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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Comissão de árbitros da CBF divulga circular pedindo a padronização da arbitragem

Neste fim de semana tive acesso a circular 05/2011 da CA/CBF, ela é direcionada aos instrutores, árbitros, assistentes e assessores via CEAFs. A CA/CBF através de seu presidente Sérgio Corrêa está muito preocupada com o que chamamos de falta de critérios dos árbitros. Há vários anos vem se tentando implantar no país um critério mínimo de arbitragens, isto melhoraria a arbitragem sobremaneira e tornaria mais fácil de serem entendidas por todos as decisões tomadas pelos apitadores em um campo de futebol. As resistências dos árbitros em seguir as determinações e até mesmo de uma cobrança maior dos dirigentes do apito contribuíram para o fracasso até hoje nas varias tentativas. Eles fingem que determinam e os árbitros fingem que obedecerão.

Hoje não temos um critério de arbitragem e sim critério do árbitro, isso é ocasionado pelo tamanho do nosso país onde se ensinam técnicas de arbitragens diferentes, mas a principal causa é o uso descriminado dos critérios próprios pelos chamados árbitros medalhões onde em uma mesma partida eles usam critérios diferente para a mesma falta dependendo da equipe e do jogador. Quem já não ouviu as frases: “Se fosse para equipe A ele teria dado”, e “se fosse o jogador fulano que tivesse cometido a falta ele teria expulsado”.

O documento da CA/CBF tenta combater este e outros males que diminuem a qualidade de um árbitro de futebol. Este documento trás quinze pontos a serem observados nesta temporada que se inicia neste meio de semana com o inicio da Copa do Brasil.

Um dos pontos abordado pelo documento trata das simulações, pede se prudência aos árbitros principalmente onde há contato físico. Tenta assim acabar com os cartões exagerados por parte dos árbitros onde não houve a falta, mas também não houve a intenção do jogador em ludibriá-lo.

O parágrafo cinco do documento que trata das expulsões é bem claro e pede aos árbitros que não sejam covardes expulsando jogadores de forma desnecessária para compensar uma outra expulsão. Essas situações ocorrem principalmente quando um jogador comete uma falta para expulsão e o atingido reage dando empurrão no agressor, o árbitro para ficar bem com todos, expulsa os dois. Esse tipo de árbitro para a CA/CBF e para mim, é covarde e tem personalidade fraca.

O parágrafo sexto também é muito importante, trata do jogador que em posse da bola procura o contato físico para sofrer falta. Essa jogada é muito comum em nosso país, o atleta em posse da bola abre as pernas e os braços e no menor contato físico de um adversário se joga ao chão agarrando a bola com as mãos pedindo a falta. Ele age assim porque na maioria absoluta das vezes ele é atendido pelo apitador. O árbitro fugindo das responsabilidades apita erradamente a falta, quem diz isso claramente é a circular que diz que o jogador que detém a posse da bola e procura o contato físico, este comete a falta.

O parágrafo nove manteve a confusão quanto à interpretação de “mão na bola” e “bola na mão”. São muitos detalhes em um lance capital a serem observados pelos árbitros em fração de segundos, lamentavelmente só teremos uma solução para estes casos no dia em que a Board/Fifa decidirem que todo toque de mão exceto a do goleiro em sua área penal seja faltoso. Poderá não ser sempre justa, mas serão claras as regras sobre este assunto.

O parágrafo onze trata do jogador que se joga ao chão simulando uma contusão antes de ser substituído, essa atitude na frieza da regra também é simulação e deve ser punida como determina a regra do jogo.

Como todo inicio de ano, temos novas determinações. Se elas são pra valer, se serão seguidas pelos apitadores não sabemos dizer. O que esperamos é que os dirigentes da arbitragem tenham coragem para afastar aqueles que resistirem as orientações.

Abaixo a circular na íntegra.

Obs. Clique na imagem para ampliá-la
Frase: "Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam conosco". (François de La Rochefoucauld)

8 comentários:

Anônimo disse...

Como vc consegue estas informações?
Vc deve receber diretamente da comissão ou algum amigo em comissão dos estados?
O que achou da escala da primeira rodada da Copa sem paulistas, gauchos e cariocas?

Marçal disse...

Olá,

Como eu já disse, tenho alguns amigos no meio da arbitragem, mas esse documento é publico, foi enviado para todos os instrutores, árbitros, assistentes e assessores de ceafs.

Mais de quinhentas pessoas receberam este documento e poderiam divulgar, pois várias delas tem Twitter, Blogs, Sites e só não divulgam porque cada uma só pensa em si mesma, eu como não penso em ninguém, divulgo para todos. Só isso.

Eu achei ótima a escala, temos vários árbitros bons no Brasil e precisando de oportunidades, nada como a Copa do Brasil para dar oportunidades a todos. Em São Paulo, os medalhões praticamente foram aposentados e o campeonato esta sendo um dos mais tranqüilos dos últimos tempos até o presente momento. VIVA A RENOVAÇÃO!

Anônimo disse...

Marçal, talvez seria interessante divulgar no apito nacional ou aqui mesmo, os testes físicos no Rio são realizados em dezembro e junho, porém, quando alguns medalhões ficam reprovados, dão jeitinho e "inventam" outro teste intermediário e meio que na surdina, devido a pouca divulgação, só vai lá quem realmente vai fazer o teste, aí já viu....uma farra...quem deu 8 tiros no teste oficial, milagrosamente dá 20, 24 tiros, árbitro faz teste de assistente, clone correndo, isso mesmo, a Lilian correu pela Simone Xavier, correram juntas(só a Simone estava sendo avaliada) e quando a Lilian passava creditava pra Simone que vinha 4, 5 metros atrás...uma farra, mas só para os queridinhos, vê se dá pra divulgar isso aí que a coisa tá feia!!!!

Marçal disse...

Prezado (a).

O Blog esta a disposição de vocês para publicar esta e qualquer outro tipo de informações, para isto basta que me enviem todos os dados e fotos se possível do ocorrido.

A distancia não me permite checar essas informações, ela deve conter os maiores detalhes possíveis. Conte comigo e eu conto com vocês.

A mim não interessa pegar no pé de ninguém, somente dar as informações para que um número maior de pessoas saiba o que realmente acontecem na arbitragem pelos quatros cantos do país.

Marçal

Anônimo disse...

Infelizmente essas provas documentais são difíceis de ser obtidas, pois não permitem fotos ou filmagem na hora do teste, somente quem está presente para ver, mas prova clara disso é que 2 árbitros que não passaram em dezembro(teste com maior repercussão e platéia)~João Sequeiros e Leandro Newley, apareceram na lista de aprovados no site da COAFRJ, somente após divulgação e várias reclamações é que foram incluídos na lista de reprovados. As mamatas são feitas justamente pelo Paulão, que é responsável por aplicar o teste. O favorecimento às árbitras é explícito, chegando até mesmo carregadas e empurradas pra passar. Os pobres mortais, são reprovados e levam bandeirada na cara sem a menor piedade.

Marçal disse...

Prezado (a).

Desse jeito fica difícil, pelo que sei, se os testes forem realizados em locais públicos, não tem como se proibir nada, agora se forem realizados em locais fechado ai tem que seguir as regras.

A única saída é as postagens anônimas para não sofrerem represálias da tirania.

Um dia disse Soren Kierkegaard: "O tirano morre e o seu reinado termina, o mártir morre e o seu reinado começa".

Você tem vocação para mártir?

Anônimo disse...

Mais uma do tirano...vê lá no site da COAFRJ, agora os árbitros são obrigados, isso mesmo, obrigados a irem na van que a FERJ manda pros jogos, paga pelos clubes mandantes, pra "ajudar" os donos das vans colocaram os árbitros dos juniores junto com os árbitros do profissional. Ou seja o clube paga 2 vans e só chega 1, e lotada. Nada mais nada menos que 14 pessoas com suas bolsas, bandeiras, bolas em uma mesma van (1 delegado, 1 supervisor, 1 camera-man, 1 motorista, 2 observadores e 8 árbitros). Exemplo, jogo em Aperibé às 17:00, 4 horas de viagem do Rio, a van lotada sai às 07:00 da manhã, isso tudo pra beneficiar o motorista, pois só ele se beneficia disso, imagina um árbitro que acordou às 05 da manhã, entrar em campo 12 horas depois, sem ter lugar pra descansar, tomando café e almoçando em pé-sujo de beira de estrada, pois a diária de uma jogo desses é de R$30,00, mal dá pro almoço. Depois desse calvário, ainda tem observador que te mete a caneta, dizendo que não correu em campo, estava mal posicionado...apitar após 12 horas de acordado, sem nenhum repouso é racional??

Marçal disse...

Prezado (a),

O maior culpado disso tudo é o próprio árbitro que só reclama quando não é escalado. Os que atuam com freqüência, beijam as mãos daquele que um dia irão criticar.

Claro que por ter sido árbitro, sei que as coisas funcionam assim, bater de frente com os dirigentes de arbitragem é pedir pra não ir a lugar nenhum! Era assim no meu tempo, foi antes do meu tempo, esta sendo no seu tempo e será no tempo do próximo.

Quem se habilita a mudar isso?

No Egito, na Líbia e em vários países onde os tiranos são imensamente superiores e sanguinários, teve os mártires que ousasse enfrentá-los.

Aqui, em todos os seguimentos da sociedade, só posso relembrar a celebre letra da musica de Zé Ramalho “Vida de Gado”.

Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos, do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar, muito mais do que receber
E ter que demonstrar, sua coragem
A margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa, engrenagem
Já sente a ferrugem, de comer.

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida, do normal
Os automóveis ouvem, a notícia
Os homens, a publicam, no jornal
E correm através da madrugada
A única velhice, que chegou
Demoram-se na beira, da estrada
E passam a contar, o que sobrou.

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz

O povo, foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores, tempos idos
Contemplam essa vida, com a cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo, se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar,
Não voam nem se pode flutuar,
Não voam nem se pode flutuar.

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado e,
Povo feliz.

Até quando seremos gado!