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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Clubes vetam e impedimento semiautomático é adiado no Brasil

Samir Xaud e Christopher Dougan (Genius) - Créditos: CBF/Divulgação

No final do ano passado, a CBF - Confederação Brasileira de Futebol -, anunciou a implantação do impedimento semiautomático a partir de 2026. O anúncio foi feito pelo presidente Samir Xaud durante encontro do Grupo de Trabalho de Arbitragem da entidade. O evento contou com apresentação da Genius Sports, empresa escolhida para fornecer a tecnologia e que atende grandes ligas, como a Premier League inglesa.

Na ocasião, a CBF alardeou que a tecnologia estaria disponível já a partir da primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Série A de 2026 e também da Copa do Brasil. Desde então já se passaram sete meses e a tecnologia não saiu do papel e, apesar de já ter sido instalado o sistema em alguns estádios, provavelmente só será utilizado na temporada 2027, quando todos os estadios estiverem habilitados, ou seja, com um ano de atraso.

O contrato para a implantação do impedimento semiautomático - SAOT (Semi-Automatic Offside Technology, na sigla em inglês) - no futebol brasileiro, foi assinado em novembro de 2025. Conforme o documento, a Genius teria até o dia 10 de janeiro de deste ano para emitir o certificado SAOT para todos os estádios dos clubes que disputam as duas competições.

O Blog apurou que Arena Maracanã, Couto Pereira, Arena da Baixada, Arena Corinthians, estádio de São Januário, Arena MRV e Arena do Grêmio já estão com a tecnologia instalada.  Os próximos a receberem os equipamentos serão o estádio do Beira-Rio, Arena Mineirão e Arena Fonte Nova.

Impedimento semiautomático - Crédito: Divulgação

Segundo uma fonte próxima a comissão de arbitragem da CBF, pressionada pelos recorrentes erros de arbitragem, a entidade cogitou a possibilidade de utilizar o sistema à partir da 16ª rodada que será disputada neste final de semana, mas os clubes, em sua grande maioria, votaram contra, pois o sistema só foi implantado em alguns estádios. Por conta disso, o sistema de impedimento semiautomático foi postergado para os jogos após a Copa do Mundo.

O impedimento semiautomático faz parte do plano de profissionalização da arbitragem brasileira desenhado pelo GT – grupo de trabalho da arbitragem -, capitaneado por Netto Góes, que, como gestor da Federação Amapaense de Futebol (FAF), dava calotes nos árbitros do seu estado só pagando as taxas com anos de atraso (leia). 

A profissionalização até agora não saiu do papel, pois, apesar de um grupo restrito estarem recebendo salário fixo mediante apresentação de NF, os árbitros não se profissionalizaram, continuam tendo a arbitragem como ‘bico’ e esperam pelo ranking e as demais promessas feitas na reunião de novembro até agora não cumpridas, que estão atrasadas assim como o impedimento semiautomatico.

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