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quinta-feira, 28 de maio de 2026

FERJ convoca reunião com árbitros por MEI obrigatório e igualdade nas taxas

Como noticiado aqui neste Blog, o Sintrace - Sindicato dos Trabalhadores e Colaboradores da Arbitragem Esportiva do Estado do Rio de Janeiro - está acionando a FERJ - Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro –, buscando equiparar as taxas dos árbitros que atuem na mesma divisão e fase da Série A do campeonato carioca. A ação civil pública que pede indenização de 300 mil reais, tramita na 37ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, com audiência marcada para o dia 29 de junho (leia).

Segundo informações, a FERJ estaria bastante incomodada com esta ação jurídica e outras tantas que vem respondendo e busca uma forma de se adequar a atualidade. Por conta disso esta solicitando nota fiscal dos árbitros para o pagamento das taxas dos jogos por eles arbitrados. A determinação incomodou os árbitros que, em off, tem denunciado a manobra que seria para comprovar o pagamento dos serviços prestados pelos profissionais a entidade, mas alguns desconfiam que o motivo principal seria, em caso de necessidade, comprovar a inexistência de qualquer vínculo empregatício entre ambas as partes ou até mesmo uma forma de não pagar encargos trabalhistas como na época da cooperativa e o resultado foi o pior possivel.

Segundo ainda as informações, os árbitros que não tem como apresentar a nota fiscal, a entidade estariam sendo pressionados para aderirem ao sistema MEI para que possam cumprir a exigência.

Entenda

Instituído em 2008, pela Lei Complementar nº 128, o MEI quer dizer Microempreendedor Individual que classifica como microempreendedora a pessoa jurídica que fatura até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais) por ano na condição de pessoa que trabalha sozinho e/ou por conta própria (autônomo) ou que é contratada de outra empresa e recebe até um salário mínimo ou o valor mínimo dentro de sua categoria.

É legal e compreensível a FERJ pedir a comprovação dos seus árbitros, porém nem todos os profissionais que prestam serviços a entidade na arbitragem pode emitir nota fiscal. Um desses profissionais são os militares, pois o estatuto dos servidores públicos diz que policiais militares da ativa não podem comerciar, gerenciar ou ser sócios administradores de empresas.

Ocorre que segundo a informação de uma pessoa dentro da FERJ e checada com um árbitro que pediu para não ter seu nome divulgado por medo de represálias na arbitragem e também onde trabalha, a federação, através de sua comissão de arbitragem, estaria obrigando todos os árbitros que não tem como apresentar a nota fiscal a aderir ao MEI com supostas ameaças de exclusão do quadro ou de ficarem fora das escalas até que atendam a solicitação.

A fonte relata que a entidade estaria exigindo a apresentação da NF antes das partidas e de receberem os valores e que árbitros, até mesmo com escudo internacional, já teriam sido retirados das escalas na véspera e até mesmo no dia da partida por não concordarem ou não terem apresentado a determinação. 

Para tratar do assunto, reforçar sua posição e cobrar os contrários a determinação, a entidade, por ordem expressa de seu presidente Rubens Lopes, convocou reunião para o inicio da noite da última terça-feira (26), mas transferida para esta quinta-feira (28), na sede da entidade no Rio de Janeiro.

Atualizado 28/05/2026 às 18:30: A reunião foi adiada novamente por tempo indeterminado.

Jorge Rabello: "O resto é 'estória' dos 'asininos' de sempre" - Crédito: Divulgação

O Blog entrou em contato com Jorge Rabello, presidente da comissão de arbitragem da FERJ. Como resposta, Rabello sugeriu uma pesquisa insinuando que os árbitros do quadro CBF e das demais federações do país seriam todos eles participantes do sistema MEI. Rabello ainda usou uma narrativa ficcional ou imaginária para encerrar a mensagem.

“O resto é “estória” dos “asininos” (asnos) de sempre” – disse o dirigente.

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