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sábado, 14 de agosto de 2021

Reeleito na AAPR, Renato Canadinho lança candidatura ao Safesp e aciona atual diretoria no Ministério Público

Canadinho durante votação nesta sexta

Após ser reeleito por aclamação na noite desta sexta-feira (13) como presidente da Associação de Árbitros de Piracicaba e Região (AAPR) para seu segundo e último mandato, já que o estatuto só permite eleição e uma reeleição, Renato Aparecido Fazanaro Canadinho, em carta aberta destinada aos associados e demais interessados, fez um balanço da sua gestão, anunciou que irá trabalhar para ser eleito presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Safesp) na próxima eleição, e argumentou que é hora da categoria lutar por seus ideais. 

Canadinho ainda disse que com a ausência de líderes independentes, resolveu assumir esse posto e que buscará apoio de todos os árbitros de futebol do Estado, tanto os que atuam no futebol profissional como os que atuam no amador, não só para unir a categoria, mas tornar o sindicato de todos e para todos.

Em sua fala, já como reeleito com mais de 80% dos votos, Canadinho informou a todos que acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Safesp, seu presidente, Aurélio Sant'Anna Martins e a vice, Regildenia de Holanda Moura, pois em seu entendimento pessoal, os dois dirigentes não estão cumprindo o Estatuto Social e o Regimento Eleitoral, em vários aspectos, principalmente em relação ao artigo 5° que proíbe candidatar-se ou permanecer no cargo quem esteja com vínculo ou atuando no futebol profissional. 

Veja denuncia abaixo.

Sobre a denuncia, o presidente da AAPR e candidato ao Safesp disse:

“Todos precisam trabalhar, é direito constitucional e necessidade, mas eles precisam escolher, ou trabalhar pelo Safesp, para função que foram eleitos, ou para o futebol. Eles sabiam que ser líder classista é trabalhar pelo coletivo, cuidar de pessoas e infelizmente, estão deixando isso a desejar. A arbitragem paulista precisa recuperar sua autoestima, ter lugar de destaque e isso vem com dedicação, entrega e trabalho. Sou ciente das dificuldades financeiras do nosso Sindicato e isso não será justificativa para deixar de ter ações em prol dos associados. A pandemia atrapalhou, mas muitas entidades tiveram iniciativa para muitas frentes alternativas e nosso Safesp omitiu-se na criatividade do administrar crises, provando um eventual despreparo para o cargo que estão ou priorizando outros objetivos e metas. Quero a confiança de todos os árbitros do Estado, vou mostrar que sou digno desta oportunidade e que juntos deixaremos um legado para as gerações futuras" - disse Canadinho.

Com a fala na carta aberta (abaixo), o dirigente anunciou suas futuras pretensões de forma clara, direta e sem meias palavras.

OPINIÃO DO BLOG

Mesmo entendendo ser o melhor candidato na época da ultima eleição no SAFESP, este Blog foi contra a candidatura de Canadinho por este ter em sua chapa membros da diretoria do então presidente Arthur Alves Junior, pois entendia ser aquele o momento propicio para uma ampla renovação.

Ainda é cedo e pode ocorrer fatos ou aparecer outras alternativas que faça o Blog mudar de opinião, mas na atual conjectura, continua entendendo ser o piracicabano um ótimo candidato que reúne qualidades suficiente de um líder para unir a categoria e agregar apoio para que possa tirar a entidade do ostracismo e do fundo do poço onde se encontra atualmente. Digo isso baseado nas informações de bastidores e nos momentos presenciais em que estive junto com o Canadinho homem e com o dirigente pelos quais faço uma analise de seu caráter, da sua forma de pensar e qualidades para dirigir uma entidade, da qual ainda sou (segundo a lei) associado.

Sei que não é ilegal e que alguns entendem que é administrável, mas como já deixei claro em posts anteriores, baseado no histórico de vários sindicatos, sou contra uma entidade nesse nível ser administrada por um dirigente domiciliado em outro município que não seja o da sede ou de uma região metropolitana, como o caso de São Paulo. Além disso, defendo que o dirigente deva se dedicar integralmente ao sindicato sem dividir seu tempo profissional com qualquer outra atividade e quem não puder disponibilizar seu tempo, que não se candidate e deixe para outro que possa, administrar.

Lembro que, estatutariamente, o Safesp, quando tem recursos em caixa, paga pró-labore no valor de uma taxa FIFA mensal, atualmente próximo dos seis mil reais, ao seu presidente, o que deve ser o suficiente como remuneração pelo seu trabalho.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Safesp continua fechado! Mas diretoria segue trabalhando!😜

Seria motivador ler essa frase se ela fosse no sentido real das atribuições estatutárias para qual a atual diretoria do Safesp foi eleita e considerando o período da pandemia.

Mas o contexto é outro!

O Safesp continua fechado, em situação de claro abandono administrativo e físico e agora até sem site, que está fora do ar mais uma vez, esperando pela próxima eleição, pois está diretoria conseguiu seu objetivo: ser eleita com o voto de vingança contra Arthur Alves Junior, sua administração e seus comportamentos.

Antes que falem, não estou defendendo Arthur, pois como como manifestei na época das eleições em meus canais, nenhuma das chapas deveria ser eleita e pontuei os motivos, que estão à disposição para quem quiser conferir.

O trabalhando que me referi no título é que os diretores, todos árbitros, assistentes, observadores ou instrutores, continuam prestando serviços às entidades do desporto, ganhando suas justas e merecidas taxas pelos trabalhos realizados.

A grande notícia é que o Dr. Aurélio Sant'Anna Martins, o suposto presidente, volta a aparecer nas escalas da Federação Paulista de Futebol como Analista Estagiário (veja escala no print abaixo). Segundo fui informado por uma pessoa ligada a Comissão de Arbitragem da FPF, o estágio faz parte do curso em que ele está participando junto aquela entidade e cuja matéria sobre este curso estamos preparando para ser divulgada em breve.

Aurélio Sant'Anna irá analisar, em alguns momentos, associados do Safesp, assim como já faz sua vice Regildenia de Holanda, o que é incorrendo em minha opinião, principalmente pela falta de ética, pois como líderes sindicais é papel deles, defender o árbitro e não julgar.

Nada de pessoal ou contra o trabalho dos membros da diretoria, pelo contrário, sou ferrenho defensor, mas é preciso que escolham o lado do muro que queiram frequentar, pois não dá para ficar em cima, ora do lado do patrão, ora do lado do árbitro conforme suas conveniências ou subserviência.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Direito de arena do árbitro e a derrota amarga do exército sem soldados

Crédito: arquivo pessoal

Quem é da arbitragem ou acompanha as notícias da categoria tomou conhecimento que a Câmara dos Deputados votou na última quarta-feira (14), o Projeto de Lei 2336/2021, que ficou conhecido como Lei do Mandante, com importantes alterações na Lei Pelé (Lei 9.615) aprovada em 24 de março de 1998.

O PL original proposto pelo Governo Federal, previa mudanças no art. 42ª da lei em vigor. Para a arbitragem, a mudança mais importante, reinvindicação histórica e buscada a décadas pela categoria, previa no § 2º a divisão dos cinco por cento dos direitos desportivos, conhecido como direito de arena, em partes iguais entre jogadores, árbitros de campo e treinadores. Ou seja, 1,66% dos direitos da partida seriam destinados aos árbitros.

Mas uma Emenda Supressiva, proposta pelo Deputado Federal do PSB de Pernambuco, Felipe Carreras (contato do Deputado), foi aprovada retirando o paragrafo que dividiria os 5% mantendo a lei sem essa alteração e o direito de arena permanecendo somente para jogadores.

Apesar das denuncias de desvio de dinheiro e enriquecimento ilícito contra seu presidente, Rinaldo Martorelli, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp), foi a principal fonte do lobby feito junto aos Deputados para a lei referente ao direito de arena não fosse alterada.

Aqui cabe uma ressalva: Os sindicatos dos atletas são responsáveis pela intermediação do direito de arena. Uma parte do dinheiro do futebol (5%), não passa pelo caixa dos clubes e federações sendo repassados diretamente para os sindicatos, que se responsabilizam por distribuir aos jogadores.

Segundo informações, por conta desse direito, o Sindicato dos atletas de São Paulo movimenta quantias milionárias. A entidade – que mal conseguia pagar aluguel em 1993 – hoje tem sede própria, paga carro para o presidente e tem saldo de cerca de 50 milhões nos cofres da entidade.

A derrota na votação da última quarta foi a terceira desde a profissionalização de 2013, que até hoje não saiu do papel, passando pelo 0,5% aprovado no Congresso em 2015 e vetado posteriormente pela Presidente Dilma Rousseff, o que só reforça a falta de comprometimento e de mobilização da categoria. Não querendo ser repetitivo para não parecer perseguição, mas  sendo, árbitro não se preocupa com o futuro, a não ser o dele, não se preocupa com a categoria e nem com a profissão, muito menos em construir um legado para deixar para as próximas gerações.

Fora a visita as pressas de Salmo Valentim, presidente da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), em fevereiro, acompanhado de três ex-árbitros, aos congressistas e apesar do quadro local da CBF contar com 21 representantes, entre eles o próximo FIFA Sávio Sampaio, que seriam diretamente favorecidos com a aprovação da PL original, não foi notado a presença de nenhum deles nas reuniões. Não posso deixar de mencionar que muito deles trabalham no Congresso, como o próprio Sampaio, e mesmo assim ignoraram o assunto e sequer prestigiaram as visitas com suas presenças.

Comitiva da ANAF em Brasília - Crédito: ANAF

Mas o que esperar de uma categoria onde menos de 10% são associados da entidade de classe, onde estados como São Paulo (63 CBFs) e Rio de Janeiro (52 CBFs) tem apenas um associado cada.

A atual administração tem sido voltada para os árbitros e sindicatos em dia com suas obrigações estatutárias. A diretoria esteve em varias reuniões na sede da CBF que distribuiu cerca de três milhões de reais aos árbitros como auxilio por conta da pandemia da Covid-19 em 2020. por sua vez, a ANAF sorteou dois veículos zero KM no ano passado, vai sortear mais dois esse ano e cinco no próximo ano, totalizando nove carros para os associados. Também sorteou duas passagens aéreas com direito a acompanhante para presidentes de sindicatos, uma na América do Sul e outra para Fernando de Noronha.

Além dos sorteios, a entidade criou o PAS (Plano de Ajuda aos Sindicatos), distribuindo três mil reais no ano passado e distribuirá 3.3 mil este ano como auxilio as entidades estaduais que atenderem os pré-requisitos.

Segundo um documento, não oficial, que o Blog teve acesso, do dia 13 deste mês, a ANAF conta atualmente com 82 associados entre os mais de seiscentos árbitros do quadro nacional. Desses, vinte e três são de Pernambuco, Estado do atual presidente. Depois vem Ceará com nove, Mato Grosso com oito, Alagoas com sete, Paraíba com seis e Amapá com cinco.

Absurdamente, estados como Mato Grosso do Sul, Espirito Santo, Sergipe, Rio Grande do Norte, Tocantins, Rondônia, Acre e Roraima não tem sequer um associado.

Se não podemos esperar nada de uma categoria tão desunida como essa, cujo único interesse é a escala e as taxas, os árbitros também não podem reivindicar e nem cobrar nada de seus representantes, como alias, muitos acham que tem esse direito.

Abaixo quadro com associados da ANAF

sexta-feira, 25 de junho de 2021

O ‘Capo’, traído e traidores no xadrez do lamaçal chamado CBF

Dezesseis diretores da CBF - Confederação Brasileira de Futebol -, entre eles Leonardo Gaciba, da Comissão de Arbitragem, assinaram manifesto em nome da transparência, destinado à Comissão de Ética da entidade, defendendo a manutenção do afastamento do presidente Rogerio Caboclo até as conclusões das investigações de denuncias contra o presidente feitas por uma funcionaria.

Evidente que o afastamento se faz necessário e que tudo seja investigado de forma isenta, livre de pressão e de ‘arapongagem’ como os áudios usados, não só na denúncia feita por uma funcionária, mas outros que vazaram demonstrando ainda mais o imenso lamaçal que vem se transformando a entidade.

Mas as investigações tem que apurar todos os fatos, não só os contra o atual presidente, mas inclusive o que disse Rogério Caboclo em sua defesa, que, pelo que parece, não quer o grupo que assinou o manifesto.

O documento menciona as denuncias de assédio sexual, moral e uso dos cofres da entidade em proveito próprio, se esquecendo da forma supostamente mafiosa na forma de agir de muitos dirigentes, que por lá transitam ou passaram nos últimos anos, colecionando inúmeras amantes, amplamente divulgada na imprensa, com farta distribuição de presentes caros e até mesmo supostos apartamentos como cala boca, fora mordomias e empregos de fachada para ‘damas de companhia’ servindo ao bel-prazeres dos dirigentes. 

Também faz parte do enorme lamaçal os mensalinhos a dirigentes e viagens internacionais com direito a acompanhante de luxo em ocasiões especiais para personalidades importantes da política e até mesmo do judiciário brasileiro.

Certamente muitos desses dezesseis diretores que assinaram o manifesto acima, que o Blog obteve com exclusividade, que não mijam água benta, pelo que tudo indica, sabiam o que vinha ocorrendo nos bastidores a longa data e, possivelmente até fizeram parte e, de alguma forma ou propósito, se calaram quando deveriam denunciar, pois servem ou serviram aos poderosos que os mantém nas abas do chapéu mamando nas tetas da entidade.

Quais os reais interesses deste manifesto? A verdade e a ética certamente não é, pois se fosse teriam agido antes e não agora neste momento oportuno, que os tornam no mínimo coniventes, pra não dizer oportunistas que, caso permaneça Caboclo ou entre outro presidente, terão, ao seu momento, o tratamento devidamente merecido, pois quem trai uma vez, pega o gostinho e sempre será um traidor.

Na história dos ‘Reis’ e presidentes neste mundão afora, tem pessoas que - quando mudam o comando - como moscas que sobrevoam a merda, logo passam para o lado do que assume e atacam o Rei morto ou o antecessor.

Por isto alguns - que são éticos - até duram e os que são oportunistas, o tempo irá demonstrar que podem ter poder, mas não liderança e tem curtíssimo prazo de validade.

O manifesto com certeza é mais uma jogada de xadrez nesse imenso tabuleiro de lamaçal chamado CBF, onde o ‘Capô’ mafioso move as damas e sacrifica seus peões buscando permanecer no poder e dar xeque mate em quem possa se rebelar ou até mesmo ousar ir contra seus propósitos!

sábado, 5 de junho de 2021

Inferno astral: Presidente da CBF acusado de assédio sexual

Funcionária da entidade protocola denúncias de assédio sexual, moral, comportamento abusivo e agressivo contra Rogério Caboclo

Caboclo, visivelmente alterado, em live com dirigentes de clubes

Taxado por muitos como pessoa educada, atencioso e de fala mansa, a imagem do presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi arranhada gravemente e pode ficar manchada para o resto da vida. O dirigente foi acusado oficialmente de assédio sexual e moral por uma funcionária que seria chefe do cerimonial e uma das muitas pessoas sob proteção de Marco Polo Del Dero na entidade.

A denúncia foi protocolada no início da tarde desta sexta-feira na Comissão de Ética da CBF e a Diretoria de Governança e Conformidade. Na denúncia, a autora detalhou episódios vividos por ela desde abril do ano passado. No documento, ela afirma ter provas de todos os fatos narrados e pede que o dirigente seja investigado e punido com o afastamento da entidade e, também, pela Justiça Estadual.

Segundo afirma a funcionária na denúncia, durante todo o período em que os abusos ocorreram, o presidente estava sob efeito de álcool. No documento, ela relata pedidos de Caboclo para que ela escondesse bebidas em lugares previamente combinados, para que o dirigente pudesse beber ao longo do expediente.

Entre os fatos narrados pela funcionária estão constrangimentos sofridos por ela em viagens e reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF. Na denúncia, a funcionária detalha o dia em que o dirigente, após sucessivos comportamentos abusivos, perguntou se ela se "masturbava". Entre outros episódios de extrema gravidade, segundo a funcionária, Caboclo tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de "cadela".

A funcionária afirma ainda que ela teve sua vida pessoal exposta diante de outros funcionários, com narrativas falsas criadas pelo presidente acerca de supostos relacionamentos que teria tido no âmbito da CBF. Parte destes episódios, de acordo com a manifestação da funcionária, aconteceu em reuniões que tinham a presença de todos os diretores da entidade. A denúncia diz ainda que os abusos eram de conhecimento de outros diretores.

Além das denúncias, a funcionaria afirmou que o dirigente exigiu que ela desse declarações falsas a jornalistas e assinasse um documento desmentindo os ocorridos denunciados por ela.

A pressão do dirigente sobre a funcionária se deu depois que ela já tinha se afastado por motivos de saúde, o que ocorreu no dia 16 de março deste ano, quando os abusos teriam se tornado mais graves. A funcionária se negou a atender as exigências feitas por Rogério Caboclo.

Essas conversas ocorreram no âmbito de uma negociação para abafar o caso. Em troca de manter o silêncio sobre o caso – e mentir quando fosse instada por jornalistas a falar sobre o caso –, a funcionária receberia uma indenização e uma compensação financeira. Ela se recusou e nesta sexta protocolou a denúncia na CBF, como revelado por reportagem do GE.

O Blog apurou que a funcionaria supostamente receberia cerca de oito milhões de reais e mais regalias caso aceitasse desmentir as acusações e abafar o caso.

Lívia Sathler - do Cerimonial da CBF - supostamente seria a denunciante

O Blog apurou também que o dirigente teria comportamento bipolar, que supostamente muda de atitudes após ingerir bebidas alcoólicas e fazer uso de remédios controlados.

Procurado pela reportagem, Rogério Caboclo respondeu através de seus advogados que ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio. E vai provar isso na investigação da Comissão de Ética da CBF.

Punições 

Caso as denúncias sejam aceitas e termine em punição, as previstas no Código de Ética e Conduta da CBF são:

Art. 21 As violações a este Código pelas pessoas a ele submetidas ou as infrações de quaisquer outras regras e regulamentos da CBF, das Federações, das Ligas e dos Clubes são passíveis de punição, cumulativas ou não, das seguintes sanções:

     I) Advertência, reservada ou pública;

     II) Multa, de até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais);

     III) Prestação de trabalho comunitário;

     IV) Demissão por justa causa;

     V) Suspensão, por até 10 anos;

     VI) Proibição de acesso aos estádios, por até 10 anos;

     VII) Proibição de participar de qualquer atividade relacionada ao futebol, por até 10 anos;

     VIII) Banimento.

Art. 22 A Comissão de Ética poderá recomendar ao órgão apropriado da CBF que proceda notificação às autoridades policiais e judiciais competentes.

PARÁGRAFO ÚNICO A aplicação de sanções aos dirigentes eleitos ficará sujeita à confirmação das Assembleias Gerais Administrativas das respectivas entidades, exigindo-se aprovação de 3/4 (três quartos) da totalidade de seus membros.

Art. 35 Em conformidade com o disposto no Estatuto da CBF, a Comissão de Ética é definida como instância independente com poderes para aplicar as sanções por infrações éticas às pessoas submetidas a este Código.

Art. 36 Salvo disposição em contrário, as violações a este Código estarão sujeitas às sanções nele previstas, por conduta dolosa omissiva ou comissiva.

Art. 37 A Comissão de Ética será composta por um Presidente, uma Câmara de Investigação e uma Câmara de Julgamento.

Art. 38. Cada uma das Câmaras será composta por 3 (três) membros, dentre eles o Presidente da Comissão de Ética, designados pela Diretoria da CBF, de acordo com a natureza das demandas.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Histórico: Brasileira comanda primeira arbitragem totalmente feminina na Libertadores

Imagem: Reprodução Conmebol

A partida entre Defensa y Justicia e Independiente del Valle, que terminou empatada em 1 a 1, disputada na última quinta-feira (27) na Argentina, foi a primeira na história da Copa Libertadores com arbitragem inteiramente feminina.

A árbitra foi a brasileiras Edina Alves Batista e uma das assistentes foi a também brasileira Neuza Inês Back. As chilenas Cindy Nahuelcoy de assistente e María Belén Carvajal, que atuou como 4ª árbitra, completaram o quarteto.

Além disso, a argentina Sabrina Lois foi designada como assessora de árbitros e a brasileira Ana Paula Oliveira, atuou como assessora de vídeo. Desta forma, a equipe foi 100% feminina.

Como o VAR não está sendo utilizado na primeira fase da Libertadores, a função de Ana Paula se limitou a assistir ao jogo pela TV e posteriormente levar sua avaliação para a equipe de arbitragem, em conjunto com a argentina Sabrina Lois, que atuou como assessora da arbitragem em campo.

O confronto entre Defensa y Justicia e Independiente del Valle, pelo Grupo A, fez parte da última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Imagem: Reprodução Conmebol

Má fase

Politicamente correta, a escala é uma grande conquista, não só para Edina Alves, mas para toda arbitragem feminina mundial que merecidamente recebe os parabéns pelo feito alcançado.

Mas não podemos tapar o sol com uma peneira. É preocupante pelo fato das olimpíadas e Copa do Mundo se aproximando, mas a grande sensação do momento não vive uma boa fase no apito, o seu desempenho no campeonato paulista que terminou no último final de semana foi pífio, principalmente pelas expectativas sobre ela criadas pelas 10 partidas apitadas na Série A do Brasileirão 2020 e pelo escudo que carrega no peito.

Não é opinião, mas fatos que todos podem comprovar fazendo rápida busca no Google, das cinco partidas que apitou, Edina errou em três delas. Errou feio no confronto entre Novorizontino x São Paulo ao não apitar um pênalti claríssimo a favor do São Paulo. Errou na partida entre Corinthians x Novorizontino ao demorar oito minutos para tomar uma decisão com auxílio do VAR e errou em Bragantino x Inter de Limeira ao expulsar um jogador sem mostrar o segundo amarelo. Segundo bastidores, teria esquecido o cartão vermelho no vestiário.

Imagem: Reprodução Conmebol

Como em filmes todo crime o mordomo é o culpado, na arbitragem os erros também tem o seu e nessa partida, o ‘mordomo’ foi o quarto árbitro que, além de ter sido humilhado em live com 120 pessoas, foi expulso do hotel bolha onde os árbitros se concentraram por conta da pandemia, por supostamente tentar relatar os motivos do cartão vermelho não ter sido mostrado ao jogador no momento de sua expulsão.


quarta-feira, 19 de maio de 2021

Falido e endividado, sindicato baiano deve aos árbitros desde 2019

Credito: Facebook SIMBAF

Este Blog vem recebendo, desde o fim do ano passado, denúncias de má gestão e supostos desvios de recursos do caixa do Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol (SINBAF) na gestão Manoel Nunes Lopo Garrido.

A principal delas seria o não pagamento das taxas dos árbitros que atuaram em competições em que o sindicato foi contratado por empresas para fornecer os profissionais do apito. Os desvios teriam ocorridos em 2019, portanto antes da chegada do coronavírus ao país e quando as competições esportivas ainda não tinham sido paralisadas pelos decretos governamentais.

Segundo as denúncias, supostamente na tentativa de esconder os desvios, a planilha com os valores dos pagamentos recebidos das empresas contratantes e os valores devidos aos árbitros do ano de 2019 teriam sido apagadas do computador do sindicato. O equipamento inclusive teria sido enviado para uma empresa especializada em recuperar dados em São Paulo, porém, pelo que tudo indica, sem sucesso.

Apesar de não ter havido qualquer publicação oficial do afastamento do ex-presidente, Manoel Garrido renunciou a presidência do sindicato, para a qual foi eleito em junho de 2018, para mandato de quatro anos em uma disputa ferrenha contra o atual presidente da CEAF-BA Jailson Macedo Freitas, apoiado pela FBF (leia). Enfermo, Garrido renunciou ao cargo no final de 2020 para tratamento de um câncer de pele.

O que eles disseram

O Blog entrou em contato com o ex-presidente Manoel Garrido. O dirigente admitiu o débito com os árbitros e impostos, mas segundo ele, não só por má gestão e apontou a pandemia, período em que a arrecadação foi zero no caixa da entidade, como fator determinante para a atual situação da entidade sindical.

“Se dever nesse país em uma situação que o Brasil e o mundo se encontra é algo raro e leviano, tenha certeza que uma maior parte das entidades desportivas, inclusive profissional, estão sendo. E em momento algum o Sinbaf se nega ou não admite tal situação, mas infelizmente se débitos é assunto primordial em período de pandemia e arrecadação zero, você terá muitas notícias com várias entidades. O que nos cabe hoje é um valor abaixo de dez mil reais que será sanado com a expertise de Raimundo Carneiro com o apoio da diretoria” – disse Garrido.

Garrido rechaçou qualquer desvio de valores na sua administração.

"Em relação aos 'desvios', os únicos que conheço são das pessoas que falaram isso (não citou nomes). Tenho uma conduta ilibada dentro e fora de campo. A ultima prestação de contas foi aprovada, inclusive mostrando como foi utilizado o auxilio por conta da pandemia que a ANAF enviou ao sindicato" - frisou o dirigente

O Blog falou também com o atual presidente Raimundo Carneiro. Segundo o atual dirigente, a situação da entidade é muito difícil, principalmente pela dívida de aproximadamente 20 mil reais e sem nenhuma fonte de renda.

Como Garrido se afastou, eu tive que assumir no intuito de arrumar as coisas que estão pendentes devido a pandemia que levou alguns árbitros não pagar suas obrigações e isso causou atrasos nas despesas básicas do sindicato como agua, energia elétrica e tributos governamentais” – disse Carneiro.

Carneio disse que por estar devendo aos árbitros, o sindicato não tem crédito junto a eles que se afastaram. Também não  mais proximidade com a Federação Baiana de Futebol (FBF) devido a gestão Arilson/Garrido ter sido não só oposição, mas trabalhado contra a atual diretoria da Federação. Devido a esse imbróglio político, a FBF fechou as portas de vez ao SINBAF.

O Blog apurou com árbitros e ex-árbitros que a Federação Baiana de Futebol teria orientado os profissionais do quadro estadual para não atuarem pela entidade de classe após racha politico com os dirigentes do sindicato.

Raimundo Carneiro diz que vem conversando com a ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol – em busca de apoio para recuperar a entidade e busca também uma reaproximação com a Federação Baiana que sempre esteve ao lado do sindicato.

Carneiro informou ainda que paralelamente a parte desportiva, por ter sido candidato a vereador e ter conhecimento na casa, vem atuando junto aos legisladores na Câmara Municipal, no sentido de aprovar projeto de apoio fiscal e isenção de tributos ao sindicato.

O grupo politico que domina o SINBAF desde 2010, formado por Arilson, Garrido e Carneiro, ambos no destaque, comemoram vitória na ultima eleição

Raimundo Carneiro, que herdou o SINBAF em um caos financeiro e politico, faz parte da trinca de dirigentes, juntamente com Arilson Bispo e Garrido, que vem administrando o sindicato na ultima década com a eleição de Arilson em 2010 (leia).

O Blog falou também com Jailson Macedo Freitas, presidente da comissão de arbitragem da FBF sobre possível veto para árbitros atuarem pelo sindicato. Jailson disse que não houve qualquer orientação da comissão de arbitragem nesse sentido e que, possivelmente os próprios árbitros tenham tomado essa atitude devido o distanciamento do Sindicato com a Federação. O dirigente ainda disse que espera que tudo se resolva rapidamente e que a arbitragem baiana volte a ter a harmonia de sempre.

Nota do Blog

Diferentemente do informado pelo presidente da CEAF, o Blog apurou com árbitros e ex-ábitros que, na condição de anonimato, confirmaram a informação que consta acima, que nas duas últimas gestões do SINBAF, a FBF, após racha com os dirigentes do sindicato, orientava seus árbitros a não atuarem em partidas pelo sindicato e também a não pagarem as contribuições sindicais.

Em relação as denúncias, que são serias e refletem na atual situação do sindicato, o Blog entende que uma devassa precisa ser feito nas finanças da entidade para apurar onde foi parar os valores das taxas arrecadados com as empresas pelas atuações dos árbitros em diversas competições amadoras em 2019 e denunciar na justiça os responsáveis pelos desvios, caso tenham ocorrido. Jogar a sujeira para debaixo do tapete e deixar cair no esquecimento enfraquecera ainda mais a entidade que hoje, sucateada, agoniza pelos desmandos de dirigentes que contam com a passividade e subserviência dos árbitros em cobrar os administradores que pode levar a uma impunidade pelos supostos desvios e  administração do patrimônio da categoria.

terça-feira, 11 de maio de 2021

CLIMA TENSO NA ‘BOLHA’!

Em véspera de decisão do Paulistão, árbitros questionam diárias por dias concentrados

A ´BOLHA` - Art. Marçal

Em live realizada ontem a noite (segunda-feira) pela comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol com os árbitros do quadro, que estão concentrados para a fase decisiva do Paulistão 2021, o clima esquentou, principalmente para a toda poderosa APO (Ana Paula Oliveira), que, segundo informações vindas da ‘bolha’, vem sendo pressionada pelo seu grupo para o pagamento de diárias dos dias que eles estão concentrados no hotel, uma vez que tem profissionais próximo de completar trinta dias longe de seus familiares, vivendo apenas das taxas dos jogos.

Segundo uma fonte que participou da live, durante o debate sobre o tema, os FIFAs Raphael Claus e Flávio Souza, contemporizaram argumentando que o momento seria de entregar o campeonato ‘sem problemas’ e resolver a questão posteriormente. Por sua vez, o também FIFA Luiz Flávio fez voz ao grupo, calado temendo represálias, cobrando posicionamento da dirigente.

Em determinado momento da live, teria sido sugerido uma reunião dos árbitros com Reinaldo Carneiro, presidente da FPF ou com o vice, Mauro Silva, pois este está mais perto do dia a dia da arbitragem para um posicionamento da FPF quanto as diárias. O grupo rechaçou a intermediação do Sindicato dos árbitros nas tratativas pelo fato de seus dirigentes, Aurélio Sant’Anna e Regildenia Moura, serem ligados à Federação e ter interesses próprios que os impede de representá-los.

Segundo alguns relatos, Ana vem dizendo em alguns momentos em suas lives, que será impiedosa com quem ousar atrapalhar o projeto da arbitragem paulista.

O fato é que APO está no limite com seu grupo e muito desgastada por conta dos recentes episódios e posicionamentos, entre eles a expulsão de Leandro Carvalho e por, segundo informações, humilhar prestadores de serviços expondo seus erros publicamente.

O que ela disse

O Blog conversou com Ana Paula, momentos antes da publicação deste post. A dirigente disse estranhar as informações, pois segundo ela, os árbitros estavam felizes na live pelo ‘excelente’ trabalho realizado na 12ª rodada. A dirigente disse que compreende os termos conflitantes e naturais do grupo pelo longo período de concentração e usou como base os 50 dias que ficou em situação semelhante  durante os jogos Olímpicos, disputados em Atenas em 2004, onde, segundo ela, vários sentimentos ocorreram durante essa vivencia.

A dirigente ainda disse que os árbitros da ‘bolha’ conversaram com o presidente Reinaldo Carneiro e elogiaram a comissão.

Ana Paula disse que os árbitros foram informados que não haveria pagamento de diárias e quem não pudesse participar da concentração por questões profissionais, teriam a compreensão da comissão.

O Blog tentou falar com Aurélio Sant’Anna Martins, presidente do sindicato dos árbitros (Safesp), sobre o assunto, mas o dirigente não respondeu as mensagens e caso isso ocorra, o post será atualizado.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Edina Batista é tudo isso ou não passa de uma Silvia Regina com grife?

Edina Batista com os capitães de São Paulo e Novorizontino - Crédito: Guilherme Videira

A paranaense Edina Alves Batista, árbitra FIFA, ocupa os holofotes do momento. Arbitrando Série A do Campeonato Brasileiro, Mundial de Clubes, Campeonato Paulista e outras partidas importantes, a baixinha da pequena Goioerê, Município com pouco mais de 20 mil habitantes, no norte do Paraná, se tornou em dois anos a queridinha do apito e da imprensa brasileira. É politicamente correto falar bem da arbitragem dela e corre o risco de ser taxado de preconceituoso e misógino quem discordar ou apontar qualquer erro. Como sempre elogiei os acertos, não tenho medo de apontar os erros sem qualquer medo de julgamentos.

No site www.apitonacional.com.br e nas minhas redes sociais, já chamava atenção desta árbitra quando ela sequer era conhecida por boa parte da arbitragem e da mídia em geral. Do tempo que ainda era assistente e não era escalada para quase nada, principalmente no futebol masculino. Mas também quem prestou atenção notou que pedia calma, pois ela precisava ainda passar por varias situações para se firmar de vez, principalmente em partidas de alto grau de competição onde o resultado fosse buscado em cada dividida, fatos que ainda não tinham ocorridos nas partidas escolhidas criteriosamente pelas comissões, não só para ela trabalhar, mas sim com muitos holofotes para ela brilhar e mostrar uma realidade que não existe na arbitragem feminina.

Seus feitos e sua perseverança são elogiáveis, aproveitou as oportunidades e vem quebrando barreiras e conquistando um espaço antes destinados só aos homens. Mas a pergunta que fica é se ela é tudo isso mesmo, se realmente é este fenômeno do apito que está sendo inclusive cogitada para ser indicada para a próxima Copa do Mundo no próximo ano ou não passa de uma árbitra empolgada destinada ao esquecimento após seus quinze minutos de fama.

Confesso que vi poucas partidas por ela arbitradas e as que vi não me chamaram atenção por não apresentar qualquer grau de dificuldades. Mas vi sim jogadores e treinadores respeitando demais, atuando no limite da paciência da reclamação, algo incomum no tratamento dos jogadores com a arbitragem brasileira, talvez por conta do medo de serem mal interpretados e taxados com os adjetivos acima citados.

No último sábado (13), assisti uma partida com Edina no comando (Novorizontino x São Paulo), disputada no interior paulista e o que vi, pelo grau baixo de dificuldade da partida, confesso que me decepcionei, pois esperava muito mais desta badalada árbitra.

Nos minutos que antecederam o apito inicial e em boa parte da partida, foi uma arbitra exageradamente sorridente, não que devesse ser antipática, mas ficou a impressão que estava desfilando para as câmeras da TV ou preocupada em demonstrar uma calma soberana, quando seu semblante visivelmente a traia mostrando ao contrário. A partida foi tranquila, sem violência ou lances mais polêmicos, mas no único lance da partida onde exigia sua presença, no único onde se esperava a intervenção firme do árbitro, que pela alta qualificação deveria ter decidido de imediato e dentro de campo, ela se escondeu e transferiu a decisão para o VAR no possível e longo diálogo captado pela transmissão.

Veja lance abaixo.

Para piorar, não foi revisar o lance na Área de Revisão da Arbitragem (ARA) como a própria FPF admitiu em nota oficial. O lance foi tão claro, que ninguém, fora a arbitra e possivelmente o responsável pelo VAR, discordaram da penalidade do goleiro Giovanni do Novorizontino em cima do atacante Luciano do São Paulo.

Daí vem o título deste post e pra quem não sabe ou já caiu no esquecimento, Silvia Regina de Oliveira foi uma árbitra FIFA, que atuou no futebol paulista, brasileiro e sul-americano nos anos 2.000. Silvia foi pioneira, quebrou paradigmas e assim como Edina, era a queridinha de todos na época. Apitou vários jogos importantes, com grandes públicos e cobertura da grande mídia, entre eles clássico paulista entre São Paulo e Corinthians, Copa Sul-americana pela Conmebol e Olimpíadas de Atenas em 2004.

A fama durou pouco, pois os erros, que eram muitos, mas tolerados por ser uma mulher, a arrogância e a soberba a afastaram dos jogos e da mídia terminando a carreira no ostracismo, mas não antes de ter validado, já em fim de carreira, um gol de gandula, durante uma partida pela Copa Paulista, na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo. A partida foi decidida no tribunal esportivo que manteve o resultado validando o gol inexistente do gandula artilheiro.

Silvia Regina e o gandula artilheiro

Obs. José Carlos Vieira, hoje com 66 anos de idade, ficou conhecido como gandula artilheiro, virou celebridade local, nacional e até mundial por ter marcado o gol que, na época, salvou a Santacruzense.

A história vai se repetir ou desta vez teremos um final feliz?

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Em antevésperas de apitar jogo, árbitro da Federação Paulista participa de aglomeração em Piracicaba

Empresa de Lucas Bellote, promove evento causando aglomeração e desrespeito as orientações contra disseminação do Covide-19

Lucas Bellote - Crédito: Daniel Teixeira/Estadão

Neste sábado, 27 de fevereiro, antevésperas de atuar na rodada de abertura de Paulistão da Série A2, no clássico lusitano entre Portuguesa de Desportos e Portuguesa Santista, o árbitro Lucas Canetto Bellote, do quadro da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), dá péssimo exemplo e desrespeita as orientações da CEAF paulista para evitar aglomerações para não colocar em risco de contaminação do coronavírus os demais membros da equipe de arbitragem e os jogadores das partidas em que estiver escalado.

A empresa do árbitro (Quality Ville Recreação, Esportes e Musculação Ltda) organizou, inclusive escalando os árbitros, torneio amador de futebol sem respeitar nenhum protocolo sanitário. O jogo foi realizado em uma quadra poliesportiva tradicional de Piracicaba (Arena Bernabeu) para um público de cerca de quinhentas pessoas, a maioria sem mascaras, com muito churrasco, bebidas e pessoas aglomeradas sem respeitar o distanciamento social e demais orientações para evitar a propagação do Covid-19.

Lucas Bellote esteve o tempo todo presente no evento com sua equipe de trabalho, circulando, cumprimentando, parabenizando e abraçando pessoas, muitas sem mascaras, assistiu a partida e participou do cerimonial de premiação, onde a grande maioria não usava máscaras como mostra as imagens deste post.

O cidadão Lucas Bellote tem todo o direito de trabalhar (respeitando todos os protocolos de segurança sanitária) por sua empresa, porém, como árbitro profissional da FPF, tem como obrigação evitar estar presente em eventos como este, principalmente no momento atual, uma vez que ele está envolvido no futebol profissional e pode se tornar um potencial disseminador do vírus e, além do impacto na sua vida pessoal e profissional, pode gerar prejuízo aos clubes e a equipe de arbitragem das partidas em que atuar.

Lucas Bellote (de mascara) assistindo o jogo com uniforme da empresa

É possível fazer esporte amador com todo protocolo sendo respeitado, como já foi feito, também em Piracicaba, pela AAPR durante a final da Copa Libertadores da Várzea, evento liberado e fiscalizado pelas autoridades municipais.

Fora não respeitar os protocolos repassados aos árbitros pela FPF, é preciso considerar que Bellote, que despontou como uma promessa da arbitragem, vem em queda livre na carreira e colecionando polêmicas em jogos, inclusive até com agressão em um jogo da Série B do Brasileiro, e está escalado no jogo da Portuguesa de Desportos, hoje o calcanhar de Aquiles da Comissão de Arbitragem,  por ter sido eliminada nas quartas de final do ano passado pelo XV de Piracicaba em partida com muitas polêmicas.

Não adianta campanha de conscientização de vacinação como está sendo realizada neste ano pelos clubes e FPF, se quem deveria ser exemplo não cumpre cuidados básicos de prevenção contra a pandemia.

Bellote durante a premiação para pessoas sem mascaras

A prática esportiva está proibida na cidade pelas restrições do Plano São Paulo, pois a região já conta com 86,5 mil casos confirmados e 1.594 mortes.

O que eles disseram

O Blog tentou contato com Lucas Bellote para que falasse sobre sua participação no evento, mas não houve resposta até o fechamento deste post.

Contatada, Ana Paula Oliveira, Presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, se limitou a dizer que todos os árbitros foram testados para estarem na pré-temporada nos e jogos, o que não adianta muito se não respeitarem o protocolo participando de aglomerações e não respeitando o distanciamento social e demais itens de segurança sanitária contra o Covid-19 como mostrou esta reportagem.