Próximo do fim da carreira, Raphael Claus pode assumir arbitragem paulista
O árbitro FIFA, Raphael Claus, 47 anos, pela idade avançada para função e por ter atingido o ápice da carreira, deve se aposentar no
fim deste ano e entra na lista dos possíveis sucessores do argentino Patrício Loustau
na presidência da comissão de arbitragem de São Paulo.
Não é novidade para ninguém que a entidade paulista não está
contente com o trabalho do atual presidente e há tempos vem tentando se
desfazer deste abacaxi, o que só não ocorreu ainda por conta do contrato em
validade. Também não é novidade que a entidade passa por uma crise financeira
desde que a CBF cortou datas de jogos do seu calendário diminuindo o apoio publicitário em quase 50% e vem fazendo cortes na
sua estrutura, principalmente na arbitragem, como o encerramento do programa
jovem árbitro (PJA) que só teve em duas edições.
Além do alto salário, o custo do argentino, que recebe em dólar,
é elevado por conta dos penduricalhos como moradia, alimentação e passagens aéreas
para a terra do tango, onde mora o argentino.
Segundo uma fonte dentro da FPF, Loustau é visto na entidade como
uma espécie de Rainha da Inglaterra, ou seja, posa como um pavão quando exibe
seu lindo rabo, mas delega poderes, tem dificuldade em trabalhar e sua gestão
deu uma estagnada no setor que desde 2002, ano da formação de Raphael Claus,
não revela um árbitro de elite mundial o que é tido como pouco levando-se em consideração
o custo benefício. Tanto é que desde sua contratação no final de 2023,
subalternos como Marcelo Rogério e Carlos Nogueira e outros tem tido mais comando que o próprio argentino.
Mesmo ainda em atividade, Raphael Claus já faz parte da CEAF paulista
como membro do departamento de desenvolvimento e o que se diz na entidade é que
o cargo é preparatório e serve como treinamento e introdução para uma futura efetivação na presidência
da comissão de arbitragem.
Na minha opinião Claus é o melhor árbitro do país nas três últimas décadas e digo isso amparado no seu rico currículo de finais de diversos
campeonatos, em jogos importantes nos quatro cantos do mundo, pelos prêmios de
melhor em várias competições e pelas duas participações em Copa do Mundo. Fora
isso, o Ratão - apelido carinhoso de infância - é ótimo caráter, é discreto e tem os pilares
físico, técnico e social excelente e torço muito para que, caso seja efetivado um
dia na CEAF/SP, faça um ótimo trabalho e quem sabe possa revelar novos Claus, por
que até agora muitos tentaram, mas ninguém conseguiu.















