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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Árbitros e assistentes realizaram teste físico da CBF em Jundiai

Na manhã de hoje (18) na fria e cinzenta cidade de Jundiaí, que fica cerca de 60 km de São Paulo, ocorreu mais um reteste físico da arbitragem brasileira promovida pela CBF. No comando dos trabalhos, o gentil e atencioso Professor Paulo Camello. Manoel Serapião Filho esteve representando a Comissão de Arbitragem da CBF. Roberto Perassi e Silvia Regina a de São Paulo. Dionísio Roberto Domingos que segundo a programação estaria presente no local, não apareceu. A CA/CBF achou melhor não arriscar, rumores davam conta que a fiscalização do CREF poderia aparecer no local dos testes para conferir a licença do pessoal encarregado pelo teste fisico. Dionísio não compareceu nem mesmo para prestigiar sua esposa Nadine Bastos.

A pista do Complexo Esportivo Dr. Nicolino de Luca – (Bolão) é de excelente qualidade e o tempo frio tornou a manhã propicia para a realização do reteste. Tivemos a presença de árbitros da região Sul e Sudeste e da pernambucana Ana Karina Marques que fez o teste especifico para ser enviado à FIFA tendo em vista que a mesma participara do Mundial Feminino Sub-20 que será disputado no Japão entre os dias 19 de agosto e 08 de setembro deste ano.

Árbitros

A primeira bateria que ocorreu por volta das 9:00hs, foi com os árbitros e participaram Alicio Pena Junior de Minas Gerais, Adriano Milczvski do Paraná, Rodrigo Braghetto, Regildênia Moura e Vinicius Furlan de São Paulo e Marcio Coruja do Rio Grande do Sul.

Nessa bateria foram reprovados:

Alicio Pena Junior.

Marcio Cristiano Brum Coruja.

Regildênia de Holanda Moura.

Assistentes

A segunda bateria foi com os assistentes e o numero foi bem maior. Fizeram o teste Maria Eliza Correia Barbosa, Tatiana Sacilotti dos Santos Camargo, Maiza Teles Paiva, Patrícia Carla de Oliveira, Emerson Augusto de Carvalho, Humberto Lellis Talarico Leite, Daniel Luis Marques e Fabio Rogério Baesteiro de São Paulo, Nadine Schram Câmara Bastos de Santa Catarina, Tatiana Jacques de Freitas do Rio Grande do Sul, Katiucia Meyer Berger Mendonça do Espírito Santo, Dibert Pedrosa Moisés, Marçal Rodrigues Mendes e Vinicius da Vitória Nascimento do Rio de Janeiro, Arestides Pereira da Silva Jr. do Paraná e Wesley Moreira de Carvalho de Minas Gerais.

Nessa bateria foram reprovados:

Fabio Rogério Baesteiro.

Katiuscia Meyer e Berger Mendonça (sentiu a panturrilha).

Marçal Rodrigues Mendes.

Maria Eliza Correia Barbosa (fortes dores no pé).

Patrícia Carla de Oliveira.

Tatiana Sacilotti Santos Camargo.

FIFA

Logo depois dessa bateria, a arbitra Ana Karina Marque de Pernambuco fez o teste para ser enviado para a FIFA e foi aprovada sem maiores dificuldades.

Resumo

No total, 23 árbitros e assistentes fizeram o teste. Desses, 9 foram reprovados.

Todos os que participaram do reteste de hoje foram guerreiros, mas quero parabenizar três árbitros em especial, o primeiro é o assistente FIFA Emerson Augusto de Carvalho que sentiu uma fisgada na coxa no segundo tiro da prova de velocidade. A base de pomada e mesmo sob dor intensa, o mesmo lutou com toda força e foi aprovado para alegria de todos que ficaram muito apreensivos.

O outro é o árbitro paulista Rodrigo Braghetto que teve um revés pela primeira vez na vida no teste passado quando foi reprovado. Braghetto assimilou o golpe e hoje cumpriu os 24 tiros com sobra. Parabéns Braghetinho.

Quero também parabenizar a assistente catarinense Nadine Câmara Bastos, que esteve muito concentrada durante todo o teste físico e foi além de suas forças ao fazer os 24 tiros provando a si mesma que a reprovação do mês passado não passou de um acidente de percurso. Com a aprovação da assistente, em breve, os campos do brasileirão voltarão a ter sua beleza e a sua grande capacidade técnica nas partidas.

O teste é muito difícil, pessoalmente é muito mais. Exige resultados de profissionais para amadores. Por isso, parabenizo a todos que passaram e desejo uma boa recuperação e muito treino para aqueles que foram reprovados, pois em breve uma nova chance deverá ser dada pela CA/CBF como afirmou o seu vice-presidente Manoel Serapião.

Por ultimo, parabenizo a CA/CBF pela transparecia, pela liberdade a mim dada para cobrir o evento e pela educação e cordialidade que me foi dispensada por todos.

Veja abaixo fotos tiradas durante o reteste.

Rodovia dos Bandeirantes. Liga São Paulo a Jundiaí

Pista do Bolão - Espetáculo

Técnologia de ponta

Braghetto confiante contando piada no aquecimento

Braghetto de tão rápido case não saiu na foto

Marçal Rodrigues e Vinicius Vitória - Pesadelos da FERJ

Assistentes rezando pedindo proteção

Prof. Paulo Camello dando orientações. Esse pode, tem CREF

Maiza Teles Paiva - concentração total!

Nadine Câmara Bastos - Um foguete!

Emerson Augusto Carvalho - Um guerreiro

Maria Eliza Barbosa - As dores no pé prejudicaram o seu teste

Daniel Luis Marques - Passeou no teste

Tatiana Jacques de Freitas - Tranquilidade

FIFAS em ação

Ana Karina Marques se concentra para iniciar seu teste
Manoel Serapião e Marçal - Gentileza do Vice da CA/CBF


Manoel Serapião passa instruções aos árbitros após o teste

Vinicius Furlan, Alicio Pena Junior e Rodrigo Braghetto - Tietagem pura

Marçal e Prof Paulo Camello - Transparência

Equipe de apoio

Apoio médico - Dr. Higor e enfermeiro Gilmar

Apoio movel
Frase: A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda. (Confúcio)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Chefe da preparação fisica dos árbitros da CBF/FIFA não tem licença do CREF!

Dionísio Roberto Domingos (foto ao lado), Instrutor físico da arbitragem CBF/FIFA não tem licença do CREF para atuar na preparação física dos árbitros.

No inicio do mês, recebi uma informação que o instrutor físico dos árbitros da FIFA e da CBF, Dionísio Roberto Domingos, supostamente não seria formado em educação física e que também não tinha autorização do CREF para atuar na função (Lei 9.696/98 – Leia a lei).

Desde então, passei a investigar a informação.

Primeiramente contatei o senhor Dionísio Domingos que de forma áspera respondeu:

----- Original Message -----

From: Dionísio Roberto Domingos

To: Apitonacional.com.br

Cc: CA - CBF

Sent: Monday, July 02, 2012 3:34 PM

Subject: Re: CREF

“Senhor Marçal boa tarde. Estou respondendo seu e-mail por respeito a entidade que eu presto serviço, verifique :

Ministério da Educação e Cultura

Registro nº 99.621-LP

Processo nº 4517/88

Data de Registro: 14/12/1988

Assinado por: LORENCINA AFFONSECA - Chefe da Seção de Registro

O senhor se for um jornalista, verifique seus e-mails e a veracidade destes, já ultrapassou seus limites”.

Dionísio Roberto Domingos

Depois, em um outro contato já em situação diferente onde eu já estava em posse das respostas dos órgãos que regula a profissão, voltei a contatar o senhor Dionísio solicitando mais uma vez que se pronunciasse sobre as exigências do CREF e se tinha ou não a licença do orgão, desta vez, mudou o tom e enviou copia de sua carteira de formação no Curso de Educação Física na Escola Superior de Educação Física de Cruzeiro-SP.

----- Original Message -----

From: Dionísio Roberto Domingos

To: apitonacional@apitonacional.com.br

Cc: CA - CBF

Sent: Monday, July 09, 2012 6:56 PM

Subject: Certificado de Registro Professor

Senhor Marçal, boa noite

Segue o Certificado de Registro.

Dionísio Domingos.

Esse documento tirou qualquer duvidas minha em relação à formação acadêmica do senhor Dionísio Domingos e nesta parte a denuncia não procedeu.

Mesmo não sendo um jornalista formado (a lei me permite atuar, o STF derrubou essa exigência em 2009), aceitei o conselho dado pelo instrutor na sua primeira resposta e fui investigar mais a fundo, pois como dizem, onde há fumaça, tem que haver fogo.

Pelo documento enviado não restava duvidas da sua formação, mas precisava saber se ele tinha autorização para exercer a profissão. Assim como ao árbitro não basta ser formado, tem que passar nos testes teóricos e físicos, assim como um advogado mesmo formado tem que ter a carteirinha da OAB, o professor de educação física também tem que ter autorização do CREF para atuar.

Nesse sentido, entrei em contato com os órgãos que regula a profissão de Educação Física no país e para minha surpresa e segundo informações do próprio Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e do Conselho Regional de Educação Física-SP (CREF), o instrutor não tem a autorização desses órgãos mencionados para desempenhar a função na área que vem atuando há anos.

Veja as respostas do CONFEF e do CREF-SP abaixo.

----- Original Message -----

From: Conselho Federal de Educação Física

To: Apitonacional.com.br

Sent: Tuesday, July 10, 2012 11:36 AM

Subject: Re: CREF

Prezado Senhor Marçal

Na busca pelo nome Dionisio Roberto Domingos não o encontramos como registrado no Sistema CONFEF/CREFs.

O registro abaixo digitado é o de Professor de Educação Física para o 1º e 2º graus, expedido pelo Ministério da Educação, registro este que não é mais efetuado desde 1997.

Atenciosamente,

Walfrido José Amaral

CREF 000004-G/RJ
Conselho Federal de Educação Fisica - CONFEF
Tel. (21) 2242-4828 Fax (21) 2526-7179
Site: www.confef.org.br

Obs: O registro mencionado na resposta acima é referente ao que consta na carteirinha escolar da Escola de Educação Fisica de Cruzeiro fornecido pelo instrutor e repassado por nós ao CONFEF para averiguação.


Outra resposta.


----- Original Message -----

From: Fiscalização

To: apitonacional@apitonacional.com.br

Sent: Thursday, July 05, 2012 9:30 AM

Subject: RES: CREFSP - Fale Conosco

Prezado Senhor,

Em resposta à mensagem eletrônica enviada por V.S.ª, informamos que a partir do reconhecimento da profissão através da Lei 9.696/98, publicada no Diário Oficial da União em 02/09/98, toda a atividade no campo da atividade física e do desporto só pode ser exercida por profissional devidamente registrado no Sistema CONFEF/CREFs. A citada lei encontra-se disponível no portal do CREF4/SP www.crefsp.org.br , na seção Legislação, no item Leis Federais.

Caso tenha conhecimento de irregularidades, é necessário formalizar denúncia por escrito informando os dados do denunciado, dias e horários das irregularidades, local exato de atuaçã (rua/número/bairro/cidade), para programarmos fiscalização ao local e adotar as medidas cabíveis, caso seja necessário.

Colocamo-nos à disposição.

Att.,

Bruno J. Bonciani

CREF 053461-G/SP

Depto. Fiscalização - CREF4/SP

Fone: (11) 3292-1700

fiscalizacao@crefsp.org.br


Como a resposta do CREF-SP acima não foi conclusiva, voltamos a contatar o órgão que respondeu:


----- Original Message -----

From: Fiscalização

To: 'Apitonacional.com.br'

Sent: Tuesday, July 10, 2012 7:55 AM

Subject: RES: CREFSP - Fale Conosco

Prezado Senhor,

Conforme mencionado anteriormente, é obrigatório o registro junto ao Conselho para exercer legalmente a Profissão e como também já informado não consta em nosso sistema cadastral Profissional de nome “Dionísio Roberto Domingos”.

À disposição.

Att.,

Bruno J. Bonciani

CREF 053461-G/SP

Depto. Fiscalização - CREF4/SP

Fone: (11) 3292-1700

fiscalizacao@crefsp.org.br

Posição da CA/CBF

Todos os contatos com o senhor Dionisio Domingos, foram com copias para a CA-CBF e para o e-mail particular de Sérgio Corrêa, o poderoso chefão do apito brasileiro.

A CA/CBF como norma, não respondeu sobre a denuncia de forma oficial, seus dirigentes se calam quando procurados ou só falam com determinados órgão de imprensa, principalmente os grandes.

Mas Sérgio Corrêa falou! Ele não deixaria de defender o amigo de longa data. Como todos devem saber, Dionisio Domingos é amigo pessoal e familiar de Corrêa antes mesmo da arbitragem, do tempo em que ambos serviam a Aeronáutica Brasileira, são amigos de caserna (alojamento de soldados) e onde quer que va, Corrêa carrega o instrutor na sua aba, foi assim no sindicato dos árbitros paulistas e agora na CBF. Pelo relacionamento entre ambos, não esperava outra atitude que não fosse a defesa do seu protegido.

Veja abaixo o que ele respondeu sobre a denuncia:

----- Original Message -----

From: sc

To: Marcelo

Sent: Monday, July 02, 2012 5:06 PM

Subject: Re: Cref

O Dionisio é formado. Veja a maldade das pessoas a que ponto chega de duvidar de algo que lá atrás foi visto. Na época a FPF o indicou e a exigência era que fosse formado. Ele deverá responder.

Bem, aqui no e-mail não tem a assinatura de Sérgio Corrêa como seria natural, isso é normal agora nas correspondêcias enviadas por ele, pois está tão chefão que acha que isso não é mais necessário. Escreveu é lei! Como o poder muda as pessoas.

Comparação

Para que não fique nenhuma duvida sobre as pesquisas, usei nas pesquisas como exemplo, o outro instrutor que consta nos documentos da CBF, Paulo Camello e na pesquisa realizada, o mesmo se encontra devidamente autorizado para exercer a profissão como vocês podem ver abaixo nas pesquisas em nome de Dionisio Roberto Domingos e Paulo Camello.

Pesquisa Paulo Camello

Pesquisa Dionisio Roberto Domingos



Pelo investigado e pela lei 9.696/98, Dionisio Domingos por não ter a autorização do CREF, exerce supostamente à função de instrutor físico da CBF/FIFA irregularmente. Como devidamente comprovado, ele é formado em educação física, mas não tem autorização dos órgãos que regula a profissão para exercer a função no país. Isso quer dizer que a CA/CBF que tem uma corregedoria, que exige tantos pré-requisitos de seus árbitros e que já afastou outros tantos por irregularidades, entre elas escolar, fisico e de comportamento, mantêm na sua comissão de arbitragem um instrutor físico de forma totalmente irregular, ou seja, no melhor estilo faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço.

As perguntas que ficam são:

Se o instrutor físico está supostamente atuando de forma irregular, os testes físicos da CBF por ele comandado não deveriam ser anulados e refeitos por um profissional qualificado?

E os árbitros que foram reprovados, não foram prejudicados?

E os árbitros que sofreram lesão durante os testes?

Esses árbitros não teriam o direito de entrarem na justiça pedindo uma indenização da CBF por perdas, sendo que o profissional contratado pela entidade não estaria devidamente habilitado para a função?

E as pré-temporadas onde os árbitros pagaram para participar, onde Dionísio foi o instrutor físico, esses árbitros não deveriam ter seu dinheiro devolvido pelas comissões?

Como a CBF, a maior entidade do esporte brasileiro mantém em seu quadro, um empregado ou prestador de serviço que supostamente não tem autorização da classe para exercer a profissão?

Se alguma autoridade envolvida quiser responder, aqueles que foram supostamente enganados e lesados, provavelmente agradeceriam imensamente.

Métodos ultrapassados

Agora entendo porquê os árbitros nos relatam que o senhor Dionísio Domingos é um instrutor de métodos ultrapassados e porque que ele não sabe usar adequadamente os instrumentos nos treinamentos e nos testes físicos.


Pode ser que eu esteja completamente enganado, mas partindo da premissa que o instrutor não acompanhou a modernidade se atualizando e adquirindo a autorização do CREF, provavelmente não tenha se atualizado também no campo da preparação física e torço imensamente para que ninguém tenha sido prejudicado fisicamente por possivelmente ser mal orientado.

Obs. Todos os citados no post têm o espaço aberto para caso queiram, se pronunciar.

Frase: “Um homem que ensina torna-se facilmente teimoso, pois exerce a profissão de um homem que nunca erra”. (Barão de Montesquieu)

terça-feira, 3 de julho de 2012

ANAF da exemplo e quita taxa de arbitragem atrasada desde 2010

Há exatamente dois anos atrás, mas precisamente no dia 31 de julho de 2010, jogaram Brasília/DF e Araguaína/TO pela 1ª fase da serie D do Campeonato Brasileiro daquele ano. O trio de arbitragem foi composto pelos paulistas Robério Pereira Pires, Dante Mesquita Junior e Giovani Cezar Canzian. O quarto árbitro foi Wales Martins de Souza e o assessor Jamir Carlos Garcez, ambos do Distrito Federal.

Os árbitros de São Paulo que gastaram com a viagem, hotel e refeição, literalmente pagaram para trabalhar, pois a equipe do Brasília, o responsável pelo borderô da partida não pagou a taxa da arbitragem, posteriormente encerrou as atividades e os árbitros ficaram a ver navio.

Fui informado por um integrante da arbitragem da partida do ocorrido e desde então tenho cobrado dos dirigentes uma solução para o caso. Um ano depois, a Anaf-Associação Nacional dos Árbitros entrou com representação no STJD requerendo a quitação da taxa, o tribunal deliberou a favor dos árbitros, multou o clube e doblou a multa no julgamento seguinte, mas como o clube encerrou as atividades, o prejuízo ficou até agora com os árbitros.

Até agora, eu disse! Mas como não concordei com o ocorrido, fiz vários contatos, publiquei varias matérias no Blog do Marçal e no Apitonacional cobrando uma solução da entidade ANAF, para mim, a única que poderia resolver esta questão, bastava vontade e coragem política para isso.

Na semana passada, entrei em contato com o tesoureiro da ANAF, Salmo Valentim, que gentilmente ficou de estudar o caso e apresentar uma solução posteriormente. Disse ao senhor Valentim que a entidade deveria quitar as taxas e repor no caixa da entidade quando conseguir receber do clube o valor que é de aproximadamente 10 mil reais somando os demais jogos.

Disse também ao senhor Valentim que o dinheiro que usaria para repassar aos árbitros, entrou no caixa da ANAF através dos árbitros e nada mais justo que ser usado com eles, que a entidade que deve ter um caixa razoável e conta com uma assessoria jurídica respeitável, tendo mais condições do que os árbitros de agüentar o prejuízo e brigar juridicamente para receber estas taxas não pagas. Fato que os demais árbitros do país não deve se opor, pois a qualquer momento qualquer um deles pode passar por esta situação, com o agravante que pelo menos dois desses árbitros que não receberam as taxas na partida de Brasília (Dante Mesquita Junior e Giovani Cezar Canzian), já não fazem mais parte da arbitragem.

Felizmente para os árbitros, após uma reunião entre o presidente Marco Martins e seu tesoureiro Salmo Valentim, ficou decidido que a ANAF pagará as taxas não recebidas, para isso, basta que os árbitros daquelas partidas de 2010, entrem em contato com a secretaria da ANAF, Érica Kraus que ela já esta autorizada a repassar os valores. Pode ser que não recebam tudo de uma única vez, mas as taxas não pagas serão quitadas integralmente com a ANAF cumprindo o seu compromisso de trabalhar pelo árbitro de futebol.


Durante todo esse tempo sem que recebessem suas taxas que é de direto, os árbitros mantiveram contatos com várias pessoas que devido ao cargo que cada uma ocupava e ocupa no momento, poderiam ter resolvido já ha bastante tempo essa situação, mas demonstrando que cada um só pensa em si, preferiram empurrar com a barriga para não se indispor com alguém. Entre eles, Sérgio Corrêa, o chefão do apito que lavou as mãos, Arthur Alves Junior do riquíssimo sindicato paulista, que gastou milhares de centenas de reais em uma reforma faraônica na sede e ignorou os pedidos de seus associados e até mesmo Claudio Freitas foi procurado e todos eles não mostraram qualquer interesse em resolver a questão.

Esse ignorante que voz escreve, usando de muita vontade, persistência e falando com as pessoas certas, conseguiu com que os árbitros finalmente venham a receber o que gastaram de volta e o que merecem por ter desempenhado o seu trabalho de forma honesta e digna.

Quero agradecer o presidente Marco Martins, o tesoureiro Salmo Valentim que se sensibilizaram com a causa e deram uma solução satisfatória para todos. Um grande dirigente para olhar para frente precisa concertar o passado primeiro. Não se constrói uma grande entidade só com dinheiro em caixa e sim com a satisfação de seus associados.

Contrariando o que muitos dizem que eu só quero ver o lado ruim da arbitragem, informo que esta não é a primeira vez que intercedo a favor de alguém da arbitragem. Para refrescar a memória de alguns, foi após insistentes cobranças minha (leia os posts mais antigos) que o então presidente da ANAF Jorge Paulo sorteou um automóvel zero kilômetros ganho por Elmo Resende Cunha que ultimamente deve estar com muita raiva de mim devido a umas criticas que fiz do o seu trabalho.

Foi também após muitas insistências que a ANAF conseguiu que o clube dos 13 fizesse o pagamento dos prêmios de assistentes do Campeonato Brasileiro de 2010.

Não estou cobrando nada e nem querendo reconhecimento, só estou falando disso agora para lembrar a todos que não sou bonzinho, é verdade! Mas também não sou esse monstro como alguns pensam.

Não persigo ninguém em especial, mas estou sempre atento a todos os assuntos. Se fatos relacionados à arbitragem ocorrerem seja ele bom, ou seja ele ruim, desagrade A ou desagrade B, estará estampado no Blog do Marçal ou no apitonacional.

Não tenho compromisso com ninguém, não dependo de escalas e não uso cabresto de dirigente como alguns. Nem tão pouco sou financiado por qualquer árbitro ou ex-árbitro para falar bem deste.

Frase: "As duas coisas mais importantes não aparecem no balanço de uma empresa: sua reputação e seus homens”. (Henry Ford)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sob criticas, dirigente da ANAF baixa guarda e revê planos


A foto acima e abaixo é para os dirigentes nunca esquecerem de quem eles foram e do lado de quem andaram!

Numa atitude desesperadora, dirigentes da ANAF estão prestes a mudar o tratamento com um suposto jornalista carioca. Digo suposto porque o sociopata* 171 nunca apresentou para ninguém seu diploma de jornalista e tem muitos que juram que será mais fácil ver língua de pernilongo do que este documento.

Nos últimos meses, o suposto jornalista, vem atacando sistematicamente a entidade ANAF e alguns de seus dirigentes. Como sei o modo operante deste 171, posso afirmar que ele esta fazendo o trabalho sujo para alguém que sorrateiramente perturba o ambiente e mina a resistência de Marco Martins fornecendo munição nem sempre verdadeira a este sociopata. O duro é que o presidente da ANAF esta conhecendo aos poucos e de forma dolorida os supostos amigos que adoram um jogo duplo. Pra mim não é novidade pois conheço uma ave de rapina de longa distância.

Marco Martins, esta fazendo uma boa administração se comparadas com as anteriores, mas é muito mal assessorado e vive no mundo da lua, ultimamente e lamentavelmente podemos dizer que tem acendido uma vela pra Deus e outra pro diabo. Se não deve nada, já deveria ter tomado uma atitude como disse varias vezes, mas ao procurar a aproximação e o dialogo, estará dando razão e admitindo que as criticas e denuncias existem e foram pertinentes.

Este suposto jornalista é abastecido por outros dirigentes da mesma entidade que vive uma guerra interna pelo poder. Claro que sabemos bem quem são esses paladinos que posam de moralistas, mas que nas sombras, só contribuem para tumultuar o ambiente que para eles, quanto pior, será melhor!

Segundo informações, a entidade tem uma ação pronta pelas ofensas e inverdades publicadas recentemente para ser protocolada na justiça de Santa Catarina contra este suposto jornalista 171 e o seu laranja no qual foi registrado o site que ele diz ser seu. Mas estranhamente, desde que os ataques começaram, a entidade e seus principais dirigentes, (Marco Martins e Salmo Valentim), dizem nos bastidores que tomariam providencias jurídicas, o que não ocorreu até o dia de hoje, sempre tem alguma desculpa, já falaram em doença, greve dos correios, férias judicial, greve dos canavieiros entre tantas outras. Mas a mim não enganam, tem algo por trás disso tudo e uma hora vai aparecer.

Não me causará nenhum espanto, se muito em breve, Marco Martins vir a conceder uma grande entrevista para o suposto jornalista como forma de um cala boca para ambos os lados. Assim um deixa de criticar (já até elogiou na ultima matéria) e o outro esquecerá de vez a ação na justiça. Essa manobra sórdida demonstra que não se deve confiar em dirigentes e políticos, pois eles sempre mudam conforme o vento e a maré.

Já o outro dirigente que também diz que interpelará o suposto 171 na justiça, não preciso nem falar, esse aí é só bla, bla, blá amigo! Fala que é trator, que é isso e que é aquilo, mais atitude mesmo, concreta, até agora nenhuma! Fala como um papagaio e age como uma tartaruga e quando o assunto é referente ao suposto jornalista 171, seu pupilo e protegido, enrola mais que Rolando Lero, aquele famoso personagem da escolinha do professor Raimundo. Sem mencionar que o mesmo já contribuiu de diversas maneiras e foi financiador do suposto jornalista quando a ele forneceu informações e recursos financeiros para alimentar assim mesmo que indiretamente uma campanha de difamação contra a ANAF.

Estou antecipando uma possível manobra para tentar abortar a tempo uma ação temerária. Tentando evitar que cometam um erro do qual ficarão refém. O poder com o tempo cega as pessoas e elas passam a cometer desatinos que antes não cometiam. Uso como exemplo Sérgio Corrêa, o poderoso chefão da arbitragem brasileira, que hoje entupido pelas vaidades do poder, não admite qualquer questionamento se colocando no pedestal da sabedoria ignorando até mesmo o que defendia nos seus idos tempos de sindicalista destemido que sabiamente ouvia a voz dos menos favorecidos.

Hoje os tempos são outros, a vaidade, a ambição e o poder acima de tudo, macularam e deixaram para trás historias de luta, dedicação, companheirismo e cumplicidade para com os seus, como diz aquele ditado: Quer conhecer o homem, de a ele dinheiro e poder!

* O Transtorno de Personalidade Antissocial, vulgarmente chamado de Psicopatia ou Sociopatia, é um transtorno de personalidade descrito no DSM-IV-TR, caracterizado pelo comportamento impulsivo do indivíduo afetado. A sociopatia é também conhecida como "transtorno da personalidade anti-social" ou "transtorno da personalidade dissocial". O criminoso é enquadrado na psiquiatria como um sociopata.

As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento.

Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem.

Frase: "Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço, mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter". (Theodore Roosevelt)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Com 11 árbitros reprovados, São Paulo é o 2º pior teste físico do país!

A Federação Paulista de Futebol investe pesado na arbitragem e não mede esforços para disponibilizar vários profissionais de varias áreas para preparar da melhor maneira possível o seu quadro de árbitros. Os apitadores contam com o apoio de nutricionistas, medição regular da composição corporal, psicólogos, treinamento físico/técnico e uma equipe de preparadores físicos que além dos trabalhos realizados todas as semanas no campo do Nacional, fazem o acompanhamento on-line através de aparelhos de GPS dos treinamentos realizados de forma individual pelos árbitros. O resultado vem com o reconhecimento quando seus apitadores são requisitados para trabalharem nas principais partidas e finais de campeonatos em pelo menos 70% dos estados do País.

(Rodrigo Braghetto, profissional da arbitragem e top da federação paulista foi um dos reprovados. Foto: Julio Canceller - Anaf)

Mas toda essa estrutura disponível não foi o suficiente e o teste físico realizado nesta quinta feira (14) na pista do Complexo Esportivo Dr. Nicolino de Luca – (Bolão) em Jundiaí, demonstrou que assim como dentro de campo durante as partidas, na hora do temido teste físico, quem resolve é um ser humano, não uma máquina. A estrutura ajuda, aperfeiçoa, mas quem apita os jogos e que tem que fazer os 24 tiros de 150 metros com tempo de 40 segundos para cada tiro, com intervalo de 30 segundos de um tiro para o outro, são os árbitros.

Segundo informações não oficiais, houveram mais de 20% de reprovações, dos 47 árbitros que realizaram o teste, pelo menos 11 deles foram reprovados, entre eles Rodrigo Braghetto, Vinicius Furlan, Claudinei Foratti Silva, Regildênia Moura e Renata Ruel de Brito.

Modernissima pista de atletismo do Bolão em Jundiaí (Foto: Julio Canceller - Anaf).

Essas reprovações, mesmo com toda estrutura colocada a disposição pela Federação Paulista e mesmo tendo sido realizado o teste na moderníssima pista do Bolão, colocou o Estado de São Paulo como o segundo pior teste físico da CBF entre todos os Estados do país, só perdendo para o Estado de Alagoas. Mas em Alagoas o cenário e a estrutura disponibilizada aos árbitros são totalmente diferentes do que é disponibilizado aos paulistas. Na terra do ditador Hércules Martins, os árbitros não contam com nenhuma ajuda da Federação Alagoana, treinam por conta própria e por cima realizaram o teste na pista “cavalar” do 59° Bimtz onde os apitadores dividem com os cavalos o direito de usarem a pista. Em Alagoas houve cerca de 40% de reprovação, dos 16 participantes do teste, seis foram reprovados.

Pista "cavalar" do 59 Bimtz em Alagoas (foto divulgação).

O Blog do Marçal tentou contato com Arthur Alves Junior, membro da comissão de arbitragem da FPF e presidente do saindicato dos árbitros para maiores informações, porém não obteve sucesso no contato.

Frase: "Um homem não está acabado quando enfrenta a derrota. Ele está acabado quando desiste". (Richard Nixon)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Como previsto, nenhum Ás do apito esteve presente na assembléia geral do Safesp


Como disse em um post anterior (abaixo), no dia e horário marcado para a assembléia estava eu na porta do Safesp – Sindicato dos árbitros de futebol do Estado de São Paulo. Como esperado, fui muito bem recebido pelo presidente Arthur Alves Junior e todos os diretores que estavam presente.

Mas infelizmente, não para mim, mas para eles mesmos, os chamados "ases" do apito como Paulo César de Oliveira, Wilson Luiz Seneme, Luiz Flavio Oliveira, Guilherme Ceretta de Lima, Raphael Claus, Regildênia Moura, Marcelo Aparecido, Marcelo Carvalho Van Gasse, Vicente Romano Neto entre tantos outros, nenhum deles compareceu na entidade para acompanhar e deliberar na importante assembléia da categoria. Se não fosse a proximidade com o prédio da Federação Paulista de Futebol, acho até mesmo que alguns deles nem saberiam onde fica a sede do sindicato tamanha importância que eles dão para a sua entidade de classe.

Com a presença de aproximadamente 20 associados e um curioso (eu), foi realizada no horário marcado a assembléia que durou aproximadamente 3 horas, sendo muito proveitosa e esclarecedora a qual passarei a divulgar os assuntos abordados abaixo.

Mas antes, quero publicamente agradecer a todos que lá estiveram por me receberem educadamente e permitirem que esse abelhudo participasse como ouvinte de uma atividade tão importante, onde debateram os problemas da categoria. Mas quero agradecer principalmente ao presidente Arthur Alves Junior, com quem tenho tido umas diferenças de opiniões ultimamente, isso não quer dizer que eu não reconheça a sua dedicação e o incansável trabalho que esta fazendo no seu mandato para melhorar a arbitragem paulista, pena que a maioria dos árbitros não dão a mínima importância para isso.

Preliminares:


A assembléia extraordinária e ordinária foi aberta com a saudação do presidente Arthur Alves Junior para os presentes onde explicou a autorização dada a nossa presença e pediu a autorização dos demais sendo que estatutariamente só é permitido a presença de associados e como ninguém se opôs, deu seqüência nos trabalhos.

Arthur frisou que a entidade ainda esta no aprendizado de realizações de assembléias, que ele já participou de muitas, já cobrou muitas coisas e que agora esta do outro lado e espera ser cobrado e que procurará não deixar ninguém sem respostas.

Pontos abordados

Reforma estatutária
Durante a leitura da convocação feita pela secretaria Renata Ruel de Brito, Arthur esclareceu que no dia 19 de abril, com 17 pessoas presente foi realizada assembléia extraordinária onde não foi feita a reforma estatutária como alguns pensam, mas que ele será feita ainda este ano. Frisou ainda que desde 10 de janeiro, o site oficial esta aberto para receber sugestões dos associados para a reforma estatutária e que até a presente data foi apresentada apenas uma sugestão. Arthur disse que sonha com o dia em que os associados chegarão com os balancetes na mão para as assembléias. Também informou ser necessário mudar o processo eleitoral na questão da data da posse da diretoria eleita, lembrando que ele foi eleito em outubro e só assumiu em abril, seis meses depois, defendendo que a posse seja imediata ou no mais tardar em primeiro de janeiro.

Leitura, discussão e aprovação da assembléia anterior
Foi dispensada a leitura e aprovada por unanimidade a assembléia realizada em 07 de abril de 2011, convocada pelo ex-presidente Sérgio Corrêa e comandada pelo vice-presidente Dárcio Pereira.

Fique sabendo: Consta nesta assembléia (AGO e AGE), entre outros assuntos, o contrato de aquisição de dois jazidos com três gavetas cada um onde deveria ser feito os sepultamentos de associados. Foi informado que deverá ser discutida em uma próxima reunião de diretoria a permanência ou a venda desses jazigos.

Chancela



A chancela esta sendo implantada deforma lenta e gradual propositalmente por ainda não haver um amparo jurídico que de uma segurança maior. Segundo Arthur, a chancela é uma franquia onde as empresas e as associações de árbitros poderão usar um escudo com a marca do Safesp na manga esquerda dos uniformes dos árbitros, devendo para isso ser submetidas aos pré-requisitos determinados pelo sindicato e com pagamento mensal de uma soma em dinheiro, cabendo ao sindicato a fiscalização das empresas e dos serviços por elas prestados.

Porém, Arthur afirma que precisa do apoio do árbitro para que a implantação da chancela seja consolidada, onde os árbitros, principalmente os associados do sindicato, digam não para as empresas que não tenha a chancela do Safesp. Também esclarece que o sindicato não esta preocupado apenas com o valor financeiro que entrara com a chancela, mas que atuará como órgão fiscalizador do setor no Estado de São Paulo, fiscalizando se as empresas e as associações estão participando das licitações com a entrega da documentação correta, como elas estão agindo eticamente no mercado, se estão pagando uma taxa digna aos árbitros, principalmente aos amadores e na conduta dessas com seus contratados.

A chancela foi explicada, discutida e provada por unanimidade.

Marcas e patentes
Foi passado para os presentes que o SAFESP fez o registro de sua marca através da empresa MP Brasil.

Associados inadimplentes
Lista de 480 árbitros inadimplentes até dezembro de 2011, onde constam nomes que está há mais de sete anos sem pagamentos. Foi resolvido que eles serão notificados via correspondência e terão 30 dias após a notificação para que regularizem as pendências.

Aniversariante do mês
Foi registrado que a festa de comemoração de aniversário do associado foi cancelada por ter sido constatado que só participavam das festas as mesmas pessoas de sempre e o aniversariante do mês não participava.

Reforma da sede
A reforma na sede que iniciou no dia 13 de outubro de 2011 e se estendeu até fevereiro de 2012 como planejado, foi necessário devido ao fato de que o imóvel adquirido fora projetado inicialmente para ser residencial e estava sendo adaptada para uso comercial, onde eram constantes as quedas de energia por sobrecarga devido ao grande número de equipamentos eletrônicos ligados ao mesmo tempo, banheiros sem ventilação que deixava o ambiente com um cheiro desagradável, divisórias mal planejadas que separava os departamentos entre outros para não deixar o prédio se deteriorar e adaptando-o para o uso comercial.

Segundo avaliação do imóvel pelo relatório da AMICO ARQUITETO, os 215 metros quadrados de área construída em um local de alta valorização, têm seu valor de mercado em aproximadamente R$ 1.500.000,00 (hum milhão e quinhentos mil reais).

Festa de final de ano - 2011
O sindicato realizou uma festa para mais de 500 pessoas no clube do Nacional em São Paulo, totalmente gratuita para os árbitros e seus familiares onde foram gastos R$ 122.054,00 onde a cooperativa ajudou com a metade do aluguel do clube onde foi realizada a festa.

Assessorias

Foi abordado o fato de haverem varias assessorias sem necessidade e que o sindicato não tem recursos para renumerar os assessores sendo necessária a boa vontade das pessoas em fazer um trabalho voluntario para serem indicados ao cargo.

Porém foi esclarecido que essa situação deve mudar conforme a previsão orçamentária permitir para que as pessoas não trabalhem apenas pelo favor e que não fiquem comentários que estão trabalhando em troca de serem escalados na FPF, preservando assim o árbitro e a entidade desses comentários. Segundo Arthur, a Federação Paulista tem 584 árbitros no seu quadro, desses, apenas 18% são sindicalizados com suas mensalidades em dia.

Academia de árbitros
Foi feito uma analise altamente contraria da existência e utilidade da academia de árbitros que foi criada em maio de 2006. Ela conta com 17 acadêmicos, sendo que muitos deles ha anos não comparecem no sindicato. Segundo o estatuto da academia, para ser acadêmico, o árbitro tem que ser sócio do sindicato e com as mensalidades em dia, porem houve um caso em que o presidente desta academia estava inadimplente, sem contar o descaso de alguns e o fato do ultimo presidente, Dionísio Roberto domingos, ter pedido demissão do cargo.

Lista dos acadêmicos: Abel Barrozo Sobrinho, Arthur Alves Junior, Claudson Lincoln Beggiato, Cleber Abade, Dionísio Roberto Domingos, Ednilson Corona, Marcio Campos Sales, Marcio Luiz Augusto, Marcio Verri Brandão, Paulo César de Oliveira, Roberto Perassi, Sálvio Spinola Fagundes Filho , Silvia Regina, Valter José dos Reis, Vicente Romano Neto, Wilson Luiz Seneme.

Varias opiniões foram colocadas pelos participantes, porém não foi tomada nenhuma decisão, mas a tendência e o mais provável é a extinção da academia em breve. Infelizmente na pratica a academia não teve nenhuma utilidade para a arbitragem e ela não é reconhecida pelo sindicato.

Conselho de ética
O conselho de ética atuara de forma dura, porém justa, contra o árbitro que denegrir a imagem do sindicato. Foi relatado que por duas vezes, três árbitros, sendo eles federados, escalados no Esporte Clube Banespa não levaram sua ferramenta de trabalho, ou seja, as bandeiras. Esse é um motivo pratico para irem para o conselho de ética, sendo ele federado ou não, pois para o sindicato eles são iguais, são profissionais.

Denúncia
Segundo Arthur Alves, quando houver alguma denuncia, ela devera ser identificada e que não será aceita denuncias anônimas.

Obs. Aqui deveriam ser aceita as denuncias anônimas, até mesmo por que elas apontam para o que deve ser investigado e não que se puna sem essa investigação. Lembro que varias denuncias anônima deram inicio a investigações que mudaram a historia deste país e que o denunciante por estar envolvido, muitas vezes e até temendo represálias, não faz a denuncia beneficiando assim o infrator. Como penso que esta não é a intenção do sindicato, essa regra devera ser revista.

Aumento para transporte da arbitragem
O Safesp conseguiu um pequeno aumento nos valores dos kilometros rodados em favor dos motoristas da arbitragem.

Taxas e diárias
Foi colocado pelos participantes que o pagamento de apenas uma diária em partidas com necessidade de pernoite não cobrem as despesas. Arthur esclareceu que o sindicato solicitou providencias nesse sentido e que a FPF concordou em pagar duas diárias em pernoite como era antigamente. Também informou que os avaliadores que fazia no mesmo dia jogos do sub-11, sub-13, sub-15 e sub-17 recebendo apenas por um jogo, já estão recebendo por todos os jogos e que a decisão é retroativa a 1º de janeiro de 2012.

Desconto em campeonatos amadores
Hoje, os árbitros federados pagam uma contribuição anual maior que o não federado para o sindicato e tem 5% das suas taxas de jogos da FPF revertidas para a cooperativa e para o sindicato sendo que o não federado não tem desconto nenhum a não ser o administrativo. É intenção da presidência igualar as categorias a partir de 2013, tendo assim uma mesma anuidade e descontos nas taxas dos jogos em favor da entidade.

Área ANAF

Foi criado um espaço dentro do sindicato que é chamado área ANAF onde os árbitros escalados pela CBF em partidas no Estado de São Paulo pode desfrutar do local para se comunicar e interagir através do computador e do telefone disponibilizado no local. Portanto, árbitros de todo o Brasil, estando em São Paulo, venha até a sede do sindicato tomar um café e usufruir da estrutura oferecida pelo Safesp totalmente gratuíta!

Licitações
O sindicato já participa e estará participando de todas as licitações para jogos no estado de São Paulo. Para isso, contratou empresa para auxiliar nas licitações e estará fazendo curso em vários locais do estado para capacitar árbitros que serão usados nesses campeonatos e segue firme aquele propósito assumido pelo presidente na sua posse de elevar o número de associados para 5 mil. Esta faltando algo próximo de 4.500 associados para atingir o número desejado, como o projeto é de vinte anos no poder, tudo pode acontecer.

Arthur comentou que às vezes, a pedido de outras empresas solicitando um determinado árbitro, chega a trocar esse árbitros de jogos sem o prejudicar para possibilitar que este trabalhe pela FPF e para a empresa que solicitou onde os jogos são diferenciados e as taxas bem melhores.

Árbitro pombo correio
Essa vem desde o meu tempo (todo jogo no interior tem que ter um árbitro de São Paulo para levar a papelada da partida), eu detestava fazer o trabalho do pombo correio, eram viagens interminaveis, bagagens enormes com bolas e uniformes dos demais componentes da arbitragem que moravam no interior e para piorar, na volta tinha que obrigatoriamente passar na FPF para devolver a papelada da partida. Quem não tem vocação, não aguenta amigo!

Pensando nisso, foi aprovado um projeto do sindicato junto a FPF, que será colocado em pratica brevemente onde não será mais necessária a utilização do árbitro pombo correio nos jogos do interior. As escalas serão regionalizadas proporcionando um custo menor aos clubes e menos desgastes dos árbitros que não precisarão fazer grandes viagens por conta somente da papelada das partidas.

Outros assuntos
Departamento jurídico: Foi informado que o sindicato não tem caixa para suportar todas as despesas e manter advogado contratado a disposição dos associados, mas estará contratando o profissional para atuar em defesa dos associados quando esses necessitarem.

IPETE - CT da arbitragem

O associado Ricardo Pavanelli Lanuto apresentou estudo preliminar de um projeto para a criação de um CT da arbitragem paulista. O projeto que se chama IPETE - Instituto Paulista de Estudos Técnicos e Esportivos, engloba campo de futebol com pista olímpica de atletismo, ginásio de esportes, academia, alojamentos, piscina coberta e descoberta, vestiários, auditório, área de lazer, observatório, heliporto e administração.

O IPETE além do uso com a arbitragem, podera ser alugado para equipes em pré-temporada, eventos de empresas e outras utilidades. Ricardo Lanuto (foto ao lado) é o engenheiro responsável pelo projeto, o esboço do projeto foi muito bem feito e já esta em poder da presidência da Federação Paulista de Futebol. Tomara que esse projeto não seja igual ao CT Fantasma de um Estado vizinho onde um projeto semelhante foi apresentado e depois usado como barganha para que um árbitro polêmico fosse promovido e rebaixado depois quando se descobriu a farsa.

Balanço financeiro 2011
Foi comunicado a troca da empresa que fazia a contabilidade do sindicato, por não apresentar mais um trabalho condizente com as necessidades da entidade. Foram feito três orçamento, sendo que a “Organização Fran Rudi Contabilidade S/C”, situada na Rua Dois de Julho, 272 – no bairro do Ipiranga em São Paulo/SP, que apresentou o menor preço, as melhores condições de trabalho e atendimento sendo contratada pelo sindicato.

Fique sabendo: Segundo um associado mais antigo, na gestão José de Assis Aragão o prédio onde funciona a sede do sindicato, foi adquirida com pagamento à vista e que após a aquisição, ainda constavam cerca de 900 mil reais na conta do sindicato. O associado indagou então se haviam registros dos gastos das administrações anteriores que justificasse o atual caixa da entidade.

Segundo Arthur, quando ele assumiu o sindicato, o saldo de caixa era de 368 mil reais, que boa parte desses valores foi gasto na reforma, na festa de fim de ano, que algumas contas ainda estão sendo pagas, que há ainda um pequeno saldo disponível e que tudo que foi gasto esta registrado com três orçamentos como manda a lei.

Arthur também esclareceu que as contas das administrações anteriores foram aprovadas pelos conselhos fiscais de cada administração e que não cabe contestação quanto ao indagado pelo associado.

Associados inadimplentes
Pela previsão orçamentária e com as receitas de contribuição, chegou se ao numero de 478 associados (354 federados, 79 não federados e 45 jubilados). Pelos números apresentados pelo tesoureiro, pode se chegar ao total de recurso que entrou e que deixou de entrar pela inadimplência da maioria:

Vamos aos números:

Se todos os 354 árbitros federados tivessem pagos as anuidades, teria entrado no caixa do Safesp o montante de CR$ 81.582,00. Porém entrou somente CR$ 45.578,00 ou seja, apenas 52% estão em dia com suas obrigações com a entidade. Isso quer dizer que a metade esta inadimplente.

Já os não federados a situação é bem pior, se todos os 79 árbitros não federados tivessem pago as anuidades, teria entrado no caixa do Safesp o montante de CR$ 15.000,00. Porém entrou somente CR$ 3.000,00 ou seja, apenas 20% estão em dia com suas obrigações com a entidade. Isso quer dizer que de cada dez, oito não pagaram suas anuidades.

Os 45 ex-árbitros jubilados também estão na mesma situação, dos CR$ 7.000,00 que era para entrar nos cofres com as anuidades dessa categoria, apenas CR$ 3.000,00 entraram, ou seja, pouco mais de 40% estão em dia.

O tesoureiro Carlos Pianosqui esclareceu que os números apresentados acima são referentes apenas ao ano de 2012 e que se for somado todas as anuidades dos anos anteriores em atraso, esse número chega na casa de 105 mil reais.

Fim da assembléia
Para finalizar, Arthur usou da palavra para esclarecer os presentes da importância do árbitro ser associado do sindicato e manter suas obrigações em dia, que ali é a casa do árbitro e mencionou os  vários relatos dos árbitros no Livro de Ouro parabenizando a atual administração pelas atividades relatadas a seguir:

Reforma na sede, festa de fim de ano gratuita para todos os associados e seus familiares, noite italiana, aniversariante do mês, sorteio de ovo de páscoa, curso de inglês com kits e professores pagos pelo Safesp, curso de arbitragem e aula revisional.

Brindes e homenagens

Após os trabalhos, foi feito a distribuição de brindes para os presentes sendo que os associados Benedito Martins Corrêa (Bene), Rafael Tadeu Alves de Souza (Tadeu), Fernanda Batista de Queiróz e Leonardo Schiavo Pedalini foram agraciados com ovo de páscoa, bandeira, par de cartões e apito respectivamente.

Após a distribuição dos brindes, aconteceu algo inesperado e de muita emoção para mim. Confesso que quando decidi ir na assembléia a minha expectativa era a pior possível, meu ultimo encontro com Arthur Alves não tinha terminado nada amigável e já tinha eu criado uma casca e vários escudos para enfrentar as adversidades que na minha visão seria as piores possíveis. Mas uma coisa aprendi nessa vida, quando você faz as coisas honestamente, não tema nada e encare as pessoas de frente, olhando nos olhos dela e por mais que elas não aceite, se você foi honesto e falou a verdade, elas terão que admitir e reconhecer que você fez o seu trabalho.

Mas felizmente, após uma breve discussão onde Arthur disse tudo que queria e ouviu o que eu tinha pra dizer, o clima ficou melhor e aos poucos fui me sentindo mais ambientado novamente, mas longe de esperar ou sonhar o que se sucedeu.

Arthur apresentou aos presentes a minha ficha de associado de quando entrei no sindicato de número 1432 preenchida em 14/08/1992. Em seguida, pediu aos membros de sua diretoria presente na assembléia, Carlos Donizeti Pianosqui e Renata Ruel, mais o sócio fundador José Sidnei Esteves que me entregassem como homenagem os instrumentos de arbitragem, bandeira, par de cartões e apito por eu ter sido e nunca deixa de ser um árbitro de futebol o que me honrou e ainda me honra muito.

Sem me dar tempo de respirar e absolver a emoção, Arthur me homenageou pessoalmente entregando uma medalha em reconhecimento de tudo que fiz e que ainda faço pela entidade com minhas criticas construtivas que é necessário para a grandeza do sindicato.

Observações finais.
Quero dizer que:

Mas uma vez agradeço a todos e aqui o reconhecimento e o agradecimento especial a funcionária Viviane (foto abaixo) que sempre me tratou com muito carinho e atenção atendendo na medida do possivel os meus pedidos.

Que fiquei muito emocionado e agradecido com o tratamento e a homenagem recebida. Estarei sempre à disposição de todos que me procurarem e assim como fui tratado, tratarei a todos com respeito e cordialidade. Mas que o meu trabalho continuara, na fiscalização, na busca de justiça e na melhora para a arbitragem em geral.

Como disse para todos na assembléia, minha função hoje é diferente da que exercia quando árbitro, quando aposentamos na arbitragem, cada um procura o seu caminho e o meu é mostrar, cobrar e comentar tudo que é ligado à arbitragem. Sei que às vezes toco em assuntos que não agrada a alguns, mas procuro fazer de forma profissional, sem perseguição, sem revanchismo e sem levar pelo lado pessoal. Por isso, me coloco a disposição de todos para esclarecer qualquer duvida ou palavra mal colocada que por ventura eu venha colocar.

Como vocês, sou um ser humano e cometo meus erros, mas estarei disposto a consertá-los com sua ajuda, para isto basta que se manifeste e me procure. Não sou o dono da verdade, mas procuro por ela, venha de onde vier e doa a quem doer. Já doeu em mim e poderá doer em você que me lê se tiver um desvio de conduta, serei o retransmissor de seus atos nos assuntos diretamente ligados a arbitragem.

Frase: “Se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas”. (Chico Xavier)

terça-feira, 29 de maio de 2012

A função do AAA

A primeira polêmica (de muitas que irão ocorrer neste Campeonato Brasileiro) envolvendo os árbitros assistentes de gol ocorreu na partida entre Vasco e Grêmio. Este gol do Grêmio foi anulado pelo árbitro assistente auxiliar (AAA) Marcos André Gomes da Penha na partida dirigida pelo árbitro Célio Amorim.



Independente da decisão tomada, no meu ponto de vista equivocada pois não vejo falta na jogada, é importante ficarmos atentos a alguns fatos que irão acontecer nestas 38 rodadas (agora 37).

1. Posicionamento: Os árbitros de gol estarão colocados do mesmo lado dos bandeiras. O motivo desta colocação é uma orientação da Fifa que no ano passado “experimentou” os árbitros de gol no lado inverso, fez suas conclusões e este ano os troca de lado para perceber em qual dos lados os efeitos positivos são melhores. Os árbitros centrais, neste conceito, seguirão realizando seu deslocamento em sua diagonal principal.

2. Comunicação: Os árbitros de gol (também por orientação da Fifa) não fazem qualquer tipo de gesto ou sinalização. Sua comunicação e informações ao árbitro central chegam em pequenas mensagens pelo microfone. Ex: pênalti, falta, vermelho etc.

3. Filosofia: O sistema centenário de poder centralizado no árbitro central NÃO MUDOU. Ou seja, os árbitros de gol, assim como os árbitros assistentes e o 4º árbitro são membros INFORMATIVOS. Eles devem, sempre que o árbitro não estiver melhor colocado para tomar uma decisão, informar seu ponto de vista em relação à jogada.

Assim chegamos ao ponto. A função nova (que ainda é um EXPERIMENTO) deve ser assimilada pelas pessoas que vão exercê-la e também pelo resto da equipe de arbitragem. Os centrais deverão saber receber informações e caso estejam convictos de suas decisões agradecer ao AAA e ficar com o seu ponto de vista. Os AAA deverão saber o momento correto de auxiliar ao árbitro, procurando colaborar somente nos momentos em que sua intervenção seja essencial e indiscutível.

Sempre que dirigi uma partida deixei muito claro para minha equipe que minha decisão final sempre seria a que eu consideraria naquele momento a melhor para o time. Portanto, sem “melindres”, será natural (como sempre foi) uma informação chegar ao árbitro e o mesmo não acatá-la. Vida que segue.

Um risco assumido pela CBF quando adotou o sistema novo é o fato da pequena experiência que todos os árbitros têm neste novo sistema. Os árbitros que trabalharam este fim de semana na série A, exceção aos paulistas e cariocas, não tiveram mais de oito horas de treinamento no novo modelo.

Pense, será que com oito horas de treinamento você se sentiria seguro para excercer suas funções profissionais?

Assim, polêmicas virão e será difícil cobrar “excelência” com tão pouco tempo de treinamento.

Blog do Gaciba

Nova lei coloca apito sob dilema regulamentação x profissionalização

O futebol brasileiro deu o pontapé inicial para diminuir a desigualdade vivida entre os seus principais personagens (jogadores) e uma figura vista pela torcida exclusivamente como vilã: os árbitros. Há quase duas semanas (dia 16 de maio), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6405/2002 para regulamentar a função dos apitadores no Brasil, uma proposta que tramitava no Legislativo desde a década passada.

O texto original vindo do Senado sofreu uma alteração em função de uma emenda do deputado André Figueiredo (PDT-CE). Desta forma, haverá uma nova análise dos senadores antes de o Projeto de Lei ser enviado para a sanção da presidente Dilma Roussef. De qualquer forma, o texto é visto apenas como o primeiro passo para o início de um processo de progressão na função dos apitadores.

“O reconhecimento era um anseio antigo dos árbitros de futebol, que não podiam recorrer à Previdência e tinham a obrigação de cumprir outra profissão para não ficar provado o vínculo com as federações”, exalta André Figueiredo. “Esse foi o primeiro passo de avanço, é uma coisa que vai proporcionar uma realidade diferente lá na frente aos profissionais”, emenda o coronel Marcos Marinho, chefe dos árbitros da Federação Paulista de Futebol (FPF).

A regulamentação irá colocar os árbitros em um patamar mais respeitável, mas, por enquanto, é impossível pensar que os comandantes dos jogos terão um vínculo trabalhista com as federações para findar a profissionalização. Presidente da Comissão de Árbitros da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Sérgio Corrêa apresenta ponderações econômicas para justificar a permanência dos apitadores como trabalhadores autônomos.

“Não tem como, é inviável, quem pagaria essa conta? Temos 600 árbitros no quadro. Se pagarmos R$ 1 mil por mês para cada um, que não seria um grande salário, o gasto mensal seria de R$ 600 mil. Com todos registrados em carteira, o valor sobe para R$ 1,2 milhão”, comenta o dirigente.

Na visão de Sérgio Corrêa, os árbitros necessitam de uma legislação específica para a sua função. Porém, independentemente da nova lei, o representante da CBF aponta que a realidade não terá mudanças em relação ao nível das arbitragens. Ele acredita que os erros – considerados em número elevado pela maioria dos críticos – estão relacionados com as limitações humanas.

“Vamos lembrar que a Fifa fez um investimento enorme na preparação dos árbitros para a Copa do Mundo de 2010 em todos os sentidos e tivemos erros graves, tanto no jogo da Irlanda nas eliminatórias contra a França, e naquele lance da Inglaterra contra a Alemanha. No fim das contas, o prejuízo pode chegar a milhões”, diz.

Ex-árbitro da Fifa, Sálvio Spinola Fagundes Fiilho concorda que os equívocos nas decisões mais importantes não têm relação com a regulamentação ou um futuro processo de profissionalização. “Os erros capitais continuarão, como acontece em qualquer lugar que tem futebol. Mas tende a haver mais segurança ao árbitro (com maior tempo de preparação)”, aposta.

A partir de agora, os árbitros serão vistos como trabalhadores autônomos - ou seja, seguem sem vínculo com as entidades - e ainda estão livres para criar entidades especializadas. Na teoria, também poderão exercer só a função no futebol, algo proibido até o momento. “Acho que coloca uma situação de profissionalismo do árbitro, que passa a ser um autônomo e pode usufruir de sindicatos, ser uma categoria de verdade”, comenta o coronel Marinho.

O deputado André Figueiredo vai além e aposta que, em breve, os árbitros mais famosos terão condições de abandonar as suas profissões e viver somente das taxas dos jogos nacionais e internacionais. “Se for um profissional requisitado para grandes jogos, eu acho pode viver apenas da função de árbitro. Aliás, alguns deles falam que têm outra profissão apenas para evitar o vínculo com as federações”, diz.

Em contrapartida, o ex-árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho acredita que o termo “profissionalismo” ainda não poderá ser utilizado para a arbitragem com a nova determinação. Sem salário fixo e vínculo na carteira, os apitadores permanecem sob limitações importantes.

“A lei não fala em profissionalizar, fala em reconhecimento da profissão. Seria difícil um vínculo para 500 ou 700 árbitros. E não é possível (viver só da arbitragem) porque não tem garantia jurídica de recebimento. Como fica quando o árbitro se lesiona? E os meses em que não há futebol?”, indaga o apitador que integrou o quadro da Fifa.

Ainda assim, Sálvio Spinola Fagundes Filho louva a vitória para a classe dos árbitros. “Vários deputados fizeram campanha com os árbitros e nenhum seguiu com o projeto, agora somente o doutor André, do Ceará, que abraçou a causa e foi até o fim”, apontou o ex-árbitro, que participou de uma sessão pública no ano passado em Brasília para o debate da questão.

A principal mudança da lei realizada na Câmara dos Deputados também proporciona sanções aos árbitros - pelo Código Penal e pelo Código de Processo Penal - se houver algum tipo de crime no trabalho em campo, com pena que vai desde a suspensão dentro das atividades a uma multa e até a possibilidade de detenção de seis meses a dois anos. “A lei prevê a aceleração da condenação dos maus profissionais”, justifica André Figueiredo.

A partir de agora, o Senado pode aprovar o texto com a emenda substitutiva feita por André Figueiredo ou somente o projeto original. “Nós esperamos que o plenário do Senado vote em 30 dias essa questão e, a partir daí, ficará pendente a sanção da presidente Dilma, que terá 90 dias para decidir. Nossa expectativa é que tudo esteja definido no segundo semestre”, encerra André Figueiredo.

Texto: ESPN