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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Árbitro analisando árbitro: Modernidade ou falta de ética?


 Federação Paulista de Futebol escala árbitro para analisar árbitro e gera revolta entre analistas

O Curso de Analistas, promovido pela Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) sempre foi cercado de polêmicas, desde a sua primeira edição em 2021. Os que conseguiram se formar, fizeram estágio supervisionado - como estágio prático - em algumas rodadas das competições da FPF e sem qualquer remuneração.

Apesar do constar que a realização do curso não garante vaga no quadro de analistas da FPF, o edital induz o candidato ao erro de acreditar em uma vaga, inclusive, dizendo que os participantes poderão integrar o quadro de prestadores de serviços da entidade, porém no momento da inscrição para atuar, exige-se alguns requisitos em que a maioria dos participantes não tem. Nesta hora o agora 'analista' se da conta que de nada valeu todo seu esforço, dedicação e dinheiro gasto com o curso e que seu certificado não passará de um quadro ornamentando parede e sem qualquer valor.

Ou seja, descobrem que, além do tempo perdido, perderam também R$1.300,00 reais para obter um diploma sem qualquer utilidade ou serventia.

Ao todo, o curso gerou algo em torno de 150 mil reais aos cofres da FPF e o edital deste ano já está disponível para quem quiser se qualificar em uma função que, com raríssimas exceções,  dificilmente conseguira trabalhar.

Trechos do edital do Curso de Analistas FPF 2021 - Crédito: Reprodução FPF

Segundo informações, dos cerca de 100 alunos aprovados no curso, não mais que dez estão sendo escalados e muitos deles, são árbitros ou assistente em atividade, que estão analisando seus companheiros de campo. No ponto de vista profissional as funções desempenhadas são incompatíveis e do ponto de vista ético, árbitro em atividade analisar árbitro é no mínimo antiético.

Os relatórios feitos pelos analistas além de atribuir notas e conceitos ao profissional analisado e de fazer comentários sobre pontos positivos e pontos a melhorar, são posteriormente objetos de uma reunião chamada de devolutiva, onde os lances são mostrados aos árbitros daquela categoria, servindo como exemplo para que o eventual erro não volte a ocorrer.

Além do exposto acima, os analistas de verdade, pertencentes a um quadro com esta única função, grupo formado por experientes ex-árbitros que encerraram a carreira no apito a muito tempo e passaram a avaliar os árbitros, estão sendo preteridos ficando fora das escalas que estão sendo ocupadas por árbitros em atividade, em uma concorrência desleal.

O desgaste é grande e a revolta desses profissionais é recorrente. Alguns deles, pedindo anonimato, entraram em contato com o BLOG.

“Absurdo, a FPF está escalando árbitros da ativa como analistas iniciantes. Falta de ética e deixando os verdadeiros de fora, revoltando o pessoal que estão todos puto da vida” – disse um deles.

Atualmente a maior revolta do meio envolve o assistente Daniel Luís Marques que, obviamente será usado como exemplo, mas não tem qualquer culpa se a comissão o utiliza nas duas funções, pois esta apto para as duas e cumpre as escalas, alias, como qualquer um, inclusive quem reclama, certamente também faria.  

Daniel que tem 41 anos (06/11/1981), desses, 23 como árbitro, vem sendo escalado seguidamente em uma função ou na outra, sendo dentro de campo como assistente e fora do campo como analista. Este ano atuou em cinco partidas da base como analista e em 18 partidas como assistente nas Séries A1, A2 e A3.

Crédito: Reprodução FPF

O que eles disseram

O BLOG falou com Ana Paula Oliveira, presidente da Comissão de Arbitragem da FPF.

Segundo a dirigente, todos os árbitros/analistas estão analisando só na base, competições que eles não atuam dentro de campo. Além disso, todos fizeram e foram aprovados no curso de analista 2021 e a CEAF vem trabalhando para melhorar a qualidade de entrega dos analistas atuais.

Ana falou também sobre a necessidade de ampliar o quadro de analistas com qualidade e a melhor forma é investir em estágios monitorados como a CEAF vem fazendo e que também faz parte do processo de transição de carreira.

Sobre as reclamações dos analistas ela não ve problema e que gosta deste desconforto.

“Sinceramente gosto desse desconforto dos analistas, muitos não estavam valorizando as oportunidades. Agora estamos formando mais e com mais qualidade – disse Ana Paula que encerrou falando no aproveitamento da experiência.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Após AVC, Cel. Magalhães é demitido da Comissão de Arbitragem da FMF

Cel. Altair Magalhães - Crédito: Vanessa Moreno

O título da matéria é forte, mas na arbitragem, a nomenclatura é utilizada pelos dirigentes para explicar o afastamento das escalas de árbitro quando este comete algum deslize e é afastado das escalas.  Neste caso não houve qualquer explicação, mas retrata fielmente o ocorrido com o então presidente da comissão de arbitragem da Federação Mato-grossense de Futebol, Cel. Altair das Neves Magalhães, 75 anos, no cargo desde 2006 e exonerado no último dia 16 de maio.

A demissão de qualquer funcionário, respeitando as leis vigentes em nosso país, é decisão exclusiva da entidade e devemos respeitar, mas neste caso demonstra uma profunda desumanidade tendo em vista que o demitido sofreu AVC (Acidente Vascular Cerebral) no do ano, ficou 20 dias na UTI entre a vida e a morte e desde então tenta se recuperar da enfermidade. Segundo informações, Cel. Magalhães está visivelmente debilitado, com psicológico abalado, falando com dificuldades, em cima de uma cama com braço e perna direita paralisados, fazendo uso de cadeira de rodas e andador para se locomover.

Vale frisar que quando sofreu o AVC, o dirigente ocupava a presidência da comissão e preparava a arbitragem local para as atividades deste ano, mas após o infortúnio e até o presente momento, o diretor de competições, Diogo Carvalho vem comandando interinamente a comissão.

O Blog não conseguiu contatar Cel. Magalhães. Também procurou a FMF para que esta falasse sobre a demissão do dirigente, mas a entidade não se manifestou até o fechamento do post.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Entendendo as escolhas dos árbitros para a Copa do Mundo de 2022

Raphael Claus e Wilton Pereira Sampaio - Crédito: Reprodução Internet

Tenho ouvido e lido muitas opiniões sobre as indicações dos árbitros brasileiros para a Copa do Mundo de 2022. Pelo tempo que tenho no futebol posso também emitir as minhas e o farei com base em contatos diversos, desde integrantes de comissões estaduais, nacional, ex-dirigentes do apito e pela mídia.

Antes, porém, é importante lembrar que Wilson Seneme, ex-presidente da comissão de arbitragem da Conmebol, ainda é um dos dez membros do Comitê de Arbitragem da FIFA, portanto, ao contrario do que muitos pensam, um dos principais responsáveis por tais indicações por motivos óbvios.

Como ocorre na CBF, que recebe os árbitros vindo das Federações, o mesmo se dá na Conmebol que recebe os selecionados pela CBF para o quadro internacional, assim, Seneme acompanhou todo processo desde quando assumiu o lugar de Carlos Alarcon em Agosto de 2016.

Em 2018, Seneme deve ter avalizado a indicação de Sandro Ricci, hoje comentarista da TV Globo e pode elogiar ou criticar as decisões dos seus antigos companheiros e chefe do apito; Emerson Carvalho, que é cotado para integrar a comissão nacional; Marcelo Van Gasse e Wilton Sampaio, árbitro de vídeo no mundial de 2018.

Antes quero falar de quem não foi escolhida, a Edina Alves, primeira mulher a atuar numa competição masculina da FIFA, o Mundial de Clubes 2020, que devido a pandemia, só foi disputado em 2021. Ela não vai porque a FIFA decidiu que não levaria mais de uma ‘árbitra’ por país, já que apenas seis irão. Edina perdeu a vaga para a catarinense Neuza Back, com um currículo invejável de mais de uma centena de jogos, sem qualquer virgula, na principal competição do país.

Falando dos indicados, o currículo dos árbitros Rafael Claus e Wilton Sampaio, que passaram pelo processo com aval de Seneme, começou desde 2019:

Ambos estiveram na Copa América 2019 e 2021, com os assistentes Rodrigo Correa, Kleber Gil (2019) e Bruno Pires e Danilo Manis (2021) e foram escalados para a rodada decisiva das eliminatórias, com Claus atuando na partida Argentina x Equador e Wilton Sampaio na partida Venezuela x Colômbia.

Até sair a lista, todos, inclusive eu, apostavam que iria apenas um deles, tanto que Sérgio Corrêa, o ex-manda-chuva mais longevo do apito deu uma longa e rara entrevista na Rádio Bandeirantes quando opiniou: “são dois árbitros de qualidade e experiência e gostaria de ver os dois no Mundial, mas que normalmente a FIFA só levava uma e que Collina apostaria na experiência de uma copa, portanto poderia dar Wilton Sampaio”.

Clique aqui e confira a entrevista a partir do minuto 24.30 do vídeo:

Sete décadas depois

A última vez que tivemos dois árbitros foi em 1950, com o Brasil sediando e perdendo a Copa na presença de 200 mil brasileiros no Maracanã e sete décadas depois o fato se repete.

Assistentes seleccionados para Copa Catar - Credito: Reprodução Internet

Os assistentes escolhidos foram os que acompanhavam Claus e Sampaio em jogos pela Conmebol e pela FIFA e os nomes do goiano Bruno Pires, do carioca Rodrigo Corrêa já eram esperados. O paranaense Bruno Boschilia (primo do falecido Dulcidio) e o paulista de Tatui, Danilo Manis foram as surpresas. Já Neuza Inês Back maior surpresa ainda, pois em nenhum momento foi cogitada.

Brasil, Inglaterra e Portugal sem VAR

Como todos sabem e Seneme em suas entrevistas sempre repete que tanto a FIFA, a Conmebol, como a CBF, apostam em nomes que tenham larga experiência com VAR e decidam no campo.

Isto se comprova até nas escalas das Séries A e B do Brasileiro, com árbitros FIFA e os candidatos para o escudo em 2023 atuando sem cessar e aqui faço um parêntesis sobre a cobrança, antes sistemática das entidades dos árbitros da comissão nacional não designar árbitros do norte e nordeste silenciaram. Qual seria o motivo?

No Brasil, a ferramenta começou em 2019 e pelo número elevado de árbitros no campo e para atender outros países, o sacrificado foi um dos três que disputavam uma vaga: Péricles Bassols, Rafael Traci e Wagner Reway. Os escolhidos foram árbitros do Chile (Julio Bascunan), Colômbia (Nicolas Gallo), Venezuela (Juan Soto), Uruguai (Leodan Gonzales) e Argentina (Mauro Vigliano).

Em resumo, o Brasil vai levar sete árbitros, sendo que de São Paulo vai o trio Raphael Claus, Danilo Manis e a importada e competente Neuza Back que ocupa a vaga que seria destinada ao VAR.

Quase um século para as mulheres terem vez na arbitragem

Aliás, a seleção das seis mulheres em uma Copa do Mundo quebra um paradigma de 92 anos. Num próximo momento, vamos falar um pouco de cada uma delas... e também quem sabe, pelo andar da carruagem, de uma possível 'Marta' jogando com a 10 da seleção brasileira masculina. Esse dia chegara. Quem viver, verá!

Na Copa, imagino a primeira escala do Raphael Claus, com Danilo Manis, Neuza Back e Wilton Sampaio e na primeira do Sampaio, com Rodrigo Correa, Bruno Boschillia e Claus, na reserva.

Uma escolha técnica e eles, segundo a Conmebol, foram os melhores para merecer o prêmio de árbitros mundialistas e aqui registro meus parabéns e desejo de boa sorte a todos para que possam representar dignamente nossa arbitragem na maior competição futebolística do mundo.

Opinião pessoal

Para mim, Raphael Claus é sem duvidas o melhor árbitro do país desde que passou a ostentar o escudo FIFA em 2015. O invejável currículo dele é de conhecimento de todos que estão lendo este post e não preciso descrever. Já Sampaio sempre teve altos e baixos, foi mais mediador que árbitro picotando as partidas ao longo de sua carreira. Felizmente, neste ano vem atuando de forma diferente, com mais coragem e deixando a partida seguir sem paralisar a todo instante e marcando falta por qualquer esbarrão. Portanto a indicação dos dois são merecidas.

Já os assistentes, Neuza Back, a surpresa da lista, sem comentários, seu currículo fala por si. A mulher maravilha, com o perdão do trocadilho por conta da  cidade onde ela residiu em Santa Catarina, faz historia e a indicação é mais que merecida. Já o carioca Rodrigo Correa, o mesmo que foi punido por quatro meses pela FIFA por ter esquecido de levar as bandeiras para uma partida das eliminatórias entre Chile e Argentina, foi indicado por meritocracia, pois o ´palmito', como é conhecido na arbitragem, é um excelente assistente. Bruno Pires outra merecida indicação, pois é ótimo assistente. Por sua vez, Bruno Boschilia e Danilo Manis entram na cota do 'estar no lugar certo na hora certa'. São bons assistentes, mas sem cacife o suficiente para uma Copa do Mundo.

Finalizando deixo uma sugestão para o retorno deles: que suas taxas possam ter um acréscimo de 50% em todos os jogos pelo fato de serem mundialistas. Isto sim seria um reconhecimento por todo sacrifício deles durante a carreira e serviria como objetivo a ser alcançado pelos demais que sonham um dia apitar em uma Copa do Mundo.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Federação Catarinense reelege Rubens Angelotti para mandato 2023/27

Marco Martins, ex-árbitro e ex-presidente da ANAF, também foi reeleito como um dos cinco vices

Rubens Angelotti - Crédito: FCF

A Federação Catarinense de Futebol (FCF) realizou no dia 30 de Abril, eleição da nova Diretoria e do Conselho Fiscal e por aclamação, o presidente Rubens Angelotti foi reeleito presidente para o mandato de 12 de abril de 2023 a 12 de abril de 2027.

A assembleia Geral Ordinária de Eleição foi realizada na sede da entidade em Balneário Camboriú, inaugurada em dezembro de 2008. A chapa eleita, “Inovação, Respeito e Transparência”, foi composta com o presidente Rubens Angelotti e seus cinco vice-presidentes: Carlos Fernando Crispim, Guilherme Cecchin, Marco Antonio Martins, Paulo Cesar Gonçalves e Ricardo Viana Hoffmann.

O Conselho Fiscal ficou formado pelos membros efetivos Antonio Carlos Censi Pimentel, Enio Gomes e Rodrigo Vieira Gallotti Nunes, e com os membros suplentes Ademar Ramthum, Osni José Contesini e Waldir Waldemiro Weinrich.

Assembleia de eleição - Crédito: FCF

Rubens Renato Angelotti é natural de Curitiba, capital do Paraná, e foi diretor de futebol do Criciúma Esporte Clube até 2012. Em 2015 foi eleito vice-presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF) e assumiu a presidência substituindo Delfim Pádua Peixoto Filho, que veio a falecer no acidente aéreo com a delegação da Chapecoense em 2016. Em 2018, foi eleito presidente da FCF com mandato de 2019 a 2023.

“Assumi a Federação Catarinense de Futebol de forma inesperada e com uma responsabilidade grande. Foi um período de adaptação e aprendizado. Mantenho o meu compromisso de ajudar nossos clubes e ligas, de histórias memoráveis, a continuar vencendo os desafios que virão. Manteremos a dedicação, a lealdade e o respeito a todos” - destacou o presidente após ser reeleito ao site da entidade.

A FCF conta em sua estrutura diretiva com cinco vice-presidentes, sendo que um deles é Marco Antônio Martins, ex-árbitro do quadro local e da CBF e ex-presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF).

Presidente e vices eleitos - Crédito: FCF

Martins, que é um dos vices do atual mandato, preside desde meados de 2017, o departamento de arbitragem da entidade, onde vem realizando bom trabalho, principalmente na revelação de novos árbitros. Foi na sua gestão que o árbitro Ramon Abatti teve oportunidades para se firmar vindo a atuar em finais local e apitar grandes jogos pela Série A do Campeonato Brasileiro.

Sob seu comando e com total apoio do presidente Angelotti, também foram revelados Diego Cidral, Luiz Tisne entre outros tantos com talento que estão tendo oportunidades e logo farão parte da elite do futebol catarinense e brasileiro.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Você sabe quanto ganha um árbitro de futebol na Copa do Brasil de 2022?

Valor inicial de 2.3 por jogo ultrapassa 11 mil nas finais

Troféu da Copa do Brasil, concedido pela CBF - Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

A Copa do Brasil, criada em 1989, disputada pelos clubes dos 26 estados brasileiros e pelo Distrito Federal, é uma competição nacional disputada nos moldes da Copa da Inglaterra, Taça de Portugal, Copa do Rei, Copa da Escócia, entre outras pelo mundo.

Inicialmente a Copa do Brasil foi disputada por 32 clubes, passou para 40 e cresceu até chegar em 69 no ano de 2000. Em 2001 passou a ter 64, número que se manteve até 2012. A partir de 2013, passou a ser disputada por 86 equipes e entre 2017 e 2020, foi disputada por 91 equipes. A partir de 2021, começou a ser disputada por 92 equipes, números que se mantém atualmente.

Como de costume, a Copa do Brasil será muito rentável para os clubes em 2022. A Confederação Brasileira de Futebol aumentou os valores em comparação a temporada passada. O campeão deste ano, por exemplo, receberá R$ 60 milhões, um incremento de R$ 4 milhões em relação à última edição, e o vice, R$ 25 milhões. Somando as fases anteriores, o vencedor pode embolsar um total de R$ 80 milhões.

Mas e os árbitros? Quantos ganham os profissionais para comandar partidas tão importantes, não só a nível esportivo, mas também financeiro. Segundo documento interno da CBF, obtido com exclusividade pelo Blog, as taxas de arbitragem têm valores insignificantes levando em consideração todo contexto da competição envolvendo prêmios aos clubes e salários dos jogadores, mas quantia bem razoável levando em consideração a importância do árbitro para o espetáculo, que inclusive pode ser realizado sem ele, e salário médio de um trabalhador comum.

Vamos aos números.

Na primeira e segunda fase da competição, o árbitro básico, recebe R$ 2.300,00 por jogo. Já o FIFA recebe R$ 2.720,00 e o assistente fica com 60% destes valores conforme sua categoria.

Por sua vez o quarto árbitro básico recebe R$ 575,00 e o FIFA R$ 680,00. O analista de campo recebe o mesmo valor pago ao quarto árbitro básico.

Os valores tem acréscimos conforme avança a competição. Na terceira fase a competição passa a contar com os clubes que disputam a Copa Libertadores.

Nas duas partidas finais, que serão disputadas nos dias 12 e 19 Outubro, os valores das taxas serão três vezes mais que o da fase inicial. Caso seja escalado um árbitro do quadro básico, possibilidade bem remota, este recebera R$ 7.980,00 enquanto um árbitro FIFA ficara com R$ 11.070,00 reais.

Veja os números completos abaixo.

Diárias e deslocamentos

As diárias variam de R$ 110,00 (até 100 km) a R$ 750,00 (acima 800 KM). Em caso de arbitragem local para clássico estadual, as diárias serão de R$ 750,00 reais em razão da obrigatoriedade de hospedagem um dia antes para equipe de arbitragem.

Os árbitros ainda receberão a título de deslocamento o valor de R$ 140,00 reais se residir em estado diferente de onde se realizara a partida e R$ 70,00 reais se local. As viagens com automóveis, serão ressarcidas com valor de R$ 0,80 por KM no trajeto ida e volta, mais pedágios. Caso viagem juntos, o valor será de R$ 1,50 por km rodado.

Segundo o documento, o árbitro VAR FIFA só recebera taxa equivalente a função quando estiver atuando na VOR. Caso esteja atuando em campo, recebera valores como árbitro básico. 

ANAF e os reajustes

O que disse a ANAF - Associação Nacional dos Árbitros de Futebol -: Segundo seu presidente, Salmo Valentim, a entidade solicitou, através de oficio, aumento de 50% em todas as taxas das competições nacionais.

"Faz-se necessária uma revisão do reajuste nas taxas de arbitragem. O aumento promovido em 2022 foi inferior ao praticado na temporada passada (5%) e ficou muito aquém da inflação nos últimos 12 meses (11,73%). A proposta é para que o reajuste imediato seja de 50% e extensivo a todos os profissionais do quadro nacional. Também pedimos a equiparação das taxas. No caso, para que assistentes, 4º árbitro, árbitro de vídeo e AVAR recebam o mesmo valor do árbitro central. É preciso considerar que um dos aspectos fundamentais para a motivação profissional é o retorno econômico e que o futebol brasileiro paga a menor taxa de arbitragem entre as principais ligas do mundo na atualidade".

Segundo apurado, a CBF não respondeu a ANAF até o fechamento desta matéria.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Federação Alagoana não paga árbitros, descumpre acordo e fere estatuto do torcedor

Os valores atrasados referente Campeonato Alagoano e Copa Alagoas ultrapassa os 110 mil reais; Sindicato dos árbitros omisso se cala

O Campeonato Alagoano de 2022 completou sua primeira fase neste último final de semana. Disputado por oito equipes, até aqui foram realizadas vinte e oito partidas, validas pela primeira fase.

A arbitragem, composta por vinte profissionais, sendo oito árbitros e doze assistentes, comandada pelos ex-árbitros Charles Herbert e George Feitosa, vem realizando um ótimo trabalho dentro de campo, sem maiores reclamações e legitimando os resultados.

Mas se a arbitragem cumpre o seu papel, o mesmo não ocorre por parte da Federação Alagoana de Futebol (FAF) e Sindicato dos Árbitros (Sindafal), que não mediram esforços para trazer o mega star Néstor Pitana, árbitro da abertura e final da última Copa do Mundo, para uma palestra motivacional na pré-temporada, onde juraram amor eterno aos árbitros, prometeram apoio e agora sequer cumpre compromissos assumidos com os profissionais referente as taxas de arbitragens não pagando, até aqui, um centavo sequer dos valores devidos.

Veja o que determina o Estatuto do Torcedor quanto à remuneração dos profissionais da arbitragem:

Art. 30. É direito do torcedor que a arbitragem das competições desportivas seja independente, imparcial, previamente remunerada e isenta de pressões. Parágrafo único. A remuneração do árbitro e de seus auxiliares será de responsabilidade da entidade de administração do desporto ou da liga organizadora do evento esportivo.  

Acordo

Segundo um árbitro, que não será identificado para que não possa vir sofrer represálias, pelo acordo entre SINDAFAL e FAF, as taxas seriam quitadas a cada três rodadas e as despesas de alimentação e transporte seriam pagas nos vestiários, dependendo do público, ou no máximo na semana seguinte.

Para piorar a situação e demonstrar a falta de união do grupo, a fonte disse ao Blog que árbitros do quadro CBF, especialmente Denis Serafim e Brígida Cirilo, principais árbitros de Alagoas na atualidade, teriam dito nos bastidores, que não ‘estariam nem ai’ se as taxas do alagoano não estão sendo pagas, pois estariam com os bolsos cheios devido as taxas recebidas em jogos da CBF.

A título de informação, Serafim fez três jogos pela CBF e Brigida Cirilo atuou em duas partidas.

Os valores

Levando em consideração que nas escalas disponibilizadas pela CEAF/AL, todos os árbitros são classificados como FAF, a postagem usara o menor valor para levantamento dos atrasados, valores que podem ser acrescidos caso tenha sido respeitado as categorias descritas no documento referente taxas de arbitragem que diferencia os valores pagos aos árbitros locais, CBF e FIFA.

Campeonato Alagoano

Até aqui foram disputadas sete rodadas do estadual, com quatro jogos cada, sendo disputados vinte e oito partidas no total. Cada jogo, pelo valor básico, só de taxas de arbitragem, tem um custo de 2.800 reais e multiplicando pelos pelo total, a FAF deve aos árbitros o equivalente a R$ 78.400,00 só desta competição.

Copa Alagoas

A Copa Alagoas, segunda competição mais importante do estado, disputada por 14 equipes, distribui uma vaga na Copa do Brasil e uma vaga na Série D do campeonato brasileiro ao seu campeão. Nesta competição a arbitragem também não viu ainda a cor do dinheiro das taxas.

Já foram disputadas sete rodadas da primeira fase com sete jogos por rodada. Levando se em consideração o valor mais baixo da tabela das taxas (650,00 por jogo), o valor devido, só de taxas de arbitragem aos profissionais, soma 31.850,00 reais.

Somando as duas competições, os valores atingem R$110.250,00 reais devidos aos árbitros. Esses valores podem chegar a 150 mil reais caso seja respeitado os acréscimos por categorias dos árbitros e valores de despesas de transporte e alimentação que também não teriam sido pagas nos vestiários conforme acordo.

Segundo a fonte, os árbitros tem que aceitar calado a situação para não sofrerem represálias. A fonte disse ainda que o SINDAFAL é omisso com a situação devido seu presidente Silvio Acioli ter cargo na Secretaria de Esportes do Governo Estadual sob ordens do presidente da CEAF Charles Hebert que acumula o cargo de Secretário de Estado.

Silvio Acioli e seu chefe Charles Hebert

Portal da transparência do governo alagoano

O Blog procurou a comissão de arbitragem da Federação Alagoana de Futebol, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.

O Blog tentou, mas, por estar bloqueado, não conseguiu contatar Silvio Acioli, Presidente do Sindicato dos Árbitros de Alagoas e caso tenha alguma resposta, o post será atualizado.

Lambendo feridas do passado

Silvio Acioli não responde ao Blog devido não ter aceitado críticas ainda como árbitro na época de uma postagem de 2013 sobre o famoso ‘amigo teste’ (leia), na pista cavalar do futebol alagoano. Certamente o Blog não teria nenhum interesse em procurar o ex-árbitro, que já teria caído no esquecimento, assim como tanto outros, caso não fosse dirigente sindical, função que exige pessoa compenetrada em cumprir seu papel com a entidade e a ela servir e não dela se servir como trampolim, sem vaidades pessoal e que atue exclusivamente defendendo os interesses dos árbitros e não pessoal. 

A partir do momento que o árbitro tenha que procurar o Blog em vez de sua entidade de classe para que defenda seus direitos, esta perde toda sua legitimidade e o dirigente de plantão, caso tivesse hombridade, deveria renunciar por não estar mais cumprindo com seu dever para o qual foi eleito.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Confederação do Futsal usa arbitragem para desafiar CBF

Em ato desesperado da cúpula administrativa da Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS), que insiste em não reconhecer a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como a única entidade reconhecida pela FIFA para desenvolvimento e representatividade do futsal no Brasil, agora tenta, em ato desesperador, não permitir a formação do quadro nacional de arbitragem de futsal da CBF, proibindo, retaliando e até mesmo excluindo dos quadros estaduais e nacional quem atuar ou filiar-se em outra entidade.

A CBFS não aceita que ela já não é mais a detentora da modalidade e ao invés de desafiar a CBF através dos clubes e atletas, usa os árbitros, que no entendimento dela é o lado mais fraco desse duelo pelo poder.

Abaixo a nota da CBFS sobre o rumo da arbitragem nacional.

Já a nota da Associação Nacional de Oficiais de Arbitragem de Futsal (ANAFUTSAL), que ao invés de defender seus filiados, omite-se por ter sido fundada e ter em seu comando pessoas ligadas ou indicadas pela diretoria da CBFS.

A angústia pela tragédia anunciada é tão grande que quase que diariamente estão acontecendo reuniões, lives e pressão de dirigentes, de forma oficial e não oficial, como uma live divulgada, no site da CBFS, na última quinta-feira.

Veja matéria abaixo.

CBFS e Federações unidas!

Em reunião realizada na tarde de ontem (17/02) a Confederação Brasileira de Futsal e as Federações do Sul e Sudeste se reuniram para discutir assuntos pertinentes a Arbitragem nacional e dos referidos estados.

Ficando assim definido que os oficiais de arbitragem pertencentes aos quadros estaduais das Federações, assim como os que possuem o escudo CBFS, não poderão atuar na temporada 2022 em outras entidades ou competições que não tenham parceria com a CBFS.

A CBFS e as Federações continuarão pautadas na continuidade do trabalho desenvolvido, através da diretoria e comissões de arbitragem da CBFS e Federações de Futsal do Brasil, com ética e transparência que esta gestão sempre tratou. Enquanto não houver parceria, que é a união de objetivos em comum em prol do futsal brasileiro, não haverá entrega dos produtos formados pelo modelo federativo do futsal no Brasil.

Estiveram presente na reunião os Presidentes Marcos Antonio Madeira (CBFS), Marcio Leandro D´Avila (Federação Catarinense de Futsal), Manuel Mazaira Vasquez (Federação De Futsal do Rio de Janeiro), Ivan Rodrigues Dos Santos (Federação Gaúcha de Futsal), Jose Raimundo De Carvalho (Federação Mineira de Futebol de Salão), Jesuel Laureano Souza (Federação Paranaense de Futsal) e Nilton Cifuentes Romao (Federação Paulista de Futsal). 

Credito: Reprodução site/CBFS

A arbitragem antes abandonada pela CBFS agora é o grande centro das atenções, inclusive, no fim de semana foi disponibilizado o novo Livro Nacional de Regras de Futsal, elaborado pela CBFS e ao ser encaminhado por alguns diretores, veio com a frase: "nem a regra eles tem pronta, imagine árbitros".

Em defesa da arbitragem até o momento, apenas, as Ligas filiadas a ABLF - Associação Brasileira de Ligas de Futsal e a ANOAF - Associação Nacional dos Oficiais de Arbitragem de Futsal. Como estas entidades já reconheceram a CBF, liberaram seus árbitros para os cursos e atividades em que forem convidados.

O fato é que a briga só terá fim quando a CBF de fato e de direito anunciar com nomes e documentos a estrutura do futsal nacional.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Árbitros acusam descontos irregulares no Sindicato do Amapá

Autoritarismo, arrogância e soberba marcam gestão de Enoque Pacheco; Árbitros cogitam convocar assembleia para destituição do atual presidente e sua diretoria

Presidente Enoque Pacheco com cara de poucos amigos - Credito: Facebook

Arbitragem no Amapá não é para amadores. Não bastassem os profissionais daquele estado receberem a menor taxa de arbitragem do país – cerca de 500 reais por jogo – e, até recentemente, levar anos para receberem atrasados, agora eles, segundo relatos, enfrentam uma suposta tirania na entidade de classe, vindas de um dirigente que eles elegeram justamente para defende-los.

Alguns árbitros, que manterei em anonimato para evitar represálias contra eles, procuraram este Blog relatando a forma arrogante, prepotente e antidemocrática que o atual presidente, Enoque Pacheco, trata os árbitros e administra a entidade. Eles também acusam a atual gestão de realizar descontos irregulares nas taxas de arbitragens e de não realizar prestação de contas.

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Segundo as informações e prints de conversas de whatsapp que o Blog teve acesso, de todos os valores pagos de taxas de arbitragens pela Federação, ao fazer repasses aos árbitros, o Sindicato desconta 5% de todas competições que ele tenha atuado pela FAF, mesmo sem ter havido uma assembleia para decidir sobre a cobrança que, inclusive é feita até mesmo de quem não é associado. Segundo ainda as informações, Enoque teria dito que os descontos seriam para pagar ISS - imposto Municipal - sobre valores das NF emitidas para a Federação Amapaense de Futebol (FAF).

Árbitros relatam que não tem acesso as Nfs para comprovarem o pagamento dos tributos e que os valores, já com os descontos, são depositados em suas contas bancarias sem qualquer recibo ou comprovante. Relatam também que, por não ter uma sede ou sala de reunião, dificilmente tem acesso aos dirigentes do sindicato, a não ser em reuniões no prédio da Federação, o que dificulta qualquer abordagem dos assuntos relacionados ao sindicato.




O Blog consultou um especialista que disse que as ações devem ser deliberadas em assembleias, principalmente as financeiras. Disse ainda que o sindicato tem a prerrogativa de não pagar árbitros não associados devolvendo dinheiro para quem repassou ou cobrar percentagens da taxas, até mesmo maior, desde que deliberado em assembleia.

Do Blog: Conforme determina a Lei nº 13.467/2017), o desconto das contribuições sindicais só pode ser efetivado com autorização prévia, expressa e individual.

Já o art. 150, VI, ‘c’ da Constituição Federal diz que: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais dos trabalhadores

Portanto, segundo o art. 150 da CF, o Sindicato é isento de ISS e o desconto no repasse aos árbitros, se realmente estiver ocorrendo, seria um ato criminoso e ilegal.

Segundo relatos, o Sindicato estaria também descontando 15,00 reais a título de mensalidades, inclusive de quem não é associado e isso, além de ser ilegal, gerou grande revolta na arbitragem local.

Segundo ainda revelou as conversas de Whatsapp, que o Blog teve acesso (veja abaixo), Enoque teria dito que este ano só será escalado os árbitros que estiverem sindicalizados, pois ele e o Carlão, seu vice e ligado a direção da FAF, já teriam alinhado com o presidente da Federação. 


As conversas também revelam a arrogância e o descaso com que o dirigente trata os árbitros, que são, mesmo que involuntariamente, contribuintes da entidade.

Ao ser questionado para marcar reunião com os árbitros para discutirem os assuntos, o presidente Enoque Pacheco sempre concorda e diz que a data será marcada, porém, passado quase dois anos da posse e se aproximando do fim do mandato, nenhuma reunião especifica para tratar do assunto foi realizada nesta gestão.


Os prints foram borrados para evitar possível retaliação contra os arbitros.

Blog procurou, mas não localizou Neto Goés e Marilene da Matta, presidente da Federação e presidenta da Comissão de Arbitragem, para falarem das denuncias. Um dirigente da FAF, sob condições de anonimato, concordou em falar sobre os descontos nas taxas e sobre não escalar árbitros que não concordam com os descontos ou não sindicalizados. O dirigente disse que a Federação não concorda e não apoia a cobrança, que para ele é indevida, e que a entidade jamais deixaria de escalar um árbitro por não ser sindicalizado.

“O sindicato vem, desde o ano passado, fazendo descontos nas taxas dos árbitros, inclusive dos não sindicalizados e isso é crime. O jurídico da FAF, a Comissão de Arbitragem, e o presidente, não estão de acordo com os descontos. Aliás, o presidente nem sabe que isto está acontecendo” - disse o dirigente.

Quem é Enoque Pacheco

Enoque Pacheco, quando ainda era árbitro - Crédito: Facebook

Enoque Costa Pacheco nasceu em Mazagão, Município da Região Metropolitana da Capital Macapá, tem 35 anos (12/05/1986), foi árbitro do quadro local e da CBF, mas se viu obrigado a encerrar a carreira em 2020 por problemas físicos. Fora da arbitragem é Agente Penitenciário e proprietário de uma pequena empresa especializada em serviços a base de gesso.

Tornou-se presidente do Sindicato Estadual de Arbitragem de Futebol do Estado do Amapá (SEAFA) em 2020. A época, o então presidente Carlos Lima (Carlão),  sofria acusações de supostas interferências nas escalas por ser próximo ao presidente da Federação e por não realizar prestações de contas e convocar eleições sindicais, mesmo estando com mandato encerrado. Segundo informações, em uma suposta articulação para la de suspeita nos bastidores e sem qualquer transparência, foi realizado o pleito que elegeu Enoque, com Carlos Lima de vice, ignorando a lei que torna inelegível candidato a reeleição que não tenha realizado prestação de contas na sua gestão, como diz o parágrafo único do artigo 70 da Constituição Federal de 1988.

Segundo informações, Enoque Pacheco nunca foi unanimidade, sequer era popular entre os árbitros, mas como se propôs a administrar a entidade e prometeu que sua gestão seria diferente e resgataria a união e credibilidade da categoria, foi abraçado pelos árbitros e tido como esperança para resolver os assuntos sindicais pendentes, modernizar e democratizar a entidade. Mas no poder, não demorou muito para demonstrar outra cara e toda sua arrogância sendo hoje questionado por todos do quadro que querem logo por um fim em sua gestão.

Procurado para falar sobre as denuncias e reclamações dos árbitros, Enoque Pacheco, do alto de sua conhecida soberba e arrogância, sarcasticamente desdenhou da mensagem do Blog (veja abaixo).



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Federação Gaúcha de Futebol Salão pune árbitros que optaram pela CBF

Paraguassu Figueiredo - Chefe dos árbitros na CBFS - Crédito: Facebook

Em suposta retaliação aos profissionais de arbitragem, a federação gaúcha de futebol de salão, estaria punindo os árbitros que aceitaram convite para participarem de treinamentos visando integrar quadro de árbitros da CBF. Dos integrantes da relação nacional da CBFS do ano passado, apenas os árbitros Diego Goldani e Marlon Caleb Ortiz Menna e as cronometrista/anotadoras Karlla Cristina Souza Martins e Liana Silva de Araújo continuam no quadro.

Segundo informações, a determinação teria partido de Paraguassu Fisch de Figueiredo, atual mandatário da Comissão de Arbitragem da CBFS. Figueiredo é gaúcho de Passo Fundo, mora em Porto Alegre e tem um bom relacionamento com Elias Machado, atual diretor de arbitragem da FGFS e demais dirigentes da modalidade no estado.

Se os árbitros do salonismo do RS estão sofrendo suposto boicote, o mesmo, até o presente momento, não estaria ocorrendo com os catarinenses, pois os principais árbitros daquele estado também aceitaram o convite da CBF e não foram excluídos do quadro da CBFS. Por conta deste possível boicote, árbitros gaúchos da elite no cenário nacional, não poderão trabalhar por entidades oficiais no Rio Grande do Sul.

Márcia Mariko (quem é Ednaldo Rodrigues?!) - Crédito: FPFS

Márcia Mariko Nishimura de Moraes,  atual Diretora de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol de Salão e membro da Comissão de Arbitragem da CBFS,  estaria trabalhando forte nos bastidores pelo boicote à CBF e, segundo informações, em live ocorrida dias atrás, teria questionado em tom de deboche, quem era Ednaldo Rodrigues – atual presidente interino da Confederação Brasileira de Futebol - para intervir no salonismo nacional.

Supostamente como represália, a CBFS vem excluindo do seu quadro, os árbitros que estão aceitando atuar pela CBF e como consequência, os principais campeonatos do país vão perder a qualidade na arbitragem por não contar com esses profissionais. A pressão teria chegado até nos árbitros internacionais do quadro FIFA, mas nestes, a força e as punições não surtirão qualquer efeito, tendo em vista que a FIFA reconhece apenas a CBF como responsável pela modalidade.

Acima quadro CBF e abaixo quadro CBFS/RS, sem os árbitros que aderiram a CBF

O Blog não conseguiu os contatos de Paraguassu Figueiredo, Marcia Mariko e Elias Machado para que se posicionassem sobre o assunto. Caso isso ocorra e algum deles se pronuncie, este post será atualizado.