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terça-feira, 10 de dezembro de 2019


Entrevista com candidatos nas eleições do SAFESP
Canadinho diz que vai resgatar a credibilidade da entidade e que abrirá mão da verba de representatividade durante mandato
Canadinho em Itú durante pré-temporada dos árbitros

Na última sexta-feira (6), o Blog do Marçal enviou mensagem via whatsapp aos candidatos a presidência do SAFESP (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo) pedindo entrevista e enviou em anexo oito perguntas - cinco iguais para os três concorrentes e três individuais, pedindo também que os mesmos, caso concordassem, enviasse até a meia noite do dia anterior que sua entrevista fosse postada seguindo a ordem de inscrição nas chapas.

Esta terça-feira (10) foi escolhida como o dia de ser postada a primeira entrevista, que pela ordem será do candidato Renato Aparecido Fazanaro Canadinho.

Veja abaixo a entrevista na integra.

1. O que levou você a ser candidato e porque o associado deve optar por sua chapa?

Renato Canadinho: Decidi ser candidato porque acredito que na vida tudo é um ciclo. Fui árbitro, analista de campo, dirigente por alguns anos e acredito que chegou a vez de lutar pela categoria e por isso, resolvi formar uma chapa para resgatar a credibilidade da entidade, que perdeu sua identidade nos últimos anos vivendo hoje as moscas.

Somos os melhores em campo e seremos os melhores também enquanto entidade de classe. Creio que os associados devem optar por nossa chapa e pelas propostas apresentadas porque aqui é o coletivo, por termos transparência, ética e mostrarmos desde o início nossas intenções e objetivos, inclusive não buscando meios de burlar regulamentos, estatuto e sobretudo o regimento eleitoral.

O associado precisa ter a certeza da representatividade e isso só nós somos!

2. Quais os 5 primeiros atos mais importantes que implantará na sua futura administração se eleito for?

Renato Canadinho: PRIMEIRO ATO será uma auditoria independente das contas do sindicato, apresentar em assembleia e buscar eventuais responsáveis por esse caos financeiro da entidade. Por este motivo mantive Carlos Pianosqui como Diretor Financeiro, ele será um dos responsáveis em esclarecer eventuais dúvidas, porém reforço que as contas foram aprovadas em assembleia e pelos associados, além do Conselho Fiscal.

Faremos reforma estatutária readequando-o a nova legislação, inclusive com apenas uma reeleição. Isso inclui um único Regimento Eleitoral e Código de Ética, pois precisamos ter o que hoje a legislação federal permite.

Vamos buscar parceiros da iniciativa pública/privada e do desporto para criar trabalho aos nossos associados, gerando renda a eles e receita a nossa entidade para recuperação da saúde financeira. Vamos implantar uma gestão administrativa e moderna atendendo as leis de acesso a informação dando transparência dos documentos e atos da entidade. 

Diminuiremos despesas imediatas,  readequando os gastos para o atual momento da entidade e o mais importante, trazer o árbitro para sua "casa" com iniciativas sociais e fazê-lo ser ouvido.

O Safesp será a verdadeira "casa do árbitro".
Canadinho reunidos com árbitros da Associação que dirigia

3. Quais iniciativas concretas serão feitas em prol da categoria no que tange direitos adquiridos, principalmente junto às entidades do desporto?

Renato Canadinho: A Federação Paulista e CBF não devem ser a fonte de receita da entidade, devem ser parceiras. Precisamos de reajuste das taxas de arbitragem, reconhecimento da escola, direito e participação das publicidades de uniformes, direito de arena, participação ativa nas decisões em que envolvem nossos associados. Mas elas serão parceiras sim, é hipócrita quem falar que o Sindicato ou qualquer entidade não precise de um parceiro forte que lhe traga recursos para ser revertido para os associados o nosso bem maior.

4. Em prol da recuperação financeira da entidade, quais iniciativas imediatas serão tomadas? O presidente abre mão da verba de representatividade?

Renato Canadinho: Temos que fechar todas as "torneiras" e já de ante mão comunico que abro mão da minha verba de representatividade durante meu mandato e que não terei nenhum cargo junto as entidades do desporto.

Funcionários terão que se readequar com atual realidade economia da entidade e faremos cortes de contratos e convênios desnecessários.

Vamos conversar com os atuais clientes, rever valores e principalmente reajustar as taxas dos  árbitros, assistentes e representantes  no qual estão a mais de 5 anos sem qualquer tipo de reajuste.

5. Como pretende manter relação com a FPF (Federação Paulista de Futebol) e como pretende resolver a questão sobre o acordo de colaboração entre o sindicato e a federação?

Renato Canadinho: O acordo com a FPF é da atual gestão e não tenho conhecimento dele por completo, mas acordo bom é quando é cumprido e justo para ambas as partes. Quando firmado o ex-presidente Arthur Alves Junior trabalhava na FPF, eu sou o único que não terei vinculo com a federação quer seja PROFISSIONAL ou AMADOR e quando sentar para qualquer conversa será de entidade para entidade... olho no olho e sem interesses pessoais.

Acredito que devemos caminhar juntos, mas o árbitro prestador de serviços a FPF não é único em nossa entidade, todos terão voz. Se eleito formos teremos que conversar com todas as entidades. Não estaremos fechados as boas iniciativas e parcerias, mas aqui as decisões serão conjuntas e sempre visando o melhor para a CLASSE que é a maior interessada.

6. Dizem que sua chapa tem apoio e  indicações do ex presidente Arthur Alves Júnior e que seria uma espécie de continuação da atual gestão. O q há de verdade nestas informações?

Renato Canadinho: Vamos lá! Tenho um grande respeito pelo  Arthur Alves Júnior. Tenho nome e sobrenome, minhas células são diferente e não devo favor a ninguém, mas  é uma leviandade tal afirmação, ainda mais porque quem faz era frequentador das "festas" e alguns até da casa dele, mas não me compete entrar neste mérito, compete falar da minha chapa. Busquei amigos de ontem e do hoje, da minha confiança, não fiz o "clube do bolinha", sou atacado, pois, uns são simples e limitados, eu também sou.

Li recentemente uma nota de um advogado falando de sua carreira, mas o gostoso é a democracia, a discussão pelo bem comum, nossa chapa se completa. Apontam o Pianosqui, mas todas as chapas tem pessoas que são ou eram próximas ao Arthur Alves Junior,  porquê não falarem por exemplo do Benedito (Benê) e Tio Nei na Chapa 3 ou do Fabrício na Chapa 2. Isso é ataque covarde de campanha.
nossa chapa veio e surpreendeu a todos.

Não tenho compromisso com Arthur ou quem quer que seja, sou eu o responsável pelos meus atos e minha diretoria será pelas do Safesp.
Canadinho enquanto árbitro FPF/CBF

7. O que levou a integrar na sua chapa o tesoureiro das duas últimas gestões tão contestadas e cheia de denúncias?

Renato Canadinho: Reforço que tudo era assinado pelos dois, que o conselho fiscal aprovou as contas, bem como a Assembleia, portanto não tem nada que desabone o Pianosqui, inclusive ele foi arbitro assistente de notoriedade, delegado, membro de Comissão de Arbitragem e hoje é analista da FPF e CBF. Ele também é aposentado e tem uma vida ímpar na sociedade.

As denúncias não chegaram de forma oficial até onde sei e isso deveria ser perguntado ao Departamento Jurídico das duas gestões anteriores até porque falam que existe irregularidades, mas nunca chegou de forma oficial.


8. Se vencer a eleição se compromete a fazer auditoria externa nas duas últimas gestões e como reagirá se aparecer algo incriminatório contra seu tesoureiro?

Renato Canadinho: Já afirmei que farei auditoria e o que aparecer contra quem quer que seja será responsabilizado nas esferas competentes e responderá não a mim e sim a quem compete.

Caso sejamos eleito o cargo dele será eletivo, temos que respeitar também a todos, estão só mostrando o ruim, mas precisam mostrar o lado bom também.

Não fico em cima do muro e estatutariamente a decisão final e assinatura serão sempre minhas. JAMAIS IREI ASSINAR ALGO QUE NÃO ESTIVER TRANSPARENTE e com o propósito do nosso bem maior, o ASSOCIADO.

Livre. Deixe uma mensagem aos associados.

Renato Canadinho: Peço que venham votar! O Safesp é grande e merece assim ser tratado.
Conversem apenas com sua consciência, analise quem desde o início vem mostrando plano de governabilidade para todos e possível de fazer com números e dados e que mostrou coragem e Independência.

Contamos com todos!

Na próxima sexta-feira (13) será a vez do candidato Aurélio Sant'Anna responder as perguntas.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019


Eleição de chapa marcada

Oposição acusa FERJ de interferir na eleição do sindicato dos árbitros do Rio de Janeiro


Marcada inicialmente para ocorrer em dezembro de 2018 e após sucessivas intervenções da justiça, ocorre nesta quinta-feira (21) as eleições no Sindicato dos Árbitros Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (SAPERJ), pelo que tudo indica uma eleição de chapa marcada.

Em fevereiro deste ano, a justiça, através da magistrada Gabriela Canellas da 67ª Vara do Trabalho, decretou intervenção no sindicato para apurar possíveis irregularidades cometidas pelo sindicato, pela Comissão de Arbitragem da FERJ e especialmente pelo presidente do órgão, Jorge Fernando Rabello. A juíza determinou ainda que uma junta governativa formada por três advogados da Comissão da Justiça do Trabalho da OAB-RJ assumisse a direção da entidade até a realização das eleições.

Na época a FERJ se manifestou através de nota negando qualquer intervenção da entidade no sindicato (veja nota abaixo).

“A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro esclarece ser irreal qualquer relação ou atribuição a intervenção no sindicato dos árbitros por irregularidades cometidas pela FERJ, fato nunca ocorrido e em nenhum momento assim atribuído ou entendido tanto pelo Ministério Público do Trabalho ou pela Exma magistrada responsável pelo caso, conforme pode ser depreendido na ata da audiência.”

Mas não é o que a oposição denuncia e cobra imparcialidade da entidade. O presidente da FERJ, Rubens Lopes, recebeu no último dia 11, em seu gabinete na sede da entidade, os integrantes da Chapa 1 que apresentaram o plano de gestão amplamente explorado pelo candidato Wagner Santos como mostra foto abaixo.

Obs. Segundo apurado, o encontro foi intermediado por Felipe Michel, Vereador do Rio de Janeiro muito ligado ao presidente Rubens Lopes. O candidato da Chapa 1 é assessor politico do Vereador.


Porém, apesar de publicar no site que em princípio democrático, as portas da FERJ estariam abertas às demais chapas para apresentarem seus projetos, a federação dificultou o máximo o contato da Chapa 2 para agendamento da visita, como mostra print abaixo das seguidas ligações para secretária da presidência da entidade.


Não bastasse essa clara manifestação de parcialidade antidemocrática da entidade, outros membros da FERJ também se manifestaram coagindo sutilmente os árbitros para votarem na Chapa 1.

Segundo integrantes da chapa 2, Jorge Rabello, mesmo estando proibido de participar do processo, estaria mandando recados ameaçadores aos árbitros dizendo inclusive que a mensagem seria copiada ao presidente da FERJ, Rubens Lopes. Veja abaixo uma mensagem atribuída a Rabello enviadas aos árbitros.

“Senhores bom dia,

Só para que fique vem claro a todos

Que quanto as eleições do sindicato dos árbitros a ser realizada no dia 21 de novembro

Eu Jorge Rabello tenho um lado sim. Eu apoio a candidatura do Wagner de Almeida chapa amarela. Estou e sempre estarei junto aqueles que sempre estiveram ao meu lado.

Portanto sei o que fiz por cada um de vocês E peço a cada um uma consideração por nossos anos de amizade, vote na chapa amarela sim.

A Uma diferença abissal entre as duas chapas, quer seja, no histórico de cada um, quer seja nas proposta apresentadas.

Conheço cada um de voces e sei que nao irão se omitir nesse momento E só para deixar claro estou copiando essa mensagem ao presidente da federação.

Para ratificar o lado em que estou E eu só tenho um, Chapa amarela".

Outro que também teria se manifestado foi o secretario da COAF Robertinho  (Roberto Carlos Faustino da Silva) que teria ligado para alguns árbitros com direito a voto, que ele supostamente julga ser eleitor da Chapa 2, informando que teria visto o nome do eleitor em uma lista (que não existe) de possíveis apoiadores da chapa de oposição como forma de pressão para o eleitor não comparecer na votação temendo futuras represálias

A secretaria da Comissão de Arbitragem e funcionaria CLT da FERJ,  Rose (Rosinete Mauricio) também enviou recados via WhatsApp  aos árbitros (veja abaixo).


Para que os árbitros fiquem tranquilo e exerçam seu direito de votar conforme sua consciência, o atual presidente da Comissão de Arbitragem, José Carlos Santiago e seu vice, Sérgio Santos, de foma elogiável, se manifestaram mostrando total imparcialidade no pleito, isentando os árbitros de quaisquer represálias por conta da eleição e encorajando a todos para de forma democrática escolherem seus candidatos através do voto conforme suas preferencias e propostas apresentadas.



Nota do Blog

Em primeiro lugar quero deixar bem claro que não conheço nenhum dos candidatos a não ser por breves conversas eletrônica. Portanto não tenho lado e este post não é para fazer campanha. Também não tenho nada a favor e nem contra qualquer um dos dois  candidatos e tão pouco qualquer opinião pessoal sobre eles. A opinião do Blog é baseada em informações de bastidores e nas intervenções judiciais do conhecimento de todos tendo em vista que foram publicadas na grande mídia a nível nacional.

De um lado está Wagner de Almeida Santos, 49 anos, administrador, político, árbitro FERJ desde 2001 e como disse Rabello, seu fiel escudeiro todos esses anos.

Isso basta para mostrar que a vitória da Chapa 1, que ele encabeça, significa a continuação de tudo de ruim que vem passando o sindicato na ultima década que culminou com o sucateamento da entidade, com a intervenção judicial e o afastamento e a investigação dos membros da antiga diretoria pela Justiça por apropriação indébita e organização criminosa.

Entre as movimentações que levantaram suspeitas e viraram alvo de investigações está o uso de cartões de crédito corporativos para compras pessoais. Em uma fatura de dezembro de 2014 do cartão do do sindicato dos árbitros, o gasto chega a R$ 12,1 mil, pago de forma parcelada, em apenas três lojas. Uma de moda evangélica, outra de calçados e uma joalheria. Além de transações no exterior.

A vitória da Chapa 1 significara a continuidade deste grupo que tiraram os árbitros do Rio de Janeiro das manchetes de esporte e colocaram nas páginas policiais.

Do outro lado esta Leandro Oliveira dos Santos, Guarda Municipal e árbitro da FERJ nos últimos 14 anos de forma totalmente desconhecido, mas que de forma corajosa se apresentou de peito aberto para enfrentar o sistema e tentar mudar o cenário atual.

Os árbitros do Rio de Janeiro com direito a voto têm nesta quinta-feira a oportunidade de mudar esta situação, de mostrar que não são marionetes nas mãos de inescrupulosos dirigentes que os usam como bucha de canhão e massa de manobra para conseguirem seus objetivos. Hora de mostrar que não são bois cercados em currais e de arrebentarem a cerca que os circundam. Hora de mostrarem que coronelismo e voto de cabresto não será mais aceito e de que tem opinião e direito de escolherem a melhor opção assim como suas consciências mandarem!

Espero que o associado não aceite pressão, pois o voto será secreto, o que garante sua escolha conforme sua real preferencia e seja ele na Chapa 1 ou na chapa 2, que seja realmente livre de pressão, de forma consciente, com convicção e que o resultado das urnas seja respeitado seja ele qual for!

terça-feira, 19 de novembro de 2019


Sob investigação!
Presidente do Sindicato dos árbitros do RS é denunciado no MP por má gestão e irregularidades na última eleição
       
   Crédito: Safergs
Zuge assumiu em fevereiro de 2018 no lugar de Rogério Camillo que renunciou após ter substituído Carlos Castro, que também renunciou, em setembro de 2017

Em outubro deste ano, o Safergs – Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado do Rio Grande do Sul -, realizou eleições para renovar sua diretoria. O pleito ocorreu com chapa única renovando o mandato do atual presidente Maicon Soes Zuge até dezembro de 2022.

Se a votação foi tranquila na sede e nas subsedes, o mesmo não se pode dizer da campanha e do pós campanha. O Blog do Marçal recebeu diversas denúncias que vão desde a suposta venda de computador usado de propriedade do presidente ao sindicato, onde foi usado nota fiscal de uma loja de calcinhas para validar a aquisição, como  diversas outras possíveis irregularidades que publicarei abaixo com toda documentação comprobatórias enviadas ao Blog.

Denuncias

Eleição
1) A Junta Eleitoral foi composta e presidida por associado que acumula a função de assessor jurídico remunerado, portanto, subordinado do candidato à presidência, em desacordo com os Art. 59 e 68 do estatuto da entidade,

2) Permanência do associado Volnei Fagundes na sala de votação e apuração, sem designação para isto, em desacordo com o Art. 91 parágrafo 2º do estatuto;

3) Transporte de urnas por membros da chapa ¨Rumo Certo¨, das subsedes até Porto Alegre, em desacordo com o Art. 92 do estatuto;

4) Transporte de uma urna vinda do interior, da portaria até a sede do SAFERGS, pelo candidato Fabiano Silva, em desacordo com o Art. 88 parágrafo 4º do estatuto;

5) Não identificação dos eleitores, em desacordo com os Art. 85 e 87 do estatuto;

6) Registro irregular da chapa ¨Rumo Certo¨, devido o candidato à 1º tesoureiro não atender aos requisitos, mesmo o presidente da junta eleitoral tendo conhecimento do fato, em desacordo com o Art. 56 parágrafo 3º do estatuto, configurando, portanto, vício conforme Art. 92 e em desacordo com o Art. 65 do estatuto.

Acompanhe abaixo as denuncias na integra.

Ola,
Acompanhando o SAFERGS como associado desde os anos 1970, quando ainda se chamava AGA, tenho visto algumas irregularidades, mas nos últimos 6 anos as coisas saíram do controle, havendo inclusive caso de policia, que motivou o afastamento do antigo presidente, Carlos Castro. Seu substituto renunciou ao cargo, Rogério Camilo e o atual presidente, Maicon Zuge continuou com irregularidades, tendo respaldo do conselho fiscal que nada vê. Trago documentos que comprovam ato irregular, a venda de computador usado de propriedade do presidente Zuge para o SAFERGS, com valores de um equipamento novo de maior capacidade e comprovado com NFE de uma confecção de calcinhas.

O Zuge foi eleito sexta feira para mais 3 anos de mandato, tendo suas contas aprovadas pelo atual conselho fiscal, composto por associados que compõe a chapa eleita, caracterizando uma total falta de ética.

Sei que um dos secretários do SAFERGS se opõe e denuncia tais irregularidades, mas sofre ameaças de ser expulso pelos infratores.

Grato,
Apito Honesto




Computador
Segundo as denúncias, o Safergs teria adquirido em junho de 2018, um computador usado, que inclusive teria passado por manutenção, supostamente de propriedade de Maicon Zuge. Para validar a transação, foi emitido Nota Fiscal no valor de R$ 1.998,00 em nome de uma loja de calcinhas, a Microempresa Rosimeri Goncalves Ferreira, com nome fantasia de ‘Dois Leões Confecções’ que atua na área de confecção de vestuário sob medida e de roupas íntimas (calcinhas).

Segundo as denúncias, o elo de ligação entre Maicon Zuge, Safergs e a Dois Leões Confecções (loja de calcinhas) seria o contador Claudionir Castro Fruhauf que supostamente presta serviços para as três partes.

Maicon Zuge reside em Pelotas, interior gaúcho, onde é proprietário da academia Aquafit, mesmo cidade da Loja de calcinhas e onde reside o contador.

Um dia após a transação do computador, o Safergs teria feito deposito na conta do presidente no valor da NF conforme documentos abaixo. 

Segundo informações, a transação foi discutida e vetada pelos associados em assembleia onde ficou decidido o ressarcimento do valor aos cofres do sindicato por parte do presidente para não haver maiores consequências. O que de fato teria ocorrido com a venda transformada em doação.

NF emitida pela loja de calcinhas supostamente validando a venda do computador

Deposito supostamente da conta do Safergs na conta do presidente Zuge no mesmo valor da transação do PC

O que ele disse

O Blog do Marçal entrou em contato com Maicon Zuge. O presidente do Safergs não foi contundente, mas disse que as denuncias não passam de recalque e dor de cotovelo da oposição que ele chama de viúvas do Castrinho (ex-presidente que renunciou ao cargo em 2017 após varias denuncias). Disse também que a entidade tem um conselho de ética atuante e em relação ao computador disse que não foi só o equipamento adquirido pelo sindicato, mas também um sistema de gestão no qual tem o cadastro de todos associados que foram doados ao Safergs.

Sobre as denúncias da eleição disse que o estatuto é bem claro e que era assunto da comissão eleitoral e que ele não se envolveu em nada. Por fim disse que teve mais de 90 % de aceitação e indagou porque fraudaria as urnas.

As denúncias aqui publicadas e outras foram encaminhadas ao Ministério Publico e estão sendo investigadas sob segredo de justiça.

terça-feira, 12 de novembro de 2019


CBF é multada por retardar decisão judicial em ação de patrocínio nas camisas dos árbitros


O ex-árbitro Marçal Mendes há anos tem sido uma pedra no sapato da CBF – Confederação Brasileira de Futebol -, pois praticamente sozinho, sem dinheiro, sem qualquer tipo de apoio dos árbitros e dos representantes da classe, vem acionando a entidade em diversas causas, uma delas no valor de 20 milhões de reais em favor da categoria dos homens de preto. Para acompanhar e dar ritmo ao andamento dos processos, ele anda cerca de uma hora de ônibus, pega a linha 363, desce Av. Presidente Vargas e anda cerca de 20 minutos a pé até o Bairro do Castelo, onde fica o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro.

O ex-árbitro falou da ação e das dificuldades que vem encontrando.

“Eu fiz essa denúncia ao Ministério Público do Trabalho em agosto de 2015 usando meu notbook com internet popular de 1 mega. O inquérito prosseguiu por dois anos e em setembro de 2017 o MPT entrou na justiça com a ação. De lá pra cá tem tido ai as decisões favoráveis aos árbitros. A CBF vem retardando e execução da sentença ao máximo com seu grande poder econômico e seu competente corpo jurídico, mas uma hora vai ter que dividir o bolo com a classe".

Marçal Mendes afirmou que com o não pagamento do direito de imagem, a CBF tira a comida não só dos árbitros, mas também de de seus familiares.

“O que a CBF faz a cada não pagamento e não reconhecimento no direito de imagem, como todo processo na justiça do trabalho tem caráter alimentar e caráter social, o efeito que a CBF da pela sua negativa do nosso direito, eles tiram um prato de comida não só do árbitro, mas também de todos seus familiares. Isso é muito sério, a CBF maltrata os árbitros” – encerrou Marçal Mendes.


Entenda
Em 2017, após tentativa de acordo malsucedido, o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT), provocado pelo ex-árbitro Marçal Mendes, impetrou Ação Civil Pública (Processo: 0101111-32.2017.5.01.0049) contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Na ação, o MPT informou não haver participação dos árbitros de futebol e auxiliares na negociação, nem pagamento a eles de qualquer valor em relação ao patrocínio do uniforme, de uso obrigatório para a participação nas competições patrocinadas pela CBF e requereu que entidade deixasse de negociar contratos de patrocínio nos uniformes dos árbitros e assistentes nas partidas de campeonatos por ela organizados, sob pena de multa de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais) por contrato firmado em descumprimento à obrigação.

Requereu ainda o órgão que a ré fosse impedida de negociar contratos de patrocínio para os uniformes dos árbitros sem autorização destes por intermédio de sua entidade representativa, em negociação coletiva, sob pena de multa de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) por contrato firmado. Pediu ainda que fosse condenada a ré a distribuir aos árbitros e auxiliares, de maneira negociada com a entidade de árbitros, remuneração referente a percentual não inferior a 80% (oitenta por cento) dos valores recebidos em relação a patrocínio das camisas dos árbitros, conforme arbitramento realizado pelo Juízo, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por trabalhador irregular.


Marçal Mendes durante audiência no MPT - Crédito: Marçal

Somente em 11 de outubro de 2017, após peticionar em uma audiência da ação com a Juíza Raquel de Oliveira Maciel, a ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol - passou a fazer parte do processo como amicus curiae*. Nesta mesma data, o SINTRACE-RJ, Sindicato dos Trabalhadores e Colaboradores da Arbitragem Esportiva do Rio de Janeiro, presidido por Marçal Mendes, passou a fazer parte do processo na mesma condição.

*amicus curiae: termo de origem latina que significa "amigo da corte". Diz respeito a uma pessoa, entidade ou órgão com profundo interesse em uma questão jurídica levada à discussão junto ao Poder Judiciário.

Desde então a ação vem tramitando nos tribunais de justiça. Em um dos vários recursos apresentados a justiça, a CBF tentou desqualificar a ANAF por esta não ter apresentado autorização dos associados para mover a ação e o Sintrace por este não possuir, a época, registro sindical. A justiça negou o pedido esclarecendo que não foi as entidades que propuseram a ação e sim o MPT e que elas fazem parte como colaboradoras da Justiça.

Em 11 de junho de 2018 foi realizado audiência conciliatória na 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro comandada pelo Juiz Manif Saliba Achoche com as presenças da Procuradora do MPT Valdenice Amália Furtado, Mauricio Rodrigues Amparo (representando CBF), Marçal Rodrigues Mendes (Sintrace) e Marco Antonio Martins (ANAF). Não houve acordo entre as partes.

No dia 27 de agosto daquele ano saiu a decisão da justiça condenando a CBF a:

a) imediatamente se abster de negociar Contratos de patrocínio para os uniformes dos árbitros e assistentes sem sua autorização e participação de sua entidade representativa de âmbito nacional.

b) uma distribuição para árbitros e auxiliares nos jogos a partir de 1º de janeiro de 2019 - em relação a percentual não inferior a 50% (cinquenta por cento) dos valores recebidos em relação ao patrocínio de camisas de árbitros.

c) a distribuição, quanto aos jogos e campeonatos realizados antes do ano de 2018 percentual de exatos 50% do valor final dos contratos firmados pela Ré com os patrocinadores 

d) pagar R $ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) pelo título de indenização por danos morais coletivos, nos termos da fundamentação.


Após a sentença só restou a CBF recorrer para tentar diminuir os valores e retardar a execução da pena. Em novembro de 2018 impetrou embargo de declaração que foi negado pela justiça, mas não se deu por satisfeita e em dezembro apresentou novo  recurso, desta vez ao TRT que em sua decisão final fez algumas mudanças como baixar de 50% para 10% da verba a ser destinada aos árbitros dos valores finais de cada contrato firmado pela CBF com patrocinadores.

A CBF voltou a recorrer da decisão, mas em outubro deste ano teve pedido negado e foi multada pelo TRT em 1% sobre o valor da causa por se tratar de medida meramente procrastinatória** e foi condenada as custas do processo em cerca de 22 mil reais.

Clique aqui e leia decisão na integra.

**Segundo o Dicionário informal, medida procrastinatória: Método de atrapalhar, barrar, prorrogar, impedir. O réu fora advertido que seu recurso é procrastinatório, de modo a retardar decisão judicial.

Voltamos a consultar Marçal Mendes que falou sobre os recursos ainda possíveis e disse acreditar que até final do próximo ano sairá uma decisão final.

"Foram condenados em primeira e segunda instancia. Cabe agora recurso ao TST - Tribunal Superior do Trabalho -, instancia final do processo. Depois será considerado transitado em julgado com execução dos valores julgados" - disse Marçal Mendes.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019


Eleições Safesp 
Atual presidente desiste da reeleição e abre espaço para novas chapas e candidatura de consenso

Sérgio Corrêa dando posse a Arthur Alves Junior em abril de 2011

Após decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), as eleições do SAFESP – Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo - finalmente serão marcadas e o associado poderá escolher o próximo presidente e sua diretoria para que trabalhem nas dependências do "Edifício José de Assis Aragão" para benefícios de uma categoria e não os de seus interesses pessoais, como ocorre neste e na maioria dos sindicatos dos árbitros do país.

Uma nova Comissão Eleitoral será escolhida pelo vice-presidente Leonardo Schiavo Pedalini, que está respondendo pelo expediente da entidade, uma vez que o presidente Arthur Alves Junior, encontra se licenciado e trabalhando no Estado da Paraíba.

Com a decisão da juíza de fazer cumprir o regimento eleitoral de 2004, ambas chapas deverão desistir das eleições ou os candidatos de suas carreiras. O Art. 5º, letra C do Regimento Eleitoral de 30 de novembro de 2004, proíbe para os cargos de presidente e vice, que os candidatos estejam em atividade no futebol profissional o que dá margem a interpretação de que quem estiver ligado a Federação Paulista ou CBF está no futebol profissional e portanto são inelegíveis.
Regimento Eleitoral de 2004 proíbe candidaturas para presidente e vice de quem atuar no futebol profissional

Nota do Blog: Arthur Alves Junior, candidato a presidência na Chapa 2, já comunicou a desistência de concorrer ao 3º mandato para se dedicar integralmente ao projeto que vem implantando na Federação Paraibana de Futebol.
Rita Spironelli será membro da nova Comissão Eleitoral - Crédito: facebook

Pela chapa 1 Aurélio Sant'Anna é árbitro atuante, inscrito no quadro da FPF e momentaneamente, a pedido, vem trabalhando em categorias amadoras e certamente pedirá retorno ao profissional após as eleições, inclusive já fez este pedido à justiça que foi negado levando um 'pito' da magistrada para aceitar as regras do pleito. Mesma condição que sua vice Regildenia Moura, que deixou recentemente os gramados, mas virou instrutora de arbitragem da Conmebol para atuar no futebol profissional feminino.

Pela Chapa 2, que agora não existe mais, Arthur é inspetor da CBF onde trabalha no futebol profissional e também como dirigente de comissão de arbitragem e seu vice, Carlos Pianosqui, também atua como analista de arbitragem da CBF.

Vamos ver se vão respeitar o regimento eleitoral ou se teremos novas demandas na justiça!

Outras opções

Surge como opção uma terceira chapa que estaria sendo articulada por Benedito Martinho, mais conhecido como Benê (que atualmente é membro da chapa 2). A chapa supostamente seria composta por José de Assis Aragão, ex-presidente do Safesp, Abel Barroso Sobrinho e outros da "Velha Guarda" da arbitragem paulista como Silvio Roma. Porém esses também possuem vínculo com o futebol profissional, inclusive atuando como delegados da Presidência em jogos da FPF e CBF.

É hora de realmente ver de todos os possíveis candidatos quem vai abrir mão de suas carreiras pela causa, pela entidade e pela classe.

Nos bastidores, comenta se que o atual vice, pediu participação ou sugestões ao principal articulador da chapa 1, Daniel Destro, para montar a nova Comissão Eleitoral, que recusou o convite e teria sugerido outros nomes da oposição que também recusaram.

Comenta-se também nos bastidores que Rita de Cássia Spironelli, Daniel Luis Marques e Manoel Gil Gomes teriam aceito fazer parte da nova comissão eleitoral que deve ser anunciada ainda hoje pelo Safesp.

Com este cenário de que o candidato a presidente e vice não podem possuir vínculo com futebol profissional, que não possam estar licenciados ou inscritos na entidade do desporto para nenhuma função, desponta um possível candidato de consenso, o atual vice Leonardo Schiavo Pedalini.
Leonardo Pedalini pode surgir como nome de consenso

Mas sobre esta possibilidade, falaremos depois caso se confirme.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019


Trocando seis por meia dúzia
CBF troca três FIFAs para 2020. Dewson Freitas, Ricardo Marques Ribeiro e Wagner Reway deixam o quadro e serão substituídos por Bruno Arleu, Flávio Rodrigues de Souza e Rafael Traci

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na última segunda-feira (30), a lista dos indicados para integrarem o quadro de árbitros FIFA em 2020. Três mudanças foram realizadas no quadro masculino, Dewson Freitas (PA), Ricardo Marques Ribeiro (MG) e Wagner Reway (MT) perderam o escudo e em seus lugares foram promovidos Bruno Arleu (RJ), Flávio Rodrigues de Souza (SP) e Rafael Traci (SC).

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, comentou as alterações.

“A lista premia árbitros e assistentes por seus rendimentos técnicos nas últimas temporadas a partir de análises qualitativas das performances nas competições organizadas pela CBF” – explicou Gaciba.

Opinião do Blog
Como disse Leonardo Gaciba tempos atrás, a arbitragem brasileira não tem mais que seis ou sete árbitros com qualidades para apitar qualquer jogo e os que saíram e os que estão entrando certamente não fazem parte deste seleto grupo. Eu na verdade acho que Gaciba foi bem otimista, pois na minha opinião não temos nem a metade do que ele disse. É bem provável que os promovidos e rebaixados sejam do grupo dos 'cabeçudos', como também disse o chefe dos árbitros da CBF, se referindo aos seus comandados que não seguem orientações.

Promovidos
 Bruno Arleu/RJ (36 anos), Rafael Traci/SC (38 anos) e Flávio Souza/SP (39 anos) 

Entre os promovidos, o paulista Flávio Rodrigues de Souza é a principal aposta desta comissão, mas eu não apostaria tanto assim nele. Na verdade Flavio Souza já é um veterano do apito, vai completar sua 17ª temporada como árbitro em 2020 sem grande destaque, teve uma melhora de rendimento nos últimos dois anos devido a repetição nas escalas que fez com que adquirisse confiança e vem, principalmente nesta temporada, tendo boas atuações, mas já atingiu seu limite e certamente será mais um que passará pelo quadro internacional sem empolgar ou até mesmo atuar em grandes competições a nível internacional. Duvido muito que isso aconteça, mas por ser um menino de ouro, adoraria e ficaria muito feliz se ele me desmentisse.

A entrada de Rafael Traci talvez se justifique mais pelos que saíram, pois já era hora de fazem mudanças, mas o paranaense que agora atua por Santa Catarina não tem regularidade alternando boas partidas, principalmente quando não é exigido, com outras conturbadas quando se exige presença e poder de decisão rápida do árbitro do jogo. Tem a confiança da comissão, mas não tem todas essas qualidades dentro das quatro linhas. Pode evoluir? Pode, mas pela idade já atingiu seu máximo e a tendência é cair. Outro que não deixara saudades quando deixar a FIFA.

O carioca Bruno Arleu, 36 anos, sem dúvidas é o paraquedas da lista, aquele que entra no quadro para equilibrar os escudos dos estados. Seria um chororô, termo bem apropriado para os cariocas, se o estado do Rio de Janeiro, que fica na rabeira de São Paulo mais uma vez, perdesse em números de escudos para estados sem força no futebol como Santa Catarina.  Sem currículo, sem técnica, sem sal e sem alma, Arleu é o mais novo dos promovidos e certamente sem nada a perder pode ser o que mais aproveite a oportunidade e consiga evoluir fazendo jus ao escudo inesperado que literalmente caiu no colo.

Rebaixados
Ricardo Marques/MG (40), Dewson Freitas/PA (38) e Wagner Reway/PB (38)

Dos que deixam o quadro, apenas o mineiro Ricardo Marques foi surpresa, pois apesar de nunca ter sido apontado como melhor do país e nem apitar as grandes decisões, sempre atuava em grandes jogos alternando algumas boas atuações com outras tantas polêmicas. Já Dewson Freitas nunca conseguiu se firmar definitivamente, perdeu espaço com o tempo, cometeu erros inadmissíveis para um árbitro FIFA como o pênalti marcado fora da área para o Cruzeiro na partida contra o Palmeiras no ano passado e sua substituição já era esperada. Agora unanimidade era a esperada saída de Wagner Reway, talvez o árbitro que mais recebeu criticas durante sua permanência no quado internacional. Foram quatro anos com o escudo FIFA sem ser respeitado. Apesar de ser bom moço, Reway conseguiu ser rejeitado no quadro do Rio de Janeiro  e de outros estados indo parar na Paraíba onde a arbitragem tem tido ultimamente mais destaque nas paginas policiais que na esportiva e onde qualquer um que apareça vestido de preto apita uma partida profissional.

Resumo
A análise das trocas e o pessimismo do post comprova justamente o que disse Leonardo Gaciba, pois com raríssimas exceções, não temos árbitros de boas qualidades no país. Eu queria estar escrevendo ao contrário, elogiando os que saíram por relevantes serviços prestados com o escudo mais desejado do mundo e parabenizando os promovidos por estarem subindo degraus na carreira de forma justa e merecida, mas infelizmente seria utopia de minha parte, pois não temos motivos nem para parabenizar quem sai e nem para esperar algo melhor dos que estão entrando.

Mas se não temos uma boa safra a culpa é de quem? Dos árbitros? Não, mas sim de quem forma, de quem treina e principalmente de quem escala. O modelo atual está falido há pelo menos uma década e se não mudar a maneira de cooptar e formar os árbitros, quem quer que seja que sente naquela cadeira na CBF não vai conseguir mudar o que temos hoje e será refém de mais uma geração perdida.

Gaciba diz à pessoas próximas a ele que tem que escalar árbitros que na opinião dele são jurássicos (ultrapassados) como Heber Lopes, Leandro Vuaden e Marcelo Henrique para tocar o campeonato porque não tem opções. Sou obrigado a concordar com o gaúcho de Pelotas, pois ou ele escala esses profissionais em fim de carreira por segurança ou joga sua sorte nas mãos de meninos sem talentos a não ser em outras profissões como um deles que faz sucesso na internet com videos eróticos se masturbando. Mas se é escalado é porque tem quem goste de seus atributos, pois a técnica não difere dos demais não justificando a aposta no quesito apito.

Antigamente a arbitragem era dirigida por apenas uma pessoa e sua secretaria. Os erros existiam sim e muito, mas não mudou muito desde então. Hoje a comissão de arbitragem da CBF virou cabide de emprego, de apadrinhados bem remunerados que geram anos após anos resultados pífios para a arbitragem brasileira levando o investimento em consideração. Agora as partidas são apitadas e decididas pelo VAR que vem ocupando cada vez mais o espaço de árbitros omissos, sem personalidade e sem poder de decisão.

Crédito: Sérgio Lima / Folhapress
Amando Marques comandou sozinho a arbitragem brasileira de 1997 a 2005

Renovação
Claramente, até mesmo por falta de opções, não foi priorizado renovação no quadro internacional para a próxima temporada. Deixaram o quadro um árbitro de 40 anos (Ricardo Marques) e dois de 38 (Dewson e Reway) e entraram um de 39 (Flávio Souza, um com 38 (Traci) e um de 36 (Arleu). Diminuíram três anos na média de idade, mas a qualidade continua a mesma, ou seja, um quadro internacional com um talento, um meia boca, dois ou três coadjuvantes e o resto levantadores de placa de substituição.

Minha analise não é pessoal e baseada em cima do profissional dentro de campo. Conheço pessoalmente alguns deles e outros por contatos telefônicos e sei que são pessoas que batalharam muito pelo espaço, que não mediram esforços para responder as expectativas dentro das quatro linhas e se não foram os melhores, com certeza cada um deu o melhor que podia dar.

Abaixo lista de árbitros FIFA 2020

Árbitros
Anderson Daronco – RS
Bráulio da Silva Machado – SC
Bruno Arleu de Araujo – RJ
Flavio Rodrigues de Souza – SP
Luiz Flavio de Oliveira – SP
Rafael Traci – SC
Raphael Claus – SP
Rodolpho Toski Marques – PR
Wagner do Nascimento Magalhaes – RJ
Wilton Pereira Sampaio – GO

Assistentes
Alessandro Alvaro Rocha Matos – BA
Bruno Boschilia – PR
Bruno Raphael Pires – GO
Danilo Ricardo Simon Manis – SP
Fabricio Vilarinho da Silva – GO
Guilherme Dias Camilo – MG
Kleber Lúcio Gil – SC
Marcelo Carvalho Van Gasse – SP
Rafael da Silva Alves – RS
Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ

Árbitras
Deborah Cecilia Cruz Correia – PE
Edina Alves Batista – SP
Rejane Caetano da Silva – RJ
Thayslane de Melo Costa – SE

Assistentes
Fabrini Bevilaqua Costa – SP
Fernanda Nandrea Gomes Antunes – MG
Leila Naiara Moreira da Cruz – DF
Neuza Ines Back – SP