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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Ex-integrante da Comissão de Arbitragem recebe 200 mil de indenização da CBF

 Ação inicial era mais de R$ 750 mil na Justiça do Trabalho do RJ

Almir Alves Mello - Crédito: Marçal

Em abril de 2022, a Confederação Brasileira de Futebol demitiu funcionários que faziam parte do departamento de arbitragem da entidade. Segundo a CBF, a medida fez parte do processo de reestruturação do setor que era comandado por Wilson Luiz Seneme, recém-empossado como presidente da Comissão de Arbitragem.

Na ocasião nove profissionais foram desligados, entre eles Sérgio Corrêa, responsável pelo VAR e um dos nomes mais antigos do departamento. Também foram dispensados Manoel Serapião Filho, responsável pela análise da arbitragem, Marcos Cabral Marinho, ouvidor, Cláudio Cerdeira, José Mocellin, Nilson Monção, Marta Magalhães (psicóloga), Almir Alves de Mello (responsável por cortes de vídeo do VAR) e Érika Krauss (logística).

Recurso ordinará

A maioria deles acionou a entidade na justiça, outros optaram por permanecer prestando serviços às federações e aos times de futebol e para evitar colisão com a CBF, não acionaram a entidade, como Sérgio Corrêa que atualmente é funcionário da Federação Paulista, ou retiraram a ação como Nilson Monção que é contratado do Vasco da Gama.

Quem optou pela justiça está ganhando suas ações e a CBF por sua vez como de praxe, vem tentando ganhar tempo e recorrendo, mesmo sabendo que um dia terá que pagar as indenizações.

Trechos da ação

Uma delas, envolvendo Almir Alves de Mello, que estava em grau de recursos, teve acordo entre as partes. Com valor inicial de R$ 750 mil, a entidade encerrou a questão depositando pouco mais de 200 mil reais na conta de Mello no final do ano passado.  

Trechos da ação

O Blog tentou falar com Almir Alves de Mello, que durante o decorrer do processo abastecia o Blog com as informações e documentos da ação, mas se limitou a dizer que aguardava resposta do advogado e não respondeu mais o contato. 

O Blog apurou a existência de clausula de confiabilidade no contrato de acordo firmado com a CBF.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Flamengo x Corinthians: Chefe do VAR não respeita protocolo VAR

Pericles Bassols - de costa - no VAR de Flamengo x Corinthians - Fonte: CBF

Ontem acompanhamos mais uma patacada do VAR brasileiro, desta vez na final da Supercopa do Brasil, entre Flamengo e Corinthians e dentre tantos incidentes e imprevistos como ter ficado fora de operação e sem imagens no telão do estádio por falta de energia elétrica, quero destacar uma em especial, a interferência direta e indevida do observador do VAR na decisão da expulsão do jogador Carrascal, do Flamengo. O colombiano acertou um soco no rosto de Breno Bidon, no fim do primeiro tempo, mas só recebeu o cartão vermelho na volta do intervalo. Após rever o lance, o árbitro entendeu que a atitude de Carrascal foi passível de expulsão e aplicou o cartão vermelho ao camisa 15 rubro-negro.

No vídeo da revisão, dá pra ver e ouvir a interferência do observador do VAR, Periclés Bassols, escalado por ele mesmo para este jogo, como pode ser observado na escala da arbitragem. Entre os segundos 30 e 40 do áudio, Péricles interfere diretamente na revisão orientando sobre o que deveria ser seguido pela equipe.

"É conduta violenta e pode ser revisada em qualquer momento; É mão fechada no queixo, chama é expulsão;" – diz a voz de Péricles ao fundo do áudio.

Não vou discutir a lisura do resultado em campo e do mérito das equipes e sim, mais uma vez e pela milésima em que procedimentos e protocolos são usados em determinadas situações e em outras não.

O Observador VAR *não pode e não deve se manifestar sobre lances*. Não opina, não tipifica conduta, não orienta decisão. Sua função é estrutural, logística e de controle do processo, nunca técnica durante o jogo. Qualquer fala ou gesto interfere na comunicação, constrange a equipe e compromete a integridade da Sala VOR.

Essas diretrizes constavam de forma expressa nos documentos originais do VAR e foram *retiradas há mais de quatro anos*, no período do “soberbo”, e jamais restabelecidas. O resultado é previsível: papel difuso, limite frouxo e interferência normalizada.

O ponto central, além da auto escalas dos membros da comissão é a *interferência*.

O presidente da Comissão de Arbitragem, Rodrigo Cintra, se autoescalou como inspetor - fato inédito. Mais grave: o chefe do VAR, na função de *Observador VAR*, ocupa posição à frente da tela e se manifesta durante o processo. Isso não é detalhe. É violação direta do protocolo.

Pelo apurado, o árbitro de vídeo (Rodolpho Toski Marques) e sua equipe, supostamente, decidiram rever o lance, após interferência do observador e chefe na hierarquia da arbitragem, que segundo o protocolo, não deve agir no trabalho de análise da equipe técnica e aqui que quero, mais uma vez, dizer o quanto é perigoso termos membros de comissões de arbitragem atuando nessas funções.

Escala completa da partida - Fonte: CBF

O que chama atenção e a facilidade de Péricles Bassols se manter no poder. Quando ainda árbitro, teria intermediado as negociações do contrato de patrocínio entre a Topper e a FERJ. Por divergência no valor que teria a receber pela intermediação, bateu de frente com o chefe dos e deixou o estado indo arbitrar em Pernambuco.

Na ocasião, membros da arbitragem carioca suspeitavam que o ex-árbitro vazava informações e o Blog teve acesso a alguns desses áudios onde Bassols revela detalhes da sua ida para o futebol pernambucano e critica os dirigentes carioca, revela bastidores e diz que quase tiraram ele do quadro da FIFA por não fazer a famosa leitura de jogo que Jorge Rabello queria.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Marcelo Rogério: o dono do apito na FPF

Membro da CEAF paulista teria influenciado em favor de ex-cunhado em curso de analista 

Patricio Loustau e Marcelo Rogerio durante curso de analista - Credito: FPF/Divulgação

Seguindo os passos do pai, o saudoso Gustavo Caetano Rogério, que nas décadas de 80/90 colecionou cargos na Federação Paulista de Futebol, inclusive a presidência da comissão de arbitragem e da irmã Rita de Cassia Rogério que secretariava esta comissão com mãos de ferro, a bola da vez é Marcelo Rogério, ex-árbitro do baixo clero que aos poucos foi conquistando poder e hoje, mesmo constando como gerente do departamento de desenvolvimento da arbitragem no ornograma da FPF, segundo dizem, se tornou o verdadeiro dono do apito paulista, relegando o argentino Patricio Hernan Loustau, seu chefe, ao papel de um mero figurante que assina papéis, uma espécie de ‘Rainha da Inglaterra’.

Apesar de estar se sentindo grande ao ponto de incomodar desafetos, Marcelo é gente boa, de amizade fácil, mas como muitos, não esta preparado para as críticas que todo gestor é passível de receber e leva para o coração. Por conta disso, já é esperado uma reação, que vá tentar minimizar ou desqualificar a matéria ou realizar uma caça às bruxas ou até mesmo chamar de traidor todo mundo próximo a ele, mas pelo menos essa é a informação que o Blog recebeu de um ex-integrante da Ceaf paulista que dividiu o ar condicionado com ele e que sofreu com a arrogância e os modus operandi de Marcelo.

O Blog contatou alguns árbitros para checar a denúncia, muitos deles temendo represálias não retornaram o contato, mas alguns, na condição de anonimato, não só confirmaram as informações como deram detalhes dos bastidores da Ceaf paulista e até mesmo citaram palavrões e comportamentos que poderia ser entendido como assédio moral, que não citarei para evitar eventuais perseguições.

“Patrício está de olho nele pelo fato de querer mandar em tudo. A relação entre eles está abalada” – disse um árbitro.

Mas essa busca pelo poder e de se manter em evidencia não é novidade em se falando da família. Outra característica da família ‘Rogério’ é que, pelo trabalho de excelência do pai, respeitado por muitos até os dias de hoje, a irmã Rita de Cássia que trabalhou por anos na comissão de arbitragem da FPF, quando está ainda tinha sede no bairro da Bela Vista, em São Paulo, tem acesso livre no Edifício Rei Pelé e, supostamente como é dito nos bastidores, teria informações privilegiadas que, supostamente usaria  em prol de suas empresas de arbitragem, tanto que, segundo nossa fonte, tal fato teria ocasionado anos atras a demissão do ex-árbitro José Henrique de Carvalho pelo fato de supostos vazamentos de escalas de arbitragens mesmo antes da divulgação oficial por parte da FPF.

Rita de Cassia Rogerio e Marcos Fabio Spironelli - Credito: Marçal

Em posse dessa informação, além do prestigio junto aos árbitros, as empresas faziam suas escalas utilizando os árbitros não utilizados pela FPF nos seus jogos amadores. Na época, José Henrique, que era membro da comissão de arbitragem da FPF e mantinha relações de trabalho com as empresas administradas por Rita de Cássia Rogério, negou todas as insinuações.

Pelo que consta e ninguém esconde nos bastidores é que esse prestígio da família também estaria supostamente sendo usado por Marcelo Rogério que cresceu dentro da estrutura da FPF, ganhou poder imaginário e estaria influenciando decisões de outros departamentos. O Blog recebeu denúncia que o ex-árbitro Marcos Fabio Spironelli foi um dos alunos do curso de analista de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, na segunda turma de 2025, mesmo não atendendo um dos pré-requisitos, o da escolaridade. Segundo requisitos do edital de 2023, para realizar o curso, o candidato deve ter ensino superior ou estar cursando. 

Segundo informações publicas disponivel no site do TSE, quando foi candidato a vereador na cidade de Jarinu nas eleições de 2024, Marcos Fabio Spironelli, que foi casado com Rita de Cássia, declarou ter ensino médio completo, o que por si só deveria ser impeditivo para realizar o curso.

Marcos Fabio Spironelli durante curso de analista - Credito: reprodução/FPF

Edital do curso de analista da FPF - Credito: reprodução FPF

Declaraçãpo de escolaridade de Marcos Fabio Spironelli ao TSE - Fonte: TSE

Segundo ainda a denúncia, Marcelo Rogério, ex-cunhado de Spironelli e atual membro da Ceaf/FPF, supostamente teria influenciado para que a inscrição fosse aceita mesmo não atendendo exigências do edital.

Segundo nossa fonte, Marcos Spironelli não concluiu o curso, não foi diplomado e por esse motivo não vem sendo escalado.

O Blog entrou em contato com Marcelo Rogério, com a Corregedoria de Arbitragem e com a Academia da FPF. O Blog não conseguiu contato com Marcos Fabio Spironelli.

Nenhum deles respondeu o contato até o fechamento desta matéria e este post será atualizado caso isso ocorra.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Prego ‘cearense’ se destaca e leva martelada

Tem um ditado que diz: ‘prego que se destaca leva martelada’, esse é o caso da comissão de arbitragem da Federação Cearense de Futebol, dirigida pelo ex-árbitro Paulo Silvio, que chamou atenção, principalmente da midia, no cenário nacional na última semana ao introduzir a entrevista do árbitro no final das partidas do estadual.

A iniciativa não é proibida pela FIFA, mas também não é recomendada e nem utilizada pela maior entidade do futebol mundial nas suas competições e, por conta disso, a árbitra Rejane Caetano, do Rio de Janeiro, contratada recentemente pelo escudo que carrega no peito, foi orientada pela CNA a não participar da coletiva, que chamou mais atenção do que as demais e as respostas durante os três minutos da coletiva que sobrou para o quarto árbitro - Joanilson Scarcella –. A coletiva mal começou e teve sua primeira polêmica ao ter uma pergunta vetada por um funcionário da FCF. A pergunta vetada chamou mais atenção do que as demais e tirou o interesse dos profissionais da imprensa na coletiva após três minutos do seu inicio.

Uma comissão de arbitragem tem que se preocupar em realizar um bom trabalho com designações de árbitros competentes, bons tecnicamente e capacitados para o confronto no que certamente resultara em boas arbitragens e assim o trabalho sera elogiado e referendado, mas teimam em ações midiáticas, como a coletiva da arbitragem cearense, ou em escalas respeitando cotas e sendo politicamente correta em detrimento da meritocracia independente da cor, genero ou opçoes sexuais.

O resultado não pode ser outro que não seja os erros absurdos recorrentes anos após anos, reclamações de todos os lados, geladeiras para os árbitros e até troca de comando nas comissões. O futebol evoluiu, virou business, se tronou altamente profissional empregando milhares de pessoas e movimentando milhôes, bilhôes mundo afora e a arbitragem continua no seu loop eterno do amadorismo, do protecionismo, do paternalismo e das cotas tratando desiguais de forma igual beneficiando a incopetencia em detrimento da meritrocracia e competencia.

A iniciativa cearense, apesar de ter sido informado que era experimental, não passa de uma ação de mídia para chamar atenção para a arbitragem daquele estado, que acha mais fácil ações como essa e importar árbitros de outros estados, com experiência e com escudo internacional do que investir e revelar e dar oportunidades ao árbitro local.

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Martins Cintra, comentou sobre as entrevistas dos árbitros após as partidas do Campeonato Cearenses durante as atividades de pré-temporada dos árbitros goianos. Cintra explicou que a comissão não pretende proibir a iniciativa, apesar das recomendações da FIFA.

“É notório que a FIFA tem essa questão de preservar o árbitro, de ter a descrição do árbitro como um dos pontos principais para a atuação nessa área profissional. E, de fato, nós enquanto CBF, enquanto entidade nacional, nós recomendamos todos os nossos filiados, todas as federações, a ter descrição, a ter um cuidado ético, porque existe um código de ética, um código disciplinar, existe um guia da FIFA para os árbitros de futebol. Então, nós sempre passamos isso para eles e passamos também para a Federação Cearense. Nós não vamos proibir, nós não vamos coibir, mas tivemos um bom contato com eles para que eles não tenham nenhum problema com a própria FIFA, que a gente não tenha sanções nacionais ou mesmo estadual com isso” – disse o dirigente.

"Quando tiver equivoco, vai ter mais gente na entrevista do arbitro do que dos jogadores" - Rodrigo 'peruca' Cintra - Credito: CBF 

Na avaliação do chefe da arbitragem nacional a exposição do árbitro após o jogo pode gerar mais desgaste do que benefícios, principalmente em casos de erros de arbitragem.

“O problema é que, quando a arbitragem for bem, ninguém vai querer ouvir o árbitro. Quando tiver um equívoco, aí vai ter mais gente na entrevista coletiva dele do que dos jogadores. E o equívoco está lá, está constatado. Então, não tem muito o que o árbitro justificar. A justificativa do árbitro, de uma comissão de arbitragem, é em campo. É escalando bem os árbitros, é os árbitros acertando cada vez mais” - encerrou o presidente da CNA.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Copinha tem vitória do São Paulo e arbitragem robotizada

Vinicius Nunes, ao centro - Credito: reprodução TV Record

São Paulo e Maruinense (SE) jogaram na manhã deste domingo (4), no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, pela primeira rodada da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a famosa Copinha.

Se a expectativa da partida era grande para a torcida do São Paulo, também era para a arbitragem, pois o responsável pelo confronto, o arbitro Vinicius Nunes Lima dos Santos, de 26 anos (16/05/1999), foi um dos participantes da primeira edição do ‘Programa Jovens Árbitros’ da Federação Paulista de Futebol (FPF) e desde então tem recebido tratamento de grande promessa da arbitragem paulista.

Conheço Vinicius e vi atuar em algumas partidas amadoras (várzea) em Piracicaba antes do programa da FPF e via nele grande potencial. Hoje pude analisar sua atuação e confesso que sua evolução não foi a esperada. Na verdade, apresentou um nível abaixo, travando o jogo com marcações de faltas excessivas, muitas delas inexistentes, e aplicações de cartões de forma exageradas não tendo uma atuação de arbitro, mas sim de um mediador.

Fica nítido que piorou sua arbitragem após o programa que participou passando a atuar de forma engessada e doutrinado a seguir um padrão de leitura de jogo para equilibrar as ações e decisões entre as duas equipes.

O ‘Programa Jovens Árbitros’, idealizado por Ana Paula Oliveira e implantado após a sua saída pela atua Comissão, aparentemente tem um objetivo bacana e importante na formação do jovem arbitro, mas vem perdendo a sua identidade por doutrinar esses jovens com muita teoria, robotizando-os e destruindo a essência de cada um impedindo que a semente torne fruto. Quem resistir e conservar a essência que o credenciou ao programa, conseguirá êxito, os demais se tornarão apenas mais um profissional mediano apitando no futebol profissional. Infelizmente parece ser o caminho a ser trilhado por Vinicius Nunes que, de promessa, caminha para ser mais um do mesmo, correndo risco de não passar de mais um talento desperdiçado. Vinicius precisa mostrar a que veio e se está valendo as apostas!

Aqui esclareço que minha ultima atuação em campo foi em 2005 e, apesar de estar presente em alguns cursos, desde então não tive qualquer atuação de regras e por isso minha analise praticamente é de um leigo, mas mesmo assim continua sendo minha analise e caso não concorde, deixe a sua nos comentários.

A partida

A partida começou atrasada cerca de 15 minutos, parte deste tempo devido ao atraso na partida anterior por má gestão da FPF, mas também por problemas com a rede em um dos gols que teve que ser remendada quando tudo estava pronto para início da partida e a pergunta que fica é: por que não fizeram ou recomendaram o remendo na checagem que é feita no momento que os arbitros adentraram ao campo?

Rede frasgada - Credito: reprodução TV Record 

2’: Dado início a partida, logo de cara, mais precisamente aos dois minutos, teve que chamar atenção dos jogadores do Mauriense por faltas duras e excessivas. Foi um gestual midiático para a televisão e sem efetividade para a partida, pois durante todo o jogo a equipe sergipana abusou das faltas duras no que resultou em cinco cartões amarelos para seus jogadores. Já a equipe paulista recebeu dois.

12’: mostrou cartão amarelo para jogador número 11 do São Paulo e número 3 do Maruinense por discussão e troca de empurrões entre ambos.

17’: mostrou cartão amarelo para jogador número 2 do Maruinense por ação temerária. Um exagero, sem nenhuma necessidade.

44’: o assistente 1, Ademilson Lopes da Silva Filho, marcou impedimento absurdo do ataque do São Paulo. No replay do jogo, ficou nítido que o jogador estava atras da linha da bola no momento do lance onde o assistente interpretou fora de jogo. Provavelmente estava desconcentrado no lance.

49”: após 4 minutos de acréscimos terminou primeiro tempo sem maiores novidades.

2º tempo

47’: mostrou cartão amarelo para número 10 do mauriense, desta vez corretamente, pois jogador deixou de jogar a bola atingindo somente o adversário.

Vinicius Nunes - Credito: reprodução TV Record

56”: marcou falta na entrada da área que poderia ter resultado no segundo gol do São Paulo. Exagero e tipo de falta que só é marcada no futebol brasileiro. Fica nítido no lance que os dois jogadores disputaram a bola.

71’: mostrou cartão amarelo para jogador de número 5 do São Paulo. Na sumula relatou como: ‘’Uso indevido dos braços. Atingiu com um tapa de maneira temerária o ombro do seu adversário’’. A TV não mostrou esse tapa temerário e não passou de mais um daqueles cartões sem necessidade que nossos árbitros teimam em mostrar nas partidas.

79’: num ataque do São Paulo, o assistente 2, Henrique Calderan Gomes de Oliveira, marcou impedimento de forma equivocada, nada de absurdo, mas seria lance para checagem e a FPF, que arrecada 15 milhões com patrocínio nas camisas dos árbitros – sete empresas - não tem VAR na competição que abre a temporada da entidade. Uma vergonha, falta de visão e gestão para os dias de hoje, pois já temos no país diversas competições varzeanas com uso da tecnologia.

Henrique Calderan

Sobre esse assistente quero fazer um comentário e que ele entenda como uma dica e não como uma crítica.

Também conheço o trabalho do Henrique que atuava nas mesmas competições que o Vinicius. Tem talento, inteligência, forte bastidores, mas falta gestão de carreira. Henrique precisa decidir o que quer, se é ser arbitro assistente, escalador de juiz para jogos amadores ou seguir sua profissão fora da arbitragem. Como disse o conheci em Piracicaba e o acompanho desde então e o que não acompanho chega rapidamente como informação como sua ação midiática de levar o ‘VAR’ e o ‘Desafio do Árbitro’ ao futebol Society, ambos no amador daquela cidade.

Segundo uma fonte dentro da FPF, Henrique é frequentemente visto na sede da entidade onde tem acesso livre incluindo a comissão de arbitragem onde e um dos queridinhos de Marcelo Rogério estando no Radar como promessa e aparece até nas redes sociais em almoço com o presidente Reinaldo Bastos. Temos aqui um futuro membro da CEAF paulista sendo lapidado.

82’: mostrou cartão amarelo para jogador número 9 do Mauriense de forma correta e ato continuo amarelou também o número 6 da mesma equipe por reclamação.

Arbitragem da partida - Credito: reprodução TV Record

No total foram sete cartões amarelos, dois para a equipe do São Paulo e cinco para jogadores do Maruiense.

A partida não teve lances polêmicos sendo de baixo grau de dificuldade o que potencializou ainda mais o baixo nível da arbitragem, principalmente do arbitro de quem se espera tanto. Tomara que a soberba e a arrogância não o tenha contaminado e que tenha sido apenas uma manhã ruim e que nos próximos jogos volte a apresentar as qualidades que o levou a participar de um programa de alto nível para jovens quando ainda sequer tinha sido diplomado.