Árbitros da Espanha vão receber bônus milionário por entrevistas após jogos
Acordo prevê
distribuição de 500 mil euros, cerca de R$ 3 milhões, entre os profissionais da
arbitragem
Os árbitros que atuam no campeonato espanhol passarão a dar
entrevistas depois das partidas a partir deste final de semana. A novidade
começa na 11ª rodada de LaLiga e faz parte de um acordo entre a liga espanhola,
a federação espanhola de futebol e o sindicato dos árbitros (AESAF).
A iniciativa busca ampliar a transparência da arbitragem e
melhorar as transmissões de televisão. O acesso, no entanto, terá limites: cada
emissora com direitos da competição, DAZN e Movistar+, poderá entrevistar um
árbitro por rodada após o fim das partidas.
Vale frisar que entrevistas antes dos jogos já acontecem
desde o início da temporada, tanto na primeira quanto na segunda divisão.
Agora, os profissionais também passarão a falar depois das partidas.
Por conta da participação dos árbitros nas ações de
comunicação, a categoria recebera um bônus de 500 mil euros - cerca de R$ 3
milhões de reais pela cotação de outubro - que será dividido entre os
profissionais da arbitragem.
O acordo estabelece que essas iniciativas devem contribuir
para valorizar o produto audiovisual do futebol espanhol e, ao mesmo tempo,
proteger a imagem da arbitragem. A remuneração também prevê outras ações de
participação dos profissionais nas transmissões.
Enquanto isso, no Brasil...
Enquanto árbitros de outros países são reconhecidos, valorizados e bem representados pelas entidades sindicais, aqui no Brasil, milhões de reais são pagos anualmente a CBF e as Federações por patrocínios nas camisas usadas pelos árbitros, nos campeonatos estaduais e no nacional, sem que os mesmos recebam um centavo sequer por ser usados como outdoor, com a anuência da ANAF e ABRAFUT, entidades que se dizem representantes dos árbitros, mas que são subservientes aos interesses da CBF e das Federações.
O resultado não poderia ser outro com 99,9% dos sindicatos e associações sindicais irregulares por diversas situações como eleição, prestação de contas, sucateadas, abandonadas, falidas moralmente e financeiramente, sem quadro associativo, mas com dirigentes ligados de uma forma ou de outra usufruindo de mordomias ou remuneração por serviços prestados as entidades diretiva do futebol brasileiro.


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