Clubes vetam e impedimento semiautomático é
adiado no Brasil
No final do ano passado, a
CBF - Confederação Brasileira de Futebol -, anunciou a implantação do
impedimento semiautomático a partir de 2026. O anúncio foi feito pelo
presidente Samir Xaud durante encontro do Grupo de Trabalho de Arbitragem da
entidade. O evento contou com apresentação da Genius Sports, empresa escolhida
para fornecer a tecnologia e que atende grandes ligas, como a Premier League inglesa.
Na ocasião, a CBF alardeou
que a tecnologia estaria disponível já a partir da primeira rodada do
Campeonato Brasileiro da Série A de 2026 e também da Copa do Brasil. Desde
então já se passaram sete meses e a tecnologia não saiu do papel e, apesar de já
ter sido instalado o sistema em alguns estádios, provavelmente só será
utilizado na temporada 2027, quando todos os estadios estiverem habilitados, ou seja, com um ano de atraso.
O contrato para a
implantação do impedimento semiautomático - SAOT (Semi-Automatic Offside
Technology, na sigla em inglês) - no futebol brasileiro, foi assinado em
novembro de 2025. Conforme o documento, a Genius teria até o dia 10 de janeiro
de deste ano para emitir o certificado SAOT para todos os estádios dos clubes
que disputam as duas competições.
O Blog apurou que Arena Maracanã,
Couto Pereira, Arena da Baixada, Arena Corinthians, estádio de São Januário, Arena MRV e
Arena do Grêmio já estão com a tecnologia instalada. Os próximos a receberem os
equipamentos serão o estádio do Beira-Rio, Arena Mineirão e
Arena Fonte Nova.
Segundo uma fonte próxima
a comissão de arbitragem da CBF, pressionada pelos recorrentes erros
de arbitragem, a entidade cogitou a possibilidade de utilizar o sistema à partir da 16ª
rodada que será disputada neste final de semana, mas os clubes, em sua grande
maioria, votaram contra, pois o sistema só foi implantado em alguns estádios.
Por conta disso, o sistema de impedimento semiautomático foi postergado para os
jogos após a Copa do Mundo.
O impedimento semiautomático faz parte do plano de profissionalização da arbitragem brasileira desenhado pelo GT – grupo de trabalho da arbitragem -, capitaneado por Netto Góes, que, como gestor da Federação Amapaense de Futebol (FAF), dava calotes nos árbitros do seu estado só pagando as taxas com anos de atraso (leia).
A profissionalização até agora
não saiu do papel, pois, apesar de um grupo restrito estarem recebendo salário
fixo mediante apresentação de NF, os árbitros não se profissionalizaram,
continuam tendo a arbitragem como ‘bico’ e esperam pelo ranking e as demais
promessas feitas na reunião de novembro até agora não cumpridas, que estão
atrasadas assim como o impedimento semiautomatico.


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