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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Federação Paulista veta árbitro por não participar de lives

Crédito imagem: Reprodução Watch ESPN

Desde o início da pandemia do Covid-19, a Federação Paulista de Futebol, tem realizado diversas atividades online com árbitros do quadro Estadual. No início de abril deste ano, no inicio da quarentena, em entrevista ao canal ESPN, Ana Paula Oliveira, presidente da comissão de arbitragem da FPF, disse que a entidade estava realizando treinamentos através da internet e monitorando a parte física dos árbitros enviando vídeos e sugestões de treinamentos para serem feitos em casa.

Pouco tempo depois a entidade passou a realizar lives exclusivas com os árbitros do quadro estadual, mas nem todos puderam participar devido a estrutura em suas residências sem sinal de internet, falta de computadores e até mesmo celulares mais modernos para participarem das atividades online.

Lembrando que a pandemia pegou em cheio a categoria com muitos árbitros não tendo sequer o que comer e não puderam se dar ao luxo de investir em equipamentos para participarem das lives. Lembrando ainda que a FPF não fez nenhum tipo de aporte financeiro como adiantamento das taxas ou deu qualquer ajuda aos árbitros durante o tempo que ficaram sem atuar por conta do coronavírus.

Durante a paralisação das atividades, tudo, ou quase tudo, foi feito pelos governantes, pela CBF que fez aporte substancial aos árbitros do quadro nacional, pela ANAF que socorreu as entidades estaduais, por diversas Federações e Sindicatos para minimizar a crise no setor como contas atrasadas sem corte de energia, isenção de multas, de taxas de inscrições da CBF e das Federações.

Crédito imagem: Reprodução Instagram

Mas em São Paulo, onde esta a Federação mais rica e mais bem estruturada do futebol brasileiro, praticamente virou as costas para os árbitros. Para piorar e mostrar mais uma vez que a entidade nunca se preocupou com a arbitragem como seus dirigentes gostam de afirmar, árbitros afirmam que não estão sendo escalados por não terem participado de algumas lives, só que o critério não estaria sendo usado na mesma medida com todos.

Segundo um árbitro que não quis se identificar com medo de represálias, ao questionar o porque que não estaria sendo escalado nos atuais campeonato da entidade sendo que esta apto em todos os quesitos físicos e técnicos, ouviu como resposta que o mesmo não teria participado de todas as lives. Segundo esta fonte, o arbitro Benedito Alessandro de Jesus Santana, não teria sido aprovado nos testes físicos de março, mas como supostamente participou de todas as lives, está sendo convocado para as atividades físicas (Ariet) visando atuar nas competições em andamento da FPF.

Se confirmado e tudo indica que sim, o critério é absurdo, ilegal, tendo em vista que os árbitros são autônomos e até mesmo cruel, a comissão de arbitragem da FPF colocar a presença online em todas lives como um pré-requisito como se em nosso país tivéssemos uma tecnologia espetacular.

Crédito imagem: Reprodução FPF

Entrei em contato com Ana Paula Oliveira para que falasse sobre a denúncia. Ana retornou o contato, mas coincidentemente e apesar dos 100 MB de velocidade, o sinal da internet estava ruim e não conseguimos conversar. Também não conseguimos restabelecer contato até a publicação desta matéria.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Sem luz no fim do túnel: Sindicato Paulista pode ficar às escuras

Safesp não teria pago plano de saúde das funcionárias, as quatro ultimas contas de água e luz e fornecimento pode ser interrompido a qualquer momento

Depois deste Blog noticiar o total abandono da manutenção, limpeza e conservação da sede e também da ausência de administração do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP), venho informar que a entidade poderá sofrer com a falta de água e ficar, literalmente, às escuras nos próximos dias. Isso mesmo, as escuras foi o que eu disse, pois as contas de energia elétrica não estariam sendo pagas o fornecimento pode ser interrompida a qualquer momento como consta na notificação de contas vencidas da ENEL enviada a entidade.

O Blog teve acesso as contas de energia da entidade (abril, maio, junho e setembro) e antes que façam uma auditoria e mova nova ação para descobrir como consegui o documento, informo que obtive com a concessionaria e como nas vezes anteriores que divulguei documentos, de forma licita e sem hackear qualquer equipamento.

O documento abaixo, com vencimento em 14 de setembro, traz notificação de contas vencidas e não quitadas nos meses de  abril, maio, junho e setembro do presente ano que somam R$ 1.505,94 em atraso.

Fora as contas mais básicas, pois as de água também não estariam sendo quitadas, uma fonte próxima a tesouraria da entidade informou que o plano de saúde das funcionárias, com custo de cerca de mil reais mês, não teria sido pago nos últimos meses. Segundo a fonte, duas delas deram à luz recentemente e o não pagamento do convenio, além da preocupação normal de não ter direito a assistência médica, pode trazer sérios problemas, principalmente aos bebês que não terão a segurança de uma rede médica conveniada caso precise.

O pagamento do salário das três funcionárias está garantido até este mês, pois está sendo custeado pelo Governo Federal por meio do incentivo dado para o enfrentamento da pandemia, causado pela Covid-19. Mas como ficara após isso?

Outra preocupação é se o seguro de vida dos associados está em dia. A indagação é por conta dos dias difíceis que a humanidade passa por conta da pandemia e se algum associado vier a falecer, se o pagamento não estiver em dia, a família não receberá o valor da apólice.

Sei e entendo todas as dificuldades do momento e por esse motivo faço um apelo aos árbitros e associados que recolham a porcentagem que é de direito do Safesp – aprovado em Assembleia - e também para todos os árbitros e ex-árbitros que durante o processo eleitoral ressurgiram dos mortos, inclusive gravando vídeos, entre eles Sálvio Spinola, Cleber Abade, Renata Ruel, José de Assis Aragão, Benedito Martinho, que façam de livre e espontânea vontade a doação de qualquer valor para o sindicato paulista conseguir respirar por mais alguns dias e quem sabe surgir uma saída desse caos.

É legal e estatutariamente permitido o Safesp receber doações. Segue os dados bancários para quem quiser ajudar: 

Banco: Bradesco

Agência: 0549,

Conta Corrente: 79900-9, 

Favorecido: Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (CNPJ para DOC ou TED: 51.736.908/0001-07).

Neste post, como disse que faria e como é minha obrigação, informei apenas algumas das muitas coisas erradas que estão acontecendo na entidade e em breve farei uma super matéria dos bastidores do prédio “José de Assis Aragão”, isso se ele resistir ao abandono e estiver de pé até lá.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Safesp e a total omissão de dirigentes e associados

Seguindo o compromisso de levar aos leitores a série de matérias sobre o atual momento do sindicato paulista de arbitragem, hoje vou pontuar a total omissão dos dirigentes e associados!

Aurélio Sant´Anna Martins

Presidente licenciado e que até a presente data não mostrou a que veio, mal assumiu o cargo e abandonou o sindicato para concorrer às eleições municipais na cidade de Jacareí em uma vaga ao Legislativo, órgão que fiscaliza o Executivo e é o responsável por criar as leis municipais. Mas em seu exemplo pessoal não fez isso em nenhum momento, em ato ou decisão junto ao Safesp, pois não foi capaz de cumprir coisas simples como transparência prometida, auditoria nas contas da antiga administração, nomeações dos cargos e comissões entre outros. Aurélio é Maçom, instituição que prega a tolerância, a igualdade, o respeito a autoridade, a liberdade e fraternidade. Bem diferente da sua realidade.

Crédito: Instagram

Com esse comportar já começam a surgir comentários na categoria de que quando eleito o pensamento era: pior não pode ficar! Mas ficou!

O presidente licenciado precisa urgentemente falar com seus associados e mostrar a que realmente veio, inclusive explica a relação com seu suposto diretor de marketing, assessor pessoal e “aspone” Daniel Destro, que continua a “floriar” nas notícias divulgadas no site da entidade.

Se não tem o que esconder, sugiro publicar no site o Regimento Eleitoral que o elegeu, já que publicaram o Estatuto e até mesmo para que todos possam ler o artigo 5º do presente Regimento em que proíbe de concorrer e de permanecer no cargo pessoas com vínculo ao futebol profissional (presidente e vice).

Abaixo print do conteúdo extraído do Regimento Eleitoral de 2.004 e que conduziu o processo eleitoral.

Regildênia de Holanda Moura

Vice-presidente eleita, atual presidente em exercício e respondendo pelo expediente do Sindicato, assim como os demais da sua chapa, “sumiu” das redes sociais na luta por melhores condições dos árbitros paulistas no exercício de suas funções e está sendo mais uma, infelizmente, a usar do cargo para voos maiores.

Regildenia Moura com Emerson Augusto durante curso da Conmebol - Crédito: facebook

Não entrarei no mérito técnico ou merecedor das funções que Regildenia vem desempenhando junto à FPF como analista, junto à CBF como assessora e junto à Conmebol como instrutora técnica e analista, mas sim no aspecto da mesma ignorar totalmente o Regimento Eleitoral e o Estatuto Social da entidade onde ela hoje representa como presidente, mas entro no mérito da moralidade do caso.

Regildênia e muitos outros árbitros obtém boa parte da renda pessoal atuando no futebol profissional. Certamente ela sabia disso quando do processo eleitoral, fez sua escolha e agora é preciso arcar com suas consequências.

Com bom fluxo e trânsito junto às comissões de arbitragem, principalmente em São Paulo por sua proximidade com APO que a convidou para fazer parte da sua comissão, Regildenia vem se destacando e sendo a profissional mais escalada, inclusive batendo recordes no número de escalas em um curto espaço de tempo. Se considerarmos o tempo gasto para cumprir as escalas, os deslocamentos, as aulas e os cursos, onde está o tempo dedicado para a administração da entidade, nesses últimos trinta dias. Por isso não foi surpresa nenhuma ver o total abandono da sede do Safesp, que está literalmente habitada por traças, baratas e ratos de todas as espécies.

Abaixo print com as escalas da CBF nos últimos trinta dias, inclusive com partidas profissionais da Série A, B e C.

Abaixo print da última escala da profissional junto à FPF na Séria A2 do Campeonato Paulista.

Regildênia de Holanda Moura quando questionada por pessoas sobre a atuação dela, insiste em dizer que não possui vínculo e nem atua no futebol profissional, que a maioria de suas escalas são no futebol feminino e que este não é considerado “profissional” no Brasil. Essa argumentação eu nem vou levar em discussão, pois na minha opinião é apenas para desviar o foco.

Reservo-me ao direito de destacar um trecho da súmula oficial (disponibilizada no portal da Federação Paulista de Futebol) e veja o “Profissional” na categoria do jogo.

Seguindo linha de raciocínio logico, se Lucas Canetto Bellotte e Leandro Carvalho da Silva, árbitros envolvidos em polêmicas recentemente na Série A2 do Campeonato Paulista de Futebol Profissional, tivessem como analista de campo Regildênia de Holanda Moura, que certamente e merecidamente teria detonado trabalho deles nas partidas e precisassem do Safesp para representá-los junto à FPF, qual seria o comportamento da dirigente? Defenderia o árbitro que ela detonou na análise ou colocaria em duvidas seu trabalho como analista?

Quem se habilita a responder!

Associados omissos!

O Safesp está abandonado em sua administração, mas também por seus associados. O que já foi o mais importante sindicato do país, hoje está vazio. Um verdadeiro elefante branco encostado em um barranco, com caixa vazio, dividas enormes e administrado por um grupo de aventureiros mais perdidos que cachorro quando cai de caminhão de mudança.

Fotos mostram o abandono da sede do SAFESP

É do conhecimento de alguns que existe um movimento surgindo com alguns associados e outras antigas lideranças para buscar na Justiça um posicionamento oficial de Aurélio e Regildênia, fazendo os escolher entre administrar de fato e como se deve a entidade ou desempenhar suas outras funções. Torço para que isso realmente ocorra o mais rápido possível, pois algo precisa ser feito e por todos!

Também é do conhecimento que ex dirigentes da entidade se movimentam nos bastidores com intuito de angariar apoio entre associados para convocar assembleia, destituir a atual diretoria, empossar uma junta governativa com a missão de convocar novas eleições em conformidade com o estatuto e regimento eleitoral.

Sou contra qualquer tipo de golpe e entendo que se cumpra mandatos conquistados nas urnas, mas entendo também que esta diretoria é ilegítima e como os atuais dirigentes abriam mão de administrar o sindicato, não há outra alternativa a não ser usar a carta magna da entidade para encontrar uma saída para a atual crise e assim salvar esse gigante que está agonizando a espera da pílula milagrosa.

Finalizo afirmando que mais uma vez a entidade foi usada para benefícios próprios, objetivando voos maiores, o que não sou contra, desde que haja trabalho e se cumpra o mandato com ganhos e progressos para ambas as partes.

E informo que seguirei com as matérias, inclusive a do funcionário público, árbitro assistente e atual Diretor Financeiro da Entidade Fabrício Porfírio de Moura, destacando suas “ausências” do posto de trabalho para cumprimento de suas escalas. Viva o portal de transparência!

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Erros de arbitragem na Série A2 balança Comissão Paulista 

A Série A2 do Paulistão, que dá acesso à primeira divisão do Campeonato Paulista em 2021, está definindo seus semifinalistas e após a atuação polêmica e desastrosa de Lucas Canetto Bellotte, que foi afastado para reciclagem, na partida de ida entre Taubaté e São Bento e de Leandro Carvalho da Silva em XV de Piracicaba e Portuguesa, a Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), através de sua presidente Ana Paula Oliveira, escalou árbitros FIFA, os melhores do estado, para os jogos de volta desses confrontos. Os árbitros serão os mesmos das finais do Paulistão da Série A1 deste ano, que certamente indica que a escala tem objetivo de permanência dos membros da comissão no cargo e minimizar as péssimas atuações dos jogos de ida.

Bronca online

Essa escala de segurança foi feita após dirigentes das duas equipes prejudicadas balançarem as estruturas do prédio de número 55 na Rua Federação Paulista de Futebol, na Barra Funda, em São Paulo, que segundo algumas informações, a "Comissão" só não caiu por conta das reclamações devido o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, de licença no cargo e em viagem fora do Brasil e o presidente em exercício, Mauro Silva, ter agido com sua conhecida paciência e diplomacia com todos.

Abaixo a licença de Reinado, publicada no portal da FPF.

Mesmo com toda a boa disposição de Mauro Silva em minimizar os erros de arbitragem, comenta-se que houve uma reunião de aproximadamente vinte minutos, com a participação de Reinaldo Bastos, de forma online, onde ele de forma áspera, cobrou a Comissão por maior desempenho e seriedade, inclusive teria dito para a "toda poderosa" que não é hora para "inovar" e que o campeonato precisa ser encerrado de forma legitima em campo e sem danos as equipes.

Segundo fontes, durante a reunião, Ana Paula teria tentado argumentar, porém não houve espaço para suas "argumentações" e nada pode fazer a não aceitar o pito.

A bronca foi tão grande que a comissão não teve outra saída a não ser fazer uma escala de segurança para conter a gritaria dos clubes e assim garantir, por enquanto, o emprego de todos. A CEAF paulista definiu que o FIFA Raphael Claus apita Portuguesa e XV de Piracicaba na tarde desta segunda-feira (14) no estádio do Canindé em São Paulo valendo uma vaga para a semifinal e o também FIFA Luiz Flávio de Oliveira atuará na noite da próxima terça-feira no confronto entre São Bento e Taubaté em Sorocaba.

Veja escala abaixo.

Ana Paula, pelo que já se sabe, está com seus dias contados no cargo, nem tanto por sua má gestão, mas principalmente por sua personalidade difícil de se lidar e por ser avessa ao trabalho em grupo.  Dois anos se passaram desde que assumiu o cargo e a arbitragem paulista não evoluiu como prometido e como esperado, pois sequer no quadro de aproximadamente 600 árbitros, tem dois promissores com qualidades para apitar partidas decisivas de divisão de acesso, tendo que recorrer aos medalhões o que torna a gestão pífia, principalmente levando-se em consideração o custo beneficio.

Também conta negativamente seus famosos "pitis" e a total falta de honrar a palavra em compromissos assumidos e começa a fechar portas, antes sempre abertas.

Torço para que a "toda poderosa" desça do salto alto e da imagem de boa menina das redes sociais e realmente desenvolva um bom trabalho para a qual foi contratada, pois os comentários ruins e negativos a seu respeito, que já é do conhecimento de muitos, só crescem e não só em São Paulo, mas no Brasil todo. 

Não é raro dirigentes de outras federações reclamarem por conta das quebra de compromissos assumidos por ela em nome da FPF, o que os colocam em grande dificuldades, principalmente com custos tendo em vista que precisam antecipar passagens aéreas e cuidar da logística necessária para receberem os instrutores paulistas em seus estados. 

Os anos estão passando, a juventude e a beleza não é mais a mesma e pelo visto, comportamento antes ignorado, agora não será mais tolerado. Chegou a hora de mostrar competência para merecer o cargo, pois hoje, apadrinhamento, aparência e o marketing pessoal não esta sendo o suficiente. Fica a dica!

Para finalizar e descontrair dizem que o prédio balançou mais que as arquibancadas do La Bombonera em dia de Boca e River em final de campeonato.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Amapá: Ex-presidente continua mandando em sindicato mesmo com mandato vencido em janeiro

Calão entregando cestas básicas adquiridas com aporte da ANAF - Crédito: Diário do Amapá

Como amplamente divulgado aqui neste canal, a ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol -, disponibilizou em maio, aporte financeiro de 3 mil reais para os sindicatos filiados usarem como auxílio aos seus associados para amenizar a crise por conta da pandemia do Covi-19 (leia). Prestação de contas e eleições regulares estão entre os critérios exigidos pela Associação para liberação dos recursos que foram destinados as entidades estaduais exclusivamente para auxiliar os associados (veja abaixo).

Mas no Amapá, a história contada foi bem diferente.

Segundo matéria publicada no dia 19 de agosto do presente ano no Diário do Amapá (leia), o Sindicato Estadual de Árbitros de Futebol do Amapá (Seafa) presidido, de forma supostamente irregular, por Carlos Augusto de Almeida Lima, distribuiu 45 cestas básicas para associados com os recursos de 3 mil enviados pela ANAF.

Segundo Carlos Augusto disse na matéria, o aporte da entidade nacional seria para ser usada nos preparativos das eleições internas, mas que, diante da dificuldade que os árbitros estão enfrentando sem os jogos, direcionou o dinheiro para compra das cestas básicas.

O que não é verdade, pois matéria no site da ANAF deixa bem claro que a verba é emergencial e para ser distribuída entre os associados para amenizar as dificuldades por conta da pandemia.

A fala do ex-dirigente do sindicato na matéria demonstra possíveis irregularidades que ele vem cometendo desde o dia 3 de janeiro quando findou o mandato da sua diretoria frente a entidade e mesmo assim continua como se ainda fosse presidente. Conforme diz a lei, nenhuma pessoa, sem mandato ou decisão judicial favorável nesse sentido, tem direito de falar, agir ou tomar qualquer decisão em nome do sindicato, inclusive não teria legitimidade para compor Comissão Eleitoral, possivelmente sem mandato.

A titulo de informação, a comissão eleitoral lançou edital referente as eleições no dia 8 de fevereiro. Difícil acreditar que a CE tenha sido composta antes do fim do mandato e só deliberado sobre eleição um mês depois.

Edital convocando eleições

Com o fim do mandato e sem uma nova diretoria eleita, o correto seria os associados em dia com suas contribuições, se reunirem em assembleia para eleger, entre eles, representantes para uma junta governativa para em um prazo estipulado, gerir a entidade, convocar eleições e dar posse a nova diretoria eleita.

Outra medida seria qualquer associado procurar o Ministério Público Estadual ou do Trabalho, munido de documentos para denunciar as possíveis irregularidades cometido pelo ex-dirigente que insiste permanecer no cargo mesmo com mandato vencido e assim se perpetuando no poder por conta da passividade dos árbitros amapaenses.

Carlão, como é mais conhecido Carlos Augusto, preside o sindicato desde 19 de dezembro de 2002 quando foi eleito pela primeira vez em eleição com chapa única e presença de Raimundo Américo Furtado, então presidente da Federação Amapaense de Futebol.

Entenda

A última diretoria do Seafa tomou posse no dia 2 de janeiro de 2018 com mandato até 2 de janeiro de 2020.

No dia 8 de fevereiro deste ano, a Comissão Eleitoral deu início ao processo eleitoral com votação prevista para 27 de março.

Em 23 de março, Inácio Barreto da Câmara, presidente da CE, suspendeu, por tempo indeterminado, a data da eleição, mantendo todos as decisões já homologadas.

Documento comprova que mandato da ultima diretoria terminou dia 02/01/2020

O que eles disseram

Tentei contato via whatsaap com Carlos Augusto, mas não recebi resposta até a publicação desta matéria.

Contatado para falar sobre a verba enviada ao sindicato do Amapá e o porque desta entidade ter recebido a verba mesmo não atendendo os critérios estabelecidos para todos, Salmo Valentim, Presidente da ANAF, não respondeu a mensagem até o fechamento desta matéria.

Contatado, Inácio Barreto da Câmara, presidente da CA, também não retornou mensagens e nem esclareceu a data que a CE foi constituída, se foi dentro do prazo legal e o porquê da demora em iniciar o processo tendo em vista que o mandato terminaria no início de janeiro.

Também solicitei o envio do Regimento Eleitoral para esclarecer muitas perguntas sobre a legalidade ou não dos atos do ex-presidente e da CE, mas tanto Carlos Augusto como Inácio Barreto ignoraram o pedido, o que configura falta de transparência e cerceamento de informação, não a este Blog, mas sim aos associados da entidade.

Inácio Barretos, Samuel dos Santos e Roberto Soares, membros da Comissão Eleitoral, são árbitros do quadro nacional da CBF e caso tenham conhecimento ou coniventes com as possíveis irregularidades nas eleições do SEAFA, se denunciados, podem responder procedimentos na corregedoria de arbitragem da CBF.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Safesp e a inversão de valores!

Na última semana prestei depoimento no 23º DP, região de Perdizes, acerca de esclarecimentos em Inquérito Policial nº 1518348-41.2020.8.26.0050 movido pelo Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo a pedido de sua presidente em exercício Regildenia de Holanda Moura e que nomeou como advogado e procurador Aurélio Sant´Anna Martins, presidente licenciado da entidade em virtude de concorrência à cargo eletivo na próxima eleição. O inquérito tem como testemunhas o Diretor do Safesp Financeiro Fabrício Porfírio e o profissional em Tecnologia de Informação Daniel Destro do Carmo.

Da acusação

O Safesp acusa-me de ter agido como hacker e invadido os computadores do sindicato paulista e suas contas de e-mails, em virtude de matéria veiculada neste Blog (leia), onde relato as relações profissionais (até então sigilosas) entre o presidente do Sindicato e o seu técnico de informação que durante toda a campanha eleitoral foi o marqueteiro e principal articulador da chapa liderada por Sant’Anna. A matéria trás detalhes, expõe e contradiz o que até então era a versão oficial de que Daniel Destro não tinha nenhum vínculo com a entidade e que o site da entidade tinha sido reformulado gratuitamente por empresa ligada à Daniel Destro. Os detalhes e os documentos publicados são provenientes de uma fonte muito próximo a entidade ao qual tenho o direito por lei e o dever profissional de preservar o sigilo da fonte.

As testemunhas

Testemunha 1

O Sindicato indicou duas testemunhas sendo o primeiro o diretor financeiro, Fabrício Porfírio de Moura, o qual, segundo os autos deverá confirmar não ter conhecimento de contrato entre a empresa de Daniel Destro e o Safesp.

Aqui aponto mais um absurdo, entre os tantos, da atual administração: onde já se viu o diretor financeiro não ter conhecimento de despesas da entidade, uma vez que estatutariamente compete a ele assinar as receitas e despesas conjuntamente com o presidente. Como o sindicato contrata e assina um contrato sem o parecer ou conhecimento do departamento financeiro? Veja no print abaixo trecho do inquérito onde fica provado o relatado acima.

Testemunha 2

A outra testemunha indicada para ser ouvida no referido IP é Daniel Destro do Carmo, o atual responsável pelo site do Safesp e citado na matéria que desencadeou toda esta situação com modus operandi de conhecimento de todos do meio da arbitragem.

O Safesp apresentou perícia técnica particular, realizada pela empresa de Daniel Destro como principal indicio da denúncia. A perícia juntada aos autos, além de não provar nada, será contestada e derrubada facilmente, pois quisesse o Safesp agir dentro da lei e com a seriedade que o assunto e a acusação merecem, teria realizado com empresa isenta, externa ou pedido perícia judicial.

No emaranhado de teses do relatório, Daniel Destro nos esclarece ainda o “modus-operandi” do presidente Aurélio Sant´Anna ao escrever que ele é quem suspeita de ter sido vítima. Se suspeitava, por que ele que atua na área do direito não representou os interesses do Safesp antes de licenciar-se, pois teve quase seis meses para tomar esta iniciativa.

Teoria da conspiração!

Destro, no relatório de perícia afirma não ter realizado nenhum tipo de verificação nos computadores do Safesp e sim de adotar uma técnica de verificação e de obtenção de dados de computadores de terceiros, no caso eu, e associados (Arthur Alves e Douglas D’Andréa) suspeitos de hackear os computadores da entidade, ou seja, em meu entendimento, quem cometeu desvio de conduta foi ele e com aval e autorização da diretoria executiva do Safesp.

Se perguntar não ofende, qual o critério da escolha dos três outros dois suspeitos? A independência e a liberdade de expressão deles?

Eu garanto que se realmente for realizada uma perícia técnica séria e confiável ficara provado que nos computadores da sede não existe nenhum software malicioso, mal-intencionado, vírus ou até mesmo aplicativo de espionagem instalado e que tudo não passa de teoria da conspiração do Destro e seus bonecos amestrados que sequer imaginam como os documentos vazaram.

Fake News da Diretoria

No relatório de perícia particular, anexado aos autos e elaborado pelo técnico de TI Daniel Destro, supostamente a pedido de Aurélio Sant´Anna Martins, foi enviado um e-mail “isca” objetivando colher dados do computador de quem o acessasse. E-mail este enviado a três pessoas e de forma individual. Eu, como veículo de imprensa, acessei, pois o assunto do e-mail renderia minha primeira matéria elogiando a atual diretoria, pois o assunto era a prestação de contas do primeiro mês da nova gestão, mas era ‘Fake News’, pois a entidade não tinha nada de bom para divulgar.

Se perguntar não ofende, essa prática não é crime?! Se cometida contra associado da entidade e com autorização do presidente não é caso de pedido de indiciamento no Conselho de Ética?!

A falta de informação da Vice

Em seu depoimento prestado à Justiça, a presidente em exercício, Regildenia de Holanda Moura, afirma que eu trabalhei no Sindicato de 2011 a 2019 em uma falha absurda da verdade.

Regildenia sabe que trabalhei no Safesp por um ano e seis meses (de junho de 2014 a dezembro de 2015) e que inclusive, fui desligado quando publiquei a matéria que desencadeou a demissão de Arthur Alves Junior da Federação Paulista de Futebol, matéria que, mesmo não sendo citada, teve participação ativa da própria Regildênia, que até hoje, pelo que se sabe, ela e os demais não foram à Justiça ficando apenas as denúncias feitas por mim no Blog e que agora tentam calar, por cobrar o que acredito ser justo e digno para a categoria.

Em seu depoimento, Regildenia ainda afirma que não causei danos financeiros, mas apenas morais ao Sindicato, mas nada falou sobre o dano moral que ela e sua atual diretoria estão causando a entidade e seus associados não cumprindo, até aqui, nenhuma das promessas de campanha.

O verdadeiro motivo do Inquérito!

Fica claro e evidente que tentam calar o meu direito de expressão, calar a imprensa independente e especializada do país, pois meu simples e humilde site e blog são lidos em todo o território nacional e cujas matérias já desencadearam uma série de ações positivas para a arbitragem. Outros já tentaram e não conseguiram e garanto que não será a atual diretoria do Safesp que irá me calar!

O futuro

Iniciarei uma série de reportagens sobre o Sindicato de Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, sua Diretoria e a sua omissão em ações. Também escreverei sobre o atual desrespeito ao Estatuto Social e quem sabe, levando os associados a uma reflexão estadual e a convocação de uma Assembleia Extraordinária por vontade deles.

Nota da redação

As imagens que ilustram a presente matéria são partes retiradas dos autos do Inquérito Policial e o mesmo não corre sob sigilo de justiça, além de no meu entender ser o assunto de interesse coletivo, pois o presidente de uma entidade representa a vontade de seus associados e no caso do Safesp e da arbitragem paulista.

A Constituição assegura o sigilo da fonte. Assim nem a lei, nem a Administração, nem os particulares podem compelir um jornalista a denunciar a pessoa ou o órgão de quem obteve a informação. Dita o artigo 5º, XIV, da Constituição Federal.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Melhores do Paulistão 2020 e o prêmio APO da arbitragem

Melhores do Paulistão 2020 segundo critérios APO - Crédito: Facebook/FPF

A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou ontem a noite (10) a Seleção do Campeonato Paulista, escolhida pelos técnicos e capitães dos times participantes. Por causa da pandemia do coronavírus, a premiação foi realizada virtualmente e transmitida pela FPF.

O campeão Palmeiras teve três jogadores na seleção, o técnico Vanderlei Luxemburgo, que dividiu a honraria com Ricardo Catalá do Mirassol, o craque da galera, Felipe Melo, e a revelação do campeonato, o volante Patrick. Já o vice Corinthians teve três representantes.

O atacante Artur, do Red Bull Bragantino, foi eleito o craque do Paulistão e dono do gol mais bonito do campeonato, marcado contra o São Paulo, no Morumbi.

Arbitragem e o prêmio APO

Já a arbitragem, seguindo o critério APO, sigla que descobri ser Ana Paula Oliveira, conseguiu ser vaselina, fazer média e ser mediática o bastante para premiar, pela primeira vez na história, dois árbitros como ‘o melhor da competição’.

Não que os dois não mereceram, pelo contrário, tanto Raphael Claus quanto Luiz Flavio tiveram atuações perfeitas nas duas decisões e, pelas duas partidas, fizeram jus a honraria. Mas o que fica bem claro com essa escolha e quero chamar atenção é que a Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) não tem critérios para escolha dos melhores da arbitragem da competição, o que deixa a definição à mercê do bom humor da atual chefe e sabe lá mais o possa envolver a escolha já que, se não tem critérios claros e transparentes, tudo pode acontecer.

Raphael Claus foi eleito melhor do Paulistão pela quarta vez, antes já havia vencido em 2011, 2016 e 2019 - Crédito: Fernando Dantas/GazetaPress

Não consegui confirmar para este ano, mas lembro que até o ano passado, a FPF distribuía mais de 300 mil reais de prêmios aos árbitros pela competição e não se ter um critério definido e transparente para escolha dos melhores é de um amadorismo assustador, principalmente em se tratando da Federação mais importante do país! A falta de critérios transparentes, além de colocar sob suspeitas qualquer escolha, priva os demais árbitros de concorrerem a uma premiação que, além do ganho financeiro, eleva o currículo de qualquer um a patamares de primeira linha em qualquer função que venha exercer na arbitragem brasileira.

O critério utilizado na escolha deste ano me reverte a triste época em que Cel. Marinho ocupava a mesma cadeira hoje ocupada pela presidente APO e a escolha era feita justamente nos mesmos modus operandi por ele momentos antes das glamourosas festas de premiação conforme seu bom humor e indicações de terceiros.

Segundo critérios APO (Ana Paula Oliveira), assim ficou a relação dos melhores da arbitragem paulista em 2020.

Melhor arbitro: Raphael Claus e Luiz Flavio Oliveira. Neuza Inês Back e Daniel Paulo Ziolli completam o melhor trio.

Ana Paula Oliveira, presidente da CEAF/SP e criadora dos critérios APO - Crédito: FPF

O critério APO é tão esdrúxulo que temos Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Marcelo Carvalho Van Gasse como parte do segundo melhor trio, mas não teve o segundo melhor árbitro que pode ser tanto Raphael Claus, quando Luiz Flavio. Já o terceiro trio é formado pelo árbitro Douglas Marques das Flores e pelos assistentes Evandro de Melo Lima e Danilo Ricardo Simon Manis.

Parabéns aos premiados, vocês fizeram por merecer e aos demais, não desanimem e continuem atuando na sua perfeição que um dia a sorte sorri pra você e quem sabe finalmente poderá ser notado pelos critérios APO.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Porque a arbitragem de Pernambuco não evoluí?

Árbitros de outros estados, diversos presidentes de comissão e conselhos de Rabello não surtiram efeitos desejado pelo gestor e enxugador de gelo Murilo Falcão

Diego Fernando apitou a final entre Santa Cruz e Salgueiro - Crédito: Anderson Stevens/Sport 

No último final de semana e no meio desta semana tivemos finais de campeonatos importantes como Copa do Nordeste e os campeonatos pernambucano e alagoano. Em dois deles, Copa do Nordeste e Alagoano, os árbitros fizeram aquilo que se esperavam deles ao saírem de campo no apito final de forma discreta e sem serem notados recebendo os elogios da critica após as partidas.

Já em Pernambuco, também ocorreu o que se esperava, ou seja, arbitragem confusa, lances polêmicos e muitas reclamações dos clubes. Por mais que tente, por mais que gaste, a Federação Pernambucana de Futebol não consegue revelar um árbitro local de qualidade e quando surge algum talento, logo é posto como salvador da pátria, sente o peso e se queima.

Foi assim com o jovem árbitro Diego Fernando de 34 anos e espero que tenha forças para se recuperar, pois outros salvadores da pátria como Gleidson Lopes, Luiz Sobral,  Gilberto Castro e José Washington, não tiveram e hoje perambulam escondidos como múmias em partidas inexpressivas tanto a nível local como nacional.

A FPF vem enxugando gelo a anos no que diz respeito a arbitragem e continuara enquanto seu maior gestor, Murilo Falcão, segundo vice e diretor de competições da atual gestão, continuar palpitando nas escalas dos árbitros. O CEO da FPF palpita em tudo, inúmeros presidentes de comissões passaram nos últimos anos na FPF, mas na realidade não passaram de ventríloquos repassando as ordens de Murilo. Ele que escolhe quais árbitros entra e deixa o quadro local e nacional, escolhe quem apita e quem deixa de apitar e tenta até mesmo influenciar na escolha internacional tentando ano após ano emplacar o bom assistente Clóvis Amaral no quadro da FIFA.

O ultimo bom árbitro do estado, que foi FIFA durante anos, Wilson Mendonça, é persona non grata e odiado na sede da entidade por criticar o trabalho desta gestão. Wilson foi polêmico com o apito e não menos com o microfone, mas fazendo uma alto crítica no trabalho realizado nos últimos anos, será que ele não tem razão? A FPF é uma das federações que melhor paga taxas de arbitragem no país, investe pesado na formação e no treinamento dos seus árbitros, mas mesmo assim, ninhada após ninhada, nenhum ovo vinga. Por que será! Culpa da galinha ou do galo!

Criticas a atual gestão da FPF tornaram o ex-FIFA Wilson Mendonça 'persona non grata' na FPF - Crédito: Marceloec.com.br

Só lembrando, esta mesma gestão já levou a toque de caixa, pagando valores absurdos, a árbitros de outros estados como Marcelo Henrique, Sandro Ricci e Péricles Bassols. Todos eles com taxa FIFA e outras regalias de verdadeiros reis e faraós. Teve ainda a bela catarinense Fernanda Colombo, que foi contratada unicamente para afasta-la da perseguição em seu estado natal, pois tinha como atributo seus belos pares de olhos e corpo de modelo para promover o campeonato, mas não tinha talento com a bandeira nas mãos, o que pode ser comprovado pela carreira abreviada por erros históricos. 

Os forasteiros não tem culpa, pois bom ou ruim, fizeram o trabalho para o qual foram contratados. Mas a gestão de Murilo Falcão, envaidecida pelos escudos FIFA que não conseguia com seus árbitros e pela mídia momentânea que trazia, não previu que eles, além de não trazerem nada de ganho imediato tendo em vista que cometeram erros e sofreram as mesmas criticas dos locais, não deixariam nenhum legado a arbitragem local. Um deles era tão estrela que chegava no aeroporto de manhã, ia para o luxuoso hotel Transamérica na belíssima praia de Boa Viagem, atuava no jogo e do estádio seguia direto para o aeroporto levantando voo com sorriso de deboche no rosto e com os bolsos abarrotados pela alta taxa que recebia.

Até aos conselhos do então presidente da comissão de arbitragem da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ), Jorge Rabello, o gestor da FPF recorreu. Inclusive corre nos bastidores que teria sido o carioca que sugeriu o nome de Sebastião Rufino Filho para o cargo que ocupa em sua ida a Recife. 

Murilo Falcão é o gestor principal da FPF à décadas - Crédito: Rafael Bertanha

O resultado não poderia ser outro, a má gestão resultou em uma década perdida e pelo que vimos nos jogos deste estadual, a próxima também está sendo comprometida. Enquanto isso, os dirigentes se blindam para se perpetuarem no poder, afastam quem faz criticas, adoçam a boca dos puxa-sacos e vão continuar importando árbitros de outros estados para os jogos decisivos.

Se o manda chuva da FPF quiser mudar o cenário, é passado a hora de ter humildade e ouvir as criticas, até mesmo se preciso for de seu opositor Wilson Mendonça, pois elas falam e como diz sabiamente um dos dirigentes que passaram pela CEAF/PE, "O homem que não aceita ser criticado não evolui. Ele se torna um poste que não sai do lugar". (Salmo Valentim).

Como disse Santo Agostinho: ‘Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem’.