Copinha tem vitória do São Paulo e arbitragem
robotizada
São Paulo e Maruinense
(SE) jogaram na manhã deste domingo (4), no Estádio Walter Ribeiro, em
Sorocaba, pela primeira rodada da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a famosa Copinha.
Se a expectativa da
partida era grande para a torcida do São Paulo, também era para a arbitragem,
pois o responsável pelo confronto, o arbitro Vinicius Nunes Lima dos Santos, de
26 anos (16/05/1999), foi um dos participantes da primeira edição do ‘Programa
Jovens Árbitros’ da Federação Paulista de Futebol (FPF) e desde então tem recebido
tratamento de grande promessa da arbitragem paulista.
Conheço Vinicius e vi
atuar em algumas partidas amadoras (várzea) em Piracicaba antes do programa da
FPF e via nele grande potencial. Hoje pude analisar sua atuação e confesso que
sua evolução não foi a esperada. Na verdade, apresentou um nível abaixo, travando
o jogo com marcações de faltas excessivas, muitas delas inexistentes, e aplicações
de cartões de forma exageradas não tendo uma atuação de arbitro, mas sim de um
mediador.
Fica nítido que piorou
sua arbitragem após o programa que participou passando a atuar de forma
engessada e doutrinado a seguir um padrão de leitura de jogo para equilibrar as
ações e decisões entre as duas equipes.
O ‘Programa Jovens
Árbitros’, idealizado por Ana Paula Oliveira e implantado após a sua saída pela
atua Comissão, aparentemente tem um objetivo bacana e importante na formação do
jovem arbitro, mas vem perdendo a sua identidade por doutrinar esses jovens com
muita teoria, robotizando-os e destruindo a essência de cada um impedindo que a
semente torne fruto. Quem resistir e conservar a essência que o credenciou ao
programa, conseguirá êxito, os demais se tornarão apenas mais um profissional
mediano apitando no futebol profissional. Infelizmente parece ser o caminho a
ser trilhado por Vinicius Nunes que, de promessa, caminha para ser mais um do
mesmo, correndo risco de não passar de mais um talento
desperdiçado. Vinicius precisa mostrar a que veio e se está valendo as apostas!
Aqui esclareço que minha
ultima atuação em campo foi em 2005 e, apesar de estar presente em alguns cursos,
desde então não tive qualquer atuação de regras e por isso minha analise praticamente é de um leigo, mas mesmo assim continua sendo minha analise e caso não
concorde, deixe a sua nos comentários.
A partida
A partida começou atrasada
cerca de 15 minutos, parte deste tempo devido ao atraso na partida anterior por
má gestão da FPF, mas também por problemas com a rede em um dos gols que teve
que ser remendada quando tudo estava pronto para início da partida e a pergunta
que fica é: por que não fizeram ou recomendaram o remendo na checagem que é feita no momento
que os arbitros adentraram ao campo?
2’: Dado início a
partida, logo de cara, mais precisamente aos dois minutos, teve que chamar
atenção dos jogadores do Mauriense por faltas duras e excessivas. Foi um
gestual midiático para a televisão e sem efetividade para a partida, pois durante todo o jogo
a equipe sergipana abusou das faltas duras no que resultou em cinco cartões amarelos
para seus jogadores. Já a equipe paulista recebeu dois.
12’: mostrou cartão amarelo
para jogador número 11 do São Paulo e número 3 do Maruinense por discussão e
troca de empurrões entre ambos.
17’: mostrou cartão
amarelo para jogador número 2 do Maruinense por ação temerária. Um exagero,
sem nenhuma necessidade.
44’: o assistente 1, Ademilson
Lopes da Silva Filho, marcou impedimento absurdo do ataque do São Paulo. No
replay do jogo, ficou nítido que o jogador estava atras da linha da bola no momento
do lance onde o assistente interpretou fora de jogo. Provavelmente estava desconcentrado
no lance.
49”: após 4 minutos de acréscimos
terminou primeiro tempo sem maiores novidades.
2º tempo
47’: mostrou cartão amarelo
para número 10 do mauriense, desta vez corretamente, pois jogador deixou de
jogar a bola atingindo somente o adversário.
56”: marcou falta
na entrada da área que poderia ter resultado no segundo gol do São Paulo.
Exagero e tipo de falta que só é marcada no futebol brasileiro. Fica nítido no
lance que os dois jogadores disputaram a bola.
71’: mostrou cartão
amarelo para jogador de número 5 do São Paulo. Na sumula relatou como: ‘’Uso
indevido dos braços. Atingiu com um tapa de maneira temerária o ombro do seu
adversário’’. A TV não mostrou esse tapa temerário e não passou de mais um
daqueles cartões sem necessidade que nossos árbitros teimam em mostrar nas
partidas.
79’: num ataque do São
Paulo, o assistente 2, Henrique Calderan Gomes de Oliveira, marcou impedimento de
forma equivocada, nada de absurdo, mas seria lance para checagem e a FPF, que
arrecada 15 milhões com patrocínio nas camisas dos árbitros – sete empresas - não
tem VAR na competição que abre a temporada da entidade. Uma vergonha, falta de
visão e gestão para os dias de hoje, pois já temos no país diversas competições
varzeanas com uso da tecnologia.
Henrique Calderan
Sobre esse assistente
quero fazer um comentário e que ele entenda como uma dica e não como uma crítica.
Também conheço o trabalho
do Henrique que atuava nas mesmas competições que o Vinicius. Tem talento, inteligência,
forte bastidores, mas falta gestão de carreira. Henrique precisa decidir o que
quer, se é ser arbitro assistente, escalador de juiz para jogos amadores ou
seguir sua profissão fora da arbitragem. Como disse o conheci em Piracicaba e o
acompanho desde então e o que não acompanho chega rapidamente como informação
como sua ação midiática de levar o ‘VAR’ e o ‘Desafio do Árbitro’ ao futebol Society,
ambos no amador daquela cidade.
Segundo uma fonte dentro
da FPF, Henrique é frequentemente visto na sede da entidade onde tem acesso livre
incluindo a comissão de arbitragem onde e um dos queridinhos de Marcelo Rogério
estando no Radar como promessa e aparece até nas redes sociais em almoço com o presidente
Reinaldo Bastos. Temos aqui um futuro membro da CEAF paulista sendo lapidado.
82’: mostrou cartão amarelo
para jogador número 9 do Mauriense de forma correta e ato continuo amarelou também
o número 6 da mesma equipe por reclamação.
No total foram sete cartões
amarelos, dois para a equipe do São Paulo e cinco para jogadores do Maruiense.
A partida não teve lances polêmicos sendo de baixo grau de dificuldade o que potencializou ainda mais o baixo nível da arbitragem, principalmente do arbitro de quem se espera tanto. Tomara que a soberba e a arrogância não o tenha contaminado e que tenha sido apenas uma manhã ruim e que nos próximos jogos volte a apresentar as qualidades que o levou a participar de um programa de alto nível para jovens quando ainda sequer tinha sido diplomado.




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