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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Pergunte no posto Ipiranga

Cooperados indignados com má gestão elege novo financeiro, trocam conselho fiscal e convocam assembleia para destituir atual diretoria da Cooperativa dos Árbitros do Rio de Janeiro


No dia 31 de maio, uma quinta-feira, ocorreu assembleia para prestação de contas da Cooperativa de árbitros do Estado do Rio de Janeiro (COOPAFERJ). Na reunião realizada no auditório da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), vários fatos inusitados aconteceram, teve lista com os nomes de quem podia entrar no prédio, cooperado legalmente impedido de entrar, cooperado ameaçado de expulsão do recinto, aliado se rebelando ou Rabelando, dirigente dizendo que não sabia onde estava o dinheiro e, pasmem, sequer sabia até mesmo que era dirigente.

O cooperado José Alexandre Barbosa Lima, ex-membro da comissão de ensino da COAF foi barrado na portaria da FERJ, pois só subia para o primeiro andar quem estava na listagem. A alegação foi que ele não pertence mais ao quadro da cooperativa.

A assembleia foi aberta com a indicação de Sérgio Montovani Cerqueira para presidir os trabalhos acompanhado na mesa pelo presidente Messias José Pereira e pelo contador Neftali Moraes.

O edital de convocação aponta o numero de 567 cooperados da Coopaferj, destes, cerca de quinze ou pouco mais, estiveram na assembleia e a grande surpresa foi à presença Péricles Bassols Pegado Cortez, árbitro FIFA do de Janeiro e histórico aliado de Jorge Rabello, que segundo informações de bastidores, seria o verdadeiro mandatário de tudo que é feito e desfeito na cooperativa. Bassols teve atuação destacada na assembleia se RABELLANDO e por algum motivo ainda não desvendado, contraria a direção da cooperativa, o que não tinha ocorrido até então. Bassols não só questionou os dirigentes, mas como liderou outros poucos e corajosos cooperados que buscavam explicações de onde estava o dinheiro deles descontados nas partidas que atuaram.

Dando inicio aos trabalhos, Montovani leu o edital e deu andamento na pauta passando a palavra ao contador. Segundo os gráficos apresentaram em PowerPoint e narrados por Neftali, a Coopaferj deu lucro em 2015 de R$ 4.150,62. Valor oriundo de uma arrecadação de R$ 375.040,60 contra uma despesa de R$ 370.890.08.

Para evitar saia justa devido às ultimas denuncias de não pagamento de tributos por parte da cooperativa, só foram aceitas perguntas e indagações relativas a assuntos relacionados no edital de convocação (prestação das contas de 2015, eleição diretor financeiro e eleição conselho fiscal). Isso causou enorme constrangimento e principio de tumulto quando o cooperado Estevão Cunha da Trindade perguntou sobre INSS. Segundo informações de pessoas que estavam presente na areunião, Estevão foi ameaçado por Montovani de ser expulso da assembleia se insistisse com assuntos fora da pauta e os demais cooperados o convenceram a permanecer calado para que assim não fosse dado motivo para a suspensão da assembleia, o que visivelmente queriam os dirigentes naquele momento.

Todas as assembleias foram publicadas em edital, no site da Coopaferj, no site do sindicato e algumas no site da COAF” – disse Montovani respondendo a Estevão.



Com o fim da discussão acalorada, Péricles questionou os itens apresentados como despesas sem especificações, entre eles salários e ordenados e pediu a apresentação das notas fiscais ou equivalente comprovando os gastos. O FIFA queria saber de forma discriminada, quando foi aprovado e quem aprovou as despesas. Péricles ainda questionou porque a cooperativa gastou cerca de 40 mil com despesas com a sede em saquarema se, segundo ele, é em um endereço com um monte de empresas para reduzir custos.

Outro ponto abordado por Bassols foi outros 40 mil gastos com a manutenção dos rádios de comunicação usada pelos árbitros nos jogos. Segundo o FIFA, essa despesa seria de atribuição da FERJ. Péricles ainda questionou a manutenção informando que os rádios falham constantemente nos jogos e que usam os mesmo fones de ouvido desde 2010.

Indagado o que teria feito com o dinheiro do INSS descontados dos árbitros em borderô, Messias teria informado que foi utilizado como empréstimo para pagamentos de taxas de arbitragem dos campeonatos da FERJ quando esta estava com as contas bloqueadas pela justiça.

O ex-diretor financeiro Willian Nery, disse que duvidava que a FERJ devesse qualquer valor a Cooperativa. Fato confirmado pelo contador Neftali Moraes que disse que o empréstimo tinha sido quitado.

Um dos cooperados indagou sobre fundo de reserva, pergunta respondida pelo contador que teria afirmado existir, mas que não poderia dar detalhes por não te o valor exato naquele momento.

Segundo informações, o ex-diretor financeiro, Willian Nery e o Presidente Messias Pereira, afirmaram que não tinham conhecimento do movimento financeiro da cooperativa. 

“Na verdade arbitragem é um tanto quanto complicado porque as pessoas não se unem né! E quem esta no poder é unido” – Estevão Trindade.



Em um ponto destacado da assembleia, Péricles pressionou Messias Pereira para que este falasse onde estava o dinheiro descontado das taxas dos árbitros que segundo a o contador teria sido quitado pela Federação. Messias respondeu que estava emocionalmente abalado naquele momento, que não poderia responder e que os cooperados fizessem essa pergunta ao diretor administrativo (Jorge Rabello).

Segundo ainda Messias, no dia 11 de março, recebeu comunicado de Rabello onde o mesmo informava que Messias era o responsável e que ele não tinha nada a ver com isso.

Como ato concreto, por decisão unanime dos cooperados, foi eleito Péricles Bassols como diretor financeiro e aventada a possibilidade de destituição de toda diretoria atual, fato só não confirmado por não constar no edital. Em ato continuo um novo conselho fiscal foi eleito com a destituição do antigo que assim ficou:

Novo conselho eleito: Luiz Claudio Regazzone, Daniel Oliveira, Thiago Farinha, Itande Carneiro de Mendonça Filho e Daniel Alexandre.

Antigo conselho destituído: Daniel de Souza Macedo, Tevaldo Lemos Corrêa, Carlos Eduardo Nunes Braga, Daniel Wilson Barbosa de Castro, Wendel de Paiva Gouveia e Ivan Silva Araújo. 

Nenhum deles estava presente na assembleia com exceção de Carlos Eduardo Nunes Braga, membro do conselho desde a fundação da cooperativa, que chegou quando já tinha sido destituído do cargo. Braga teria alegado que não tinha conhecimento que fazia parte do conselho, que nunca aprovou seu nome e que não compareceu a qualquer reunião do conselho fiscal para aprovar contas.

Ficou decidido ainda que por não haver parecer do conselho fiscal, as contas referente exercício 2015 não foram aprovadas com a convocação de uma nova assembleia no próximo dia 18 de abril para apreciação das contas, votação da destituição da atual diretoria por má gestão e outras deliberações.

Estou emocionalmente abalado neste momento e não poderei responder sobre esse assunto. Não sei onde esta o dinheiro, pergunte ao Rabello Messias Pereira. 

Cooperados presentes na assembleia: Péricles Bassols, Estevão Cunha da Trindade, Rodrigo Corrêa, também conhecido como ‘palmito’, Thiago Farinha, Daniel Oliveira, Itande Carneiro, Luiz Claudio Regazzone, Jorge Roxo, Daniel de Oliveira, Rodrigo Carvalhaes de Miranda, Wagner Magalhaes, Wagner Rosa, Leandro Newley Ferreira Belota, João Batista Arruda, Carlos Eduardo Nunes Braga, Rodrigo Jóia e outros.

O que eles disseram:

O blog do Marçal procurou as principais pessoas envolvidas e citadas na assembleia. Leia abaixo o que elas falaram.

José Alexandre: “Sim, fui barrado pelo Messias por segundo ele estar fora há três anos, mas não é verdade, pois só me desliguei da comissão de ensino da COAFFERJ em 2015. Não solicitei desligamento e nem recebi nenhum informativo de exclusão da cooperativa”.

Péricles Bassols: Minha luta é pelo que descobri da cooperativa, a aposentadoria dos árbitros esta sendo roubada. Esse é o motivo da minha revolta.

Estevão Trindade: Na verdade ele (Montovani) ameaçou encerrar a assembleia caso eu continuasse a contestar por eu não ter pagado a anuidade desse ano. É uma situação um tanto que complicada porque ninguém quer se expor.

Na verdade arbitragem é um tanto quanto complicado porque as pessoas não se unem né! E que esta no poder é unido. As pessoas fora do poder, quem esta contestando, que deveriam se unir não se unem.

Também procurados, Jorge Rabello e Wilian Nery não responderam o contato até o fechamento deste post.


Frase: “O dinheiro não só fala como faz muita gente calar a boca” (Millôr Fernandes).

terça-feira, 5 de abril de 2016

40ª assembleia da ANAF
Muitas discussões, poucos avanços e nenhuma definição
Foto oficial do evento sem corte

No ultimo final de semana, dias 1 e 2 de abril, foi realizado a 40ª assembleia de trabalho da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF). O evento que foi realizado nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), contou com a presença de dezesseis presidentes e representantes de sindicatos e associações de árbitros de todo país.
Os presidentes de sindicatos foram: Luiz Carlos Câmara Bezerra (RN), Fernando José Castro Rodrigues (PA), Paulo Pereira (RO), Edson Antônio (GO), João Lupato (MS), Elicarlos Lima (PB), Arthur Alves Junior (SP), Hélio Prado (SC), Carlos Alberto Nunes Castro (RS), Arilson Bispo da Anunciação (BA), João Lucas (CE), Ronaldo André Bento (MG), Gilsomar Lopes (AC). 


Cerimônia de abertura
Ivaney Alves de Lima (SE) e Adriano Milczevisk (PR) representaram as associações de árbitros das quais são presidentes. Já Douglas Lino da Silva (AL) representou o sindicato de Alagoas.
Marco Martins (Presidente da ANAF) comandou os trabalhos contando com apoio de Salmo Valentim (Diretor Tesoureiro), Wagner dos Santos Rosa (Diretor Jurídico) e Almir Alves de Mello (Secretario Geral).
Também esteve presente no evento Ciro Camargo (RS) que falou sobre as cartas sindicais dos estados, Sérgio Cristiano que falou sobre escola de arbitragem, Marcineia Aparecida Oliveira (RO) que acompanhou o presidente do sindicato rondoniense na condição de secretaria e Ivan Carlos Bohn acompanhando o presidente da Associação dos Árbitros Profissionais do Paraná (APAF).
Os presidentes dos estados do Espirito Santo, Tocantins, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Amazonas, Maranhão, Roraima, Amapá, Piauí, Pernambuco e Mato Grosso não estiveram presentes e nem enviaram representantes.
Obs. Nenhum árbitro catarinense esteve presente nos dois dias do evento.
Os trabalhos da 40ª Assembleia de Trabalho da ANAF foram abertos na sexta-feira com plenária dos presidentes. Logo após, às 20hs, foi realizada a cerimonia de abertura com a presença de autoridades e representantes dos sindicatos com a mesa assim sendo composta: Delfim Peixoto (Presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Alexandre Beck Monguilhott (Presidente do TJD/SC), Carlos Crispim (Associação dos Clubes de SC), Hélio Prado (Presidente em exercício do Sinafesc), Fernando Castro (representante da CBF) e Luciano Hostins (representante da Procuradoria Geral do STJD).

Galeria de fotos do evento.



Os trabalhos prosseguiram no sábado (2) com debates de vários temas relevantes para a arbitragem brasileira, entre eles o direito de imagem com a conquista através do pagamento de 0,5% da arrecadação dos jogos da Primeira Liga aos árbitros que participam da competição. Os representantes dos árbitros, devidamente qualificados com as eleições nos sindicatos, decidiram que o repasse entre os árbitros do direito de imagem será de forma igualitária independente da função exercida.
Com exceção do direito de imagem e do projeto da escola de arbitragem apresentada em uma breve explanação pelo instrutor CBF Sérgio Cristiano, o avanço em relação aos assuntos em pauta não tiveram nenhum progresso em relação as reuniões anteriores. Como novidade, Cristiano recebeu proposta da ANAF - a qual estuda - para desenvolver e ser o responsável direto pela implantação da escola de arbitragem da entidade que visa principalmente a formação de baixo custo e a formação a distancia abrangendo vários segmentos da sociedade, principalmente os que atuam na área esportiva.
Ficou definido ainda que a primeira reunião de trabalho de 2017 será realizada em Rio Branco no Acre nos dias 31 de março, 01 e 02 de abril. Uma conquista para o estado da região norte que além de abrigar a assembleia, contará com a presença dos principais dirigentes do apito brasileiro.  O evento será levado pela segunda vez à região norte - Belém do Para foi sede em 2013 - devido a participação ativa nos dois últimos anos de Gilsomar Lopes, Presidente do sindicato local.
Destaques
Positivo
A participação de Paulo Pereira (foto abaixo), presidente do sindicato rondoniense, que mesmo participando pela primeira vez e tendo como guarda costas sua esposa/secretaria, não se intimidou, foi bastante incisivo, bateu na mesa e exigiu atenção de todos para suas colocações inteligentes e quase que sempre serenas e pontuais. 


Paulo Pereira
A continuar assim, a 40ª assembleia de trabalho da ANAF proporcionou o nascimento de mais  mais um líder para a categoria!
Negativo
A participação de Arthur Alves Junior (Presidente do sindicato paulista) que reapareceu em uma reunião da entidade - da qual inexplicavelmente ainda é vice-presidente - desde que foi acusado de assedio sexual e moral por árbitros associados do sindicato que dirige. Arthur se portou como um cachorro acuado, bem diferente das reuniões anteriores onde ditava o rumo das conversas com suas indagações que sempre terminavam em debates acalorados.
Sempre de cabeça baixa, semblante depressivo e visivelmente envergonhado, o dirigente sequer podia ser ouvido por todos devido a fala baixa, conteúdo dispensável e sem nenhuma importância para as discussões.
Arthur Alves Junior
Em nenhum momento, nem Alves Junior ou qualquer outra pessoa presente no encontro mencionou algo sequer sobre as acusações que recaem sobre o dirigente paulista que se porta como um zumbi, que mesmo aparentemente morto, esta sempre pronto para dar o bote em busca de algo que o ressuscite. O sentimento de pena pela figura acuada e moribunda do dirigente, agregado ao corporativismo de todos que assim se tornaram coniventes, fez com que se perdesse a oportunidade para que os fatos fossem esclarecidos para decisões serem tomadas. 
A classe, unica que não se permite o erro, que ‘não basta ser honesta, mas precisa parecer honesta’, onde a grande maioria são pessoas de bem, que luta todo dia para provar credibilidade e ganhar respeito, perdeu uma grande oportunidade ao ser incapaz de cortar na própria pele ou até mesmo ter a coragem de abordar um assunto tão grave que envolve acusações de crimes que, se provados, poderá até mesmo levar um dirigente seu para trás das grades.
Os exemplos como os da CBF onde um ex-presidente esta preso e o atual  (licenciado) sem sair do país com medo de tomar o mesmo caminho, os das grades, pelo jeito não serviram de lição e a covardia em investigar seus próprios dirigentes só trás duvidas sobre as reais intenções da entidade. 
Frase: “O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não” (Mahatma Gandhi).

terça-feira, 22 de março de 2016

Tiro no pé

Fundadas pelas Federações para burlar o fisco, cooperativas de árbitros de São Paulo e Rio de Janeiro geram prejuízos, denuncias e processos contra cúpula da arbitragem nos dois estados


Antes vistas como salvação da arbitragem na administração financeira da categoria e para evitar vínculos dos árbitros com as Federações, a fundação das Cooperativas da categoria em São Paulo (Coafesp) e no Rio de Janeiro (Copaferj) foi um verdadeiro tiro no pé, pois deram e ainda estão dando muita dor de cabeça e prejuízo aos seus fundadores, as Federações.

Enquanto os dirigentes ficam cada vez mais ricos, as entidades se afundam em dividas com processos trabalhistas e principalmente com o não pagamento de  tributos como INSS, Confins e outros.

Em São Paulo, a Cooperativa Profissional de Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Coafesp) tenta, desde o ano passado, sanar os débitos para fechar de vez as portas. Todo dia oficiais de justiça bate à porta da antiga sede emprestada pelo sindicato paulista com algum tipo de processo ou cobrança de tributos. A decisão de encerrar as atividades partiu da Presidência da Federação Paulista de Futebol (FPF), que criou a entidade representativa da categoria para diminuir a tributação sobre os valores que pagava aos árbitros. Segundo apurado, o prejuízo da entidade foi de mais de 250 mil reais somente em impostos não pagos por erros da diretoria. Valores arcados em sua grande maioria pela Federação Paulista de Futebol e uma pequena parte pelos árbitros através do Sindicato dos árbitros de São Paulo comandado com mão de ferro por Arthur Alves Junior que também era administrador da Cooperativa desde a sua fundação.

Silas Santana e Arthur Alves Junior, funcionários da FPF, dirigiram a Coafesp enquanto existiu

Já no vizinho estado carioca, a história não esta sendo diferente e o desfecho deverá ser o mesmo da irmã paulista. A Coopaferj (Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Rio de Janeiro) esta envolvida em denuncias de irregularidades. A entidade que é presidida por Messias José Pereira, um dos citados nas denuncias do Ministério Público do Trabalho tem endereço supostamente fictício em Saquarema, município que fica cerca de 100 km do sindicato dos árbitros onde realmente funciona a entidade conforme as denuncias e a manobra seria exclusivamente para fugir dos impostos.

Segundo ainda as denuncias do MPT, tanto o presidente quanto Jorge Fernando Rabello, diretor fundador, não teria depositado o INSS dos árbitros recolhido em dias de jogos. Rabello acumula três cargos na arbitragem carioca: é presidente do Saperj (Sindicato dos Árbitros), diretor fundador da Cooperativa e Presidente da Comissão de Arbitragem. Já Messias Pereira, apontado por muitos como o principal testa de ferro de Rabello, acumula a presidência da Copaferj com as funções de membro da comissão de arbitragem e delegado de jogos.

Segundo as denuncias, entre 2009 e 2011, a dívida acumulada com o fisco pelo não recolhimento dos tributos soma cerca de R$ 350 mil reais. Assim como a Paulista que teve que assumir os prejuízos, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro que também faz parte das denuncias, devera de alguma forma arcar com o prejuízo, pois de forma direta ou indireta, também é investigada. 

De acordo com o código penal, recolher e não repassar contribuição previdenciária é crime de apropriação indébita. Quem pratica pode ser condenado de dois a quatro anos de reclusão e multa.

As denúncias, muitas delas feitas pelo ex-árbitro Marçal Mendes, foram recebidas em abril do ano passado pelo MPT e encaminhadas à Receita Federal para dar continuidade às investigações.

Segundo uma fonte dentro da FERJ, a notícia da existência do inquérito no MPT provocou uma ríspida discussão entre o presidente da Federação, Rubens Lopes, e Jorge Rabello na ultima terça-feira, dia 15, quando se reuniram na presença do vice e do diretor jurídico da entidade, José Luiz Martinelli e Claudio Mansur respectivamente.

Messias Pereira e Jorge Rabello, funcionários da FERJ, mandam e desmandam na Copaferj

Segundo a fonte, Rubinho, muito irritado, teria dito a Rabello que concertasse a merda que tinha feito na cooperativa. De imediato teria aparecido à quantia de 100 mil reais que supostamente foi usado para pagar parte da divida com o restante sendo financiado.

Como são os descontos

Cada árbitro que atua no campeonato carioca recebe R$ 2,1 mil (jogos entre times pequenos contra grandes) e R$ 3,1 mil (grandes contra grandes). Estes valores são brutos. Do montante, são descontados: 11% de INSS, 5% (Sindicato) e 5% (Cooperativa). Um total de 21% de taxas, fora o Imposto de Renda.

Além disso, anualmente, tanto a Cooperativa quanto o Sindicato cobra de cada profissional uma anuidade de R$ 200,00. Um gasto de R$ 400,00 por árbitro e assistente, seja dos quadros profissionais ou dos que atuam nas divisões amadoras.

Segundo a denúncia, atualmente há cerca de 350 pessoas registradas pelo Sindicato.

O que disseram

Jorge Rabello, não nega a dívida da Coopaferj, mas garante não haver apropriação indébita. Ele e o contador responsável pelo caso na Coopaferj, Sérgio Mantovani, alegam que a entidade "não reteve e não recolheu o INSS", o que significa que não reteve o dinheiro ao pagar os árbitros e, dessa forma, não repassou o imposto.

Mas os borderôs dos jogos nos anos em que se encontraram irregularidades apontam descontos de taxas para a cooperativa. A Coopaferj, que é registrada em Saquarema, mas atende na mesma sede do sindicato em Vila Isabel, é acusada de não recolher encargos.

Assembleia

Esta programada para o próximo dia 31 deste mês, no auditório da FERJ, assembleia da Copaferj com os coopeados para discutirem a prestação das contas referente a 2013 e as denuncias do MPT. O edital foi publicado escondido no site da FERJ, porem não consta no site do sindicato e nem da cooperativa que esta fora do ar. Segundo apurado, a divulgação discreta da assembleia é proposital para que seja baixo o numero de cooperados presentes e assim não seja realizadas as perguntas para as quais não existem respostas.

Mas o Blog do Marçal divulga e pede aos cooperados que compareçam, que participem ativamente, que façam com que seus direitos seja respeitado, pois você  cooperado é parte envolvida e sobre quem devera cair as responsabilidades pela má administração da cooperativa. 

Veja abaixo o edital


Obs. Atualizado 23/03/2016 - 22:15hs

Frase: “Os maldizentes, como os mentirosos, acabam por não merecer crédito ainda que digam verdades” (Marquês de Maricá).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Um dia de fúria!

Presidente da FERJ tem ataque de estrelismo e bloqueia vários veículos no estacionamento da entidade
O Presidente da FERJ - Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro - Rubens Lopes, teve seu dia de estrelismo no ultimo domingo (14). Rubinho, como também é conhecido pelos mais íntimos, resolveu passar na entidade e encontrou o estacionamento lotado, até mesmo a vaga reservada para a presidência estava ocupada.

Com temperamento explosivo e puto da vida, Lopes em momento de fúria estacionou um dos carros na entrada do estacionamento bloqueando a entrada e saída do local e foi embora. O dirigente só retirou o carro liberando os demais por volta das dez horas da manhã do dia seguinte.


Estive no local no ano passado (foto abaixo), apesar de relativamente novo, o prédio da FERJ que fica ao lado do estádio do Maracanã, tem apenas cerca de vinte vagas de estacionamento, o que se torna pouco devido ao local bastante requisitado sendo que nas proximidades é praticamente impossível deixar os automóveis na rua sem que não sejam rebocados pelos responsáveis pelo trânsito.

A atitude pra lá de intempestiva de Rubens Lopes obrigou várias pessoas que tinham deixado seus automóveis no local a recorrerem de táxi para retornar para suas residências. Entre eles José Carlos Santiago, vice-presidente da comissão de arbitragem carioca.

Já o assistente Dibert Pedrosa Moisés, que tinha atuado horas antes no clássico entre Vasco e Flamengo em São Januário, residente no interior do estado (Petrópolis), sem ter como utilizar seu veiculo para retornar pra casa, teve que dormir no sofá da recepção da entidade.


A FERJ disponibiliza transporte para os árbitros irem aos jogos e alguns deles vão até a entidade para pegar as vans deixam seus automóveis no estacionamento que foi bloqueado pelo dirigente que pelo cargo que ocupa se julga dono de tudo e de todos.

Frase: “A tirania é uma atrocidade digna de vergonha, porém mais vergonhoso ainda é aqueles que se calam e abaixam a cabeça” (Hugo Martins Santana).

sábado, 9 de janeiro de 2016

Amigo dos inimigos

Tramas e traições na luta pelo poder na CBF


Licenciado desde o inicio de dezembro, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, de forma surpreendente cancelou a licença e reassumiu a presidência da entidade por dois dias - tempo suficiente para colocar Antônio Carlos Nunes de Lima (Cel. Nunes) no cargo - e saiu novamente de licença.

Ninguém sabe os verdadeiros motivos e ficaram no ar as razões para a manobra do presidente da CBF. Vou destrinchar abaixo os motivos e o porquê da manobra.

Na ocasião de se licenciar pela primeira vez, a decisão de Del Nero se deu principalmente para evitar a ascensão de Delfim Peixoto, Presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF) e seu principal desafeto que luta pelo seu cargo. Caso tivesse sido afastado de suas funções pela FIFA ou pedido renuncia do cargo, por ser então o vice-presidente da CBF mais velho, Delfim seria elevado ao posto de mandatário da entidade. 

O vice escolhido para substituí-lo foi Marcus Antônio Vicente, Deputado Federal pelo PP-ES que por mais de vinte anos (1994 a 2015) foi Presidente da Federação Capixaba de Futebol. Marcus Vicente foi escolhido não por acaso, mas por ter sido eleito com forte apoio financeiro de Marco Polo a quem deveria manter lealdade.

Mas antes de apoiar o paulista, o deputado capixaba era companheiro de Rubinho (Rubens Lopes), Presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, a ponto de Rubinho emprestar dinheiro para a combalida Federação do Espirito Santo.

Marcus Vicente e Rubens Lopes eram parceiros, mas como a força de Marco Polo era grande, o mandatário capixaba debandou para o lado contrario. Nesse período, Marcus Vicente ganhou a confiança de Marco Polo e sua trupe, mas Marco Polo não conhecia seu histórico de traições e quando precisou  de um laranja durante a crise na FIFA, logo pensou no nobre deputado a quem dera apoio à Câmara Federal, mas os capixabas que o conhecem bem sabiam que tal empreitada não iria muito longe.

Logo que empossado, Marcus Vicente pôs as manguinhas de fora e começou a andar com a oposição de Marco Polo, tendo como conselheiro Rubens Lopes e Delfin Peixoto, inimigos declarados de Del Nero.  

Cel, Nunes e Del Nero

Antes mesmo de assumir o cargo na CBF, Marcus Vicente, feito um peixe, morreu pela boca, o capixaba deu entrevista para o jornal a Folha de S. Paulo falando de forma definitiva e de projetos futuros o que levou a manobra de Del Nero.

“Estou no aeroporto, chego ao Rio hoje. Vou conversar com o Marco Polo e com os presidentes das federações para tomar pé da situação. Não teremos novas eleições. Vou cumprir o mandato do Marco Polo até o fim” – disse Vicente à época.

Marco Polo que é uma raposa velha e profundo conhecedor do assunto, como pode comprovar em vida o já falecido Eduardo José Farah – ex-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) -, percebeu logo que o nobre capixaba seria um Judas na sua vida e agiu rapidamente fazendo a troca antes de receber a facada traiçoeira pelas costas.

Frase: "Não existe traição, existem interesses paralelos!" (Dayane Breyer).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Lobo em pele de cordeiro

Presidente do SAFESP diz que dono da AAGSP é "bandido"

Arthur olhando atentamente Marcos Spironelli por quem mantem amor e ódio 

No próximo sábado, dia 09 de janeiro, a Associação de Árbitros da Grande São Paulo (AAGSP) estará realizando festa de confraternização com seus árbitros e convidados em uma luxuosa chácara no município de Atibaia.

Eu não estarei entre os convidados, pois sou persona non grata para algumas pessoas do meio, mas quem estará certamente na festa, segundo agenda oficial, será Arthur Alves Junior, Presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). Para quem não sabe ou já se esqueceu, Arthur foi denunciado no final do ano passado por uma árbitra e uma ex funcionaria do SAFESP de assédio sexual e moral. Denuncias que ocasionou sua demissão da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) na qual respondia como membro e principal dirigente do apito paulista.

A convivência de Arthur como presidente do sindicato com os dirigentes de empresas e associações de árbitros do Estado de São Paulo não é e nunca foi a das melhores e por ironia do destino, principalmente com a AAGSP com quem mantém uma relação de amor e ódio com seus dois principais dirigentes, Rita de Cassia Rogério e Marco Fabio Spironelli, fundadores e atuais dirigentes da associação.

Marcos Spironelli e Rita de Cassia comandando premiação de árbitros da AAGSP em 2015

Não é novidade para ninguém que convive com o boquirroto dirigente a forma pouca amistosa que costuma se referir principalmente a Marcos Fabio Spironelli a quem sempre que pode não poupa de todo tipo de xingamentos, entre eles o de “ladrão” como pode ser comprovado no áudio abaixo obtido com exclusividade por este Blog (veja vídeo abaixo).


Fora os xingamentos, Arthur que também não esconde de ninguém seus encantos por Rita de Cássia – ex-esposa que atualmente e oficialmente esta divorciada de Spironelli - revela no áudio em tom de deboche a doença de seu rival que segundo ele, estaria com câncer.

Como faz com todo mundo que se relaciona, quando na presença, Arthur enche de elogios e mimos tanto Rita quanto Spironelli, mas basta ambos darem as costas para serem alvos da ira e dos xingamentos do pouco confiável dirigente.



Agenda do presidente do SAFESP

Frase: “Se alguém trai você uma vez, a culpa é dele. Se trai duas vezes, a culpa é sua” (Eleanor Roosevelt).

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Presidente do SAFESP é acusado de forjar documentos

Ato teria ocorrido dentro da sala da comissão de arbitragem da FPF

O presidente do SAFESP, Arthur Alves Junior, cada vez mais se afunda no mar de lama que tornou sua administração frente ao sindicato dos árbitros de futebol do Estado de São Paulo. Não bastasse as denuncias de assedio moral e sexual contra árbitros enquanto membro da comissão de arbitragem da FPF, agora surge a denuncia que teria forjado documentos do sindicato para entregar ao ministério publico e pior, tudo com a conivência dos próprios árbitros, em sua maioria um bando de bajuladores subservientes que só se preocupam com suas escalas e da Federação Paulista de Futebol que através da sua comissão de arbitragem, como fica provado no áudio, permitia que a estrutura da entidade fosse usada para coagir árbitros para agirem de forma errada por temerem represálias daqueles que deviam protegê-los como é afirmado nesse caso.

Márcio Jacob (foto ao lado), um dos árbitros com mais escalas no ano pela FPF, membro efetivo do conselho fiscal do SAFESP na atual administração como mostra documento abaixo, afirma que teria ficado constrangido e se visto obrigado a assinar atas de reuniões do conselho dos meses de abril, maio, junho, julho, agosto e setembro deste ano. Jacob relata que desde que assumiu como conselheiro fiscal, não houve nenhuma reunião sequer do conselho, que não analisou nenhum documento e que mesmo assim teve que assinar os documentos por estar na presença do Cel. Marinho e na sala da comissão de arbitragem da FPF.

Atual diretoria do SAFESP

O relatado no arquivo de áudio de 19 minutos é muito grave, pois se confirmado, as atas de reunião do conselho enviadas ao MP teriam sido forjadas para mostrar uma ação que não houve. Evidentemente é um crime que deve ser objeto de investigação do Ministério Publico com os eventuais culpados punidos de forma exemplar.

Ouça trechos do áudio abaixo.


Os fatos e comentários de bastidores só confirmam na pratica o que todo mundo já sabia há muito tempo, que o SAFESP se tornou um braço da FPF e que os árbitros são obrigados a agirem conforme os interesses da FPF, pois a dupla Marinho Arthur  estariam coagindo os árbitros que obedecem todas as determinações sem contestar por temerem as consequências na sequencia da carreira caso não façam o desejado.

Procurados, tanto Arthur Alves Junior como Marcos Cabral Marinho não responderam o contato até o fechamento desta matéria.

O espaço está aberto e garantido para quem foi citado na matéria.

O arquivo de áudio de 19:34 minutos esta na integra guardado e a disposição da justiça caso haja necessidade.

* Forjado: Maquinado, tramado, falsificado, forçar algo, adulterar, alterar.

Frase: “Prefiro andar pelos vales sombrios junto aos lobos, do que em campos floridos ao lado de falsos cordeiros” (Felipe Melliary).

sábado, 5 de dezembro de 2015

O presidente e a funcionaria

Iª Parte

Ex-funcionária do Sindicato dos Árbitros de São Paulo - Safesp - diz que associados pagavam motel pra ela fazer amor com o presidente

Segundo áudio obtido de forma exclusiva por este Blog, uma ex-funcionária do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo - Safesp - relata que após seu horário normal de trabalho na sede da entidade que fica localizada na Barra Funda em São Paulo, ia com o presidente da entidade a bares, casa noturna e motéis da região onde permanecia até altas horas da noite quando não até a madrugada do dia seguinte e tudo supostamente bancado com dinheiro do sindicato, ou seja, dinheiro dos associados.

No áudio, a ex-funcionária relata de forma espontânea que após as noitadas de amor, ela e o presidente retornavam a sede do sindicato onde supostamente autorizada pelo mesmo, marcava no livro de ponto as horas que permaneceram no motel como horas extras pagas a 150 %.

Ouça trechos do áudio abaixo.


O relatado pela ex-funcionária pode ser comprovado facilmente pelas horas extras recebidas que segundo ela variavam de mil a mil e quinhentos reais por mês em planilhas enviadas a contabilidade pelo presidente ou pelo tesoureiro, inclusive, segundo a ex-funcionária,  na rescisão de contrato da mesma, o tesoureiro e o presidente “esqueceram” de pagar a rescisão no prazo legal pagando quase dois mil reais de multa por um dia de atraso, o que demonstra a maneira como é “bem cuidado” o dinheiro do árbitro associado do SAFESP.

Também pode ser comprovado com a própria fala do presidente em trechos dos áudios abaixo. Ouça você mesmo e tire suas próprias conclusões. 


Em quase duas horas de áudio de conversas entre o presidente Arthur Alves Junior e a ex-funcionária repassadas a este Blog, separei neste primeiro momento as partes em que presidente e a ex-funcionária conversam sobre horas extras. Esclareço que os trechos de todos os áudios aqui postados seguem na cronologia correta sem cortes entre as falas e que os originais estarão à disposição para as autoridades caso sejam solicitados.

Frase: Quem luta contra qualquer tipo de sistema opressor ou ditador não é rebelde, é libertador” (Alan Basilio).