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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Árbitros da Espanha vão receber bônus milionário por entrevistas após jogos

Acordo prevê distribuição de 500 mil euros, cerca de R$ 3 milhões, entre os profissionais da arbitragem

Árbitros da Espanha vão falar após jogos e receber bônus milionário - Foto: Juan Manuel/Getty Images

Os árbitros que atuam no campeonato espanhol passarão a dar entrevistas depois das partidas a partir deste final de semana. A novidade começa na 11ª rodada de LaLiga e faz parte de um acordo entre a liga espanhola, a federação espanhola de futebol e o sindicato dos árbitros (AESAF).

A iniciativa busca ampliar a transparência da arbitragem e melhorar as transmissões de televisão. O acesso, no entanto, terá limites: cada emissora com direitos da competição, DAZN e Movistar+, poderá entrevistar um árbitro por rodada após o fim das partidas.

Vale frisar que entrevistas antes dos jogos já acontecem desde o início da temporada, tanto na primeira quanto na segunda divisão. Agora, os profissionais também passarão a falar depois das partidas.

Por conta da participação dos árbitros nas ações de comunicação, a categoria recebera um bônus de 500 mil euros - cerca de R$ 3 milhões de reais pela cotação de outubro - que será dividido entre os profissionais da arbitragem.

O acordo estabelece que essas iniciativas devem contribuir para valorizar o produto audiovisual do futebol espanhol e, ao mesmo tempo, proteger a imagem da arbitragem. A remuneração também prevê outras ações de participação dos profissionais nas transmissões.

Enquanto isso, no Brasil...

Enquanto árbitros de outros países são reconhecidos, valorizados e bem representados pelas entidades sindicais, aqui no Brasil, milhões de reais são pagos anualmente a CBF e as Federações por patrocínios nas camisas usadas pelos árbitros, nos campeonatos estaduais e no nacional, sem que os mesmos recebam um centavo sequer por ser usados como outdoor, com a anuência da ANAF e ABRAFUT, entidades que se dizem representantes dos árbitros, mas que são subservientes aos interesses da CBF e das Federações.

Salmo Valentim (esquerda), Presidente da ANAF/ABRAFUT, ao lado do Presidente da CBF Samir Xaud

O resultado não poderia ser outro com 99,9% dos sindicatos e associações sindicais irregulares por diversas situações como eleição, prestação de contas, sucateadas, abandonadas, falidas moralmente e financeiramente, sem quadro associativo, mas com dirigentes ligados de uma forma ou de outra usufruindo de mordomias ou remuneração por serviços prestados as entidades diretiva do futebol brasileiro.

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