Flamengo x Corinthians: Chefe do VAR não
respeita protocolo VAR
Ontem acompanhamos mais
uma patacada do VAR brasileiro, desta vez na final da Supercopa do Brasil, entre
Flamengo e Corinthians e dentre tantos incidentes e imprevistos como ter ficado
fora de operação e sem imagens no telão do estádio por falta de energia elétrica,
quero destacar uma em especial, a interferência direta e indevida do observador do VAR na decisão da
expulsão do jogador Carrascal, do Flamengo. O
colombiano acertou um soco no rosto de Breno Bidon, no fim do primeiro tempo,
mas só recebeu o cartão vermelho na volta do intervalo. Após rever o lance, o árbitro
entendeu que a atitude de Carrascal foi passível de expulsão e aplicou o cartão
vermelho ao camisa 15 rubro-negro.
No vídeo da revisão, dá
pra ver e ouvir a interferência do observador do VAR, Periclés Bassols,
escalado por ele mesmo para este jogo, como pode ser observado na escala da
arbitragem. Entre os segundos 30 e 40 do áudio, Péricles interfere diretamente na
revisão orientando sobre o que deveria ser seguido pela equipe.
"É conduta violenta e
pode ser revisada em qualquer momento; É mão fechada no queixo, chama é
expulsão;" – diz a voz de Péricles ao fundo do áudio.
Não vou discutir a
lisura do resultado em campo e do mérito das equipes e sim, mais uma vez e pela
milésima em que procedimentos e protocolos são usados em determinadas situações
e em outras não.
O Observador VAR *não
pode e não deve se manifestar sobre lances*. Não opina, não tipifica conduta,
não orienta decisão. Sua função é estrutural, logística e de controle do
processo, nunca técnica durante o jogo. Qualquer fala ou gesto interfere na
comunicação, constrange a equipe e compromete a integridade da Sala VOR.
Essas diretrizes
constavam de forma expressa nos documentos originais do VAR e foram *retiradas
há mais de quatro anos*, no período do “soberbo”, e jamais restabelecidas. O
resultado é previsível: papel difuso, limite frouxo e interferência
normalizada.
O ponto central, além da auto escalas dos membros da comissão é a *interferência*.
O presidente da Comissão
de Arbitragem, Rodrigo Cintra, se autoescalou como inspetor - fato inédito. Mais
grave: o chefe do VAR, na função de *Observador VAR*, ocupa posição à frente da
tela e se manifesta durante o processo. Isso não é detalhe. É violação direta
do protocolo.
Pelo apurado, o árbitro
de vídeo (Rodolpho Toski Marques) e sua equipe, supostamente, decidiram rever o
lance, após interferência do observador e chefe na hierarquia da arbitragem,
que segundo o protocolo, não deve agir no trabalho de análise da equipe técnica
e aqui que quero, mais uma vez, dizer o quanto é perigoso termos membros de comissões
de arbitragem atuando nessas funções.
O que chama atenção e a
facilidade de Péricles Bassols se manter no poder. Quando ainda árbitro, teria
intermediado as negociações do contrato de patrocínio entre a Topper e a FERJ. Por
divergência no valor que teria a receber pela intermediação, bateu de frente
com o chefe dos e deixou o estado indo arbitrar em Pernambuco.
Na ocasião, membros da
arbitragem carioca suspeitavam que o ex-árbitro vazava informações e o Blog teve acesso a alguns desses áudios onde Bassols revela detalhes da sua ida para o futebol pernambucano e critica os dirigentes carioca, revela bastidores e diz que quase tiraram ele do quadro da FIFA por não fazer a famosa leitura de jogo que Jorge Rabello queria.


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