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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Assembleia de trabalho da ANAF em BH

Muitas discussões e poucas definições

Foto: Julio Cancellier - ANAF

No ultimo final de semana, dias 11 e 12, os dirigentes da arbitragem Brasileira estiveram reunidos no Hotel Ímpar - com excelente infraestrutura e acomodações - em Belo Horizonte-MG para discutirem os assuntos da categoria na 38ª reunião de trabalho da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF). A cerimônia de abertura foi realizada na noite da sexta-feira (11) no salão de eventos do hotel com a mesa sendo composta pelas seguintes autoridades: Vereador de BH Juliano Lopes Lobato, ex-árbitro e comentarista da Rede Globo Márcio Rezende Freitas, Presidente da Comissão de arbitragem de Minas Gerais Giulliano Bozzano além do Presidente da ANAF Marco Antônio Martins e do Presidente do Sindicato de Minas Gerais (SAMG) Ronaldo André Bento. Após a cerimônia todos participaram do churrasco oferecido pela organização do evento em um salão próximo ao hotel.

Na manhã seguinte deu se o inicio aos trabalhos com discussão da agenda e deliberações das pautas da categoria, como a ação pelo Direito de Arena, diárias, uniformes, patrocínios, transporte, acordo coletivo de trabalho, carta sindicais, Escola Brasileira de Arbitragem, aspectos financeiros das entidades, mobilização pela derrubada do veto a MP 671 - ação que nem os próprios dirigentes acreditam que aconteça - deliberação sobre o estado de greve e outros assuntos.

Algumas decisões que julgo importante foram aprovadas. Entre elas o direito de arena onde os representantes dos árbitros foram atualizados sobre o andamento da ação civil para que seja impedida a exibição da imagem das equipes de arbitragem nos jogos transmitidos ao vivo por emissoras de TV aberta e fechadas. É esperada para qualquer momento uma decisão da justiça que segundo Giulliano Bozzano, ex-diretor jurídico da ANAF, acredita ser difícil não ter uma decisão favorável à categoria.

Outras decisões não menos importantes foram tomadas como diárias onde os representantes da categoria defende o mesmo valor independente do deslocamento com acréscimos em caso da permanência exceder às 12 horas. Os representantes também querem o direito da escolha do fornecedor de material esportivo assim como a exclusividade na negociação do contrato para a entidade nacional dos árbitros, sendo que 100% do que for negociado será destinado aos árbitros.

Também ficou decidido que as entidades estaduais terão um prazo de 30 dias para convocarem seus associados para ratificarem o acordo coletivo de trabalho com data base sugerido no dia 1º de novembro de cada ano para a negociação dos reajustes com base no INPC dos 12 meses anteriores.

Sobre as às taxas ficou decidido que a reivindicação será para valores escalonadas com base na taxa FIFA, devendo as categorias FIFA e Especial receber o mesmo valor, o aspirante 80%, CBF-1 70%, CBF-2 60%, CBF-3 50%, 4º árbitro metade da taxa do assistente.

Os participantes

A participação dos dirigentes nos trabalhos da entidade ficaram restritas aos sindicatos mais ricos, com destaque para Pernambuco que enviou dois representantes, o sempre participativo Emerson Sobral e Gleydson Ferreira Leite e Rio Grande do Sul com Carlos Castro e Ciro Camargo.

Treze presidentes e representantes de Sindicatos estiveram presentes no evento. Como novidade a participação pela primeira de vez do ex-FIFA Francisco Carlos do Nascimento, o Chicão, recentemente eleito Presidente do sindicato dos árbitros de Alagoas e Edson de Souza do sindicato de Goiás que também pela primeira vez esteve presente nos trabalhos da arbitragem Brasileira. Também participaram da assembleia Ivaney Alves de Lima (Sergipe), Juscelino Santos (Maranhão), Antônio Nunes (Piauí), Roberto Braatz (representante do Paraná), Ronaldo André Bento (Minas Gerais), João Lucas (Ceara), Silvio Camargo (Espirito Santo), João Lupato (Mato Grosso do Sul), Lincoln Ribeiro Taques (Mato Grosso), Hélio Prado (Santa Catarina), Luiz Carlos Câmara Bezerra (Rio Grande do Norte) além dos membros da diretoria da ANAF Marco Martins (Presidente), Salmo Valentim (tesoureiro), Jamir Garcez (Vice-presidente), Wagner Rosa (assessor da presidência) e Silvio Acioli Cancellier (Santa Catarina - representante parlamentar da ANAF).

Também esteve participando dos debates Geraldo Castro (Goiás), ex-árbitro assistente CBF. A cobertura do encontro ficou a cargo deste que voz escreve - Marcelo Marçal - representado os veículos de comunicação Apitonacional e Blog do Marçal, Pedro Paulo de Jesus do portal Voz do Apito e Julio Cancellier da ANAF. Os trabalhos contaram com apoio e organização da sempre competente Erica Klauss, secretária da ANAF.

Ausências

Sentida a ausência de todos os representantes da arbitragem do Norte do país que não mandou nenhum representante assim como Fernando Castro do Pará e Arthur Alves Junior de São Paulo que não compareceram ao evento.

A organização

Aqui registro o empenho, a educação e o carinho do presidente do Sindicato dos Árbitros de Minas Gerais, Ronaldo André Bento, que batalhou incansavelmente buscando apoio para o sucesso do evento. Mas lamentavelmente e pela baixa participação dos árbitros local que ignoraram o evento seu esforço não foi recompensado. Árbitros com escudo FIFA do estado como Ricardo Marques, Guilherme Dias Camillo, Márcio Eustáquio Santiago e Janette Mara Arcanjo sequer apareceram um minuto no evento, mas caso fosse um evento organizado pela CBF, certamente todos eles estariam presentes. 

Como sempre a organização de um evento que reúne pessoas de diversas regiões do país depende basicamente de uma coisa para ser sucesso, a logística e ela foi totalmente falha em Belo Horizonte. O hotel ficava a cerca de sessenta quilômetros do aeroporto de Confins e a grande maioria dos dirigentes teve que se deslocar por conta própria com muitos pagando cerca de R$ 200 reais de taxi no percurso ida e volta. Este foi o 38º e pelo visto os organizadores ainda não aprenderam essa regra simples.

Esvaziamento

Aqui uma critica ao presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, que teima em jogar contra a categoria com a tática do esvaziamento. Coincidentemente Sérgio marcou treinamentos com os árbitros do quadro de Minas no mesmo final de semana para esvaziar o encontro da ANAF. Lembro que não é a primeira vez, pois em outras ocasiões assim como esta reunião de trabalho, anteriormente marcada para agosto, foi transferida para esta data por conta de evento da CBF com os árbitros no Rio de Janeiro.

Agradecimentos

Agradeço ao presidente da ANAF, Marco Antônio Martins e ao tesoureiro Salmo Valentim pelo apoio sem o qual não poderia ter participado do evento. Agradeço também a todos os participantes pela amizade e carinho dispensado a mim e aos veículos que represento. Agradeço ainda Erica Klauss, Julio Cancellier e Ronaldo André Bento que não mediram esforços para que a imprensa pudesse desenvolver seu trabalhar da melhor forma possível.

Obrigado a todos e até novembro quando nos reencontraremos em Campo Grande no Mato Grosso do Sul quando ocorrerá mais um Congresso da Arbitragem Brasileira.

Frase: “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns” (Abraham Lincoln).

Abaixo fotos do evento. Fotos Marçal





















Geraldo Castro - ex-árbitro assistente CBF/GO


























Acioli Cancellier - assessor ANAF

Marçal - Blog do Marçal e Apitonacional



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Guerra Capixaba
Marcus Vicente e Gustavo Vieira

No dia primeiro de julho deste ano, ocorreu eleição para a presidência da Federação de Futebol do Espirito Santo (FES). O pleito foi realizado no Golden Tulip, luxuoso hotel localizado na Enseada do Suá, em Vitória, Capital do Estado.

O ex-presidente e atual Deputado Federal Marcus Vicente, há 20 anos no cargo, elegeu seu escudeiro e diretor executivo à época, Gustavo Vieira, como sucessor. O eleito, desde 2008 na FES, tinha a incumbência de dar continuidade no trabalho que Vicente vinha realizando a frente da Federação e que resolveu deixar após ser eleito um dos cinco novos vice-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Confiante que continuaria dando as cartas futebolísticas no estado com a subserviência do sucessor, Marcus Vicente vem sofrendo de fogo amigo, pois Gustavo Vieira, demostrando querer fugir da imagem ruim do ex-presidente e como medida de impacto, vem trocando os principais diretores da entidade, todos eles ligados ao ex-presidente. O golpe mais duro e sentido por Marcus Vicente foi à exoneração do cargo da diretora financeira da FES e sua irmã, Vera Lúcia Vicente.

A exoneração da diretora financeira caiu como uma bomba e abalou de vez a relação entre os dois dirigentes.  Muito irritado, Marcus Vicente teria declarado guerra a Gustavo Vieira que por sua vez foi a Brasília tentar uma reconciliação onde sequer foi recebido e ainda teria ouvido o recado de que o Deputado não atenderia um ‘traidor’.

Marcus Vicente teria sido eleito Deputado Federal com apoio de Marco Polo Del Nero, atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Segundo informações de bastidores, Del Nero teria financiado a campanha do atual Deputado em troca deste vir a fazer parte da bancada da bola e assim defender os interesses da CBF, tanto que Marcus Vicente teria feito de tudo para barrar a proposta que daria direito de arena aos árbitros, a mesma que acabou de ser vetada pelo Governo Federal. Vale ressaltar que em toda sua administração Marcus Vicente teria usado a arbitragem do seu estado como propaganda e até mesmo como cabos eleitorais para conseguir votos na sua carreira politica.

Arbitragem de lado

Segundo informações, a arbitragem do Espirito Santo encontra-se em franca queda principalmente a nível nacional. Se sentindo usados, os apitadores capixabas procuraram apoio de Marcus Vicente que prometeu mais escalas por ser agora vice da CBF e receberam com a porta na cara. Já o atual presidente Gustavo Vieira, fragilizado politicamente na CBF, também da suas desculpas esfarrapadas aos apitadores. 

A ida de Pablo Alves para a Paraíba tornou Marcos André o principal árbitro Capixaba

Fora isso, a saída de Pablo Alves para a Paraíba por puro capricho de Vicente, trouxe forte queda nas escalas do estado, que passou a contar com apenas um árbitro, Marcos André Gomes da Penha, que saí regulamente para fora do estado o que prejudica os demais, principalmente os assistentes que ficaram fora da elite.

Frase: “Se alguém trai você uma vez, a culpa é dele. Se trai duas vezes, a culpa é sua” (Eleanor Roosevelt).

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Árbitros protestam em jogos do Brasileirão


Finalmente ocorreu ontem em todo Brasil, uma noite histórica, nas partidas da Série A do Campeonato Brasileiro, aquilo que há muito tempo se esperava dos homens de preto, coragem para lutar por melhorias de trabalho e remunerações dignas comparadas com as dificuldades enfrentadas pela profissão. As manifestações ocorridas nos sete jogos de ontem da Série A do Brasileiro foi tímida é verdade, mas foi à primeira de muitas que certamente vira pela frente e serviu principalmente para mostrar para todos, principalmente para os árbitros a força que eles têm. Basta que se organizem, que não cedam as pressões que muitas conquistas ainda por vir, virão certamente ais rápido do que eles pensam.

Movimento

Mas não pensem que foi fácil não! Não foi só perfilar em campo e erguer a placa antes das partidas. O movimento criou corpo e depois veio crescendo desde o veto da Presidenta Dilma Rousseff ao artigo que beneficiava a categoria com 0,5% dos direitos de televisão na MP 671. Quem acompanha os bastidores da arbitragem sabe da intensa negociação que houve antes do protesto ser colocado em pratica, sabe da persuasão, da pressão aos árbitros exercida pela Comissão de Arbitragem da CBF que defende com unhas e dentes os interesses do patrão e principalmente a exercida em cima dos dirigentes da arbitragem feitas tanto pela Rede Globo que não queria que as partidas fossem paralisadas e da CBF que procurou a todo custo preservar o direito da emissora que paga a conta final do seu principal produto, o futebol.

Segundo informações colhidas pelo Blog do Marçal durante a madrugada com alguns dos árbitros envolvidos no protesto, a paralisação teria sido inicialmente decidida pelos dirigentes do apito com os próprios árbitros para parar as partidas aos cinco minutos de jogo e perfilados ergueriam a placa com o numero 0,5 em sinal de protesto. Mas a suposta reação da TV e da CBF através do dirigente do apito que teria até mesmo feito ameaças de retaliações contra os árbitros que aderissem ao movimento fez com que o comando recuasse e optasse por fazer o protesto antes das partidas como pretendido pela toda poderosa Rede Globo e pela CBF que defendeu sua parceira com a faca nos dentes.

Não foi o protesto ideal? Não foi! Teria sido se feito como inicialmente decidido, mas naquele momento o recuo foi algo inteligente por parte dos dirigentes que temiam o enfraquecimento se houvesse a radicalização. Na tarde desta quinta-feira (13), esta programada assembleias em todo país para que os árbitros decidam os próximos passos do movimento.

Os espinhos

Como em todo movimento que busca por melhores salários e condições de trabalho, tem aqueles que só pensam em si, não adere fazendo o jogo dos poderosos enfraquecendo o movimento. Das dez equipes de arbitragem escaladas para esse meio de semana, somente dois árbitros não quiseram aderir ao movimento e infelizmente os dois do estado de São Paulo, berço histórico das lutas das categorias de classes que trouxeram muitas conquistas aos trabalhadores deste país.

O primeiro, Flavio Rodrigues Guerra, árbitro da partida Internacional x Fluminense, teria colocado empecilhos para aderir ao movimento. Segundo informações, Guerra teria dito que falar em protesto era fácil para os dirigentes, pois eles estariam de fora e nada tinham a perder o que foi prontamente contestado rapidamente por um dirigente da ANAF que teria dito ter história, que fala e faz e que Guerra fizesse o que fosse mais conveniente para ele, pois quando vão para cima dos árbitros não se pensam em nada e sugeriu seguir todos juntos na paralisação ou recuar abortando a estratégica. O dirigente ainda teria dito que criticar a ANAF era fácil e que difícil é ter coragem e atitudes para enfrentar a guerra fazendo um trocadilho com o nome do árbitro paulista.

Guerra então teria informado que um dos assistentes da sua partida, o também paulista Vicente Romano Neto (foto acima), teria dito que não participaria do protesto e recebeu do dirigente o conselho para deixar ele de fora. Depois de refletir, avaliar os prós e contras, Flávio Guerra participou normalmente do protesto perfilando com os demais, exceto Vicente Romano Neto que preferiu não participar como mostra a foto abaixo.


A manifestação serviu para medir o grau de comprometimento de todos os envolvidos e também para separar o joio do trigo mostrando para a categoria, até aqui adormecida,  que eles tem liderança sim, pois esses lideres, principalmente Marco Martins - Presidente da ANAF - e Salmo Valentim - Tesoureiro -  estiveram e estão debaixo de profunda pressão vindas de todos os lados e não se curvaram estando o tempo todo ao lado dos árbitros. Se engana quem pensa que eles não tem nada a perder, tem sim, perdem sono, convívio com familiares, ficam dias fora de casa e sem receber um real sequer para defenderem os direitos de quem não da valor ao que eles fazem, com raríssimas exceções.

Seja qual for o resultado, árbitros e dirigentes já são vitoriosos, pois despertaram para a luta e mostraram para todos a força que eles unido tem. Porém precisam continuar atrincheirados, manter a luta, aumentar as reivindicações se quiser obter conquistas, porque até aqui não conquistaram nada ainda.

Frase: “Você não luta por um líder. Você luta pela causa de um líder” (Teen Wolf).

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Dilma veta 0,5% destinado aos árbitros

Categoria perdeu uma batalha, mas se tiver coragem para lutar, não perderá a guerra!


A presidenta Dilma Rousseff sancionou ontem (5), a medida provisória 671/2015 que prevê a responsabilidade fiscal e financeira dos clubes de futebol e detalha regras para parcelamento de dívidas. A matéria foi aprovada pelo Congresso Nacional em julho. A sanção foi publicada à noite, em edição extra do Diário Oficial da União na internet.

Conhecida como MP do Futebol, a medida recebeu 36 vetos da presidenta, entre parágrafos, incisos e artigos completos, como o que previa o repasse de 0,5% da receita proveniente do “direito de arena” a arbitragem. Repasse amplamente negociado pelos representantes dos árbitros de futebol. A justificativa para o veto foi que a medida não detalhou os critérios para a utilização e controle dos valores.

Estive em Brasília em junho acompanhando alguns dirigentes da arbitragem nacional que foram buscar apoio para a inclusão de percentual na MP em favor da categoria. Em um primeiro momento pediram 5% o que foi totalmente rejeitado pelos clubes e congressistas. Depois com a participação politica do Deputado Evandro Roman do PSD/PR, conseguiram as duras penas incluir o pequeno percentual de 0,5%. Pequeno sim, mas foi o que se conseguiu naquele momento e mesmo assim só foi aprovado no relatório final após longa peregrinação de alguns dirigentes do apito pelos gabinetes do congresso e devido a inteligência do Senador Sérgio de Oliveira Cunha, mais conhecido por Sérgio Petecão (PSD/AC) e do Deputado Evandro Roman que aproveitaram uma brecha no regimento para aprovar o relatório contra a vontade da bancadas da bola que era contra o percentual destinado aos árbitros.


Fico triste com o veto, principalmente por ter visto de perto o trabalho que foi feito para a aprovação desta medida com o percentual destinado a arbitragem. Por poucos dirigentes, é verdade, pois podia se contar nos dedos das mãos os que foram a Brasília. Árbitros então nem pensar, nenhum se fez presente para dar apoio na busca de melhorias para todos. Podem alegar despesas para deslocamento a Capital Federal, mas o argumento cai facilmente, pois sequer nem mesmo os de Brasília estiveram presentes, o que mostra a falta de comprometimento de todos com cada um pensando somente nas escalas, pouco se importando com a categoria. Mas como felizmente pude testemunhar, os dirigentes que foram não mediram esforços deixando seus afazeres e o convívio com os familiares para buscarem conquistas para uma classe totalmente desunida e que só pensam em benefícios próprios.


Espero que os árbitros não eleja um único culpado e nem que façam uma caça as bruxas. Nos bastidores já tem comentários maldosos contra o presidente da ANAF Marco Martins. Não sou advogado do dirigente, até mesmo porque ele não precisa, mas acompanhei e acompanho sua peregrinação por Brasília. Presenciei algumas das negociações, fui testemunha que ele e outros dirigentes que lá estiveram fizeram o possível e até mesmo o impossível para tentar emplacar os 5%, obtendo só 0,5%. Se a Dilma vetou, que culpa eles tem?

Vocês que criticam, quem de vocês já fez alguma coisa que resultou em ganho para a categoria? Falar é fácil, até papagaio fala e geralmente besteira. Tenham paciência, não sejam inquisidores, primeiro procurem informações e depois atirem suas pedras nos alvos certos.

Guerra

Os árbitros perderam uma batalha é verdade! O golpe foi duro, como um cruzado no queixo, deixou todos atordoados, golpe rasteiro e difícil de digerir, pois veio nos acréscimos, quando a vitória já era dada como certa. Mas não perderam a guerra se tiverem coragem de lutar! Podem virar esse jogo, tirar melhor proveito e ainda aumentar o ganho. Basta que seus dirigentes tenham coragem, parem de brincar de fazer casinha como diz um famoso dirigente e saírem da aba da CBF para enfrentar o problema como realmente se deve. Não há tempo a perder, deveriam estar se mobilizando desde ontem, logo após o veto para demonstrar que estão dispostos a lutarem pelos seus direitos dentro e fora de campo.

A classe precisa que seus lideres saiam dos casulos, das abas patronais, que não tenham medo das consequências, das perdas eventuais e que partam pro confronto se preciso for. A bola esta quicando e o momento de chutar é agora, bombardear o gol inimigo até marcar um golaço em favor dos homens de preto ou então que se calem para sempre aceitando as migalhas doadas como cala boca!

PARALISAÇÃO JÁ!

Frase: “Não se implora por direitos, se luta por eles” (Adolf Hitler)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Mando e desmandos

Presidente da Federação e da Comissão de arbitragem Carioca se engalfinham nos bastidores

Jorge Rabello e suas fúrias incontroláveis

Tem muita gente apostando que o cargo de Jorge Fernando Rabello na chefia da comissão de arbitragem carioca, esta por um fio, e tudo por conta da vaidade, tanto de Rabello, pela soberba e arrogância que trata seus subordinados, criando assim vários inimigos, não só abaixo mas também acima na hierarquia, e Rubens Lopes, Presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ), que também não é nenhuma flor que se cheire.

Como é do conhecimento de todos, Rubinho, como também é conhecido Rubens Lopes, não morre de amor por Rabello, dificilmente os dois são vistos juntos em publico, mas não tem forças suficientes para demitir do cargo como gostaria, pois supostamente os dois seriam sócios em vários tipos de negócios o que torna a demissão muito difícil. O Presidente da FFERJ já tentou varias vezes, mas surpreendentemente voltou atrás. Rubens Lopes já teria até mesmo um substituto, trata-se do atual vice-presidente da COAF, José Carlos Santiago, que apesar de ser fiel, também não morre de amores por Rabello a quem trata apenas de forma profissional.

Segundo informações vindas da cidade maravilhosa, mais uma crise esta instalada, Rubens Lopes teria ficado muito irritado com o vazamento da noticia sobre a demissão dos instrutores conforme publicado no post anterior (leia). Rubinho teria dado as diretrizes para Rabello tomar a decisão, o que foi feito, só que Rabello fez entender que teria sido a pedido de Rubens Lopes. As informações dão conta que o episódio causou em uma queda de confiança gerando uma quebra de braço e os dois estariam de relações cortadas.

Rubens Lopes - Flor pra não ser cheirada

Por outro lado, Jorge Rabello também esta chateado com Sérgio Cristiano, pois segundo informado, ele estaria pondo na conta do instrutor o vazamento das informações sigilosas da reunião que supostamente teria sido repassada por Cristiano para os outros membros da instrução carioca e posteriormente vindas a publico.

Sabendo do vazamento da ata da reunião, onde consta que Hilton Moutinho e José Alexandre foram os escolhidos para deixarem a comissão, o Blog do Marçal foi atrás e com exclusividade publica abaixo o conteúdo do documento redigido na ocasião.

Segundo o documento, Rubinho teria acusado Sérgio Cristiano de estar falando mal de Jorge Rabello, da FFERJ e de estar organizando, juntamente com um ex-árbitro, a candidatura de um árbitro atuante, além de, com um instrutor da Comissão de Ensino e Delegado Especial da CBF fazer considerações contra a FFERJ e a COAFRJ.

Nota da redação: Apuramos que o ex-árbitro citado seria Wagner dos Santos Rosa e o árbitro atuante seria Marcelo de Lima Henrique que já manisfestou seu desejo de um dia assumir a comissão de arbitragem do Rio de Janeiro.

Wagner Rosa (o conspirador) e Marcelo Henrique (de olho na COAF/FERJ)

O documento ainda diz que a participação de Wagner Rosa, o possível conspirador, no Curso Futuro lll da FIFA que será realizado pela CBF na próxima semana no Rio de Janeiro, foi vetada por ordem de Rubens Lopes.

Veja documento abaixo.


Frase: “Não pode comandar um exército o general que não se comanda” (Cícero).