Prego ‘cearense’ se destaca e leva
martelada
Tem um ditado que diz: ‘prego
que se destaca leva martelada’, esse é o caso da comissão de arbitragem da
Federação Cearense de Futebol, dirigida pelo ex-árbitro Paulo Silvio, que chamou atenção, principalmente da midia, no cenário nacional na última semana ao introduzir a entrevista do árbitro no final das partidas do estadual.
A iniciativa não é proibida pela FIFA, mas também não é recomendada e nem utilizada pela maior entidade do futebol mundial nas suas competições e, por conta disso, a árbitra Rejane Caetano, do Rio de Janeiro, contratada recentemente pelo escudo que carrega no peito, foi orientada pela CNA a não participar da coletiva, que chamou mais atenção do que as demais e as respostas durante os três minutos da coletiva que sobrou para o quarto árbitro - Joanilson Scarcella –. A coletiva mal começou e teve sua primeira polêmica ao ter uma pergunta vetada por um funcionário da FCF. A pergunta vetada chamou mais atenção do que as demais e tirou o interesse dos profissionais da imprensa na coletiva após três minutos do seu inicio.
Uma comissão de
arbitragem tem que se preocupar em realizar um bom trabalho com designações de árbitros
competentes, bons tecnicamente e capacitados para o confronto no que certamente resultara em boas
arbitragens e assim o trabalho sera elogiado e referendado, mas teimam em ações
midiáticas, como a coletiva da arbitragem cearense, ou em escalas respeitando cotas e sendo politicamente correta em detrimento da meritocracia independente da cor, genero ou opçoes sexuais.
O resultado não pode ser outro que não seja os erros absurdos recorrentes anos após anos, reclamações de todos os lados, geladeiras para os árbitros e até troca de comando nas comissões. O futebol evoluiu, virou business, se tronou altamente profissional empregando milhares de pessoas e movimentando milhôes, bilhôes mundo afora e a arbitragem continua no seu loop eterno do amadorismo, do protecionismo, do paternalismo e das cotas tratando desiguais de forma igual beneficiando a incopetencia em detrimento da meritrocracia e competencia.
A iniciativa cearense,
apesar de ter sido informado que era experimental, não passa de uma ação de mídia
para chamar atenção para a arbitragem daquele estado, que acha mais fácil ações
como essa e importar árbitros de outros estados, com experiência e com escudo
internacional do que investir e revelar e dar oportunidades ao árbitro local.
O presidente da Comissão
de Arbitragem da CBF, Rodrigo Martins Cintra, comentou sobre as entrevistas dos
árbitros após as partidas do Campeonato Cearenses durante as atividades de
pré-temporada dos árbitros goianos. Cintra explicou que a comissão não pretende
proibir a iniciativa, apesar das recomendações da FIFA.
“É notório que a FIFA tem
essa questão de preservar o árbitro, de ter a descrição do árbitro como um dos
pontos principais para a atuação nessa área profissional. E, de fato, nós
enquanto CBF, enquanto entidade nacional, nós recomendamos todos os nossos filiados,
todas as federações, a ter descrição, a ter um cuidado ético, porque existe um
código de ética, um código disciplinar, existe um guia da FIFA para os árbitros
de futebol. Então, nós sempre passamos isso para eles e passamos também para a
Federação Cearense. Nós não vamos proibir, nós não vamos coibir, mas tivemos um
bom contato com eles para que eles não tenham nenhum problema com a própria
FIFA, que a gente não tenha sanções nacionais ou mesmo estadual com isso” –
disse o dirigente.
Na avaliação do chefe da
arbitragem nacional a exposição do árbitro após o jogo pode gerar mais desgaste
do que benefícios, principalmente em casos de erros de arbitragem.
“O problema é que, quando
a arbitragem for bem, ninguém vai querer ouvir o árbitro. Quando tiver um
equívoco, aí vai ter mais gente na entrevista coletiva dele do que dos
jogadores. E o equívoco está lá, está constatado. Então, não tem muito o que o
árbitro justificar. A justificativa do árbitro, de uma comissão de arbitragem,
é em campo. É escalando bem os árbitros, é os árbitros acertando cada vez mais” - encerrou o presidente da CNA.


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