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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Marcelo Rogério: o dono do apito na FPF

Membro da CEAF paulista teria influenciado em favor de ex-cunhado em curso de analista 

Patricio Loustau e Marcelo Rogerio durante curso de analista - Credito: FPF/Divulgação

Seguindo os passos do pai, o saudoso Gustavo Caetano Rogério, que nas décadas de 80/90 colecionou cargos na Federação Paulista de Futebol, inclusive a presidência da comissão de arbitragem e da irmã Rita de Cassia Rogério que secretariava esta comissão com mãos de ferro, a bola da vez é Marcelo Rogério, ex-árbitro do baixo clero que aos poucos foi conquistando poder e hoje, mesmo constando como gerente do departamento de desenvolvimento da arbitragem no ornograma da FPF, segundo dizem, se tornou o verdadeiro dono do apito paulista, relegando o argentino Patricio Hernan Loustau, seu chefe, ao papel de um mero figurante que assina papéis, uma espécie de ‘Rainha da Inglaterra’.

Apesar de estar se sentindo grande ao ponto de incomodar desafetos, Marcelo é gente boa, de amizade fácil, mas como muitos, não esta preparado para as críticas que todo gestor é passível de receber e leva para o coração. Por conta disso, já é esperado uma reação, que vá tentar minimizar ou desqualificar a matéria ou realizar uma caça às bruxas ou até mesmo chamar de traidor todo mundo próximo a ele, mas pelo menos essa é a informação que o Blog recebeu de um ex-integrante da Ceaf paulista que dividiu o ar condicionado com ele e que sofreu com a arrogância e os modus operandi de Marcelo.

O Blog contatou alguns árbitros para checar a denúncia, muitos deles temendo represálias não retornaram o contato, mas alguns, na condição de anonimato, não só confirmaram as informações como deram detalhes dos bastidores da Ceaf paulista e até mesmo citaram palavrões e comportamentos que poderia ser entendido como assédio moral, que não citarei para evitar eventuais perseguições.

“Patrício está de olho nele pelo fato de querer mandar em tudo. A relação entre eles está abalada” – disse um árbitro.

Mas essa busca pelo poder e de se manter em evidencia não é novidade em se falando da família. Outra característica da família ‘Rogério’ é que, pelo trabalho de excelência do pai, respeitado por muitos até os dias de hoje, a irmã Rita de Cássia que trabalhou por anos na comissão de arbitragem da FPF, quando está ainda tinha sede no bairro da Bela Vista, em São Paulo, tem acesso livre no Edifício Rei Pelé e, supostamente como é dito nos bastidores, teria informações privilegiadas que, supostamente usaria  em prol de suas empresas de arbitragem, tanto que, segundo nossa fonte, tal fato teria ocasionado anos atras a demissão do ex-árbitro José Henrique de Carvalho pelo fato de supostos vazamentos de escalas de arbitragens mesmo antes da divulgação oficial por parte da FPF.

Rita de Cassia Rogerio e Marcos Fabio Spironelli - Credito: Marçal

Em posse dessa informação, além do prestigio junto aos árbitros, as empresas faziam suas escalas utilizando os árbitros não utilizados pela FPF nos seus jogos amadores. Na época, José Henrique, que era membro da comissão de arbitragem da FPF e mantinha relações de trabalho com as empresas administradas por Rita de Cássia Rogério, negou todas as insinuações.

Pelo que consta e ninguém esconde nos bastidores é que esse prestígio da família também estaria supostamente sendo usado por Marcelo Rogério que cresceu dentro da estrutura da FPF, ganhou poder imaginário e estaria influenciando decisões de outros departamentos. O Blog recebeu denúncia que o ex-árbitro Marcos Fabio Spironelli foi um dos alunos do curso de analista de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, na segunda turma de 2025, mesmo não atendendo um dos pré-requisitos, o da escolaridade. Segundo requisitos do edital de 2023, para realizar o curso, o candidato deve ter ensino superior ou estar cursando. 

Segundo informações publicas disponivel no site do TSE, quando foi candidato a vereador na cidade de Jarinu nas eleições de 2024, Marcos Fabio Spironelli, que foi casado com Rita de Cássia, declarou ter ensino médio completo, o que por si só deveria ser impeditivo para realizar o curso.

Marcos Fabio Spironelli durante curso de analista - Credito: reprodução/FPF

Edital do curso de analista da FPF - Credito: reprodução FPF

Declaraçãpo de escolaridade de Marcos Fabio Spironelli ao TSE - Fonte: TSE

Segundo ainda a denúncia, Marcelo Rogério, ex-cunhado de Spironelli e atual membro da Ceaf/FPF, supostamente teria influenciado para que a inscrição fosse aceita mesmo não atendendo exigências do edital.

Segundo nossa fonte, Marcos Spironelli não concluiu o curso, não foi diplomado e por esse motivo não vem sendo escalado.

O Blog entrou em contato com Marcelo Rogério, com a Corregedoria de Arbitragem e com a Academia da FPF. O Blog não conseguiu contato com Marcos Fabio Spironelli.

Nenhum deles respondeu o contato até o fechamento desta matéria e este post será atualizado caso isso ocorra.

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