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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Brasileirão terá regras da Copa do Mundo para combater cera e melhorar tempo de bola rolando

Reunião dos clubes na CBF aprova mudanças nas regras - Foto: Luciana Vermell/CBF

Dirigentes de todos os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram na CBF na última segunda-feira (10), no Rio de Janeiro, e aprovaram a implementação das alterações nas regras do jogo, a partir da próxima rodada (23ª) do campeonato brasileiro. Ao todo serão 10 mudanças relacionadas à arbitragem.

As novas regras foram propostas pela International Football Association Board (IFAB) antes do Mundial e foram criadas com a ideia de combater a perda de tempo, a popular cera e deixar as partidas mais dinâmicas. Também foram definidos ajustes no protocolo do VAR. O árbitro de vídeo poderá intervir mais vezes, ampliando sua atuação no jogo, e ficará mais “poderoso”. A maioria das normas discutidas e aprovadas foram utilizadas na última Copa do Mundo.

Todos os presidentes de clubes presentes no encontro concordaram com as mudanças. As alterações serão aplicadas em todas as divisões do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Feminino A1.

Entre as normas aprovadas está a chamada ‘Lei Vini Jr.’, que pune com cartão vermelho o jogador que tapar a boca em discussões com adversários.

A CBF argumenta que a prioridade, com as mudanças, é aumentar o tempo de bola rolando nas partidas, problema evidenciado em relatório que mostrou que, até a parada para a Copa do Mundo, o tempo médio de bola rolando no Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos. A meta da FIFA é de 60 minutos de bola rolando.

As principais mudanças:

- Cinco segundos no arremesso lateral

Contagem começa quando o jogador tem a bola em mãos. Se não cumprir, inverte o lateral.

- Contagem de cinco segundos no tiro de meta

Árbitro apita, conta cinco segundos. Se não houve a cobrança, dá escanteio.

- Dez segundos para deixar o campo na substituição

Jogador sai pelo ponto mais próximo. Se estourara, o substituto só entra na primeira paralisação após um minuto de reinício. O que gera atraso pode levar amarelo se houver excesso na demora.

- 1 minuto fora após atendimento

Jogador atendido no gramado permanece fora do campo po um minuto. O árbitro pergunta ao jogador se quer/precisa receber atendimento.

- Goleiro atendido? Sai jogador de linha

Protocolo em teste pelo IFAB que CBF, Premier League (Inglaterra) e LaLiga (Espanha) vão aderir. Se o goleiro pede atendimento, precisa designar um jogador de linha para ficar fora de campo por um minuto após o jogo ser reiniciado.

- Somente o capitão fala com o árbitro

Um único interlocutor por equipe deve falar ao longo de toda a partida. Se perceber que está em meio a uma rodinha, o árbitro ativa o protocolo fazendo o sinal de punho fechado, cruzando os braços acima da cabeça. Aí, os jogadores devem se afastar.

- Lei Vini Jr.

Cartão vermelho a quem cobrir a boca intencionalmente durante uma discussão com adversário.

VAR mais ‘poderoso’

A atuação do árbitro de vídeo foi ampliada. Antes, o VAR podia intervir em quatro tipos de lance: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Agora, o novo protocolo prevê mais correções:

- VAR: revisão do segundo amarelo

O segundo cartão amarelo será passível de revisão no VAR.

O que ficou para 2027

Por sugestão da CBF e aprovação dos clubes, uma regra ficou para 2027: a revisão de VAR para marcação de escanteio.