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quinta-feira, 8 de março de 2018

O CRUCIFICADO!
Desde o ultimo domingo (4) a arbitragem cearense vive uma polêmica criada pelo movimento realizado pelos árbitros para boicotar os jogos do Fortaleza. Na segunda (5), os apitadores voltaram atrás na decisão e jogaram a culpa em um áudio vazado do presidente do sindicato dos árbitros, João Lucas, como a principal razão.
Mas o que realmente aconteceu? Quem esta falando a verdade? Quem liderou o movimento e porque a culpa do fracasso foi jogada em cima do presidente do sindicato? 
Blog do Marçal foi atrás das respostas, apurou os fatos, ouviu árbitros, dirigentes, colheu provas e o apurado mostra que entre rompantes, preconceitos, mentiras, fogo amigo e traições, a arbitragem cearense mostra que divisões profundas ainda estão enraizadas, que como ferida, sangra desde as ultimas duas eleições que colocaram o atual presidente à frente do sindicato, algo que muitos não engoliram e não vão engolir tão cedo!
Avelar Rodrigo, apontados como principal líder do movimento - Foto: Youtube
O que ficou provado através de áudios, fotos e depoimentos, foi que o movimento inicial era contra o veto e a arbitragem de fora, mas quando os árbitros deram conta que cometiam um erro por conta do regulamento prever a situação, mudaram os motivos e enfraquecidos buscaram um motivo para terminar o movimento de forma honrosa e usaram o áudio vazado como argumento e salvação para todos e agora querem crucificar seu presidente, que entrou como convidado e esta saindo como principal culpado!
Cronologia
Segunda-feira, 26 de fevereiro: A comissão de arbitragem da FCF convocou os árbitros para reunião técnica. Em um determinado momento, foi informado aos árbitros que a equipe do Fortaleza tinha vetado o árbitro César Magalhães e que pediria árbitro de fora para o clássico-rei. Os árbitros ficaram revoltados com a informação e um deles, Avelar Rodrigo, principal opositor ao atual presidente do sindicato, pediu a palavra e teria surgido a partir dai o movimento para não atuarem mais nos jogos do Fortaleza. Como ato seguinte, ficou decidido que buscariam apoio do sindicato e escolheram o árbitro César Magalhães para entrar em contato com a entidade de classe solicitando apoio para o movimento.
Terça-feira, 27 de fevereiro: Como a reunião terminou muito tarde, na manhã seguinte foi feito contato via telefone com o presidente do sindicato relatando a situação, que até aquele momento era devido à arbitragem de fora e o veto, tanto é que queriam incluir a equipe do Ferroviário por este ter vetado o árbitro Leo Simão. Em nenhum momento foi falado sobre as ofensas dos dirigentes. Foi marcado reunião no sindicato à noite para tratar do assunto.
O Blog conseguiu, com exclusividade através de uma fonte, print de uma conversa de whatsapp onde um dos lideres informa preliminarmente João Lucas que o veto e arbitragem de fora eram os motivos do movimento. 

Obs. Nota-se que a mensagem foi enviada de manhã, bem antes da reunião no sindicato que foi realizada a noite (veja abaixo).
Após o contato, preocupado e aflito com a argumentação dada para o movimento - sendo que o veto poderia ser administrado e arbitragem de fora faz parte do regulamento - o presidente ligou para Manoel Moita, que é seu amigo, ex-árbitro e foi seu vice-presidente no mandato passado, pedindo opinião. Em um determinado momento mandou um áudio que foi usado depois como motivo para o fim do movimento.
Durante a reunião no sindicato a noite entre o presidente, seu vice, Marcio Torres e o representante dos árbitros, quando questionado os motivos, César Magalhães mudou o informado de manhã dizendo que os motivos não eram o veto e arbitragem de fora e sim as ofensas dos dirigentes do Fortaleza. Definido os motivos, Marcio Torres e Magalhães elaboraram o oficio com a lista dos árbitros que apoiavam o movimento e definiram como estratégia a sexta-feira seguinte (02/03) como data a ser protocolado o documento na Federação e no STJD.
Sexta-feira, 02 de março: Oficio anexada com com lista dos árbitros foi protocolada na Federação Cearense de Futebol com copia ao TJD-CE.
Oficio redigido pelo vice-presidente do sindicato e pelo representante dos árbitros
Domingo, 04 de março: Devido ao clássico-rei o movimento ganhou repercussão sendo veiculado em diversos veículos de comunicação do país, incluindo o Apitonacional (leia) que fez matéria completa exibindo documentos do movimento.
Obs. O Blog apurou que logo após o movimento vir a publico, diversos árbitros locais e até mesmo de outros estados do país, entraram em contato com a CEAF-CE se oferecendo para apitar os jogos. Ou seja, fizeram o mesmo que a arbitragem cearense fez com a arbitragem do Piauí quando anos atrás apitaram jogos naquele estado durante um  movimento semelhante.
Segunda-feira, 05 de março: Decretado o fim do movimento em reunião da comissão com os árbitros durante os treinamentos físicos realizado na capital. Com argumentos frágeis, o movimento perdia força a cada hora e o surgimento do áudio vazado foi o motivo salvador e festejado pelos lideres para decretar o fim do movimento jogando toda a culpa no presidente do sindicato.
Dando ênfase maior que o necessário aos comentários no áudio, os árbitros cogitam até mesmo destituir João Lucas da presidência do sindicato como o grande culpado pelo movimento desnecessário e encobrir assim o erro praticado por eles mesmos.
O áudio
Como relatado acima, João Lucas enviou, na terça-feira de manhã, logo após ser contatado por César Magalhães, áudio de whatsapp ao ex-árbitro Manoel Moita, que por sua vez repassou a Flavio Peixoto, antigo funcionário da Federação Cearense de Futebol que teria repassado a sua chefia e aos árbitros.
Detalhe: O áudio era particular, foi passado em confiança e o ato de repassar ou compartilhar com outras pessoas esta sendo visto como uma traição.
No áudio João Lucas diz que o movimento partiu do árbitro Avelar Rodrigo - confirmado por outros em off - que segundo ele e, confirmado por alguns árbitros também em off, é uma pessoa sem equilíbrio emocional, sem visão futura dos acontecimentos e capaz de atitudes intempestivas. Apesar de deixar bem claro no áudio que era contra o movimento pelos motivos alegados estarem previsto no regulamento, o dirigente insinua que tem que apoiar pra não sofrer criticas no futuro e chama os árbitros de 'abestados' por seguirem os rompantes de Avelar.
A expressão 'abestado', muito usada no nordeste e pelo comediante Tiririca que, fora do contexto foi pura ingenuidade do sindicalista, dentro define com exatidão a atitude dos árbitros que como maria vai com as outras, -  outra expressão popular usada para se referir a uma pessoa que demonstra não ter opinião ou vontade própria – seguiram opiniões sem qualquer base legal e pouco tempo depois tiveram que voltar atrás. 
Ouça abaixo o áudio.
O que disseram
Como sempre, procurei dar o espaço para as pessoas citadas nas matérias, neste post não foi diferente. Veja abaixo o que eles disseram.
João Lucas, presidente do sindicato, disse que no primeiro contato a informação repassada foi que o veto e a arbitragem de fora eram os motivos do movimento, que ele era contra, que argumentou nesse sentido, mas que, como representantes deles, teve que apoiar o movimento.
Com relação ao áudio ele disse que foi desabafar com um amigo e não sabe por qual motivo ele repassou a conversa para terceiros. Disse também que aprendeu de forma dolorosa com o episódio, que não se pode confiar em ninguém e que o ocorrido servirá de aprendizado para o futuro.
Manoel Moita disse que houve um mal entendido, que é um empresário do ramo têxtil e não precisa andar com fofocas. Disse também que enviou o áudio para uma pessoa da Federação (Flávio Peixoto) de quem ele e João Lucas são amigos. Moita ainda acrescentou que a maioria dos árbitros não engole o fato de João Lucas ser presidente do sindicato.

Manoel Moita e o áudio vazado
Flavio Peixoto, funcionário da Federação que supostamente passou o áudio para dirigentes da FCF e para os árbitros. Em um primeiro momento, de forma visivelmente assustado e percebendo que tinha feito coisa errada, informou que não falaria nada e só se comunica com pessoas de 'alto gabarito' e com quem conhece anexando uma foto ao lado do narrador global Galvão Bueno.

"Preconceito e alto gabarito" - Flávio Peixoto com Galvão Bueno
Ao ser questionado de forma mais direta dos motivos de repassar o áudio, enviou texto onde de forma ameaçadora disse pertencer a Policia Civil, ser Oficial de Justiça e representante da Federação Cearense de Futebol. Por fim, o sisudo senhor, de forma preconceituosa e desmedida, insinuou uma relação homossexual entre mim e João Lucas colocando figuras emotions de veados no final do texto.
Repudio veemente o comentário deste senhor que ao longo da vida não aprendeu respeitar seu semelhante e lamento que uma das federações de futebol mais importante do país mantenha a tanto tempo em seu quadro uma pessoa tão preconceituosa. O comentário deste senhor toma carona na inaceitável e retrograda muleta do pensamento homofóbico, que a entidade deveria extirpar do seu quadro.
Espero que este senhor reflita e reveja sua postura no tratamento com seu semelhante para que este comentário lamentável nunca mais se repita e que o comentário trate de um equivoco humano de um infeliz e que não seja uma postura homofóbica corriqueira (veja abaixo).

  
  
 
Paulo Silvio, presidente da comissão de arbitragem cearense disse que o assunto não dizia respeito à Federação, que no caso do árbitro não querer atuar em jogos do Fortaleza que orientava para que pedisse dispensa através do portal do árbitro no site da Federação e caso fosse dispensa coletiva que orientava os mesmos a procurar o sindicato para receberem maiores informações.
Obs. Apurei que durante todo o processo do movimento do veto, a CEAF cearense, diferentemente de outros tempos, agiu sempre com maior discrição, sem ameaças ou algo no sentido acuando os árbitros, respeitando os regulamentos e a categoria.  
Apesar das tentativas, não consegui contatar Avelar Rodrigo, que terá espaço garantido caso queira se pronunciar.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Ex-presidente da federação paraibana é condenada a cinco anos de prisão

Rosilene Gomes foi apenada por crime contra patrimônio e furto duplamente qualificado; Também acusado, Genildo Januário, presidente do sindicato a época,  foi inocentado

Rosilene Gomes - foto divulgação

Presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF) por 25 anos (1989/2014), de onde só saiu por decisão judicial, Rosilene de Araújo Gomes (70 anos), foi condenada a cinco anos de prisão, por “furto duplamente qualificado (abuso de confiança e concurso de pessoas), por desvio de 15 mil reais em materiais esportivos enviados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) à entidade da qual estava afastada”.

Além de Rosilene, Antônio Alves Gonçalves (Toinho), secretário da FPF na época, também foi condenado no processo que investigou desvio de materiais esportivos. Outras duas pessoas citadas no processo, Kléber Fábio Pereira de Lima e Genildo Januário Silva, foram inocentados.

A decisão, assinada em 11 de janeiro deste ano, é do Juiz Geraldo Emílio Porto, da 7ª Vara Criminal de João Pessoa/PB.

O juiz determinou na sentença que a pena de cinco anos deverá ser cumprida em regime semiaberto. Já Antônio foi condenado a cumprir quatro anos de reclusão, a serem cumpridos em regime aberto.

Na sentença, o magistrado relatou que a ré permaneceu clandestinamente dando ordens na Federação o que teria facilitado sua atuação criminosa. O juiz ainda classificou os crimes como injustificáveis, pois segundo ele, a ré teria agido motivada pela ganancia e lucro fácil tendo em vista que a mesma comercializa materiais esportivos na capital paraibana.

A defesa de Antônio Gonçalves disse que o acusado confessou a prática delitiva, mas que agiu sob as ordens de Rosilene, e não teve a intenção de subtrair os materiais.

Rosilene foi condenada com base no artigo 155, parágrafo 4, do Código Penal, caracterizando o delito como furto qualificado, já que houve abuso de confiança e foi mediante concurso de duas ou mais pessoas.

A decisão cabe recurso e o magistrado decretou que os réus recorram em liberdade.

Entenda o caso

Em 2014, a Junta Administrativa que administrava a entidade a época, deu entrada numa representação criminal contra dois funcionários da entidade e contra o então presidente de sindicato dos árbitros acusando-os de “furto qualificado”. A denúncia dizia que a CBF enviou um kit com 355 itens da Seleção Brasileira para a Federação, avaliado em R$ 15 mil, mas que este acabou sendo “desviado” para Rosilene Gomes, a ex-presidente da entidade.

A investigação interna durou cerca de 3 meses, pois segundo Eduardo Faustino, membro da Junta Governativa da FPF, os envolvidos permaneceram em silêncio e tudo só foi elucidado após um e-mail recebido pela CBF comprovando o envio do material, que foi doado também às outras federações do país.

Genildo Januario e Rosilene Gomes - foto divulgação

Segundo a denúncia, os documentos que comprovaram a entrega da encomenda mostra que esta foi recebida por Antônio Alves Gonçalves, o secretário-geral da entidade que é conhecido por Toinho.

O documento diz ainda que Toinho junto com o motorista da FPF, Kleber Fábio Pereira da Silva, enviaram sem o conhecimento da Junta o kit para Rosilene, num ato que segundo os dirigentes da Federação corresponde a furto.

Ainda de acordo com a denúncia, o envio do material esportivo para Rosilene teria contado com o conhecimento de Genildo Januário, então presidente do Sindicato dos Árbitros da Paraíba.

A época, a Federação Paraibana de Futebol divulgou o conteúdo do kit supostamente desviado da FPF para Rosilene: 50 meiões de jogo, dez chuteiras, cinco camisas polo, 20 calções de jogo, 40 calções de treino, 20 calças de treino, dez jaquetas de frio, 20 casacos-hino, 50 camisas térmicas, 50 calções térmicos e 80 agasalhos. Todos produtos da Seleção Brasileira de Futebol.

Na época, Genildo Januário confirmou o caso em reportagem. Segundo ele disse, estava viajando quando soube por Toinho que o material tinha chegado e sido colocado na sala do sindicato. Ao chegar de volta a João Pessoa, viu que o kit não era da entidade que presidia e avisou isto ao secretário-geral, que por sua vez pediu ajuda para colocar tudo dentro de um carro.

“Ajudei como ajudaria qualquer pessoa. Toinho disse que era de Rosilene Gomes e eu acreditei. Apenas ajudei ele a colocar o material no carro, mas não tenho nenhuma responsabilidade com o suposto desvio. Vou levar esta versão a quem precisar, porque ela é a verdadeira”, declarou GJS na ocasião. 

Veja a sentença abaixo na integra.









Imagens Blog do Gordinho

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

regulamento RASGADO!


No ultimo sábado (20), jogaram Taboão da Serra e São Carlos pela segunda rodada da Serie A3 do Campeonato Paulista. A partida teve um vencedor, o time da casa que fez dois 2 a 0, e um grande perdedor, a arbitragem paulista.

Em mais uma decisão equivocada da comissão de arbitragem paulista, que apesar de vários membros, se resume a um só nome, o todo poderoso Dionisio Roberto Domingos, escalaram uma árbitra sem as qualificações exigidas para a partida conforme as normas da arbitragem paulista escrita pelo próprio Dionísio. O mesmo Dionísio que tem tantas exigências com os árbitros sequer cumpre o que escreve!

Infelizmente a arbitragem paulista, entregue por mais de uma década a um estranho no ninho (Cel. Marinho) que resultou no sucateamento e envelhecimento daquela que é considerada a melhor do país, esta agora nas mãos de um dirigente soberbo, arrogante e mal preparado que se acha um Deus, mesmo não tendo realizado até hoje qualquer trabalho que o credencie a ser um simples Querubim. Vale lembrar que esse mesmo dirigente foi praticamente escorraçado da CBF, após, supostamente, tramar contra Sérgio Corrêa que o colocou lá e de Santa Catarina quando tentou implementar esses mesmos métodos, mas nitidamente protegia, a época, sua amada Nadine Bastos, com escalas acima de um nível aceitável.

Na verdade o dirigente sequer respeita ou cumpre o que ele mesmo escreve.

Adeli Mara Monteiro não tem índice físico masculino como exige as normas de classificação dos árbitros de futebol, que no item 7 (Fator condições física), paragrafo 2 letra B diz que as integrantes do gênero feminino, caso não atinjam os índices para as competições masculinas; farão avaliações de índice feminino para atuarem nas competições não profissionais (amadoras)” (veja abaixo).




O outro lado

Procurei, na manhã do sábado e em tempo hábil para mudanças, Dionísio Domingos e José Henrique, abordando o assunto. Dionísio, no alto do pedestal, como sempre não quis se pronunciar. Já Zé Henrique, via celular, infirmou que a escala tinha sido um erro de um subalterno, mas que na sua visão de momento, deveria ser mantida, pois a árbitra já estava em deslocamento para o local da partida. Porém disse que consultaria antes os demais membros da comissão para tomar uma decisão, ficando nítido e cristalino que consultaria Dionísio, que todos sabem quem manda verdadeiramente e comanda com mãos de ferro a CEAF Paulista.

A árbitra Adeli Monteiro não tem culpa alguma do ocorrido, pois a ela cabe cumprir as escalas que é designada. A culpa pelo erro é de quem a escalou e sequer conferiu se a mesma preenchia todos os pré-requisitos para a partida. Enquanto isso, outras com índice masculino não são escaladas por não fazerem parte do grupinho do vale, tão prestigiado por Dionísio Domingos e sua comissão de subservientes.

Veja abaixo a escala da partida.



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Se convidar eu vou

Santa Catarina 2016

Nesta terça-feira (9) embarco para Belo Horizonte, onde cobrirei, para os veículos de comunicação que represento (Blog do Marçal e Apitonacional), a pré-temporada da arbitragem mineira. De lá, na quinta (11), sigo direto para Blumenau, em Santa Catarina, onde confiro a pré-catarinense.

Todo inicio de ano é assim, recebo vários convites, estou aberto a eles, mas infelizmente não tenho como aceitar todos. Tem sido assim desde 2011 e desde então estive em diversos estados como São Paulo (onde moro), Alagoas, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina entre outros, cobrindo os trabalhos da arbitragem local sempre a convite dos dirigentes.

Reteste CBF em Jundiaí/SP 2012

Minha função nessas viagens é observar, interagir com árbitros e dirigentes se convidado, registrar todas as atividades através de matérias e fotos nos canais já mencionados e passar um Feedback caso seja solicitado.

Para aceitar o convite algumas regras precisam ser cumpridas e respeitadas. A principal delas é a liberdade para estar em todas as atividades e independência para mostrar e escrever o que foi visto e ouvido sob minha concepção. Em hipótese alguma é permitido ou aceito qualquer maquiagem ou manipulação na informação a ser repassada aos internautas.

Alagoas 2011

Certa vez um dirigente disse que minha ida a sua pré era como uma auditoria, pois tinha através de mim uma visão mais apurada do trabalho realizado pela sua equipe, além de receber de mim sugestões de fatos presenciados em outros estados que enriqueceram o conteúdo da sua pré. 

Durante a minha estadia registro tudo, mostro tudo e comento o trabalho realizado. Se ele for bom é elogiado, mas se for ruim, com certeza vou criticar.

Visita à Comissão de arbitragem da CBF 2015

Outra regra é a logística da viagem. Cabe a quem convida arcar com as despesas básicas como passagens aéreas, hospedagem, alimentação e transporte interno quando necessário. Além disso, em nenhum momento é cobrado qualquer valor para fazer esse trabalho que entendo ser muito importante, pois além de divulgar a arbitragem local a nível nacional, o apresentado pode ser usado como referencia para aperfeiçoar o bom trabalho e corrigir as possíveis falhas.

Quero aproveitar e parabenizar todos os dirigentes dos estados que visitei, pois em todos tive total liberdade para trabalhar, para elogiar e criticar quando necessário aceitando principalmente as criticas com naturalidade sem que isso abalasse a confiança e o respeito pelo meu trabalho.

Minas Gerais - 2017

Caso você queira que eu visite seu estado para divulgar sua arbitragem local, basta convidar que estarei a sua disposição sempre!

sábado, 6 de janeiro de 2018

Manter ou renovar!
Federação Paulista de Futebol usa Copa São Paulo para dar ritmo aos veteranos em vez de revelar jovens árbitros 


A Federação Paulista de Futebol esta realizando, de 02 a 25 de janeiro, a 49ª Copa São Paulo de Futebol Júnior. A maior competição da categoria no país tem números impressionantes como os mais de três mil atletas inscritos oriundos de quase 800 cidades do país distribuídos nos 128 times divididos em 32 grupos. Ao todo, 25 estados brasileiros e o Distrito Federal, além de atletas estrangeiros estão representados na competição.

Segundo o censo da competição, ao todo, são 774 cidades brasileiras com pelo menos um atleta inscrito no torneio. Dos 3.079 garotos que disputam a copinha, nove são estrangeiros sendo dois chineses, dois uruguaios e dois portugueses, além de um haitiano, um hondurenho e um indonésio.

Os clubes usam o torneio principalmente para revelar atletas para suas equipes principais e para negociar jogadores fazendo entrar dividendos nos seus cofres.

Na arbitragem não deveria ser diferente, deveria ser exclusivamente para revelar jovens árbitros, mas não é! A entidade do estado mais rico da federação tem mais de 400 árbitros inscritos no seu departamento. Desses, pouco mais da metade estão trabalhando nas divisões de base aguardando oportunidades para mostrarem que tem condições de ascenderem na carreira e chegar aos grandes jogos. Muitos deles ficam só no sonho, o tempo passa, as oportunidades não aprecem, as escalas diminuem e os diamantes terminam abandonando a carreira sem serem lapidados perdendo tempo e o investimento.

A copinha seria a vitrine perfeita para a revelação de novos talentos para a renovação que se faz necessário, mas a Comissão de Arbitragem, capitaneada pelo ex-árbitro Dionisio Roberto Domingos, demonstra o mesmo erro e a habitual covardia do antecessor Cel. Marinho que ficou uma década no comando da arbitragem sem revelar sequer um árbitro a nível nacional. Marinho escalava só árbitros rodados nos jogos deste torneio com medo de escalar jovens e ter problemas nas partidas e assim perder poder, o emprego e a polpuda grana que recebia como chefe do apito paulista. O resultado foi o pior possível com o sucateamento da arbitragem paulista, hoje velha e sem uma base para a renovação com um minimo de qualidade.

Curiosamente o comandante foi demitido após escalar um desses medalhões de forma irregular numa edição anterior do torneio (Flávio Guerra estava suspenso pelo STJD).

Em 2016 Flávio Guerra atuou suspenso pelo STJD na partida São Paulo x Figueirense

Neste ano, a comissão atual, divulgou até aqui, as escalas de 192 jogos das três primeiras rodas do torneio. Nessas designações, principalmente nas partidas da terceira rodada, escalou os principais árbitros do seu quadro, muitos deles com rodagem internacional como os FIFAs Raphael Claus e Luiz Flavo de Oliveira, além de outros que apitam a principal divisão do Estado (A1) e as principais competições da CBF como Flavio Rodrigues de Souza, Vinicius Furlan, Thiago Duarte Peixoto, Vinicius Gonçalves Dias Araújo, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Salim Fende Chavez.

Mas a dependência dos antigões não para por ai, ainda utilizaram Thiago Luis Scarascati, Douglas Marques das Flores, Adriano de Assis Miranda, Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, Leandro Bizzio Marinho, Aurélio Sant Anna Martins, Jose Claudio Rocha Filho e Rafael Gomes Felix da Silva que já apitam jogos da primeira divisão do Paulistão.

O mesmo sistema também foi adotado com os assistentes, só que em menor proporção. Nas escalas aparecem nomes como Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva, Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Daniel Luis Marques com experiências em jogos da primeira divisão do estado e jogos da CBF.

O Blog procurou Dionisio Domingos que não retornou contato. Já José Henrique de Carvalho, presidente da CEAF paulista, disse por telefone que os árbitros foram escalados a pedido deles mesmos para pegarem ritmo de jogo tendo em vista que estão em inicio de temporada.


O Blog do Marçal respeita a informação, mas não concorda e  explico porque. O árbitro consagrado só tem a perder atuando nesta competição, pois se for bem não será mais que obrigação, mas se for mal estará sendo observado e questionado sua condição podendo até mesmo prejudicar a carreira. A explicação que é para dar ritmo aos árbitros não convence, pois os mesmos devido a pouca importância do jogo para eles levando em consideração com os grandes jogos que estão acostumados, não terão motivação suficiente para acompanhar as partidas de perto. A tendencia é plantarem como bananeiras no meio do campo e acompanhar as jogadas de longe o que certamente será prejudicial não só para a arbitragem assim como o jogo todo.

Rafael Felix Gomes da Silva apitou a final de 2017 e atua em jogos da CBF

Além disso, se sofrerem qualquer tipo de agressão ou cometerem grande erro, estarão na mídia nacional, podem sofrer punições desportiva além de virar motivos de chacotas não deixando de incluir os riscos das lesões.

Por fim, deixo uma pergunta no ar que só teremos respostas com o passar dos anos. O que é mais importante, dar ritmo a árbitros experientes e rodados ou revelar e dar experiência a novos valores?

Obs. A critica não é ao árbitro, eles não tem culpa de serem escalados, não é pessoal e nem ao cidadão, mas sim a covardia do dirigente que prefere manter seu emprego em vez de arriscar e fazendo algo diferente do que ali estava. Se fosse para continuar a mesma coisa, não teria necessidade de mudanças.

O todo poderoso Dionísio Domingos assumiu a arbitragem paulista botando pavor e reformando geral. Trocou colaboradores, extinguiu e criou novos cargos, implantou novas determinações, regulamentos, metodologia, mas no contexto geral continua tudo como antes com a arbitragem patinando como um carro de alta potencia atolado em bancos de areia.

Acompanhe abaixo as escalas dos medalhões.


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

 Vem forte!

ANAF passará por eleições no próximo ano e tesoureiro da entidade, Salmo Valentim, será candidato a presidência


A Associação Nacional dos Árbitros Futebol (ANAF) passará por eleições de diretoria no próximo ano. O atual presidente Marco Antônio Martins (eleito em 2010 e reeleito em 2014), não deverá concorrer à reeleição devida suas obrigações na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na comissão de arbitragem catarinense.

Quem vem forte como candidato é o atual diretor financeiro da entidade, Salmo Valentim da Silva, o pernambucano já avisou aos aliados que disputara a presidência e vem fazendo alianças, buscando apoio nas bases e costurando sua diretoria nos bastidores para lançar sua candidatura no inicio de janeiro.

Sindicalista de profissão, Valentim tem como meta ouvir primeiro o segmento arbitragem para depois apresentar seu plano de governo, mas alguma medida que pretende implantar no seu mandato já é de conhecimento como priorizar a transparência para que os associados possam acompanhar as ações da diretoria, cujos membros, necessariamente estarão proibidos de terem qualquer vinculo com federações ou CBF impedindo assim que a ANAF seja usada para fins pessoais como vem ocorrendo desde que esta foi fundada.

Outra medida do dirigente, que tem resistência da categoria, do Blog do Marçal e do Apitonacional, será a transferência da sede da entidade para Pernambuco. Entendemos, assim como a maioria dos árbitros, que a sede deve ser no Rio de Janeiro, mesmo município da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), com sub sede no município do presidente como constava no antigo estatuto mudado a seu bel prazer pelo atual presidente.

Salmo Valentim quando árbitro no quadro da CBF

O currículo de Salmo Valentim em favor da arbitragem, como sindicalista e como homem, dispensa comentários, mas o Blog do Marçal aguardara o lançamento da candidatura oficial e o surgimento de possíveis adversários para fazer uma panorâmica da disputa.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

45º Congresso da ANAF: Muita discussão, nenhuma definição!

No ultimo final de semana, dias 22, 23 e 24, a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), reuniu vinte e dois presidentes e representantes de sindicatos e associações do país no 45º Congresso da entidade. O evento ocorreu nas dependências do Hotel D’Luca que fica localizado na bela capital mato-grossense (Cuiabá).

A cerimonia de abertura foi realizada em um luxuoso templo maçom que contou com os representantes da arbitragem, árbitros, imprensa, convidados e diversas autoridades politica da região. A mesa foi composta pelo Presidente da ANAF Marco Antônio Martins, pelo Presidente do Sindicato dos Árbitros do Mato Grosso, Lincoln Ribeiro Taques, pelo Presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (PSB), pelo ex-árbitro FIFA Cláudio Vinicius Cerdeira, representando o presidente da CBF Marco Polo Del Nero e pelo Presidente da Comissão de arbitragem local, Altair Neves Magalhães (Cel. Magalhães).


Cerimônia de abertura

No sábado (23) foram discutidos vários assuntos da categoria, entre eles a ANAF deixar de defender juridicamente os associados inadimplentes, reforma estatutária e o fim da cobrança dos 5% que deixaria de se descontado das taxas passando a ser cobrado em forma de anuidade. Essas e outras propostas que foram discutidas serão aprovadas ou não em uma reunião extraordinária que deve ocorrer em meados de dezembro em Florianópolis.

Também ficou decidido que  a reunião de trabalho de março será em Recife no Pernambuco em data ainda a ser definida e que o próximo Congresso será na bela João Pessoa, capital da Paraíba nos dias 9, 10 e 11 de novembro de 2018.

Nota do Blog do Marçal

De todos os congressos e assembleias acompanhadas pelo Apitonacional até o presente momento, em termo de trabalho, esta, sem duvida nenhuma, foi a que menos se trabalhou e consequentemente trouxe benefícios ou qualquer avanço para a categoria. Nenhum assunto discutido teve decisão final.

Pode se afirmar que tirando a ótima recepção a todos pelo anfitrião Lincoln Taques e a confraternização entre os que estavam presentes, se o evento não tivesse ocorrido, não faria qualquer diferença, tanto é que as principais propostas apesentadas e discutidas, só terão uma definição em uma reunião extraordinária convocada para acontecer no fim do próximo mês em Florianópolis.

A destacar o presidente do sindicato local e sua equipe que não mediram esforços para receber todos com um sorriso estampado no rosto enchendo o ambiente de alegria e simpatia. Como negativo o comportamento do vice presidente Alinor Silva da Paixão que no auge da arrogância e prepotência, se achando um Deus mesmo na sua mediocridade de duas décadas de apito sem sequer um jogo de série A do nacional, não compareceu um segundo sequer no evento, com exceção da abertura onde se isolou no canto do recinto evitando a todos e sendo evitado saindo do recinto como entrou, ou seja, sem ser notado.


O arrogante Alinor Paixão

Em um áudio de whatsapp, do grupo de trabalho do congresso obtido com exclusividade pelo Apitonacional, Alinor diz que não iria ficar fazendo média com ninguém, que não ia bajular pegando nego no aeroporto e levando para passear na chapada porque ele não é funcionário publico ou agente de assembleia e tinha que trabalhar.

Lamentável a afirmação do árbitro CBF, primeiramente porque todos que ali estavam, assim como ele, também trabalham, uns mais, outros menos e uns não mais, mas já trabalharam muito e foi desnecessário o ataque para se defender. Alinor não foi obrigado a fazer nada, como não fez, mas se deu sua palavra que ajudaria a equipe local tinha obrigação de cumprir sua parte como homem que deveria ser e se não fez, alguém teve que trabalhar dobrado para suprir sua parte.

Fazer media é uma palavra muito forte que não cabe no contexto, pois ser gentil, além de fazer bem para quem faz a gentileza, faz melhor ainda para quem recebe que certamente se sentira no dever de fazer no mínimo o mesmo em troca quando tiver a oportunidade. 

Ainda bem que alinores são raras exceções na capital pantaneira e devemos exaltar Marcelo Alves, Lincoln Taques, Aline e tantos outros que diferente do ‘deus da mediocridade’, foram simpáticos, receptivos e prestativos elevando com galhardia a fama de ótimos anfitriões do povo mato-grossense.

Veja abaixo fotos do evento. Fotos: Marçal


Imprensa reunida com o Deputado Eduardo Botelho e Lincoln Taques









domingo, 12 de novembro de 2017

Del Nero articula chapa para provável eleição antecipada


Marco Polo Del Nero (foto), já articula a chapa da sua candidatura para a reeleição da entidade que preside. Com mandato até abril de 2019 e sem adversário, o atual mandatário da CBF deve antecipar o pleito em um ano marcando a eleição para abril do próximo ano. Desta vez, o dirigente vai ampliar o número de vices para aumentar sua base de aliados. Antes eram cinco e agora serão oito.

Segundo se comenta nos bastidores, uma das vagas de vice já foi preenchida. Será ocupado por Rogério Caboclo, seu fiel escudeiro desde os tempos de Federação Paulista de Futebol (FPF), sendo transformado no principal executivo da entidade e o escolhido para suceder Del Nero em qualquer eventualidade como renuncia ou algo mais grave.

Para isso, Marco Polo mexeu até no estatuto da CBF. Antes da mudança do regulamento, o vice mais velho assumia o cargo. Com a alteração, em caso de vacância do poder, os oito vices se reúnem para escolher o substituto do futuro presidente da CBF no próximo mandato.

Diretor Executivo de Gestão da CBF, Caboclo atua com habilidade pelos bastidores do futebol. Em fevereiro ele foi homenageado pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) em "reconhecimento a sua trajetória e trabalho em prol do futebol do continente". A cerimônia fez parte das comemorações pelos 100 anos da entidade.

Outro dirigente com o cargo de vice já garantido é o empresário Fernando José Macieira Sarney, mais conhecido como Fernando Sarney, filho do ex-presidente da Republica José Sarney. Sarney Filho já ocupa o cargo neste mandato como vice pela região norte e se tornou representante brasileiro na FIFA com a renúncia de Marco Polo ao cargo.

Marco Polo Del Nero e Rogério Caboclo (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Outros cinco vices serão ocupados por presidentes de federações, como acontece atualmente.

Oitavo vice

Nesta reta final para o pleito, o dirigente ainda vai escolher o oitavo vice da sua chapa. Um ex-jogador poderá ganhar a cadeira. O nome é mantido em segredo pelo presidente da confederação, mas ex-jogadores da Seleção Brasileira como Mauro Silva, Leonardo e Rai, são nomes comentados.

FBI

Desde 2015, Del Nero não deixa o país. Ele evita viagens após ser acusado pelo FBI de fazer parte de um esquema de recebimento de propina na venda de competições no Brasil e no exterior. Teme ser preso fora do país, como aconteceu com seu antecessor, José Maria Marin.

Mesmo com as acusações da CBF, Del Nero consegue controlar com mão de ferro os bastidores do futebol. Ele desarticulou todos os rivais na disputa pela sua sucessão.