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domingo, 4 de janeiro de 2026

Copinha tem vitória do São Paulo e arbitragem robotizada

Vinicius Nunes, ao centro - Credito: reprodução TV Record

São Paulo e Maruinense (SE) jogaram na manhã deste domingo (4), no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, pela primeira rodada da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a famosa Copinha.

Se a expectativa da partida era grande para a torcida do São Paulo, também era para a arbitragem, pois o responsável pelo confronto, o arbitro Vinicius Nunes Lima dos Santos, de 26 anos (16/05/1999), foi um dos participantes da primeira edição do ‘Programa Jovens Árbitros’ da Federação Paulista de Futebol (FPF) e desde então tem recebido tratamento de grande promessa da arbitragem paulista.

Conheço Vinicius e vi atuar em algumas partidas amadoras (várzea) em Piracicaba antes do programa da FPF e via nele grande potencial. Hoje pude analisar sua atuação e confesso que sua evolução não foi a esperada. Na verdade, apresentou um nível abaixo, travando o jogo com marcações de faltas excessivas, muitas delas inexistentes, e aplicações de cartões de forma exageradas não tendo uma atuação de arbitro, mas sim de um mediador.

Fica nítido que piorou sua arbitragem após o programa que participou passando a atuar de forma engessada e doutrinado a seguir um padrão de leitura de jogo para equilibrar as ações e decisões entre as duas equipes.

O ‘Programa Jovens Árbitros’, idealizado por Ana Paula Oliveira e implantado após a sua saída pela atua Comissão, aparentemente tem um objetivo bacana e importante na formação do jovem arbitro, mas vem perdendo a sua identidade por doutrinar esses jovens com muita teoria, robotizando-os e destruindo a essência de cada um impedindo que a semente torne fruto. Quem resistir e conservar a essência que o credenciou ao programa, conseguirá êxito, os demais se tornarão apenas mais um profissional mediano apitando no futebol profissional. Infelizmente parece ser o caminho a ser trilhado por Vinicius Nunes que, de promessa, caminha para ser mais um do mesmo, correndo risco de não passar de mais um talento desperdiçado. Vinicius precisa mostrar a que veio e se está valendo as apostas!

Aqui esclareço que minha ultima atuação em campo foi em 2005 e, apesar de estar presente em alguns cursos, desde então não tive qualquer atuação de regras e por isso minha analise praticamente é de um leigo, mas mesmo assim continua sendo minha analise e caso não concorde, deixe a sua nos comentários.

A partida

A partida começou atrasada cerca de 15 minutos, parte deste tempo devido ao atraso na partida anterior por má gestão da FPF, mas também por problemas com a rede em um dos gols que teve que ser remendada quando tudo estava pronto para início da partida e a pergunta que fica é: por que não fizeram ou recomendaram o remendo na checagem que é feita no momento que os arbitros adentraram ao campo?

Rede frasgada - Credito: reprodução TV Record 

2’: Dado início a partida, logo de cara, mais precisamente aos dois minutos, teve que chamar atenção dos jogadores do Mauriense por faltas duras e excessivas. Foi um gestual midiático para a televisão e sem efetividade para a partida, pois durante todo o jogo a equipe sergipana abusou das faltas duras no que resultou em cinco cartões amarelos para seus jogadores. Já a equipe paulista recebeu dois.

12’: mostrou cartão amarelo para jogador número 11 do São Paulo e número 3 do Maruinense por discussão e troca de empurrões entre ambos.

17’: mostrou cartão amarelo para jogador número 2 do Maruinense por ação temerária. Um exagero, sem nenhuma necessidade.

44’: o assistente 1, Ademilson Lopes da Silva Filho, marcou impedimento absurdo do ataque do São Paulo. No replay do jogo, ficou nítido que o jogador estava atras da linha da bola no momento do lance onde o assistente interpretou fora de jogo. Provavelmente estava desconcentrado no lance.

49”: após 4 minutos de acréscimos terminou primeiro tempo sem maiores novidades.

2º tempo

47’: mostrou cartão amarelo para número 10 do mauriense, desta vez corretamente, pois jogador deixou de jogar a bola atingindo somente o adversário.

Vinicius Nunes - Credito: reprodução TV Record

56”: marcou falta na entrada da área que poderia ter resultado no segundo gol do São Paulo. Exagero e tipo de falta que só é marcada no futebol brasileiro. Fica nítido no lance que os dois jogadores disputaram a bola.

71’: mostrou cartão amarelo para jogador de número 5 do São Paulo. Na sumula relatou como: ‘’Uso indevido dos braços. Atingiu com um tapa de maneira temerária o ombro do seu adversário’’. A TV não mostrou esse tapa temerário e não passou de mais um daqueles cartões sem necessidade que nossos árbitros teimam em mostrar nas partidas.

79’: num ataque do São Paulo, o assistente 2, Henrique Calderan Gomes de Oliveira, marcou impedimento de forma equivocada, nada de absurdo, mas seria lance para checagem e a FPF, que arrecada 15 milhões com patrocínio nas camisas dos árbitros – sete empresas - não tem VAR na competição que abre a temporada da entidade. Uma vergonha, falta de visão e gestão para os dias de hoje, pois já temos no país diversas competições varzeanas com uso da tecnologia.

Henrique Calderan

Sobre esse assistente quero fazer um comentário e que ele entenda como uma dica e não como uma crítica.

Também conheço o trabalho do Henrique que atuava nas mesmas competições que o Vinicius. Tem talento, inteligência, forte bastidores, mas falta gestão de carreira. Henrique precisa decidir o que quer, se é ser arbitro assistente, escalador de juiz para jogos amadores ou seguir sua profissão fora da arbitragem. Como disse o conheci em Piracicaba e o acompanho desde então e o que não acompanho chega rapidamente como informação como sua ação midiática de levar o ‘VAR’ e o ‘Desafio do Árbitro’ ao futebol Society, ambos no amador daquela cidade.

Segundo uma fonte dentro da FPF, Henrique é frequentemente visto na sede da entidade onde tem acesso livre incluindo a comissão de arbitragem onde e um dos queridinhos de Marcelo Rogério estando no Radar como promessa e aparece até nas redes sociais em almoço com o presidente Reinaldo Bastos. Temos aqui um futuro membro da CEAF paulista sendo lapidado.

82’: mostrou cartão amarelo para jogador número 9 do Mauriense de forma correta e ato continuo amarelou também o número 6 da mesma equipe por reclamação.

Arbitragem da partida - Credito: reprodução TV Record

No total foram sete cartões amarelos, dois para a equipe do São Paulo e cinco para jogadores do Maruiense.

A partida não teve lances polêmicos sendo de baixo grau de dificuldade o que potencializou ainda mais o baixo nível da arbitragem, principalmente do arbitro de quem se espera tanto. Tomara que a soberba e a arrogância não o tenha contaminado e que tenha sido apenas uma manhã ruim e que nos próximos jogos volte a apresentar as qualidades que o levou a participar de um programa de alto nível para jovens quando ainda sequer tinha sido diplomado.

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