivas tanto a nível local como nacional.

A FPF vem enxugando gelo a anos no que diz respeito a arbitragem e continuara enquanto seu maior gestor, Murilo Falcão, segundo vice e diretor de competições da atual gestão, continuar palpitando nas escalas dos árbitros. O CEO da FPF palpita em tudo, inúmeros presidentes de comissões passaram nos últimos anos na FPF, mas na realidade não passaram de ventríloquos repassando as ordens de Murilo. Ele que escolhe quais árbitros entra e deixa o quadro local e nacional, escolhe quem apita e quem deixa de apitar e tenta até mesmo influenciar na escolha internacional tentando ano após ano emplacar o bom assistente Clóvis Amaral no quadro da FIFA.

O ultimo bom árbitro do estado, que foi FIFA durante anos, Wilson Mendonça, é persona non grata e odiado na sede da entidade por criticar o trabalho desta gestão. Wilson foi polêmico com o apito e não menos com o microfone, mas fazendo uma alto crítica no trabalho realizado nos últimos anos, será que ele não tem razão? A FPF é uma das federações que melhor paga taxas de arbitragem no país, investe pesado na formação e no treinamento dos seus árbitros, mas mesmo assim, ninhada após ninhada, nenhum ovo vinga. Por que será! Culpa da galinha ou do galo!

Criticas a atual gestão da FPF tornaram o ex-FIFA Wilson Mendonça 'persona non grata' na FPF - Crédito: Marceloec.com.br

Só lembrando, esta mesma gestão já levou a toque de caixa, pagando valores absurdos, a árbitros de outros estados como Marcelo Henrique, Sandro Ricci e Péricles Bassols. Todos eles com taxa FIFA e outras regalias de verdadeiros reis e faraós. Teve ainda a bela catarinense Fernanda Colombo, que foi contratada unicamente para afasta-la da perseguição em seu estado natal, pois tinha como atributo seus belos pares de olhos e corpo de modelo para promover o campeonato, mas não tinha talento com a bandeira nas mãos, o que pode ser comprovado pela carreira abreviada por erros históricos. 

Os forasteiros não tem culpa, pois bom ou ruim, fizeram o trabalho para o qual foram contratados. Mas a gestão de Murilo Falcão, envaidecida pelos escudos FIFA que não conseguia com seus árbitros e pela mídia momentânea que trazia, não previu que eles, além de não trazerem nada de ganho imediato tendo em vista que cometeram erros e sofreram as mesmas criticas dos locais, não deixariam nenhum legado a arbitragem local. Um deles era tão estrela que chegava no aeroporto de manhã, ia para o luxuoso hotel Transamérica na belíssima praia de Boa Viagem, atuava no jogo e do estádio seguia direto para o aeroporto levantando voo com sorriso de deboche no rosto e com os bolsos abarrotados pela alta taxa que recebia.

Até aos conselhos do então presidente da comissão de arbitragem da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ), Jorge Rabello, o gestor da FPF recorreu. Inclusive corre nos bastidores que teria sido o carioca que sugeriu o nome de Sebastião Rufino Filho para o cargo que ocupa em sua ida a Recife. 

Murilo Falcão é o gestor principal da FPF à décadas - Crédito: Rafael Bertanha

O resultado não poderia ser outro, a má gestão resultou em uma década perdida e pelo que vimos nos jogos deste estadual, a próxima também está sendo comprometida. Enquanto isso, os dirigentes se blindam para se perpetuarem no poder, afastam quem faz criticas, adoçam a boca dos puxa-sacos e vão continuar importando árbitros de outros estados para os jogos decisivos.

Se o manda chuva da FPF quiser mudar o cenário, é passado a hora de ter humildade e ouvir as criticas, até mesmo se preciso for de seu opositor Wilson Mendonça, pois elas falam e como diz sabiamente um dos dirigentes que passaram pela CEAF/PE, "O homem que não aceita ser criticado não evolui. Ele se torna um poste que não sai do lugar". (Salmo Valentim).

Como disse Santo Agostinho: ‘Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem’.

segunda-feira, 6 de julho de 2020


Justiça comum confirma inocência de ex-árbitro FIFA
Chicão foi absolvido pela 4ª Vara Criminal de João Pessoa das acusações de esquema de corrupção no futebol paraibano 


Francisco Carlos do Nascimento - Crédito: Denison Roma/GloboEsporte

Na última terça-feira, 30 de junho, em julgamento realizado na 4ª Vara Criminal de João Pessoa, na Paraíba, o árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento, também conhecido como Chicão, foi absolvido definitivamente das acusações que respondia por conta da ‘Operação Cartola’ deflagada em 2018.

Francisco Carlos foi julgado no Art. 41-C do Estatuto do Torcedor, com base no Art. 386, I do CPP (Código de Processo Penal), o qual aduz que o magistrado deverá absolver o réu quando ficar provada a inexistência do fato que deu causa a ação penal.

Em sua decisão, o juiz José Cavalcanti Guedes Neto entendeu que não havia provas suficientes e irrefutáveis juntadas pelo Ministério Público de que o réu fazia parte da organização criminosa que operava para manipular resultados na Paraíba. Isto porque ficou demonstrado durante a instrução penal que o árbitro não aceitou, nem tampouco solicitou vantagem alguma para fraudar o resultado do jogo entre Campinense e Botafogo em 05/04/2008.

O juízo considerou na sentença que "é cediço que a condenação em processo crime exige prova insofismável, estreme de dúvida, o que não se verifica nos autos. Assim, há que se julgar improcedente a pretensão punitiva".

O magistrado ressaltou ainda que o árbitro Chicão trouxe aos autos prova inequívoca de que a sua estadia no hotel foi custeada por ele próprio, razão pela qual o próprio Ministério Público também se convenceu sobre a sua inocência e pugnou igualmente pela sua absolvição por não haver qualquer comprovação de existência do próprio fato.

No mesmo julgamento realizado pela 4ª Câmara Criminal, foram absolvidos ainda os réus William Simões, ex-presidente do Campinense e o massagista Danilo Corisco.

Vale ressaltar que, ainda em 2018, em julgamento administrativo realizado no pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Chicão também foi absolvido por unanimidade de votos dos auditores.

Ainda cabe recurso do Ministério Público da Paraíba para o Tribunal de Justiça, mas como no decorrer do processo o próprio MP pediu a absolvição de Chicão, após ter sido convencido pelas provas apresentadas pela defesa do árbitro, dificilmente o MP recorrera desta sentença no que diz respeito ao árbitro.

Leia a sentença na integra (Clique aqui)

Nota do Blog

Desde a realização da Operação Cartola em 2018, o Árbitro Francisco Carlos do Nascimento vinha lutando para provar sua inocência nos tribunais, seja na justiça desportiva ou na comum e em todos eles ficaram provado não haver quaisquer dúvidas quanto a sua inocência. 

É inimaginável o sentimento e o sofrimento que passou o cidadão Francisco Carlos do Nascimento e do árbitro Chicão, durante esse tempo onde foi taxado por muitos, nos bastidores, de ‘vendido e fazedor de resultados’.

Lamentavelmente Chicão não teve apoio e nem o direito da ‘PRESUNÇÃO DE INOCENCIA” sendo sumariamente punido ao ser afastado das escalas pelas instituições que atuava como árbitro de futebol, no caso a Federação Alagoana de Futebol (FAF) e CBF (Confederação Brasileia de Futebol) mesmo sendo inocentado em julgamento desportivo.

O princípio da presunção de inocência é um instituto previsto no artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal de 1988. Refere-se a uma garantia processual atribuída ao acusado pela prática de uma infração penal, oferecendo-lhe a prerrogativa de não ser considerado culpado por um ato delituoso até que a sentença penal condenatória transite em julgado. Esta situação, em tese, evita a aplicação errônea das sanções punitivas previstas no ordenamento jurídico. Ainda garante ao acusado um julgamento de forma justa em respeito à dignidade da pessoa humana o que lamentavelmente não houve nesse caso.

Não sei quais as consequências e providencias futuras, mas entendo que essas instituições deveriam ser acionadas para garantir seu direito de atuar dignamente respeitando critérios técnicos baseados em escalas anteriores ao fato e para reparar perda financeira, já que na desportiva entendo ter sido criado uma lacuna impeditiva.

sexta-feira, 29 de maio de 2020


Coronavírus e a ‘vaquinha’ demagógica


Todo segmento da arbitragem brasileira tomou conhecimento nos últimos dias da campanha para doação e ajuda à ex-árbitra Léa Campos, de 75 anos, que passa por dificuldades junto com o marido em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde reside há 28 anos, por conta da pandemia do coronavírus. Léa fez um apelo em vídeo explicando a situação difícil pela qual vem passando e foi criado então no meio da arbitragem uma 'vaquinha' para doações.

A campanha que foi encabeçada pela ex-assistente Ana Paula Oliveira e pelo ex-árbitro Leonardo Gaciba, ambos presidentes das comissões de arbitragens da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) respectivamente, arrecadou doações em torno dos 10 mil reais que foram depositados diretamente na conta bancaria disponibilizada pela ex-árbitra.

A lista das doações, a qual tive acesso com exclusividade, foi repassada para algumas pessoas como espécie de prestação de contas e vou divulgar alguns valores para contrapor o discurso dos cabeças da campanha que foram exaltados em vídeo pela ex-árbitra.

Dois dos mais importantes dirigentes da arbitragem brasileira na atualidade deram seus depoimentos que foram amplamente divulgados nas mídias sociais dos árbitros e na imprensa para arrecadar mais recursos.

Segundo disse Ana Paula na reportagem, ‘Léa é um marco para a arbitragem feminina no país’.

Mas essa admiração explicita não foi o suficiente para a ex musa do apito se sensibilizar com o bolso na hora de contribuir com a causa. Ana doou R$ 200,00 reais, cerca de 2.5% do salário que recebe hoje na FPF e bem distante do que poderia doar levando em consideração os cerca de 300 mil que teria arrecadado quando pousou pelada para a Playboy graças a visibilidade que a arbitragem lhe deu.


Já o atual chefe da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, que define Léa como inspiração e que se emociona quando escuta ela falar ‘meus colegas de arbitragem’, doou também R$ 200 reais dos cerca de 25 mil mensais que recebe na CBF. Mas desse já era esperado esse comportamento, pois todos tem o conhecimento que o moço de Pelotas fala muito, adora um microfone, mas ação mesmo não tem nenhuma, principalmente quando se trata de meter a mão no bolso.


Cerca de 90 pessoas fizeram doações que na média ficaram entre 100 e 200 reais, sendo que a maior doação foi de R$ 300 e a menor de R$ 5 reais. Enquanto dois ex-presidentes da CA-CBF, com alto salario provenientes da arbitragem,  doaram 100 reais cada, um ex-árbitro FIFA muito famoso que tira ótima remuneração na CBF, doou 60 reais e uma comentarista de arbitragem que por vez critica a postura dos dirigentes em relação aos árbitros doou 50 reais, bem menos do que gasta diariamente com cremes para esconder os buracos e as espinhas nos rosto antes de aparecer na telinha dos telespectadores.

Não entro no mérito dos valores doados por cada um, mas me causa espanto a demagogia de ambos e o discurso politicamente correto que vai contra a pratica como mostra os fatos.