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sábado, 5 de junho de 2021

Inferno astral: Presidente da CBF acusado de assédio sexual

Funcionária da entidade protocola denúncias de assédio sexual, moral, comportamento abusivo e agressivo contra Rogério Caboclo

Caboclo, visivelmente alterado, em live com dirigentes de clubes

Taxado por muitos como pessoa educada, atencioso e de fala mansa, a imagem do presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi arranhada gravemente e pode ficar manchada para o resto da vida. O dirigente foi acusado oficialmente de assédio sexual e moral por uma funcionária que seria chefe do cerimonial e uma das muitas pessoas sob proteção de Marco Polo Del Dero na entidade.

A denúncia foi protocolada no início da tarde desta sexta-feira na Comissão de Ética da CBF e a Diretoria de Governança e Conformidade. Na denúncia, a autora detalhou episódios vividos por ela desde abril do ano passado. No documento, ela afirma ter provas de todos os fatos narrados e pede que o dirigente seja investigado e punido com o afastamento da entidade e, também, pela Justiça Estadual.

Segundo afirma a funcionária na denúncia, durante todo o período em que os abusos ocorreram, o presidente estava sob efeito de álcool. No documento, ela relata pedidos de Caboclo para que ela escondesse bebidas em lugares previamente combinados, para que o dirigente pudesse beber ao longo do expediente.

Entre os fatos narrados pela funcionária estão constrangimentos sofridos por ela em viagens e reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF. Na denúncia, a funcionária detalha o dia em que o dirigente, após sucessivos comportamentos abusivos, perguntou se ela se "masturbava". Entre outros episódios de extrema gravidade, segundo a funcionária, Caboclo tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de "cadela".

A funcionária afirma ainda que ela teve sua vida pessoal exposta diante de outros funcionários, com narrativas falsas criadas pelo presidente acerca de supostos relacionamentos que teria tido no âmbito da CBF. Parte destes episódios, de acordo com a manifestação da funcionária, aconteceu em reuniões que tinham a presença de todos os diretores da entidade. A denúncia diz ainda que os abusos eram de conhecimento de outros diretores.

Além das denúncias, a funcionaria afirmou que o dirigente exigiu que ela desse declarações falsas a jornalistas e assinasse um documento desmentindo os ocorridos denunciados por ela.

A pressão do dirigente sobre a funcionária se deu depois que ela já tinha se afastado por motivos de saúde, o que ocorreu no dia 16 de março deste ano, quando os abusos teriam se tornado mais graves. A funcionária se negou a atender as exigências feitas por Rogério Caboclo.

Essas conversas ocorreram no âmbito de uma negociação para abafar o caso. Em troca de manter o silêncio sobre o caso – e mentir quando fosse instada por jornalistas a falar sobre o caso –, a funcionária receberia uma indenização e uma compensação financeira. Ela se recusou e nesta sexta protocolou a denúncia na CBF, como revelado por reportagem do GE.

O Blog apurou que a funcionaria supostamente receberia cerca de oito milhões de reais e mais regalias caso aceitasse desmentir as acusações e abafar o caso.

Lívia Sathler - do Cerimonial da CBF - supostamente seria a denunciante

O Blog apurou também que o dirigente teria comportamento bipolar, que supostamente muda de atitudes após ingerir bebidas alcoólicas e fazer uso de remédios controlados.

Procurado pela reportagem, Rogério Caboclo respondeu através de seus advogados que ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio. E vai provar isso na investigação da Comissão de Ética da CBF.

Punições 

Caso as denúncias sejam aceitas e termine em punição, as previstas no Código de Ética e Conduta da CBF são:

Art. 21 As violações a este Código pelas pessoas a ele submetidas ou as infrações de quaisquer outras regras e regulamentos da CBF, das Federações, das Ligas e dos Clubes são passíveis de punição, cumulativas ou não, das seguintes sanções:

     I) Advertência, reservada ou pública;

     II) Multa, de até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais);

     III) Prestação de trabalho comunitário;

     IV) Demissão por justa causa;

     V) Suspensão, por até 10 anos;

     VI) Proibição de acesso aos estádios, por até 10 anos;

     VII) Proibição de participar de qualquer atividade relacionada ao futebol, por até 10 anos;

     VIII) Banimento.

Art. 22 A Comissão de Ética poderá recomendar ao órgão apropriado da CBF que proceda notificação às autoridades policiais e judiciais competentes.

PARÁGRAFO ÚNICO A aplicação de sanções aos dirigentes eleitos ficará sujeita à confirmação das Assembleias Gerais Administrativas das respectivas entidades, exigindo-se aprovação de 3/4 (três quartos) da totalidade de seus membros.

Art. 35 Em conformidade com o disposto no Estatuto da CBF, a Comissão de Ética é definida como instância independente com poderes para aplicar as sanções por infrações éticas às pessoas submetidas a este Código.

Art. 36 Salvo disposição em contrário, as violações a este Código estarão sujeitas às sanções nele previstas, por conduta dolosa omissiva ou comissiva.

Art. 37 A Comissão de Ética será composta por um Presidente, uma Câmara de Investigação e uma Câmara de Julgamento.

Art. 38. Cada uma das Câmaras será composta por 3 (três) membros, dentre eles o Presidente da Comissão de Ética, designados pela Diretoria da CBF, de acordo com a natureza das demandas.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Histórico: Brasileira comanda primeira arbitragem totalmente feminina na Libertadores

Imagem: Reprodução Conmebol

A partida entre Defensa y Justicia e Independiente del Valle, que terminou empatada em 1 a 1, disputada na última quinta-feira (27) na Argentina, foi a primeira na história da Copa Libertadores com arbitragem inteiramente feminina.

A árbitra foi a brasileiras Edina Alves Batista e uma das assistentes foi a também brasileira Neuza Inês Back. As chilenas Cindy Nahuelcoy de assistente e María Belén Carvajal, que atuou como 4ª árbitra, completaram o quarteto.

Além disso, a argentina Sabrina Lois foi designada como assessora de árbitros e a brasileira Ana Paula Oliveira, atuou como assessora de vídeo. Desta forma, a equipe foi 100% feminina.

Como o VAR não está sendo utilizado na primeira fase da Libertadores, a função de Ana Paula se limitou a assistir ao jogo pela TV e posteriormente levar sua avaliação para a equipe de arbitragem, em conjunto com a argentina Sabrina Lois, que atuou como assessora da arbitragem em campo.

O confronto entre Defensa y Justicia e Independiente del Valle, pelo Grupo A, fez parte da última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Imagem: Reprodução Conmebol

Má fase

Politicamente correta, a escala é uma grande conquista, não só para Edina Alves, mas para toda arbitragem feminina mundial que merecidamente recebe os parabéns pelo feito alcançado.

Mas não podemos tapar o sol com uma peneira. É preocupante pelo fato das olimpíadas e Copa do Mundo se aproximando, mas a grande sensação do momento não vive uma boa fase no apito, o seu desempenho no campeonato paulista que terminou no último final de semana foi pífio, principalmente pelas expectativas sobre ela criadas pelas 10 partidas apitadas na Série A do Brasileirão 2020 e pelo escudo que carrega no peito.

Não é opinião, mas fatos que todos podem comprovar fazendo rápida busca no Google, das cinco partidas que apitou, Edina errou em três delas. Errou feio no confronto entre Novorizontino x São Paulo ao não apitar um pênalti claríssimo a favor do São Paulo. Errou na partida entre Corinthians x Novorizontino ao demorar oito minutos para tomar uma decisão com auxílio do VAR e errou em Bragantino x Inter de Limeira ao expulsar um jogador sem mostrar o segundo amarelo. Segundo bastidores, teria esquecido o cartão vermelho no vestiário.

Imagem: Reprodução Conmebol

Como em filmes todo crime o mordomo é o culpado, na arbitragem os erros também tem o seu e nessa partida, o ‘mordomo’ foi o quarto árbitro que, além de ter sido humilhado em live com 120 pessoas, foi expulso do hotel bolha onde os árbitros se concentraram por conta da pandemia, por supostamente tentar relatar os motivos do cartão vermelho não ter sido mostrado ao jogador no momento de sua expulsão.


quarta-feira, 19 de maio de 2021

Falido e endividado, sindicato baiano deve aos árbitros desde 2019

Credito: Facebook SIMBAF

Este Blog vem recebendo, desde o fim do ano passado, denúncias de má gestão e supostos desvios de recursos do caixa do Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol (SINBAF) na gestão Manoel Nunes Lopo Garrido.

A principal delas seria o não pagamento das taxas dos árbitros que atuaram em competições em que o sindicato foi contratado por empresas para fornecer os profissionais do apito. Os desvios teriam ocorridos em 2019, portanto antes da chegada do coronavírus ao país e quando as competições esportivas ainda não tinham sido paralisadas pelos decretos governamentais.

Segundo as denúncias, supostamente na tentativa de esconder os desvios, a planilha com os valores dos pagamentos recebidos das empresas contratantes e os valores devidos aos árbitros do ano de 2019 teriam sido apagadas do computador do sindicato. O equipamento inclusive teria sido enviado para uma empresa especializada em recuperar dados em São Paulo, porém, pelo que tudo indica, sem sucesso.

Apesar de não ter havido qualquer publicação oficial do afastamento do ex-presidente, Manoel Garrido renunciou a presidência do sindicato, para a qual foi eleito em junho de 2018, para mandato de quatro anos em uma disputa ferrenha contra o atual presidente da CEAF-BA Jailson Macedo Freitas, apoiado pela FBF (leia). Enfermo, Garrido renunciou ao cargo no final de 2020 para tratamento de um câncer de pele.

O que eles disseram

O Blog entrou em contato com o ex-presidente Manoel Garrido. O dirigente admitiu o débito com os árbitros e impostos, mas segundo ele, não só por má gestão e apontou a pandemia, período em que a arrecadação foi zero no caixa da entidade, como fator determinante para a atual situação da entidade sindical.

“Se dever nesse país em uma situação que o Brasil e o mundo se encontra é algo raro e leviano, tenha certeza que uma maior parte das entidades desportivas, inclusive profissional, estão sendo. E em momento algum o Sinbaf se nega ou não admite tal situação, mas infelizmente se débitos é assunto primordial em período de pandemia e arrecadação zero, você terá muitas notícias com várias entidades. O que nos cabe hoje é um valor abaixo de dez mil reais que será sanado com a expertise de Raimundo Carneiro com o apoio da diretoria” – disse Garrido.

Garrido rechaçou qualquer desvio de valores na sua administração.

"Em relação aos 'desvios', os únicos que conheço são das pessoas que falaram isso (não citou nomes). Tenho uma conduta ilibada dentro e fora de campo. A ultima prestação de contas foi aprovada, inclusive mostrando como foi utilizado o auxilio por conta da pandemia que a ANAF enviou ao sindicato" - frisou o dirigente

O Blog falou também com o atual presidente Raimundo Carneiro. Segundo o atual dirigente, a situação da entidade é muito difícil, principalmente pela dívida de aproximadamente 20 mil reais e sem nenhuma fonte de renda.

Como Garrido se afastou, eu tive que assumir no intuito de arrumar as coisas que estão pendentes devido a pandemia que levou alguns árbitros não pagar suas obrigações e isso causou atrasos nas despesas básicas do sindicato como agua, energia elétrica e tributos governamentais” – disse Carneiro.

Carneio disse que por estar devendo aos árbitros, o sindicato não tem crédito junto a eles que se afastaram. Também não  mais proximidade com a Federação Baiana de Futebol (FBF) devido a gestão Arilson/Garrido ter sido não só oposição, mas trabalhado contra a atual diretoria da Federação. Devido a esse imbróglio político, a FBF fechou as portas de vez ao SINBAF.

O Blog apurou com árbitros e ex-árbitros que a Federação Baiana de Futebol teria orientado os profissionais do quadro estadual para não atuarem pela entidade de classe após racha politico com os dirigentes do sindicato.

Raimundo Carneiro diz que vem conversando com a ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol – em busca de apoio para recuperar a entidade e busca também uma reaproximação com a Federação Baiana que sempre esteve ao lado do sindicato.

Carneiro informou ainda que paralelamente a parte desportiva, por ter sido candidato a vereador e ter conhecimento na casa, vem atuando junto aos legisladores na Câmara Municipal, no sentido de aprovar projeto de apoio fiscal e isenção de tributos ao sindicato.

O grupo politico que domina o SINBAF desde 2010, formado por Arilson, Garrido e Carneiro, ambos no destaque, comemoram vitória na ultima eleição

Raimundo Carneiro, que herdou o SINBAF em um caos financeiro e politico, faz parte da trinca de dirigentes, juntamente com Arilson Bispo e Garrido, que vem administrando o sindicato na ultima década com a eleição de Arilson em 2010 (leia).

O Blog falou também com Jailson Macedo Freitas, presidente da comissão de arbitragem da FBF sobre possível veto para árbitros atuarem pelo sindicato. Jailson disse que não houve qualquer orientação da comissão de arbitragem nesse sentido e que, possivelmente os próprios árbitros tenham tomado essa atitude devido o distanciamento do Sindicato com a Federação. O dirigente ainda disse que espera que tudo se resolva rapidamente e que a arbitragem baiana volte a ter a harmonia de sempre.

Nota do Blog

Diferentemente do informado pelo presidente da CEAF, o Blog apurou com árbitros e ex-ábitros que, na condição de anonimato, confirmaram a informação que consta acima, que nas duas últimas gestões do SINBAF, a FBF, após racha com os dirigentes do sindicato, orientava seus árbitros a não atuarem em partidas pelo sindicato e também a não pagarem as contribuições sindicais.

Em relação as denúncias, que são serias e refletem na atual situação do sindicato, o Blog entende que uma devassa precisa ser feito nas finanças da entidade para apurar onde foi parar os valores das taxas arrecadados com as empresas pelas atuações dos árbitros em diversas competições amadoras em 2019 e denunciar na justiça os responsáveis pelos desvios, caso tenham ocorrido. Jogar a sujeira para debaixo do tapete e deixar cair no esquecimento enfraquecera ainda mais a entidade que hoje, sucateada, agoniza pelos desmandos de dirigentes que contam com a passividade e subserviência dos árbitros em cobrar os administradores que pode levar a uma impunidade pelos supostos desvios e  administração do patrimônio da categoria.

terça-feira, 11 de maio de 2021

CLIMA TENSO NA ‘BOLHA’!

Em véspera de decisão do Paulistão, árbitros questionam diárias por dias concentrados

A ´BOLHA` - Art. Marçal

Em live realizada ontem a noite (segunda-feira) pela comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol com os árbitros do quadro, que estão concentrados para a fase decisiva do Paulistão 2021, o clima esquentou, principalmente para a toda poderosa APO (Ana Paula Oliveira), que, segundo informações vindas da ‘bolha’, vem sendo pressionada pelo seu grupo para o pagamento de diárias dos dias que eles estão concentrados no hotel, uma vez que tem profissionais próximo de completar trinta dias longe de seus familiares, vivendo apenas das taxas dos jogos.

Segundo uma fonte que participou da live, durante o debate sobre o tema, os FIFAs Raphael Claus e Flávio Souza, contemporizaram argumentando que o momento seria de entregar o campeonato ‘sem problemas’ e resolver a questão posteriormente. Por sua vez, o também FIFA Luiz Flávio fez voz ao grupo, calado temendo represálias, cobrando posicionamento da dirigente.

Em determinado momento da live, teria sido sugerido uma reunião dos árbitros com Reinaldo Carneiro, presidente da FPF ou com o vice, Mauro Silva, pois este está mais perto do dia a dia da arbitragem para um posicionamento da FPF quanto as diárias. O grupo rechaçou a intermediação do Sindicato dos árbitros nas tratativas pelo fato de seus dirigentes, Aurélio Sant’Anna e Regildenia Moura, serem ligados à Federação e ter interesses próprios que os impede de representá-los.

Segundo alguns relatos, Ana vem dizendo em alguns momentos em suas lives, que será impiedosa com quem ousar atrapalhar o projeto da arbitragem paulista.

O fato é que APO está no limite com seu grupo e muito desgastada por conta dos recentes episódios e posicionamentos, entre eles a expulsão de Leandro Carvalho e por, segundo informações, humilhar prestadores de serviços expondo seus erros publicamente.

O que ela disse

O Blog conversou com Ana Paula, momentos antes da publicação deste post. A dirigente disse estranhar as informações, pois segundo ela, os árbitros estavam felizes na live pelo ‘excelente’ trabalho realizado na 12ª rodada. A dirigente disse que compreende os termos conflitantes e naturais do grupo pelo longo período de concentração e usou como base os 50 dias que ficou em situação semelhante  durante os jogos Olímpicos, disputados em Atenas em 2004, onde, segundo ela, vários sentimentos ocorreram durante essa vivencia.

A dirigente ainda disse que os árbitros da ‘bolha’ conversaram com o presidente Reinaldo Carneiro e elogiaram a comissão.

Ana Paula disse que os árbitros foram informados que não haveria pagamento de diárias e quem não pudesse participar da concentração por questões profissionais, teriam a compreensão da comissão.

O Blog tentou falar com Aurélio Sant’Anna Martins, presidente do sindicato dos árbitros (Safesp), sobre o assunto, mas o dirigente não respondeu as mensagens e caso isso ocorra, o post será atualizado.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Edina Batista é tudo isso ou não passa de uma Silvia Regina com grife?

Edina Batista com os capitães de São Paulo e Novorizontino - Crédito: Guilherme Videira

A paranaense Edina Alves Batista, árbitra FIFA, ocupa os holofotes do momento. Arbitrando Série A do Campeonato Brasileiro, Mundial de Clubes, Campeonato Paulista e outras partidas importantes, a baixinha da pequena Goioerê, Município com pouco mais de 20 mil habitantes, no norte do Paraná, se tornou em dois anos a queridinha do apito e da imprensa brasileira. É politicamente correto falar bem da arbitragem dela e corre o risco de ser taxado de preconceituoso e misógino quem discordar ou apontar qualquer erro. Como sempre elogiei os acertos, não tenho medo de apontar os erros sem qualquer medo de julgamentos.

No site www.apitonacional.com.br e nas minhas redes sociais, já chamava atenção desta árbitra quando ela sequer era conhecida por boa parte da arbitragem e da mídia em geral. Do tempo que ainda era assistente e não era escalada para quase nada, principalmente no futebol masculino. Mas também quem prestou atenção notou que pedia calma, pois ela precisava ainda passar por varias situações para se firmar de vez, principalmente em partidas de alto grau de competição onde o resultado fosse buscado em cada dividida, fatos que ainda não tinham ocorridos nas partidas escolhidas criteriosamente pelas comissões, não só para ela trabalhar, mas sim com muitos holofotes para ela brilhar e mostrar uma realidade que não existe na arbitragem feminina.

Seus feitos e sua perseverança são elogiáveis, aproveitou as oportunidades e vem quebrando barreiras e conquistando um espaço antes destinados só aos homens. Mas a pergunta que fica é se ela é tudo isso mesmo, se realmente é este fenômeno do apito que está sendo inclusive cogitada para ser indicada para a próxima Copa do Mundo no próximo ano ou não passa de uma árbitra empolgada destinada ao esquecimento após seus quinze minutos de fama.

Confesso que vi poucas partidas por ela arbitradas e as que vi não me chamaram atenção por não apresentar qualquer grau de dificuldades. Mas vi sim jogadores e treinadores respeitando demais, atuando no limite da paciência da reclamação, algo incomum no tratamento dos jogadores com a arbitragem brasileira, talvez por conta do medo de serem mal interpretados e taxados com os adjetivos acima citados.

No último sábado (13), assisti uma partida com Edina no comando (Novorizontino x São Paulo), disputada no interior paulista e o que vi, pelo grau baixo de dificuldade da partida, confesso que me decepcionei, pois esperava muito mais desta badalada árbitra.

Nos minutos que antecederam o apito inicial e em boa parte da partida, foi uma arbitra exageradamente sorridente, não que devesse ser antipática, mas ficou a impressão que estava desfilando para as câmeras da TV ou preocupada em demonstrar uma calma soberana, quando seu semblante visivelmente a traia mostrando ao contrário. A partida foi tranquila, sem violência ou lances mais polêmicos, mas no único lance da partida onde exigia sua presença, no único onde se esperava a intervenção firme do árbitro, que pela alta qualificação deveria ter decidido de imediato e dentro de campo, ela se escondeu e transferiu a decisão para o VAR no possível e longo diálogo captado pela transmissão.

Veja lance abaixo.

Para piorar, não foi revisar o lance na Área de Revisão da Arbitragem (ARA) como a própria FPF admitiu em nota oficial. O lance foi tão claro, que ninguém, fora a arbitra e possivelmente o responsável pelo VAR, discordaram da penalidade do goleiro Giovanni do Novorizontino em cima do atacante Luciano do São Paulo.

Daí vem o título deste post e pra quem não sabe ou já caiu no esquecimento, Silvia Regina de Oliveira foi uma árbitra FIFA, que atuou no futebol paulista, brasileiro e sul-americano nos anos 2.000. Silvia foi pioneira, quebrou paradigmas e assim como Edina, era a queridinha de todos na época. Apitou vários jogos importantes, com grandes públicos e cobertura da grande mídia, entre eles clássico paulista entre São Paulo e Corinthians, Copa Sul-americana pela Conmebol e Olimpíadas de Atenas em 2004.

A fama durou pouco, pois os erros, que eram muitos, mas tolerados por ser uma mulher, a arrogância e a soberba a afastaram dos jogos e da mídia terminando a carreira no ostracismo, mas não antes de ter validado, já em fim de carreira, um gol de gandula, durante uma partida pela Copa Paulista, na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo. A partida foi decidida no tribunal esportivo que manteve o resultado validando o gol inexistente do gandula artilheiro.

Silvia Regina e o gandula artilheiro

Obs. José Carlos Vieira, hoje com 66 anos de idade, ficou conhecido como gandula artilheiro, virou celebridade local, nacional e até mundial por ter marcado o gol que, na época, salvou a Santacruzense.

A história vai se repetir ou desta vez teremos um final feliz?

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Em antevésperas de apitar jogo, árbitro da Federação Paulista participa de aglomeração em Piracicaba

Empresa de Lucas Bellote, promove evento causando aglomeração e desrespeito as orientações contra disseminação do Covide-19

Lucas Bellote - Crédito: Daniel Teixeira/Estadão

Neste sábado, 27 de fevereiro, antevésperas de atuar na rodada de abertura de Paulistão da Série A2, no clássico lusitano entre Portuguesa de Desportos e Portuguesa Santista, o árbitro Lucas Canetto Bellote, do quadro da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), dá péssimo exemplo e desrespeita as orientações da CEAF paulista para evitar aglomerações para não colocar em risco de contaminação do coronavírus os demais membros da equipe de arbitragem e os jogadores das partidas em que estiver escalado.

A empresa do árbitro (Quality Ville Recreação, Esportes e Musculação Ltda) organizou, inclusive escalando os árbitros, torneio amador de futebol sem respeitar nenhum protocolo sanitário. O jogo foi realizado em uma quadra poliesportiva tradicional de Piracicaba (Arena Bernabeu) para um público de cerca de quinhentas pessoas, a maioria sem mascaras, com muito churrasco, bebidas e pessoas aglomeradas sem respeitar o distanciamento social e demais orientações para evitar a propagação do Covid-19.

Lucas Bellote esteve o tempo todo presente no evento com sua equipe de trabalho, circulando, cumprimentando, parabenizando e abraçando pessoas, muitas sem mascaras, assistiu a partida e participou do cerimonial de premiação, onde a grande maioria não usava máscaras como mostra as imagens deste post.

O cidadão Lucas Bellote tem todo o direito de trabalhar (respeitando todos os protocolos de segurança sanitária) por sua empresa, porém, como árbitro profissional da FPF, tem como obrigação evitar estar presente em eventos como este, principalmente no momento atual, uma vez que ele está envolvido no futebol profissional e pode se tornar um potencial disseminador do vírus e, além do impacto na sua vida pessoal e profissional, pode gerar prejuízo aos clubes e a equipe de arbitragem das partidas em que atuar.

Lucas Bellote (de mascara) assistindo o jogo com uniforme da empresa

É possível fazer esporte amador com todo protocolo sendo respeitado, como já foi feito, também em Piracicaba, pela AAPR durante a final da Copa Libertadores da Várzea, evento liberado e fiscalizado pelas autoridades municipais.

Fora não respeitar os protocolos repassados aos árbitros pela FPF, é preciso considerar que Bellote, que despontou como uma promessa da arbitragem, vem em queda livre na carreira e colecionando polêmicas em jogos, inclusive até com agressão em um jogo da Série B do Brasileiro, e está escalado no jogo da Portuguesa de Desportos, hoje o calcanhar de Aquiles da Comissão de Arbitragem,  por ter sido eliminada nas quartas de final do ano passado pelo XV de Piracicaba em partida com muitas polêmicas.

Não adianta campanha de conscientização de vacinação como está sendo realizada neste ano pelos clubes e FPF, se quem deveria ser exemplo não cumpre cuidados básicos de prevenção contra a pandemia.

Bellote durante a premiação para pessoas sem mascaras

A prática esportiva está proibida na cidade pelas restrições do Plano São Paulo, pois a região já conta com 86,5 mil casos confirmados e 1.594 mortes.

O que eles disseram

O Blog tentou contato com Lucas Bellote para que falasse sobre sua participação no evento, mas não houve resposta até o fechamento deste post.

Contatada, Ana Paula Oliveira, Presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, se limitou a dizer que todos os árbitros foram testados para estarem na pré-temporada nos e jogos, o que não adianta muito se não respeitarem o protocolo participando de aglomerações e não respeitando o distanciamento social e demais itens de segurança sanitária contra o Covid-19 como mostrou esta reportagem. 




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Árbitros ganharão até 7 mil por partida para apitar Paulistão 2021

Neste final de semana, será dado início para o Paulistão 2021 que tem final prevista para 23 de maio. A novidade será a utilização do VAR em todos os jogos e em todas rodadas com gastos custeados pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Obs. Na edição 2020, o VAR foi utilizado a partir dos confrontos do mata-mata.

Taxas

Seguindo com a gestão profissional e humana, a Comissão de Arbitragem da FPF, inovou mais uma vez com ao taxas diferenciadas para os árbitros da CBF e igualar as taxas do quadro local. Pelo divulgado, em uma final com equipe FIFA, o clube mandante vai desembolsar aproximadamente 30 mil reais de taxas, sem considerar diárias e logística.

Segundo a circular 054/2021, de 18 de fevereiro do corrente ano, os valores serão:

Árbitro FIFA:

Inicial: R$ 4.750,00

Quartas de final: R$ 6.200

Semifinais: R$ 6.700,00

Final: R$ 7.100,00

Quarto árbitro receberá 700,00; 900,00; 1.000,00 e 1.100,00 conforme fase descrita acima.

VAR e AVAR FIFA/CBF/FPF receberão entre 1.300,00 e 4.000,00, conforme sua categoria e fase do campeonato conforme descrito acima.

As diárias vão de R$ 150,00 a R$ 250 conforme a distância entre cidade do estádio e cidade da residência do árbitro.

Veja os demais valores na foto abaixo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Ana Paula, muié macho, sim sinhô!

Dirigente surpreende, implanta gestão empresarial na arbitragem paulista, cria plano de carreira  e dispensa árbitros sem perspectivas e desmotivados 

Antes que leitores do Blog, seguidores das minhas redes sociais ou patrulheiros de plantão atribuam como pejorativo, sexista, misógino, preconceituoso ou ofensivo o título deste post, onde parafraseio trecho da letra da música “Paraíba”, do imortal rei do baião Luiz Gonzaga, quero esclarecer que é justamente ao contrário! O titulo é elogioso!

Dito isto vamos aos fatos que realmente interessa.

Ana Paula Oliveira, nas suas atribuições de presidente da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), foi muito mais homem que muitos homens que veste calça ou que use patente, na sua função anteriormente. Ao tomar a atitude de excluir árbitros e assistentes, fora dos planos da comissão, do quadro de prestadores de serviços da FPF, abre assim espaços para dar oportunidades para os novos árbitros que são formados todos os anos e outros que já fazem parte do quadro a muitos anos e ainda não tiveram a tão sonhada oportunidade, pelo fato do quadro estar inchado, saturado e composto na sua maioria por árbitros em fim de carreia e que não se enquadram mais no que exige hoje a arbitragem moderna.

Gestores da arbitragem estadual e nacional como: Coronel Marinho, Sérgio Corrêa, Alício da Penna Júnior, Arthur Alves Júnior, Dionísio Domingos, Jorge Rabello, Ednilson Corona, José Henrique de Carvalho e até mesmo Leonardo Gaciba entre outros, prometeram em um primeiro momento, mas não tiveram a coragem, a determinação e atitude que a Ana Paula teve para fazer uma limpa deixando o departamento mais enxuto, ágil e renovado.

A ação no setor de arbitragem da FPF já era necessária, não agora, mais a décadas, assim como se faz necessário em praticamente todos os departamentos de arbitragens das demais federações do país e da CBF com quadros de arbitragens, composto na grande maioria, com árbitros com 40 anos ou mais que, no máximo, estão apitando categoria de base ou levantando placa de substituições e aguentando reclamações de técnicos e jogadores reservas. Se deixar, este perfil de árbitro acomodado seguira cumprindo as escalas até o ultimo dia de sua carreira, pois para ele não importa mais a importância da partida, mas sim a grana da taxa que já faz parte do seu orçamento e a rotina que já esta acostumado.

Difícil é aparecer dirigente com coragem, assim como Ana Paula, para enfrentar os apadrinhados dispensando os que não tem condições técnicas ou que tenham problemas nos pilares de sustentação da função. Claro que antes é necessário um rigoroso estudo do perfil e do currículo para que não se cometa injustiças tendo o cuidado de antes da dispensa dar as oportunidades para que o árbitro possa demonstrar, ou não, suas qualidades dentro de campo.

Ao assumir o comando da arbitragem na CBF, Cel. Marinho viajou o país prometendo oportunidades e gestão profissional aos árbitros, mas faltou coragem - Foto: Marçal

Acredito que, devido a pandemia, o momento não foi o ideal, mas, mais do que administrar sonhos dos árbitros, Ana Paula foi contratada para ser gestora de um departamento e está fazendo justamente aquilo que dela se esperava, com erros é verdade, mas com muitos acertos também e este espaço não poderia deixar de parabeniza-la por implantar um sistema que defendo até mesmo antes de fazer parte desta categoria, onde a autoestima e elevadíssima e a autocritica praticamente inexiste. O impacto político e social do corte é ruim, mas fará muito bem para o quadro a médio e longo prazo, desde que esta política continue nos anos vindouros.

A iniciativa de retirar do quadro aqueles que não correspondem nos pilares exigidos e nem tecnicamente dentro de campo, deveria ser seguida por membros de todas as Comissões Estaduais e pela própria CBF. Uma total reformulação no quadro de árbitros, excluindo os que não terão como seguir um plano de carreira e oportunizar aos mais jovens o espaço necessário para o desenvolvimento de suas aptidões seria o ideal e certamente traria uma melhora significativa na categoria.

Como se diz no interior: Ana Paula teve "saco roxo" que os frouxos não tiveram por conta do corporativismo machista, o conhecido clube do bolinha!

Que a atitude inspire os demais dirigentes do apito e que a arbitragem deixe de ser um coração de mãe e caminhe a passos largos para uma gestão profissional separando o joio do trigo para que cada um possa render aquilo que dele se espera ou que abra caminho para outro profissional ocupar seu lugar e desempenhar a função.

Parabéns Ana! 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Safesp ignora justiça ao não entregar computadores para perícia!

Como é do conhecimento de todos, o Safesp - sindicato dos árbitros de São Paulo - registrou queixa crime contra mim afirmando que eu hackeei os computadores da entidade para obter documentos importantes e sigilosos publicados no site apitonacional e nas minhas redes sociais.

Os citados documentos comprovaram a ligação do sindicato com a empresa do ex-árbitro Daniel Destro.

Acontece que em laudo "inconclusivo" realizado pelo profissional de TI Daniel Destro, parte interessada e anexada aos autos, o MP - Ministério Público - além de não aceitar o laudo, pediu perícia técnica a ser realizada no instituto de criminalística nos computadores do sindicato paulista e determinou a entrega imediata dos mesmos, primeiro através do ofício 1294/20 de outubro de 2020 e recentemente através do ofício 28/21 de 12 de janeiro de 2021, como mostra a foto deste post. Até o presente momento, os computadores não foram entregues no 23’ DP, nas Perdizes, conforme determinou à justiça.

 Porquê será que os dirigentes do Safesp estão com medo de entregar os PCs à justiça🤔! De não conseguirem comprovar a calúnia que me atacaram e responderem eventuais processos de denunciação caluniosa, litigância de má-fé entre outros?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Emerson Augusto é demitido da FPF

Redução no quadro foi o motivo oficial para demissão, mas bastidores dizem que presidenta e vice já não falavam a mesma língua e divergiam de varias decisões

O ex-assistente FIFA, Emerson Augusto de Carvalho, 48 anos (24/06/1972), com participação nas duas últimas Copa do Mundo, foi dispensado, na ultima segunda-feira (18), do cargo que exercia na vice-presidência da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Padrinho de casamento do ex-árbitro Sandro Meira Ricci, com quem atuou em duas Copa do Mundo, dois Mundiais de Clubes e uma Olimpíada, Emerson deixa a CEAF paulista treze meses após ter sido anunciado vice de Ana Paula Oliveira que substituiu Dionísio Roberto Domingos no comando da arbitragem paulista.

Segundo Ana Paula Oliveira disse ao Blog, foi necessidade de reduzir o quadro interno, mas nos bastidores, as informações são bem diferentes. Uma fonte próxima à comissão informou que os dois – Emerson e Ana Paula – já não falavam a mesma língua a algum tempo e que divergiram em diversas decisões desde que assumiram o cargo em dezembro de 2019.

Segundo a fonte, os atritos dificultaram a permanência do ex-mundiaista no cargo e sua demissão era questão de tempo. Com o processo de fritura consolidado, para a fonte, a demissão retira da comissão de arbitragem o único membro com nome e currículo para questionar qualquer decisão ou mudança proposta por Ana Paula.

O Blog entrou em contato com Emerson Carvalho que confirmou sua saída da CEAF, mas apesar da insistência, não quis revelar motivos e nem seus planos para o futuro como uma possível volta aos gramados como assistente.