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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ricardo Teixeira revela desprezo por denuncias de corrupção

Em entrevista à Revista Piauí deste mês, o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, revelou não ligar para as denúncias de corrupção durante seu período como principal dirigente do futebol brasileiro. “Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão”, disparou.

Como diz o ditado: Quem com porco se mistura, farelo come.

Na reportagem, Teixeira lembra que não foi condenado pela Justiça e atacou parte da imprensa. Sobre a CPI da Nike, no começo dos anos 2000, por exemplo, ele disse: “Reviraram tudo e não acharam nada. Foi tudo arquivado. E aí? O Ministério Público é incompetente?”

Quem não tiver estômago não deve ler esta noticia, pare por aqui, pois ela não é nem um pouco agradável. Mas é necessário, mostrar o que pensa o homem que manda no futebol do Brasil. A revista Piauí através da jornalista Daniela Pinheiro conseguiu entrevistar Ricardo Teixeira e sem disfarce, sem retoques.

A matéria tem oito páginas, valem as frases e a certeza de que se julga acima do bem e do mal. É esse homem quem manda no futebol brasileiro desde 1989 e ninguém tem coragem de contestá-lo. Ninguém, e todos que dele se aproxima é com o intuito de levar vantagem em alguma coisa e usufruir um pouco do seu império.

Leia abaixo trechos da entrevista concedida à revista Piauí.

“Meu amor, já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas merdas”.

“Portanto, só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”.

“Não vai ter isso, não: está tudo sob controle”. (Sobre combinação de perguntas em entrevista com a Globo. A resposta foi a um executivo da empresa Match, que negocia pacotes de hospedagem para a Copa, sobre se haveria perguntas sobre os preços dos ingressos de 2014).

“Eu vou infernizar a vida deles. Enquanto eu estiver na CBF, na Fifa, onde for, eles não entram” (Sobre a BBC).

“Dele, eu não deixo passar nada. Outro dia, recebi um dinheiro dele. Mas eu dôo para a caridade. Na próxima que ganhar, vou publicar no site da CBF um agradecimento” (Sobre Juca Kfouri).

“Ele está trabalhando para a Record” (sobre Garotinho).

“Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão. O neguinho do Harlem (bairro pobre nova-iorquino) olha para o carrão do branco e fala: ‘quero um igual’. O negro não quer que o branco se foda e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria” (sobre acusações de corrupção).

“Pegava duas novelas e o Jornal Nacional, você sabe o que é isso?” (Sobre remarcação de jogo Brasil x Argentina em 2001 para as 19h45, em retaliação a um Globo Repórter com denúncias sobre ele).

“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”.

“A imprensa brasileira é muito vagabunda, não leio mais porra nenhuma, a vida ficou leve para cacete, tá muito bom”.

“A imprensa é a maior culpada de tudo isso. Por ser toda paulista, passou três anos tentando enfiar goela abaixo o Morumbi. Com isso, atrasaram todos os projetos” (sobre atrasos na Copa em SP).

“Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E aí, acabou”.

"Caguei. Caguei de montão" (Este é o seu resumo sobre as acusações que sofre recebe diariamente).

Ricardo Teixeira não desmentiu sequer uma palavra da entrevista, mas só há uma grande notícia nas suas declarações, ele jura que deixa a CBF em 2015. Há dois candidatos oficiais para sucedê-lo, sua filha ou o Corintiano Andres Sanches. Por fora, na surdina, garimpando os votos, vem Rubens Lopes da Federação Carioca, discretamente sua campanha esta na rua com visitas sigilosas a presidentes de Federações do país onde até ajuda financeira não é descartada e vários encontros na Ferj.

Teixeira já disse que vai escolher seu sucessor quando quiser, mas pode mudar de idéia e continuar na CBF, que trata como se fosse sua casa.

Após repercussão da entrevista, o assessor da CBF disse: “Tudo que ela pôs na matéria ela ouviu, o presidente falou mesmo, não tem nada de errado. Tudo que Teixeira tinha para falar, falou a Piauí, disse na Argentina, o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva.

Frase: "A corrupção de um é a geração de outro". (Dante Alighieri)

2 comentários:

Anônimo disse...

Sua coluna abaixo não deu acesso para saber mais dos moribundos observadores que não conheço, mas fui pesquisar e achei sempre notícias sobre eles.

Hércules Martins-AL - presidente da comissão, ex-juiz e ex-presidente do Sindicato local.

Afonso Vitor-PR - presidente da comissão, ex-juiz e ex-presidente do sindicato local.

Messias Pereira-RJ somente achei algo no site voz do apito.

Juliano Lobato e José Eugênio-MG - dois de minas. O primeiro ex-árbitro e atual membro da comissão. O segundo é presidente da comissão e instrutor.

Silvia Regina e Roberto Perassi -a primeira foi ex-juíza Fifa e atual diretora da Escola da FPF e instrutora da Fifa. O segundo ex-árbitro, instrutor e membro da comissão local, todos de SP

Dionisio Domingos-SP(SC) - aqui vc errou ele é de SP. Ex-juiz.

Manoel Serapião (BA) - ex-juiz da Fifa, Instrutor, membro do TJD-BA, comentarista da Globo e da Comissão Brasileira.

Pelo que consegui apurar todos ex-juízes, diferentes de alguns estados. Se estes não servem, fecha e apaga a luz.

Marçal disse...

Prezado anônimo, vou comentar em cima do seu comentário sem querer polemizar. Apenas informações e opiniões. Ok?

Hércules Martins: É ex-árbitro, mas também é presidente da Ceaf alagoana. Deveria se preservar pelo cargo que ocupa e deixar a vaga aberta para outro o que dificilmente acontece. Suas avaliações não são isentas, elas deveriam ser descartadas pela CA/CBF por estar ligada diretamente a arbitragem. Pode usar a avaliação para prejudicar algum árbitro em favor de algum árbitro local. É um dos moribundos, viveu a vida toda na aba da arbitragem onde tirou mais do que deu em troca.

Afonso Vitor: Idem a avaliação de Hércules Martins.

Messias Pereira: É presidente da Coopaferj - cooperativa dos árbitros do Rio de Janeiro e vice do Saperj – sindicato dos árbitros. Não temos conhecimento que o mesmo foi árbitro. Se não foi, só esta lá porque é apadrinhado de Jorge Rabello.

Juliano Lobato e José Eugênio: Os dois mineiros estão na mesma situação de Hércules Martins e Afonso Vitor.

Roberto Perassi e Silvia Regina: O primeiro é ex-árbitro mediano, mas é forte nos bastidores da arbitragem paulista. È estudioso das regras do jogo e suas avaliações são de altíssima qualidade. Silvia Regina, ela dispensa apresentações. É a atual diretora da escola de árbitros da Federação Paulista. Só duas colocações sobre ela, com o poder, tornou se uma senhora carrancuda, soberba e está se achando mais importante do que realmente é. Cresce dia a dia sua rejeição entre os árbitros. Foi pioneira em quase tudo, até nas cagadas, foi ela que validou um gol de gandula.

Dionisio Domingos: Outro ex-arbitro mediano. Também se tornou carrancudo e a simpatia não é sua principal qualidade. Morava em Jacareí, é da turma da aeronáutica de Sérgio Corrêa seu padrinho e protetor. Atualmente reside e Santa Catarina, segundo comentários, mora com uma árbitra aspirante Fifa daquele estado.

Manoel Serapião: Ex-árbitro, este de elite. Já é da comissão, não precisaria se expor devido ao alto cargo que exerce.

Realmente os nomes apontados são todos capazes, porém o que eu quero dizer no post, é que se de oportunidades para árbitros que não tenha qualquer envolvimento com comissões ou sindicatos. Aqueles que dariam uma nota devido a sua analise no campo de jogo e não que já as leve pronta como muitos fazem agora. Entendeu?

Obrigado pela sua participação.

Marçal